segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Já se adivinhava


O jornal Público preocupava o Governo. O Director do Público foi substituído.

O "Jornal de Sexta" chateava o Primeiro-Ministro. O "Jornal de Sexta" deixou de existir.

Manuela Moura Guedes apresentava esse Jornal. Foi para a rua.

O "Sol" também não era amigo. Tiraram a publicidade.

Moniz dirigia a TVI. Apesar dos sucessos nas audiências, tiraram-no de lá.

Marcelo assustava. Primeiro, reduziram o tempo do programa. Depois, tentaram tirá-lo da televisão pública.

Agora, pelos vistos, os artigos de opinião escritos por Mário Crespo no JN, as entrevistas que tem dado e as mediações de debates que faz na SIC Notícias estão a causar algum desconforto ao Primeiro-Ministro e a alguns membros do Governo e do Partido Socialista.

Ouvi muita gente criticar a claustrofobia democrática. Talvez tenham recebido indicações para o fazerem. Mas que ela existe, isso não poderemos negar.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Risco Alegre


Com Manuel Alegre, parece-me evidente que em Portugal o risco de se ter um Presidente da República com o apoio, inequívoco e incondicional, do Bloco de Esquerda é superior do que se a escolha tivesse passado por qualquer outro candidato.
Parece-me também evidente que será muito difícil a Alegre conseguir derrotar Cavaco Silva, facto que, a acontecer, só seria possível numa segunda volta. Apesar de ser muito difícil e de eu não acreditar muito que venha a acontecer, ainda assim, não deixa de ser possível. Parto do princípio, ainda não confirmado, de que Cavaco Silva se irá recandidatar para segundo mandato.
A conjuntura é dura: o desemprego está nos dois dígitos, o défice está também perto desses dois dígitos, a dívida do Estado compromete já, e de forma bastante séria, as gerações de portugueses que ainda estão por nascer. Politicamente, a esquerda extremista e radical tem um peso muitíssimo superior do que nos países modernos e desenvolvidos da Europa e do Mundo. O partido de Governo não tem maioria absoluta na Assembleia da República. É certo que seria melhor se houvesse, nestas circunstâncias, uma maioria absoluta de apoio à política do Governo. Mas tendo em conta que, neste momento, o partido de Governo é o Partido Socialista, a maioria relativa parlamentar, a julgar pelos últimos anos (e correspondentes resultados), acaba por ter de ser vista como um cenário menos mau.
Será esta, certamente, a conjuntura do país quando houver Presidenciais, em 2011.
Mas será que Portugal, com esta conjuntura, "sobreviveria" com um Presidente da República de esquerda? Seria viável um Portugal com um Presidente que teve, em primeiro lugar, o apoio do Bloco de Esquerda?
A candidatura de Alegre deve ser vista, pelos portugueses, como um grande risco. Mais um risco que nós, portugueses, correríamos. É um risco Alegre, que não traz rigorosamente nada de alegre para o país. Pelo contrário, até.
E este é um cenário. Pouco provável, é certo. Mas possível. Normalmente, quando se quer fugir das perguntas, os políticos dizem que não falam de cenários. Pois que não fujam a esta questão nem deixem de avisar os portugueses do cenário de um país com este Risco Alegre. É que não poderia haver pior altura para riscos.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O congelamento de salários dos funcionários públicos


Com o Orçamento de Estado para 2010, os salários dos funcionários públicos ficaram congelados.
Tendo em conta a duríssima situação económica do Estado Português não poderia haver outro caminho. Por isso, esta proposta, específica, do Governo faz todo o sentido.
O que acontece é que os órgãos de comunicação social estão a dizer que o congelamento de salários foi proposto pelo PSD. Dizem, alguns desses órgãos, que foi uma condição imprescindível que o PSD colocou para poder viabilizar o Orçamento.
Ora aqui está mais uma enorme manobra de propaganda dos socialistas, a que, de uma forma um pouco mais educada, Pacheco Pereira define como situacionismo.
Os portugueses devem perceber que o PSD não tem nada contra os funcionários públicos.
Os portugueses devem perceber que este congelamento de salários só acontece fruto de anos e anos de governações socialistas que foram desastrosas para a nossa economia.
Possivelmente, se o Governo tivesse acolhido os avisos feitos antecipadamente pelo PSD, não chegariamos a este ponto.
Essa é a verdade. Que não passa nos telejornais. Que não aparece nos noticiários matutinos das rádios. Que não é impressa nos jornais que se vendem todos os dias. Mas que merece ser dita.
Os salários dos funcionários públicos foram congelados também porque o PS não tinha outra alternativa. Em mais de quatro anos de maioria absoluta não fez as reformas necessárias na função pública. Perdeu essa maioria. Mas poderia, se quisesse, opor-se a essa hipotética condição do PSD.
O PSD compreende as pretensões de quem trabalha na função pública.
Mas quem trabalha na função pública deve compreender que a questão é entre ter trabalho ou não ter trabalho. Entre ter ordenado e não ter. Entre poder pagar empréstimos e não poder. Entre ter pão em casa e não ter.
Os aumentos salariais estão, por isso, completamente fora de questão. E a responsabilidade é, como acima disse, exclusiva do Partido Socialista.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Porque se aproximam as directas...

Talvez fosse importante que todos aqueles que se irão apresentar às eleições para o novo líder do PSD compreendessem as palavras a utilizar. Mais do que as palavras, no futuro próximo irão interessar os comportamentos.
O PSD, neste momento, além de se unir, precisa de se abrir. À sociedade civil, sobretudo aos que, sendo da área do PSD, podem ser úteis mais-valias para o futuro político, social e económico do nosso país.
Antes de se dizer que é preciso mudar, é preciso saber onde estamos. O PSD, na campanha que fez para as legislativas, mostrou ter tomado opções correctas. Este Orçamento de Estado para 2010 é a prova disso. Não podemos, porque o país não resistirá, colocar os interesses partidários à frente dos interesses nacionais.
Disse, acima, que o PSD precisa de se abrir. Disse também que temos de nos unir. Pois então que se crie o ambiente favorável a essa união, que tem de ser generalizada (mas verdadeira), e que se esqueçam os desafios a outros possíveis candidatos e as apreciações sobre aqueles que, podendo constituir oposição a um determinado candidato, não deixarão nunca de ser grandes mais-valias para o Partido e para o País.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Também não contem comigo!


Depois de ter escrito ontem sobre um episódio interno do Sporting, escrevo agora sobre alguns acontecimentos dos últimos dias.
Os últimos dias foram o princípio daquilo que eu tenho vindo a alertar de que iria acontecer.
As escutas telefónicas, de Pinto da Costa, foram divulgadas e estão acessíveis a quem as quiser ouvir. Duas coisas há que condenar: em primeiro lugar, a divulgação das escutas; em segundo, o seu conteúdo.
O conteúdo deu razão ao Sporting. Porque o Sporting denunciou o que se estava a passar. O Sporting lutou, como nenhum outro clube, pela verdade desportiva em Portugal e terá mesmo sido o clube mais prejudicado.
Enquanto sportinguista, senti-me ainda ofendido pelo que Pinto da Costa disse do Paulinho.
Ainda de condenar as sucessivas cenas ocorridas nos túneis em dias de jogo do Benfica. Além do jogo Benfica-Porto e Braga-Benfica, parece que também houve cenas condenáveis no Benfica-Nacional. Os prejudicados, exceptuando um jogador, foram sempre os adversários do Benfica.
A consequência prevista para os factos previstos na nota de culpa sobre o que aconteceu com dois jogadores portistas e seguranças do Benfica realça a incompetência de quem dá as sentenças. Graças a eles, possivelmente, vamos ver um dos maiores artistas da nossa Liga a jogar num outro campeonato!
Somos constantemente confrontados com notícias absurdas. Hoje, quer-se dizer que um empresário quis pagar a jogadores do Leixões para ganharem ao Benfica no sentido de beneficiar…o Braga.
Não me contem histórias. Já não chegavam as parciais e miseráveis arbitragens?!
Além destes factos, é de condenar também o facto do automóvel onde seguia o Presidente do Futebol Clube do Porto ter sido apedrejado no Estoril. Lastimável.
O futebol português, não sendo dirigido por vigaristas, por estes é controlado. A classificação dos campeonatos é uma aldrabice. Não contem mais comigo para alertar o que já tinha alertado. Não contem comigo para juntar mais palavras a esta desvergonha. Até já anunciei o campeão. Se tudo assim continuar, o campeão está decidido. A sério, não contem comigo. Falem-me de futebol, se quiserem!
Quanto ao resto, a Justiça que funcione!
Só há uma coisa que me assusta: como isto está, não tenho a certeza de que este ambiente, de terror, possa ser controlável.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Não contem comigo!


Nos últimos dias, vários foram os assuntos que me fizeram não escrever.
Não escrevi por decepção. Decepção relativamente a assuntos sobre os quais, normalmente, costumo escrever. Por exemplo, a política e o PSD, o Sporting e o futebol nacional.
Comecemos pelo Sporting. Hoje vou falar do Sporting.
Não contem comigo para crucificar o Rei. O Rei Sá Pinto. Que errou, como é óbvio, tal como errei muitas vezes. Mas o Liedson também terá errado, certamente.
O Sá Pinto fez coisas boas neste curto período em que exerceu o cargo de director para o futebol. A entrega dos jogadores em campo foi diferente. Ganhámos, por isso, quase todos os jogos. O que o Sá Pinto fez foi defender os sócios e os adeptos que são, esses sim, o Sporting.
Já tinha escrito sobre esse assunto. O Sporting sou eu, é o Sá Pinto, é o Paulinho, é o Patrício da Torcida Verde, são as suas claques, são aqueles sócios da bancada central que, aconteça o que acontecer, não arredam pé.
O Sá Pinto excedeu-se. Eu também já me excedi. Mas defendeu os sócios. O que, não sendo justificação, é claramente algo digno de um grande sportinguista.
O Sporting ganhou, neste último fim-de-semana, com golo do Liedson.
No último jogo para o campeonato, ganhámos com dois golos do Liedson.
Já ganhámos competições por causa do Liedson. Se não fosse o Liedson, possivelmente não teríamos estado tantas vezes felizes, a jogar na Liga dos Campeões.
O Sporting fica, por isso, melhor com o Liedson. Porque vale muitos golos, muitos pontos, muita alegria e muito dinheiro.
Mas o Sá Pinto não tem preço.
Posso estar errado no que estou a dizer. Podem até dizer que estou a defender o que não tem defesa. Podem dizer o que quiserem. Mas não contem comigo para bater no Sá Pinto. Porque bater no Sá Pinto é "agredir" uma referência de raça, irreverência e atitude. É bater num símbolo dos jovens. É bater no Sporting.
Entre o Liedson (e mais uma série de jogadores) e o Sá Pinto, estou do lado deste último. Não contem comigo para me mudar para o outro lado.
Os jogadores? Que joguem à bola, que ganhem os jogos, que justifiquem a fortuna que ganham! Que comam a relva, que deitem sangue e suor à procura das vitórias. E que venham, no fim dos jogos, agradecer aos sócios e adeptos. Porque vamos a todo o lado, faça chuva, sol, frio, vento ou neve.
O Sporting somos nós. Sá Pinto inclusivé.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Bem-vindo, Francisco!

Com 4,2 kg, o Francisco tem personalidade jurídica.
Está realizado o meu segundo dos 12 desejos que fiz à meia-noite, na entrada para 2010.
Bem-vindo, Francisco!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Verdades sejam ditas

Com várias defesas, várias delas de grande dificuldade, Rui Patrício tem sido um dos grandes factores, porventura o mais decisivo, da série de seis vitórias consecutivas da equipa do Sporting.
Numa época excepcional, em que a equipa está longe da luta pelo título, foi Rui Patrício que evitou males maiores.
Por isso, Rui Patrício é um dos três melhores guarda-redes portugueses. É o melhor guarda-redes jovem nacional e chegará, certamente, a número um da selecção nacional.
Ontem, sofreu um golo caricato. O Adrien passou-lhe a bola, mas o péssimo estado do relvado fez com que a bola saltasse e o pontapé saiu errado. Sem poder agarrar a bola, tentou cabeceá-la, mas não conseguiu. Um jogador chinês, que estava em dia sim, marcou o segundo golo do Mafra.
O Sporting passava a ganhar, então, por 4-2.
Quantos erros, dos melhores jogadores do mundo, aconteceram nas mesmas circunstâncias?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ainda sobre o Congresso

Tenho lido, em vários blogues e sites, e ouvido várias pessoas que gostariam que o Congresso Extraordinário do PSD fosse realizado no Alentejo.
Tendo em conta os fins pretendidos com esse mesmo Congresso, creio que o local seria algo secundário.
Mas, pessoalmente, gostava muito que se realizasse no Alentejo ou no Ribatejo. Que são locais onde o PSD, em vários dos municípios, é mesmo a terceira força política.
Seria um sinal de que estamos atentos a essas duas regiões. Que merecerão, num futuro breve, um esforço acrescido do PSD.
Se fosse eu a escolher, gostaria muito que o Congresso fosse realizado na Chamusca, terra comunista, mas com crescimento recente socialista. Seria uma alegria para aquelas gentes, se pudessem ver de perto alguns dos grandes protagonistas da vida política portuguesa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Podem encomendar as faixas!

Sim, podem encomendar.
Porque o título de campeão nacional está decidido há muito tempo.
Este fim-de-semana, roubo de dois pontos no Dragão e tentativa de roubo ao Sporting de Braga em Coimbra.
O Benfica voltou a ter a ajuda do árbitro. As imagens são claras. Não se passou nada. Nada mais do que o que se tinha passado minutos antes com Peixoto e Di Maria. Peixoto não viu nada, Di Maria apanhou amarelo, o jogador do Marítimo foi para a rua. Por muito menos.
Numa jogada em que o Marítimo saía para um contra-ataque perigosíssimo, o senhor Ferreira parou a jogada e marcou uma falta, beneficiando o infractor. Logo a seguir, a jogar contra dez, o Benfica mata o jogo.
O Benfica é campeão e vai ganhar a Taça da Liga. Não tenho dúvidas disso. Podem encomendar as faixas.
O golo do 5-0, é curioso, é igual ao golo anulado contra o Benfica para a Taça da Liga.
O título vai ser conquistado com total falta de respeito pelo profissionalismo de vários atletas. É deles que tenho pena.
Porque todos os adeptos, que não são do Benfica, estão absolutamente conscientes de que num outro qualquer país desenvolvido deste mundo, o que se tem passado com as competições internas portuguesas teria de ser resolvido num único local: o tribunal.
É o total descrédito do futebol português. E alguns dirigentes do Benfica, assim como alguns outros agentes ou ex-agentes do futebol (exemplo: Paraty), têm sido claramente coniventes com tamanha deturpação da verdade desportiva no futebol português. Isso é visível num programa que passa às segundas-feiras.
Quem fala bem é o Lucílio Baptista. Diz que os árbitros "têm feito um excelente trabalho". E se têm.
Parabéns aos benfiquistas.
Os outros, os que gostamos de futebol, vamos continuar a seguir as nossas equipas e a olhar, com inveja e admiração, para campeonatos como o francês (que bom campeonato!), o inglês (que é cinema, a comparar com o nosso!), o espanhol (que tem salero, mas verdadeiro), o italiano (onde a Justiça funciona), o alemão ou mesmo o turco (que protege os jogadores turcos e é onde joga o melhor avançado português).

domingo, 17 de janeiro de 2010

O PSD, o Congresso e os contras


Em Portugal, ouvimos muito a expressão “contra tudo e contra todos”.
Sempre que o Benfica ou o Porto ganham qualquer coisa e o seu presidente fala, dizem que ganharam “contra tudo e contra todos”.
Nos sites onde são permitidos comentários aos leitores, sobretudo os sites de notícias, os que comentam usam, incessantemente, a palavra “contra”. Contra este e contra aquele.
Lembro-me também, quando recapitularam a vitória do PSD nas europeias, que se valorizou o facto da escolha do cabeça-de-lista ter sido feita “contra a vontade” de várias pessoas.
Seremos um país que tem de ser mesmo “do contra”?
O Hino, algo que nos une a todos e faz explodir, em cada um de nós, o amor por Portugal, termina com “contra os canhões, marchar, marchar”.
A notícia nacional dos últimos dias conta-nos a disponibilidade de um homem que se candidatou a Presidente da República…contra Mário Soares. Quer agora ser o candidato do PS contra Cavaco Silva. Apesar de já ter sido candidato contra o próprio PS.
O PSD, como o resto do país, tem vivido nesta base “do contra”. Este está contra aquele e aquele está contra o outro. As bases estão contra as elites. E dentro das elites há os tais barões que estão sempre uns contra os outros.
Nos últimos tempos, falou-se de uma recolha de assinaturas para a realização de um Congresso. Logo se falou das várias pessoas que estão contra. Contra as assinaturas ou contra o Congresso. Há sempre alguns que estão só contra a pessoa que tomou a iniciativa.
Parte dos que estão contra o Congresso, justificam essa postura do contra por desejarem eleições directas rapidamente.
Nas directas, o partido anda dividido. Quem vai contra Passos Coelho?
Eu não sou contra o Congresso, nem sou contra Passos Coelho, nem contra as elites, nem contra as bases, nem contra isto ou aquilo, este ou aquele, ou aqueloutro.
Já chega!
A esmagadora parte dos portugueses está contra aquilo que se passa no PSD.
E o facto de não conseguirmos vencer a um Governo muitíssimo contestado por oito décimas dos portugueses acaba por ser, isso sim, contra-natura.
Uma das assinaturas para o Congresso é a minha. E assinei, não pela admiração que tenho por quem as promoveu (apesar de também a ter), mas por duas razões.
A primeira é a de que o PSD não pode continuar a ser um partido sem causas, em completo desnorte, sem pontos que possam ser imediatamente reconhecidos pelos portugueses.
A segunda é a de que o partido não pode continuar a viver nesta lógica, em que metade está contra a outra metade ou em que um terço está contra os outros dois terços, e vice-versa.
Não pode haver, em dois anos e por força da alteração do líder, uma mudança radical ao ponto do discurso do PSD, num ano, ser radicalmente contra aquele discurso que tinha sido adoptado no ano anterior.
Isso só acontece por causa da primeira razão: verdadeiramente, neste momento, o PSD (visto no seu todo) não sabe bem o que quer, não sabe o que pensar, não sabe o que fazer, mas, acima de tudo, não chega a saber muito bem quem é.
Isso é grave. E não pode continuar.
Por isso, o Congresso é ideal para que o PSD possa reencontrar a sua identidade, a que nos une a todos.
O líder? Qualquer que seja o líder, neste momento, terá, mesmo dentro do partido, uma boa parte de pessoas contra ele.
Até relativamente à futura liderança, o Congresso poderá ser produtivo.
Pessoalmente, gostaria de ouvir Passos Coelho. Se houvesse hoje eleições directas e se fosse candidato único, eu, possivelmente, votaria em branco. Digo-o com franqueza. Não o conheço, não sei o que quer e o Congresso, pelo seu impacto e não só, poderá ser uma boa oportunidade também para ele se apresentar, a si e ao seu projecto, para o partido e para o país, e mobilizar o PSD em torno deles.
Teria todo o gosto em ouvi-lo. A ele e a todos os outros. Os que querem ser líderes e os que não querem.
Repito. Já chega! Chega de tantos contras!
Nem o PSD nem o país aguentam esta situação muito mais tempo!
Vamos ouvir-nos uns aos outros! Vamos encontrar os pontos de união!
E se não conseguimos viver sem os contras, então que façamos isso contra o orgulho excessivo de cada um de nós.

Voltou!


Liedson, ainda com algumas limitações, voltou.
Voltou aos relvados e aos golos.
Voltou a fazer a diferença.
Mas não foi só ele.
Mesmo sem Liedson, o Sporting voltou a praticar um futebol que nos dá a força de nos metermos, todos, a caminho de Alvalade. E de saír de lá com um sorriso. Outra vez!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Portugal visto pelos socialistas

A julgar pelas palavras do actual e do último Ministros das Obras Públicas, Portugal é, ou pode passar a ser visto, assim.




Pelo meio, fica o Tejo.

O Red Bull dá-te asas!...


Afinal, não é verdade que o evento Red Bull Air Race vai custar o mesmo a Lisboa do que o que custou ao Porto e a Gaia.
Helena Roseta, ao que consta, percebeu isso numa reunião. Depois, abandonou o local.
Será que o Red Bull deu asas à Vereadora? É que se foi embora. E não voltou mais!
Ou então foi mesmo beber um Red Bull. Que, segundo os anúncios publicitários, refresca o corpo e a mente.

Oi?


Bruno Paixão, à frente.


Bruno Paixão, atrás.

Já disse que estou de acordo com Vitor Pereira quando diz que os árbitros têm sido parciais.
Porque não começa, então, o senhor Vitor Pereira a nomear árbitros imparciais?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Buracos

Uma das coisas que mais me irrita, no dia-a-dia, são os buracos nas estradas.
Até às eleições foram arranjadas algumas estradas. Lembro-me de uma, ali ao pé do liceu Pedro Nunes, mesmo ao lado do Jardim da Estrela, que estava toda esburacada. Pensei nisso os cinco dias da semana que passava por ali. Mas antes das eleições de Outubro, rapidamente aquela rua se tornou outra.
Mas a proximidade das eleições, apesar de serem boas para aqueles que vivem em concelhos de autarcas um pouco mais desleixados, não resolve todos os problemas.
Hoje, num dos acessos que nos fazem chegar ao Eixo-Norte Sul, no sentido do Lumiar, passei numa estrada com quase nenhuma iluminação, passei num buraco enorme e a jante saltou do pneu. Por sorte, não foi direita ao autocarro, que conseguiu parar a tempo nem acertou numa senhora, já com alguma idade, que por ali passava. Foi mesmo uma grande sorte!
Já tinha falado nos buracos. Peço desculpa por voltar a falar deles. Só que penso neles quase todos os dias. São os dias em que ando de carro.
De Belém a Benfica, dos Prazeres ao Lumiar, para não falar daquelas estradas quase intransitáveis em Alcântara e na Ajuda, as estradas de Lisboa têm cada vez mais buracos e, além de causarem danos aos veículos, começam a pôr em causa a integridade física daqueles que ainda têm a coragem de andar a pé, em locais com pouca gente e com pouca luminosidade, depois do sol se pôr.
Talvez não fosse má ideia que aqueles que governam os lisboetas começassem a arregaçar as mangas e a pensar nos problemas do dia-a-dia da pessoas. Seria muito mais consequente do que as ciclovias (mal feitas ainda por cima) que poucos usam, do que aquelas fantasias de festivais aéreos, além dos, já célebres, campos de girassóis.
Falo hoje dos buracos nas estradas. Mas poderia falar das segundas e terceiras filas de estacionamento. E de uma série de problemas que um condutor enfrenta no seu quotidiano. Não é sério falar-se numa estratégia de redução de tráfego automóvel quando os transportes públicos são manifestamente insuficientes.
Os que chegam a Lisboa todos os dias de concelhos limítrofes não têm outro modo para chegar à cidade. Apenas alguns têm o combóio. Os autocarros andam perdidos nas filas de trânsito. E, mesmo dentro da cidade de Lisboa, o metro não chega a todo o lado. Além disso, o tempo que se demora em mudar de um autocarro para o outro, da linha verde para a amarela, para depois entrar num combóio que nos leve até perto(!) de casa, faz com que os transportes públicos não sejam, neste momento, uma alternativa séria à utilização do automóvel.
Se as pessoas pagam os impostos ao nível dos que estão a pagar, só têm é de exigir que os passeios sejam circuláveis, que haja espaços verdes, que as ruas estejam limpas e que não existam buracos nas estradas. E que assim seja sempre. E não apenas em algumas zonas quando há eleições à porta.

Parcialidades


Escrevo sobre este assunto depois de um jogo em que foi invalidado um golo contra o Benfica. Que foi igual a um outro golo que foi validado a favor do Benfica, há poucos anos. Golo que deu, na altura, ao Benfica o primeiro lugar no único campeonato ganho nos últimos quinze anos.
O que quero dizer com isto é que Vitor Pereira, líder máximo dos árbitros em Portugal, tinha razão quando disse que os árbitros têm sido parciais durante esta temporada.
Têm mesmo. Ou foram parciais hoje ou foram naquele outro jogo que deu o primeiro lugar ao Benfica.
Antes do jogo de hoje, do golo invalidado igual ao que foi validado, na última jornada, em Vila do Conde, ficou por marcar um penalty evidente por empurrão de Miguel Vitor a um jogador do Rio Ave. Saviola, nesse mesmo jogo, simulou duas vezes. Um penalty e um livre em zona perigosa. Os dois amarelos ficaram no bolso.
Antes de Vila do Conde, contra o Nacional, o Luisão foi amarelado por pontapear de forma agressiva um adversário e apenas um enorme roubo de Igreja permitiu que o Benfica vencesse um jogo que, se os árbitros tivessem sido imparciais, perderia com a certeza quase absoluta.
Poderiamos ir a outros jogos. Um jogo de Olhão. Um jogo de Leiria. E vários outros jogos em que a Luz do estádio, por vezes, ofuscou a vista dos árbitros.
Vitor Pereira tem razão. Os árbitros têm sido parciais. E, por isso, a classificação das competições nacionais desta temporada é uma farsa.
O Benfica, em condições normais, tinha zero pontos na Taça da Liga e estaria em terceiro no campeonato, a pelo menos cinco pontos do Braga. Relembro que o Benfica já está fora da Taça.
O facto de estar, neste momento, empatado com o líder do campeonato e com a presença garantida nas meias-finais da Taça da Liga são, por isso mesmo, uma das maiores fraudes desportivas (senão mesmo a maior) que o futebol português viveu nos últimos tempos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Também foi hoje

A RTP passou hoje uma notícia em rodapé no telejornal. Que é a mesma que foi dada há seis meses. E que nunca foi bem explicada às pessoas.
A RTP tinha a resposta à notícia que aparecia em rodapé. Mas não apareceu no telejornal das oito da noite. Nem em imagens (que a RTP tem), nem mesmo em rodapé.
Podem chamar o que quiserem a isso. Tudo menos serviço público de televisão.