quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Em frente!


Ao contrário do que acontece quando se trata de outros assuntos, falar sobre o Sporting, em público, é algo que, na minha opinião, deve ser feito com pinças. Não quero enfraquecer publicamente a imagem do meu clube ou de quem o representa e os desabafos, quando são feitos, têm de ser escritos de forma a que não permitam ao leitor interpretar mais do que linha ou linha e meia de um conteúdo que acaba num ponto final.
Já o disse, e sublinho-o agora, que o Sporting tem uma direcção em quem não votei. É uma direcção que tem um projecto desportivo interessante e um projecto financeiro que, a meu ver, é o único que pode fazer com que o Clube, desportiva e financeiramente, tenha o estatuto público que sempre mereceu ter.
Às vezes, confesso que tenho dúvidas, incertezas e interrogações. Quando as tenho e não consigo resolver entre grupos restrictos de amigos, faço-o em salas nas instalações do clube onde as portas estão fechadas e onde estejam presentes as pessoas que, com poderes, me podem esclarecer.
Tenho contribuído, não só no apoio a todos os funcionários, atletas e dirigentes, mas também nas críticas que tenho feito, sempre saudáveis e construtivas, nos locais próprios.
Não vivemos tempos fáceis. Como seres humanos, como europeus, como portugueses cidadãos e contribuintes, como sportinguistas. E é essa consciência, que todos devemos ter, que não nos pode deixar em casa. 
A vitória de Sá Pinto, do balneário, de quem construiu o plantel e da direcção do Sporting frente ao Gil Vicente teve um valor especial. Foi feita em desespero e por amor a um projecto, a uma causa e a uma camisola. Onde não houve discernimento, houve alma e atitude. Com alma e atitude, ganha-se uma equipa, ganha-se um jogo e pode até ganhar-se balanço para, agora com discernimento, fazer a escalada até aos primeiros lugares da classificação.
Há lacunas por preencher. Sinto que ainda as há, na estrutura, ao nível da representação e da comunicação. Falarei delas no local próprio. Mas acredito neste projecto de Godinho Lopes, revejo-me nele e estou motivado com a sua concretização.
Acredito na marca Sporting, na internacionalização, na forma como, sem aumentar a dívida, se tem arranjado financiamento para uma equipa de futebol competitiva e com atletas vendáveis. Acredito na lógica de abrir portas aos sócios, a assumir que Alvalade é a casa onde devem estar as lendas do clube. Acredito também na expansão do clube além fronteiras, na abertura a sportinguistas que não podem ser sócios ou a estrangeiros que, por uma questão ou por outra, gostavam de se sentir parte deste clube. Acredito na exploração de novos mercados. Acredito numa forma de comunicar clara para com os sócios e dura com os adversários. Acredito num Sporting ousado na luta pela verdade desportiva, pioneiro nesta batalha em Portugal. Acredito na inovação da divulgação do nome "Sporting". Acredito no ecletismo, na aposta na formação de atletas profissionais ou não. 
Gostava de ouvir Godinho Lopes. Gostava que tivesse decidido que se recandidata daqui por ano e meio. Assumir que está e que quer continuar irá fortalecer o actual Presidente.
Se olharmos para os nossos adversários, temos um com 30 anos de poder e outro com 10. 
Na minha opinião, por estranho que possa parecer, estamos melhor que os nossos adversários. Apesar de, no imediato, não estarmos a conseguir os mesmos resultados desportivos, a lógica deste projecto liderado por Godinho Lopes é muito mais consolidada, do ponto de vista desportivo e financeiro, do que a de Vieira (que vai deixar uma pesada herança a quem se lhe seguir) e a de Pinto da Costa (cujo poder no FC Porto é, na prática, praticamente nulo).
Mas, tratando-se de desporto e de futebol, não há projecto que possa ser implementado, não há projecto que possa vingar, sem vitórias desportivas. 
Depois do roubo por Xistra na Madeira, o Sporting, mesmo roubado por Vasco em Alvalade (na disparidade de critérios, em dois foras-de-jogo em jogadas de golo que não existiram e numa expulsão), conseguiu a primeira vitória desportiva, no futebol, na competição que mais interessa.
É por isso, e só por isso, que estou contente. Muito contente. Eu, os 25 mil que ainda acreditavam, e os milhares ou milhões de leões que passaram a acreditar.
Temos, agora, de nos consciencializar das adversidades que o mundo, Portugal e o Sporting vivem. Aliás, nem que não seja por também as vivermos. Temos, por isso, de ser parte da solução para o problema.
Se há algum leitor com sugestões construtivas, pois que as faça, no domingo, em AG. Ou que marque uma reunião com alguém desta direcção que, para o sócio ou adepto, sempre teve as portas abertas.
Com humildade, numa fase de pegar em cacos para fazer renascer o sonho que nos fundou, o Sporting é demasiado grande para que tudo possa ser feito pela dezena de pessoas (ou pouco mais que isso) que o dirige. 
Todos somos parte e todos devemos ser parte.
Para já, ganhámos um jogo. Ou talvez até mais do que isso. 
Este fim-de-semana, continuamos na nossa luta.
No sábado, há que ganhar ao Estoril. No domingo, temos de fortalecer o Sporting em Assembleia-Geral.
Pois que o façamos, com sentido de responsabilidade e espírito construtivo. Por amor ao Sporting. 
E seguimos. Em frente. Em frente Sporting!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sorrir!



Há poucas coisas, na vida, que valem mais que o sorriso.O leão voltou a sorrir. O Sá também.
Estamos juntos. E, mais logo, volto a escrever sobre o Sporting.
Para já, é continuar a trabalhar. E a sorrir.
Em frente, Sporting!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Continuar!


Nada melhor do que acordar e ouvir a confirmação de que estamos todos no mesmo barco. Continuamos juntos. A respeitar os sacrifícios que vamos sentindo e que se estendem a uma maioria absoluta de cidadãos, mas, com sentido patriótico, de responsabilidade e de Estado, continuamos a luta para tirar Portugal do buraco onde o deixaram.
É preciso que acreditemos em nós e nos que, a nós, se quiseram juntar. Estamos juntos.
É sexta-feira e para a semana há mais.
Para a semana, a luta continua.
Ganhemos força. Portugal precisa de nós.
E, por Portugal, vale a pena continuar!
Bom fim-de-semana!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Os lisboetas estavam rotundamente enganados





E Lisboa parou. Parou de vez.

Assim também eu!

Do ponto de vista político, Seguro esteve muito bem na comunicação que fez aos portugueses.
Se o Governo não recuasse, iria fazer uma moção de censura e votar contra o Orçamento. Seria populista.
Se o Governo recuasse, o PS ficaria bem visto, sendo responsável pelo recuo. Seria, também, populista.
Ontem, Seguro estragou tudo.
Começou a entrevista, deixando bem claro que não quer ser Governo, pelo menos, nesta altura.
Depois, disse que apresentou medidas alternativas, mas confessou que ainda não fez as contas.
E, quando questionado sobre o facto de não ter alertado no passado, quando era deputado do PS que suportava o Governo de Sócrates, Seguro disse apenas que não queria falar do passado.
Assim também eu!
São três verdades, inesperadamente divulgadas desta forma.
Para Seguro, que se lixem os portugueses.
E é por isso, quase mesmo só por isso, que, se hoje houvessem eleições, eu iria contribuir para dar ainda mais legitimidade a esta coligação, que a minha geração já aprendeu ser o único meio governativo com que o país pode contar para "apagar fogos" e tapar os buracos deixados pelos socialistas.
Os tempos não estão fáceis. E vão ser piores ainda. Mas, pelo seguro, Seguro não pode entrar nas contas dos portugueses.

69




Ficou conhecido, na Assembleia da República, como o “número curioso”. E, no futebol, desde que decorra um segundo sobre um determinado minuto, o registo que fica é o do minuto seguinte.
Quando a imprensa desportiva dava conta de duas grandes penalidades supostamente mal assinaladas num daqueles fait-divers que são os jogos das equipas B, o que fica registado foi o que aconteceu, no Funchal, ao minuto 69.
Quando vejo as imagens, quando a vi em directo num stream que encontrei e que era comentado em árabe, na minha cabeça não conseguiu sair uma frase que, na rádio, se ouve muito.
“Está lá dentro!”
Estava. A bola entrou. É possível ver, de todos os ângulos, que a bola tinha de ter entrado. E, mesmo que houvesse dúvida, ter-se-ia de a dar em favor de quem atacava.
Mas não há dúvida. A bola entrou. Entrou mesmo. E ficou por validar o segundo golo legítima e legalmente marcado pelo Sporting na Madeira.
O minuto 69 marcou, portanto, a história deste jogo e deste campeonato. Que ficou ainda mais manchado quando se assinalou, a minutos do fim, uma falta inexistente em frente da área do Sporting. Foi um convite a rematar, um convite ao golo. Foi um convite ao roubo.
Esta é uma realidade de que ninguém fala porque não dá jeito. Há quem não queira ver, quem não queira perceber. Mas, sendo uma realidade, será revelada.
O Sporting jogou pouco e mal. Falta, a esta equipa, um extremo direito. Pelo menos isso. Carrillo pode desequilibrar, mas já não está no Perú e tem de ser muito mais competitivo. Quanto ao resto, tenho esperança em Viola e Labyad. E fé que Sá Pinto abra os olhos.
O Sporting tem de jogar mais. Muito, muito mais.
O início de época é alarmante, mas o Sporting depende de si para ser campeão.
De qualquer maneira, nesta luta entre grandes, há duas coisas que se salientam.
A primeira é que o Sporting não precisou de vender nenhum dos seus melhores activos.
A segunda é que o Sporting foi prejudicado, pela arbitragem, na Madeira. Prejudicado num golo.
A bola entrou, mas não contou.
E foi ao minuto 69.
Ele viu, mas fingiu.
E já que a expressão está na moda, que se lixe, também, o Carlos Xistra!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Sporting está como o Real Madrid

Este ano, também não tem equipa. E ninguém sabe onde é que o treinador tem a cabeça.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Meu querido 2009,

Helena Roseta diz que estão a roubar os portugueses. Como disse?
A CML gasta 750 mil euros para voltar a trazer o caos ao Marquês.
Há juntas, em Lisboa, que continuam a "passar" milhares e milhares de euros dos nossos impostos para o bolso de camaradas socialistas.
Mude-se o ministro. Recue-se nas medidas. Debatam, concretizem a democracia.
Faça-se um congresso extraordinário.
Mas salvem o povo. Salvem o povo dos socialistas.
Meu querido ano de 2009, era tão bom voltar atrás...
Um pouco mais de dinheiro no nosso bolso.
Muito menos dinheiro em off-shores.
De socialistas, estamos fartos. Salvem-nos deles.
E meu querido 2009...
Meu querido ano de 2009...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Regime faliu


Não sei, ao certo, o que mais revolta os portugueses. Se serão as medidas anunciadas pelo Governo.  Ou a inércia do principal partido da oposição, de quem não se vê nem ouve qualquer reacção. Dizem que Seguro vai falar com Cavaco. Como se Seguro (ex-deputado de um partido que, durante seis anos, apoiou um governo liderado por José Sócrates) ou Cavaco Silva (Primeiro-Ministro e Presidente da República durante demasiado tempo) não personalizassem o autêntico falhanço governativo desde 1995.
Sei que se fala, há muito tempo, de justiça. De justiça social. Mas, seja porque não se quer, seja porque não é possível, o que se exige, agora, é que seja feita justiça. Em nome do povo, em nome dos sacrifícios por que todos passamos.
Se há que ter mão pesada relativamente a quem, fraudulentamente, não cumpre as suas obrigações fiscais, também a tem que haver relativamente aos que, culposamente, arruinaram as contas públicas dizendo que as estavam a equilibrar.
O país irá parar de vez. Em manifestações e greves que não darão em coisa nenhuma. Os partidos continuarão a discutir o sexo dos anjos. E, ainda por cima, nunca os partidos estiveram tão partidos como estão hoje. 
Portugal deve começar, já, a discutir a falência do regime. De um regime que convidou à incompetência e à corrupção. Que foi vivendo, dando a sobrevivência ao povo em troca da riqueza espalhada entre seitas. Esse regime faliu. E fez falir dezenas de milhares de empresas e o próprio Estado.
Ninguém vê, nos ânimos exaltados pelo descontentamento, solução. Não dá para a ver. Porque, como comecei por dizer, pior do que não haver alternativa é a alternativa ser ainda pior que a solução temporariamente existente.
À esquerda, o PC continua fechado na caixa de onde nunca saiu desde 74. O Bloco começou com os experimentalismos típicos de quem não sabe o que quer. E o PS, adormecido na inércia de Seguro, parece, neste silêncio confrangedor, assumir o falhanço que levou aos efeitos que todos já estamos a sentir. A sentir e a pagar.
Neste cenário e perante a revoltante imutabilidade deste regime, e sem contar com os radicalismos utópicos da direita e da esquerda anarquista, não há alternativa.
O regime faliu. E é isso que devemos discutir. 
Talvez valha a pena recuar até 2009, onde se falou da suspensão da democracia portuguesa, que nem chega a ser democracia.
Talvez valha a pena voltar a 74,75 e 76, onde se construiu uma teoria para Portugal que assentava no Estado de Direito, na separação dos poderes, na liberdade mas também na justiça. Uma teoria que nunca deixou de o ser. Porque nunca se praticou.
Talvez valha a pena recuar até antes de 74. Apesar das evidências anti-democráticas, nessa altura, ao que consta, os políticos não enriqueciam com a política. E o povo nunca viveu acima daquilo que podia.
Não há nada mais duro, e porventura mais cruel, do que assumir aquilo que, durante décadas, rejeitámos. Há que acabar com preconceitos e, conhecendo agora os erros dos dois regimes em que viveram boa parte dos portugueses vivos, há que voltar a discutir o Estado, voltar a discutir o regime.
Ou então vamos para a rua gritar, pedir aquilo que sabemos que não nos podem dar, como seres selvagens e ignorantes, como quem apenas assobia para o ar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Thank you, friend!


A RTP


De manhã, a RTP dá as notícias. A seguir passa um programa de entretenimento para idosos. Uma espécie de programa do Goucha, sem o Goucha. Três horas depois, novas notícias, que antecedem uma tarde de telenovelas e programas de entretenimento. Depois, novas notícias, nomeadamente locais. E é a partir daí que a RTP joga com todas as cartas. O Preço Certo enche a casa dos portugueses. E a de Fernando Mendes também, com a quantidade de pratos, camisolas, galhardetes e chouriços que lhe oferecem. A seguir, as notícias. Segue-se o Quem Quer Ser Milionário com esse ou outro nome, sempre com formatos semelhantes e comprados. Curiosamente, depois aparecem os dois programas que mais gosto (Portugueses pelo Mundo e 5 para a meia-noite). A partir daí, não sei bem o que dá. Provavelmente, filmes para adultos.
Pergunto. Onde é que está o serviço público? O que é que a RTP faz que os privados não têm feito? Será que os nossos impostos devem financiar uma imitação dos privados? É que, ao fim-de-semana, não é diferente. Dão filmes estrangeiros durante tardes inteiras. 
Para mim, é completamente indiferente vender ou concessionar a RTP1 porque nunca percebi a necessidade de ter um canal público de televisão.Nunca aceitei bem a ideia de que os meus impostos deveriam servir para financiar algo que, "sem custo para o telespectador", já é feito, e bem feito, pelos privados.
Serviço público? Onde?
Querem-no? Criem leis, façam imposições aos privados, fiscalizem e regulem, com verdade e intensidade, a sua actividade!
Dá lucro ao Estado? Às vezes, dizem que sim. Mas nunca ninguém fez a conta que interessa. Porque parte considerável da publicidade na RTP é de entidades públicas. Ou seja, parte das receitas da RTP somos nós que a pagamos, pelas mais diversas vias.
Quanto à RTP 2, a questão pode ser diferente. É importante que se pense, e repense, sobre o que se quer fazer da 2. Há espectáculos, eventos, entre outras coisas que têm de chegar a casa dos portugueses e que não sei, se os privados o conseguem fazer. Cultura, História, festividades locais, desporto (sobretudo, as modalidades amadoras). 
Mas a RTP, a 1, não sei para que existe. Não sei e também não quero pagar. Até porque prefiro que o pouco que tenho, o pouco com que posso contribuir, seja utilizado para salvaguardar direitos fundamentais.
Com todo o respeito por quem tem dormido mal com as notícias sobre a RTP, e a sua transição para os privados, esta é uma questão me diz pouco. Ou nada. E, aliás, até me sinto mais aliviado por sentir que o poder político, o Governo e o(s) partido(s) que o suporta(m), deixam de ter um acesso tão privilegiado ao controlo de órgãos da comunicação social.
A questão da RTP não me tira o sono. Mas, numa altura em que o Estado está falido, o facto de ver os principais partidos de poder a discutir o futuro do canal público de televisão deve tirar o sono aos portugueses. Porque, enquanto discutem estas coisas supérfluas, esquecem-se de debater a forma de satisfazer os direitos essenciais dos cidadãos, esquecem-se de debater o meio de nos tirar do buraco, esquecem-se de debater o caminho que nos vai fazer crescer. E, se isso diz muito sobre os partidos e os responsáveis políticos que temos, também explica muita coisa sobre o estado em que deixaram o país.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Dar o exemplo!




Escrevi aqui, há não muito tempo, um texto triste e de despedida a Rui Patrício. Com os jornais diários a noticiar a sua saída, a volta longa e demorada que deu ao estádio, entre outros sinais, levaram-me a crer que a saída do guardião seria irreversível. Era, aliás, um bom momento do guarda-redes, que se afirmava como titular da selecção nacional, tendo jogado todos os jogos na equipa das quinas no Euro que terminou com uma prestação digna da nossa selecção.
Sabia, quando escrevi o texto, que seria difícil segurar o guarda-redes, mas também sabia que, tendo em conta a estagnação que se adivinhava no mercado (apenas interrompida pelos largos milhões de Paris e por uma ou outra transferência), Patrício poderia continuar. Era difícil, porque se tratava, e se continua a tratar, de um guarda-redes de grande qualidade, o melhor nacional, o melhor da Liga e um dos melhores guarda-redes no activo.
Se não saísse, Patrício corria o risco de ficar para sempre. E foi isso que Patrício anunciou véspera da estreia do Sporting em Alvalade para um novo campeonato. O Sporting é o topo. Dito e cumprido. Para já, é certo. Mas Patrício, aquele miúdo que saiu do banco para defender um penalty na sua estreia, é, hoje e daqui em diante, um novo símbolo deste novo Sporting.
Personifica aquilo que os sportinguistas querem. Um jovem com qualidade, titular indiscutível no clube e na selecção nacional. Fica. E fica contente. E ficar a querer ficar. E é a querer ficar que Patrício se vai continuar a mostrar aos colossos, como homem de palavra, como profissional exemplar.
Será o primeiro de uma equipa nova, que terá talento e vontade. Terá, atrás de si, milhões de leões espalhados pelo país e pelo mundo, na ânsia desenfreada por conquistar um título que vai escapando há demasiado tempo.
Pode não ser domingo à tarde e não estar sol. Mas depois do avanço que se deu em Guimarães, e que não se devia ter dado, sentimos o dever de comparecer e de estar no estádio. A puxar por esta equipa. Esta equipa com quem Sá Pinto vai ter de apertar.
Sem Schaars e Fito, esperemos que a música seja afinada. E que tenha surpresa de Viola. Vamos ver. Mas vamos acreditar. E vamos ser exemplares, como Patrício. 
Todos ao estádio!
Em frente Sporting!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

De Janeiro a Janeiro, a fugir o tempo inteiro!


Sim, é verdade. Cada um olha por si, seguindo as suas ambições, que são legítimas, ainda que não deixem de ser gananciosas e pouco solidárias. 
Portugal vive tempos difíceis. Somos todos chamados para fazer a nossa parte. Podemos fintar a lei, poupando dinheiro. É legítimo. Podemos colocar imposições, aproveitando a lei. É legítimo. Mas também é legítimo deixar de fazer compras, pagando a quem não quer dar a sua parte para pagar a crise.
Menos multibanco é menos dinheiro no Estado. E abre-se uma porta, deixando-se de se facturar o que é mesmo "facturado".
Eu quero lá saber, se é de Janeiro a Janeiro. Há sítios onde eu não gasto dinheiro. Mas, se alguém continuar a fazer as compras ali, ainda que seja uma garrafa de água, espero que peça a factura. Por Portugal!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A pergunta a que Passos não responde


Tenho ouvido, com uma certa atenção, o que tem sido dito pelos membros do governo e dos partidos que o suportam. Há um vazio à esquerda do PSD. O Bloco, na fase descendente da curva que marca a sua existência, vive uma crise que se justifica, com uma contestação interna que, ainda que raramente tenha passado das entrelinhas que marcam os bastidores, levou à queda de Louçã. 
Ninguém sabe, ao certo, a solução que irá ser apresentada aos militantes do Bloco. Mas a história ficou escrita no início, que confirma aquilo a que chamamos de ironia do destino. O que começou da desunião e da desordem caminha para um fim de desunião e desordem. É isso que se promete com a solução (?) da liderança bicéfala.
O PS, que assinou o memorando de entendimento e que levou o país até ele, não consegue descolar-se da imagem. Não há quem esqueça que foi o PS que nos deixou num pântano que foi sendo construído ao longo de quase década e meia de governos que saíram caro ao bolso dos portugueses, de hoje e de amanhã.
Vivemos, assim, perante uma oposição inexistente, facto que deixa todo o espaço de visibilidade disponível para o governo e para os partidos da coligação que o suporta.
Com atenção, tenho acompanhado palavras e actos, desde as populistas idas à praia da Manta Rota aos metros que vão separando os protestos e os discursos.
Temos objectivos para cumprir. Temos de mostrar resultados. Temos de nos concentrar no curto prazo e nos sinais que vamos dando. Há que conquistar a confiança dos mercados. Não sei quais eram as alternativas às medidas deste executivo. Não sei sequer se as havia, na prática. E, se este não é o tempo para os piegas, o que é certo é que existem limites. 
Os objectos são ambiciosos e a margem é curta, e não tenho a certeza de que Passos Coelho e os membros do governo sabem as dificuldades por que passa uma maioria absoluta, trabalhadora e relativamente silenciosa de portugueses que vivem o dia-a-dia como uma luta para que, no dia seguinte, não estejam obrigados a viver na rua, sem ter que comer.
Não há muita margem. Nem sei, se há volta a dar. Mas o que eu queria perguntar a Passos Coelho é aquilo que me aflige e que temo que o Primeiro-Ministro não saiba responder.
Como é que vamos sair daqui? Eu, pessoalmente, não estou a ver como. Não estou a ver, com estas medidas e com tantas imposições (que são autênticos atentados à nossa soberania e que foram forçados por décadas de desgovernos socialistas), como vamos crescer.
Estrangulados por impostos, assombrados pelo fantasma do desemprego e com o custo de vida a agravar-se, os portugueses não podem pôr a economia a funcionar. Podemos iniciar novos negócios, potenciar os que já temos. Podemos ser mais produtivos. Podemos, assim, criar oportunidades, subir as exportações e reduzir as importações. Mas será que isso é suficiente? Ou será que, depois de pararmos a nossa economia, estrangulando-a e tirando-lhe o dinheiro, teremos de voltar a pedir emprestado para, pelo menos, sobreviver ao massacre e a esta cada vez mais violenta forma de nos tirar o dinheiro para o colocar à disposição dos credores do Estado?
Portugal tem dado sinais que têm ajudado a limpar a nossa imagem externamente. O Governo, nesse sentido, oferece muito mais credibilidade do que o anterior. Mas nós estamos no buraco. No buraco de Sócrates, de Guterres, de Seguro e de todos esses camaradas. Continuamos sem ver a luz, sem sinais de esperança, sem saber o porquê de todo este esforço.
E Passos Coelho tem falado bem. Tem sido coerente e claro, realista e ambicioso. Só lhe falta dizer como é que o país vai crescer...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Apoio(s)?

Chega de choradeira e de choradinhos. 
Cada um escolhe o que quer da sua vida. E, se o que se quer não chega para viver, muda-se de actividade.
Os atletas do Uzbequistão, Trinidad e Tobago, Porto Rico, Moldávia, Taipé Chinesa, Guatemala, Chipre, Mongólia, Arménia, Azerbeijão, Granada, República Dominicana, Quénia, Etiópia, Jamaica, Irão, Cuba ou Cazaquistão não choram, não pedem apoios.
Treinam, esforçam-se, têm brio. Não pedem apoios, principalmente quando sabem que não lhes podem dar esses apoios.
Não vejo como não retirar consequências duras desta prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos.
Não dá para fazer disso profissão? E nós? O que temos a ver com isso?
São amadores? E os do rugby são o quê?
Mais do que querer honrar a bandeira, há que respeitar os portugueses. E muitos dos que foram a Londres agora, se não devolvessem as bolsas e outras ajudas públicas que receberam, não deviam ir ao Rio de Janeiro em 2016. 
Para quê, se estão tão bem na caminha?
Querem apoios? Apoiem-se na almofada e fiquem a dormir!

domingo, 5 de agosto de 2012

Isto é o Sporting! Parabéns, Pedro!



São quatro palavras, Pedro. Nunca te esqueças delas.
Com elas, que contes muitos. E sê feliz.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Os nossos olímpicos


Não tenho grandes expectativas relativamente ao sucesso da participação portuguesa nestes Jogos Olímpicos de Londres. Aliás, não só não tenho acompanhado as suas provas como também não tenho feito questão de o fazer. 
Nós, portugueses, não sabemos caracterizar a actividade dos nossos atletas. Não percebemos, ao certo, se são amadores ou profissionais. Porque, na hora da derrota, nos dizem que são amadores. E, quando ganham, sobretudo quando se trata de atletas do Benfica, são homenageados como se fossem deuses gregos.
Vivemos, assim, sem saber, se estamos no 8 ou 80, se estamos ali para ganhar ou pela experiência em si, se estamos ali de passeio ou para vingar as cores da nossa bandeira.
Confesso que a minha distância se justifica pelo facto de não me querer desiludir. Mesmo que seja medalhado, não me esqueço quando ouvi, em directo, um atleta dizer não correspondeu às expectativas porque o sítio onde estava bem era na caminha. 
Sendo profissionais, noutras competições, noutras modalidades, como o futebol, ou amadores, como no rugby ou em algumas vertentes do hipismo, não ouvimos os nossos atletas falar assim. Podem não ganhar, podem perder por muitos, mas são honrados e, mais do que pelo passeio e pela história que deixam para contar aos filhos, aos netos e ao país, estão ali para dignificar Portugal.
Muitos dos atletas que foram na comitiva portuguesa praticamente no anonimato já deram muito ao desporto nacional. Já ganharam títulos nacionais, europeus e mundiais. Com determinação e suor.
Hoje, a dupla de atletas do Sporting surpreendeu no remo, subindo do último até ao terceiro lugar. Não é muito. Mas estão na final. E, podendo não ganhar, deram o litro e emocionaram o país.
Não têm as condições de vida e de treino dos outros, dos que remavam ali ao lado, mas deram o litro. Não têm o excessivo protagonismo que teve, por exemplo, Telma Monteiro, mas não lhe ficaram atrás. 
Eram e continuarão a ser anónimos, não eram e, porventura, não irão ser reconhecidos pelo país. Mas são, como Mourinho ou Ronaldo, orgulhosos portugueses. E é desses que nos orgulhamos.
Esperemos que sejam, também, uma inspiração para os outros.
Porque aquilo não é um passeio. E quando se veste, salta, corra, rema, luta por Portugal, tem de ser para ganhar.