
Nos últimos dias, vários foram os assuntos que me fizeram não escrever.
Não escrevi por decepção. Decepção relativamente a assuntos sobre os quais, normalmente, costumo escrever. Por exemplo, a política e o PSD, o Sporting e o futebol nacional.
Comecemos pelo Sporting. Hoje vou falar do Sporting.
Não contem comigo para crucificar o Rei. O Rei Sá Pinto. Que errou, como é óbvio, tal como errei muitas vezes. Mas o Liedson também terá errado, certamente.
O Sá Pinto fez coisas boas neste curto período em que exerceu o cargo de director para o futebol. A entrega dos jogadores em campo foi diferente. Ganhámos, por isso, quase todos os jogos. O que o Sá Pinto fez foi defender os sócios e os adeptos que são, esses sim, o Sporting.
Já tinha escrito sobre esse assunto. O Sporting sou eu, é o Sá Pinto, é o Paulinho, é o Patrício da Torcida Verde, são as suas claques, são aqueles sócios da bancada central que, aconteça o que acontecer, não arredam pé.
O Sá Pinto excedeu-se. Eu também já me excedi. Mas defendeu os sócios. O que, não sendo justificação, é claramente algo digno de um grande sportinguista.
O Sporting ganhou, neste último fim-de-semana, com golo do Liedson.
No último jogo para o campeonato, ganhámos com dois golos do Liedson.
Já ganhámos competições por causa do Liedson. Se não fosse o Liedson, possivelmente não teríamos estado tantas vezes felizes, a jogar na Liga dos Campeões.
O Sporting fica, por isso, melhor com o Liedson. Porque vale muitos golos, muitos pontos, muita alegria e muito dinheiro.
Mas o Sá Pinto não tem preço.
Posso estar errado no que estou a dizer. Podem até dizer que estou a defender o que não tem defesa. Podem dizer o que quiserem. Mas não contem comigo para bater no Sá Pinto. Porque bater no Sá Pinto é "agredir" uma referência de raça, irreverência e atitude. É bater num símbolo dos jovens. É bater no Sporting.
Entre o Liedson (e mais uma série de jogadores) e o Sá Pinto, estou do lado deste último. Não contem comigo para me mudar para o outro lado.
Os jogadores? Que joguem à bola, que ganhem os jogos, que justifiquem a fortuna que ganham! Que comam a relva, que deitem sangue e suor à procura das vitórias. E que venham, no fim dos jogos, agradecer aos sócios e adeptos. Porque vamos a todo o lado, faça chuva, sol, frio, vento ou neve.
O Sporting somos nós. Sá Pinto inclusivé.