Terça-feira, 2 de Abril de 2013

O regresso de Sócrates




É importante que ninguém se deixe confundir pela forma cirúrgica com que Sócrates gere os números que lança em debates e entrevistas sobre o tempo que comandou os destinos do país.

Sócrates governou seis anos. Quatro deles, fê-lo com maioria absoluta. E foi ainda no período da sua maioria absoluta que entrou no período mais negro da sua governação. O PSD, na altura com Ferreira Leite, teve uma postura crítica, uma visão drástica da realidade que se estava a aproximar, apresentou alternativas. Sócrates foi a votos e ganhou. Mas perdeu a maioria absoluta.

Sócrates não quis coligar-se. Não quis fazer acordos parlamentares. Ignorou todos os partidos, fazendo fé no sentido de Estado que o PSD sempre soube preservar.

Porém, forçado pela conjuntura pela qual era o principal responsável, pediu ajuda externa. Aliás, para contarmos toda a história, é importante relembrar que apresentou um PEC. Apresentou dois. Apresentou três. Até ao dia em que, sucedendo-se um PEC atrás do outro, rompeu a cooperação até então mantida institucionalmente com o Presidente da República, apresentando um quarto PEC sem o ter, previamente, debatido com o PSD.

Sócrates não foi demitido. Demitiu-se. Recandidatou-se. Perdeu as eleições.

Demitiu-se, depois, da liderança do Partido Socialista, encarregando-se a sua ala de tentar mostrar sinais de vitalidade com a apresentação da candidatura de Francisco Assis com o apoio inequívoco de António Costa e de outros camaradas próximos de Sócrates.

Enquanto Sócrates governava, ou desgovernava, o país, Seguro ia fazendo o seu trabalho de casa. Presente como deputado na bancada socialista, tornou-se mais severo na forma como distanciou de Sócrates. Esteve com os militantes, somou apoios e, na hora do Congresso, abriu as portas aos socráticos que nunca o haviam apoiado.

Nessas circunstâncias, Seguro ganhou o PS.

Seguro, porém, não revelou a liderança que se lhe devia exigir. Mais morno, menos convicto. Desconhece-se qualquer faceta do seu carisma. Não descolou nas sondagens.

Entretanto, aparece Costa, o tal candidato natural de poder do partido do poder depois do poder de Sócrates. Pareço repetitivo. É poder, poder e poder. E é assim mesmo, ou não fosse o PS o grande partido do poder em Portugal.

Costa encolheu-se. Fez as contas. Seguro tinha o partido consigo. E aquele teve medo de perder. Disse que ia, recuou, voltou a dizer que ia, voltou a recuar. Se bem me lembro, ainda deu um tempo a Seguro. Mas, seguro com Seguro, o PS não deu qualquer importância a Costa.

Entretanto, há notícias relativas a chumbos do Tribunal Constitucional e de algumas divergências na coligação entre PSD/CDS relativamente à condução dos destinos do país e a uma eventual remodelação, de 
que há tanto se fala.

Como diz o outro, começou a cheirar a poder. O cheiro, e o poder, agitaram o PS. E foi assim que todos apareceram outra vez. Rejuvenescidos mas nervosos, ansiosos com aquilo que o novo vento trará.

Mas Assis está posto de parte, Costa teve medo, Seguro não convence. Podemos dizer até que Soares, sim Mário Soares, está demasiadamente velho para trazer o poder ao PS, e vice-versa.

Sem alternativas internas, mas também sem alternativas para o país, é neste contexto que surge Sócrates, trocando os números, pensando que o tempo nos levou a memória.

Podem dizer que é candidato a candidato a Presidente da República. Para se desforrar de Cavaco, para se 
vingar de Passos Coelho, para se manter acima de qualquer pessoa que, com ele, tenha disputado o poder.

Posso não ser bruxo, mas antevejo que Sócrates não será Presidente da República. E está a consciencializar-se disso. A menos que o PSD apresente um candidato claramente perdedor, Sócrates nunca conseguirá os votos da esquerda. Da esquerda tradicional, a que vale entre 10 e 15% dos votos.

Sócrates está aí, está de volta. Diz que não tem planos, mas tem. Quer ter poder. E, parecendo-me difícil que encare a possibilidade de terminar a atividade política com uma derrota nas presidenciais, não me admiro que lhe passe pela cabeça chegar-se à frente, querendo conduzir o PS ao governo de Portugal.

Se é estranho, talvez seja. Mas não me parece que a ideia seja descabida, porque, olhando para as sondagens e para a realidade política atual, não há qualquer outro militante do PS que ofereça garantias aos portugueses.

Mas o PS quer poder. Quer muito o poder e quer muito poder. E, não restando mais ninguém, só há uma possibilidade nesta altura.

Ele está aí. Está de volta. É José Sócrates.

Quarta-feira, 27 de Março de 2013

A narrativa do costume



Dizer que o Governo anterior teve responsabilidade na situação do país é um embuste. Correu tudo bem. Até trouxe o IKEA e a Pescanova. O que seria do país, se não tivesse trazido? A responsabilidade, claro está, é da crise internacional. Da crise internacional e do al, ala, pronto, alargamento. Bem, já tinha sido há algum tempo, mas também terá sido responsável pelo facto de Portugal estar despreparado para combater a tal crise que veio de fora e que atacou cá dentro.

Envolvi o PSD. Falei na véspera. Informei. E isso não é envolver? Ou será que, para envolver, é preciso discutir? O PSD não aceitou porque não quis. Se tivesse querido o PEC IV, tudo iria resultar. Era só uma questão de fé. E muita gente não tinha fé.  

Austeridade? Aaaaa, hmmmm, aaaa, mistificação! Hmmm, já tinha o apoio de Bruxelas, o que mais poderia faltar? E em Espanha também resultou…

O Presidente teve deslealdade institucional. Foi outro ataque pessoal. E Cavaco não tem moral. Faz parte de um grupo de conspiradores. É inconcebível que tenha dito aos jovens para se manifestarem. E não tinha que informar o Presidente da República sobre o PEC IV. Aliás, o Presidente da República, como cidadão que é, teve conhecimento do PEC IV ao mesmo tempo que todos os portugueses.

Foi um tempo do oculto. E Cavaco era a mão escondida atrás dos arbustos. Era a face ocult, hmmm, aaaa, a mão oculta que nos levou para uma crise política. Demiti-me por vontade d…, hmmm, do Presidente da República.

Opus-me sempre ao pedido de ajuda internacional. Bom, foi eu que fiz o pedido de …, mas está tudo muito mal, mal, hmmm, mal contextualizado. Não, não, ouça, desculpe, tenho muito respeito por mim próprio, respeito o Teixeira dos Santos, vamos lá ver, eram tempos muito duros, eram momentos críticos em que se construíram soluções com os parceiros e fomos obrigados a pedir ajuda externa.

Fui o único que lutou contra o pedido de ajuda externa. (Pausa para um suspiro romântico. Continuação de pausa para quase deixar cair uma lágrima). Havia gente que clamava por ajuda externa, os banqueiros, outros membros do Governo, a oposição também. Fui o patriótico, que quis defender Portugal. Uma espécie de orgulhosamente só.

Desculpe, ele disse. Bom, desculpe. Deixe-me dar o meu ponto de vista. A barreira dos 7 por cento. Bem, desculpe. Dei, bom, deixe-me falar. Eu fui o único…há só um ponto…há…

Fomos obrigados a isso. Tomei consciência disso. Por amor de Deus. Bom, está bem. Foi com uma conversa. Desculpe, não compreendo essa obsessão pelos pequenos detalhes. Eu, na altura, fui forçado, consciencializei-me. É sabido que não gostei, mas reconheci que a minha luta chegou ao fim.

(Tempo para fazer perguntas, passar para o papel de entrevistador e entrevistado ao mesmo tempo. Monólogo. Não sabemos os resultados. Perguntemo-nos agora. Não valia a pena ter ousado lutar pelo país?)

E já que chegamos a este ponto, há outro embuste na narrativa que tem sido contada ao país. Não é verdade que estas medidas sejam resultado do memorando do governo anterior. Este governo faz o dobro do mal que negociei. Este governo não quer assumir as responsabilidades. Agora é que descobrem? Eles nunca aplicaram o meu memorando!

Se o caminho tinha sido delineado? Bom, desculpe, isso é um embuste. Oponho-me! Não havia o corte no 13º mês, o aumento do IVA e dos impostos. Havia metas? O memorando não tinha medidas orçamentais? Embuste! Oponho-me! O que eu acho é que estavam medidas. Posso-lhe dar uma? Bom, estavam várias…

Tempo para inglês técnico. A recessão em V. Gestos.

Vamos lá ver, se me pergunta uma coisa, deixe-me dar a resposta a outra pergunta (diferente daquela que fez). O país tem de parar com a austeridade! (Finge não ter ouvido a expressão “investimento público”). Parem de escavar! Parem com a austeridade. As metas? O memorando? Perguntou-me, desculpe, se nós continuarmos com o dobro da austeridade…

Veja os números. Não é esse ano, é o outro. 20, 30. Ouça, já lhe disse que não é esse ano. É o outro. Bom, mas a crise não é nesse ano. Duplicou?

Olhe, meu caro amigo, dá-me licença. Há um período antes da crise e outro depois da crise. Tenho ouvido essa narrativa. Subiram as dívidas de todos os países, a crise internacional. Bom, aaaa, digamos, hmmm, entre 2005 e 2008, bem, perdoe-me, entre 2005 e, bom, você está a comparar com esse ano? Desculpe! Isso é um embuste, estes números que lhe estou a dar estragam a sua narrativa!

Deixe-me comparar a despesa com a dívida e com o défice e, bom, ó amigo, deu no que deu, dê-me licença. Deixe-me retomar a pergunta que me colocou, não é essa, é a outra, deixe-me dizer o que se deve fazer!

Fiz o maior aumento de salários dos funcionários públicos da década, mas é fácil ver-se isso agora. Naquela altura, havia uma doutrina na Europa, havia uma crise enorme em todo o mundo. Resolvemos aumentar os salários no ano em que a crise bateu com estrond…sim, não tínhamos aumentado o salário nos anos anteriores, mas houve aumentos no petróleo, hmmm, aaa, as nossas expectativas, está bem, é mais fácil dizê-lo agora. É mesmo muito fácil falar depois. Se quiserem, o melhor é contratarmos bruxos.

Energias renováveis. Energias renováveis. Energias renováveis. Energias renováveis!! O maior crescimento da década! O país teve êxito, não entre o princípio e o fim do mandato, mas entre 3 dos 6 anos em que governei. Mas, ai, mas, desculpe, mas, é a minha tese …epá, desculpe, lembre-se do défice energético e o que você está a dizer, hmmm, não é possível comparar!

Quanto às PPP’s, desculpará, está aí uma história mal contada, outro embuste, esqueça essa narrativa. Eu na, na, na, não posso estar num debate. Os senhores comportem-se! Nas PPP’s…rodoviárias…temos 22, sou responsável por 8. Bom, na verdade, sou apenas responsáv…, desculpe, desculpe, está a mudar a narrativa, são encargos de apenas 19 mil milhões de euros. Apen…bom, foi apenas isso e você está equivocado.

Muita gente ficou a dever o seu emprego ao nosso programa de aguentar empregos. Bom, o erro mais visível, bom é mais fácil ver agora… Nunca deveria ter formado o segundo governo, minoritário. Se eu soubesse que iria haver uma crise nas dívidas soberanas, nunca teria formado gov…um governo minoritário.

Tempo para pose. Um pouco mais de pose. Postura melhorada. Sensação de sentido de Estado. É melhor não falar sobre cenários, sou apenas um ex-Primeiro-Ministro. Mudança de pose. Calimero. Pose de calimero. Pose de calimero preocupado. Quando eu falava, quando eu falava, quando eu falava, … Pose de determinação. Vítima. Calimero. Determinação.

Energias renováveis. Magalhães. Barragens. Novas oportunidades. Mas ninguém gosta?

Retórica. Retórica socrática. Filosofia. Dante. Onde é que está a esperança?

Tempo para falar da vida pessoal. Vitimização. Calúnia, calúnia, calúnia. Não tenho vida de luxo. Pedi um empréstimo à Caixa Geral para comprar um andar de luxo. Paguei. Pedi outro empréstimo ao mesmo banco para ir estudar para Paris sem estar a trabalhar. Desculpe, caro amigo, isso é ignóbil.

Lava-se roupa suja.

Acaba-se como se começou. Repete-se a palavra “liberdade”. E deixa-se, no ar, a sensação de que há mais narrativa para juntar à narrativa que se acaba de narrar, que não é mais do que a narrativa do costume.

Parte do país acredita, outra parte não acredita. E a maioria absoluta dos portugueses, enjoada, terminada que está a entrevista, pode, finalmente, vomitar!

Sábado, 23 de Março de 2013

Se quiseres, pode ser hoje!



Vai acontecer, porque tem de ser, e o que tem de ser tem muita força.
Se é para acontecer, pois que seja agora.
Quem decide é a vontade.
Seja agora. Que seja agora.
Saudações leoninas,

Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Duas afirmações, uma pergunta

José Couceiro foi jogador, treinador-adjunto, treinador, director-desportivo, entre outras funções. Passou pelo Sporting, pelo Porto, pelo Alverca, entre outros clubes. Quantos títulos ganhou?

Segunda-feira, 4 de Março de 2013

Manifestando-me,


É verdade que estava muita gente, mas é mentira que tenham estado perto de um milhão de pessoas. O problema, que se realça, é que há gente, muita gente, que não foi à manifestação porque não pôde ir. O transporte sai caro, como caro também sai comer e beber num sábado em Lisboa, no Porto ou noutra cidade qualquer. Não tenho dúvidas de que boa parte das pessoas que censura as medidas deste Governo não foi à manifestação. Ficou em casa a fazer contas. Aos medicamentos, ao empréstimo, aos alimentos. A fazer contas à vida.
De qualquer forma, o que realço, também, é que não houve qualquer medida, qualquer alternativa, que tivesse saído das algumas centenas de milhar de pessoas que se manifestaram. Querem ter mais dinheiro, mas não sabem como. Querem outras medidas, mas não sabem quais. Querem fazer cair um governo, mas não sabem que outro o pode substituir.
Revejo-me em todas as frustrações dos manifestantes, partilho o mesmo sentimento de desentusiasmo, bem como as dúvidas. Mas não quero outro governo, não quero um programa de governo genericamente diferente do que está a ser implementado, não quero mudar por mudar, à pressa, e para qualquer outra coisa.
A verdade é clara. O país tem compromissos para cumprir e dívidas por liquidar. Tem de os cumprir, tem de as liquidar. A alternativa, que é aquela que indicam os manifestantes, é pior. É não pagar a dívida, como sugeria Sócrates numa conferência. É mandar embora a Troika. É mudar o governo.
O que significa isso?
Não pagar agora é não receber emprestado amanhã. E talvez valha a pena fazer o exercício de nos pormos no papel do credor, que emprestou mas precisa do dinheiro. Do dinheiro, e de todas as condições, em que acordou emprestar. As dívidas são para se gerir, mas têm de se pagar. Os compromissos, se é que os temos, são para se cumprir, como parte de bem, como pessoa de confiança.
Mandar a Troika embora, tal como sugerem os desempregados e pensionistas, é fazer com que, no dia 20 do mês seguinte, os funcionários públicos deixem de receber o seu salário. É deixar de pagar pensões. É, isso sim, enforcar, de vez, o Estado Social e as empresas, desde as pequenas e médias aos grandes grupos económicos.
Mudar o Governo, neste momento, só pode querer significar uma de duas coisas.
Uma, é dar a maioria absoluta ao PS, que nos desgovernou durante quase década e meia, com dois anos de interregno. É confiar naqueles que nos trouxeram até aqui, até ao memorando, até à perda de soberania, até às medidas que acordaram, passando pela fome por que passam milhões de pessoas que, por não ter dinheiro, nem sequer pode vir ao Terreiro do Paço cantar a música da revolução militar e, inerentemente, comunista.
A outra, é dar a maioria relativa ao PS. Que pode fazer com que o fenómeno italiano se verifique em Portugal, assumindo-se como um país ingovernável. Ou governável, caso o PS encontre parceiros de coligação, situação em que o Bloco de Esquerda seria chamado para funções executivas. Com todas as consequências que daí, necessariamente, advêm.
Digo, com tudo isto, que o protesto é legítimo. Digo, aliás, que também protesto. Pela pesada herança que o país me deixou. Pela castração dos sonhos. Pelo sacrifício e pelas contas que tenho de fazer. Mas o sentido de responsabilidade aborta qualquer ideia de que, neste momento, existam reais alternativas às deste governo. Não existem. Ou, se existem, são piores.
Com dificuldades, muitas dificuldades, espírito de sacrifício patriótico, mas com esperança, muita esperança, proponho que, coletivamente, nos nossos negócios, nas nossas empresas, na nossa vida, continuemos a puxar o país para a frente. Por Portugal e pelos portugueses. Sobretudo, pelos portugueses de amanhã. Dobraremos as Tormentas e transformá-la-emos em Boa Esperança.
Acredito muito nos portugueses e não tenho dúvidas de que, como sempre, vamos ser capazes.

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

A minha paixão egoísta pelo Sporting


Vivo o Sporting da mesma forma que vivo a vida. De forma apaixonada. Com uma paixão desinteressada, mas intensa. Penso, e sempre pensei, pela minha cabeça. E vivo o Sporting de uma forma exclusivamente pessoal e egoísta. Um golo sofrido é um murro no meu estômago. Um golo marcado é uma alegria demasiado grande para que não possa ser partilhada. 
A História do Clube, os títulos que ganhamos, os golos que marcamos não contribuem para mais do que para a minha vaidade pessoal. Ser do Sporting faz-me ser vaidoso. E a dimensão da História, que tomo como Herança, é de uma riqueza grande, mas tão grande, que se sobrepõe aos momentos pontuais em que o clube não é feliz.
Se estou preocupado com o futuro do Clube? Estou. Muito. Se acho que posso fazer alguma coisa para mudar? Posso. Aliás, sinto, até, que tenho ajudado com tudo aquilo que posso. Nos locais próprios. Junto das pessoas que têm responsabilidades.
Fui convidado para integrar uma lista ao Conselho Leonino. Não aceitei o convite por várias razões. Desde logo, não conhecia pessoalmente, nem as ideias, do cabeça-de-lista. Não era um lugar elegível. Não acredito no órgão. E sinto que a inexperiência e indisponibilidade temporal por motivos profissionais não fariam, de mim, uma mais-valia. Temos de reconhecer as nossas fragilidades.
De qualquer modo, e sempre dentro desta paixão fervorosa, razão desta taquicardia que me tira saúde e me dá enormes alegrias, vou votar nas eleições do próximo mês. Votarei, novamente, na mudança. Na ruptura. Votarei em quem for diferente de Godinho Lopes, de Bettencourt. Votarei para cortar com os tempos das falsas lendas. 
Por ser uma paixão egoísta, olho o Sporting como me olho a mim. E, se um dia morrer, quero morrer íntegro de carácter, fiel a quem sempre fui. Posso passar mal, mas não vendo a alma ao diabo, nem o corpo a quem dele quer usar e abusar. Viver calado, usado, injustiçado e conformado não é viver.
Não desejo isso do Sporting. Que não se ouve porque não fala. Que se prostitui de borla. Que vende o "carácter" centenário a troco de negócios pessoais. 
Como disse, olho o Sporting como me olho a mim. Desculpem-me por isso. Para o Sporting, eu quero o melhor. O melhor possível. E, se não aparecer ninguém melhor que Bruno de Carvalho, que me perdoem, mas votarei, sem complexos nem ilusões e de consciência tranquila, para que o Clube não cometa os erros que cometeu, induzido sistematicamente em erro, durante anos a mais. 
Votarei nele. Por egoísmo. Por amor ao Sporting.

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

Dar Rumo ao Sporting

É o nome do movimento criado por dois sportinguistas. Que forçou o fim antecipado do mandato do pior Presidente da História do Sporting. Que mobilizou os sócios, a quem devolveu a palavra.
Tenho pena que não seja realizada a AG. Há assuntos que os sócios merecem discutir. Mas o Movimento conseguiu aquilo que quis.
Isto é o Sporting.
E, agora, o que se precisa é de Dar Rumo ao Sporting.

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

Franquelins

Os portugueses pagam, e caro, o buraco do BPN, onde Franquelim Alves esteve, como administrador, durante alguns meses.
Pagam caro, muito mais caro, pelos buracos, buraquinhos e buracões que os socialistas foram deixando um pouco por todo o país, por onde foram passando.
Pela mesma lógica seguida pela esquerda, não há socialista que possa exercer funções governamentais. Afinal, são os grandes responsáveis pelo Grande Buraco em que se encontra o país.
Podemos não acreditar em Franquelins. Mas que os há, há. Ai há, há. 
Olhando para os partidos à esquerda do PSD, num abrir e fechar de olhos, lembramo-nos logo de largas dezenas deles. Saltam logo à vista. Porventura, também, por andarem tão agitados...

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

A ditadura do silêncio

Se o problema do Sporting fosse um buraco financeiro visto a olho nú, ainda que aliado a uma crise de resultados sem precedentes, poderíamos viver relativamente descansados. O problema do Sporting não é esse, nem as maçãs, podres ou maduras, nem uma dúzia de ovos premeditadamente atirada por um grupo de jovens que se sentava na sala Artur Agostinho a cumprir ordens.
O problema do Sporting é o que está escondido, a falta de transparência dos últimos quinze anos, a pouca clareza numa gestão agressiva que furtou, ao Clube, largas dezenas de milhões de euros. Existe uma ditadura do silêncio desde o dia em que Godinho Lopes foi eleito, uma cumplicidade perigosa entre dois tipos distintos de criminalidade, que amedronta e ameaça algumas dezenas de sportinguistas.
Quem filma, morre. Toda a gente ouviu. E veja-se que nenhuma imagem apareceu na televisão. Essas imagens existem. Não sei se foram captadas pelos órgãos de comunicação social, directa e expressamente coagidos nesse sentido, mas as imagens existem.
O clima que se vive, e que não é de agora, não deixa espaço para brincadeiras. Vive-se, no Sporting, um tempo de terror. Terror. Com ameaças de morte e violência, sendo que há alguns sportinguistas a resguardar-se, na tentativa de salvaguardar a sua vida e saúde.
Há gente que não pode andar na rua, que deixou de poder ir ao estádio. Com medo. E com razões para ter medo.
Talvez faça sentido falar em refundação. Porque o Sporting, que vivia desde 1906, morreu há  pouco menos de 2 anos. Sim, o Sporting, tal como o conheciamos, deixou de existir. Com cunhas, dinheiro, sacos pretos, ameaças e violência, falta de transparência e de democracia, o Sporting, que herdámos quando o assumimos e quisemos dele ser parte, morreu. 
Ressuscitará. Como Sporting, como Clube de Portugal. Porventura, com outro nome. Mas com o ideal de sempre. 
Assumi-lo-emos. 
Sem medo, resistindo aos perigos que já nos ameaçam, com a mesma coragem dos nossos ídolos e com a esperança e sacrifício que, em 1906, fez fundar um Ideal Centenário.
Resistiremos. Avançaremos. Nada temeremos. 
Pelo Sporting. Até morrer.

SL

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

Eles estão bem conscientes do que estão a fazer.

Já só falta vender o Ricky por quinhentos mil euros para ir buscar o Tozé Marreco à Naval, emprestado e com opção de compra de três milhões. Caros sportinguistas, continuem a dormir.

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

Abandonada, desordenada, suja e triste.

Só de pensar o que foste. O que poderias ter sido. E o que voltarás a ser. Custa-me ver como estás, minha Lisboa.

Domingo, 6 de Janeiro de 2013

O Vale e Azevedo II

Godinho Lopes fez muito pior ao Sporting do que aquilo que Vale e Azevedo fez ao Benfica. Aquele será lembrado por ter sido eleito por uma minoria de sócios. Depois de um "arranjo" de última hora. Levou o Sporting à falência desportiva e aumentou, em quase uma centena de milhões de euros, o buraco financeiro. 
Pior do que isso, Godinho Lopes colocou os seus interesses pessoais à frente dos interesses do Sporting. Desbaratou activos, diz-se que fez parte de um plano que visava deturpar a verdade desportiva. Estendeu a passadeira a Pinto da Costa e, se tudo continuar pelo mesmo caminho, deixará o Sporting na 2ªdivisão.
Não tem o apoio de ninguém e sairá de uma forma muito pior do que aquela em que foi, supostamente, "eleito".
Além de, há cerca de um mês, ter assinado para convocar uma AG extraordinária e de estar disponível para ajudar a financiar a mudança que urge no Sporting, o que posso dizer, agora, é que só os miseráveis e os filhos do dinheiro não percebem que o Sporting não é isto.
O Sporting não é isto. Nunca foi. E não voltará a ser.
Sejam quais forem os candidatos à Presidência do Sporting, não me passa pela cabeça votar em quem, entre um projecto desportivo e financeiro coerente, consolidado e ambicioso, não se demonstrar disponível para, em defesa da Honra e da História deste Grande Clube, apresentar uma queixa-crime contra Godinho Lopes pela prática de Gestão Danosa.

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

O Clode

Depois de vários meses sem escrever, talvez seja por impulso, quase como obrigação, ou necessidade, que volto a fazê-lo, no meu cantinho do costume, onde costumo deixar, entre outras coisas, reflexões e desabafos, textos sobre estados de espírito.
Conheci o Clode quando fui acolhido numa nova família, onde mantenho grandes amigos, a família de São João de Brito. Aliás, no dia em que soube da sua partida, eu estava praticamente apenas com amigos, amigos do Clode, pessoas dessa família.
No momento de uma despedida, ou depois desse momento, tendemos a referir-nos apenas aos momentos bons. Esquecemos os maus. Fazemos por isso. Do Clode não guardo um único momento desses. Era um rapaz simples, no dia-a-dia, na praia, na noite, no campo de futebol. Era sempre o mesmo, igual a si mesmo, estivesse onde estivesse, com quem estivesse. 
Daquele olhar, brilhante e risonho, era impossível descortinar qualquer desconforto que tivesse com a vida. Não conheço alguém que tenha alguma vez dito mal dele, pensado mal dele. Era consensual e positivo. Educado e divertido.
Foi com um sentimento de dor e vazio que soube foi fatalmente atropelado poucas horas depois da entrada no novo ano. Quase dois dias inteiros depois de ter recebido a notícia, e a poucas horas da última despedida, as palavras são substituídas pelo silêncio. Mas a revolta brutal que sentimos quando nos apercebemos que somos mortais só pode dar lugar à Esperança de saber que o Clode foi merecidamente acolhido. 
Há pouco tempo, com o seu irmão, numa curta estadia em Milão, lembro-me de termos falado sobre Deus. Com o Clode, o João, não me lembro de, algum dia, o ter feito. Mas, se há coisa que me conforta, neste momento incrédulo e de revolta, é que o Clode foi acolhido. Como merecia.
Está em Paz no mundo onde não se contam as horas, a olhar por nós, os que contamos os minutos de recordação e Saudade.
Pessoas como o Clode fazem cá muita falta.
Aos pais, irmãos, família e amigos, deixo um forte abraço.
E, um dia, iremos encontrar-nos.
Até sempre, Clode.

Terça-feira, 23 de Outubro de 2012

O projecto de Godinho Lopes morreu

O Sporting vive, sobrevive, mas o projecto desportivo de Godinho Lopes está morto, e bem morto.
Duque e Freitas eram os trunfos eleitorais. Os trunfos que fizeram Godinho ser o segundo mais votado pelos sportinguistas, mas, mesmo assim, eleito Presidente do Sporting. Caíram, como caiu Domingos, como caiu Sá Pinto, como caiu a força anímica de uma equipa que joga sempre entregue a si própria. E, entretanto, caíram dois vice-presidentes, um deles com enorme peso e influência.
Parece-me legítimo, por isso e por se ter, em Outubro, perdido a época, que se pense, já, em substituir o presidente que menos sucesso teve à frente do Sporting. Veio para substituir o pior presidente da História e tomou-lhe o título.
Há quem diga que este é o fim do Sporting, tal como o conhecemos. É, de facto, um período de urgência. Mas o Sporting sempre foi aquilo que os sócios quiseram. Estamos fartos de mais do mesmo. Das voltas e mais voltas que um grupo minoritário de sportinguistas dá para continuar a liderar o clube, sempre em prejuízo do Sporting.
Chega do discurso dos pequeninos, dos pobrezinhos, de recorrer à porcaria do Couceiro.
Pelo menos, sejam profissionais!
O tempo é de mudança. E, de Outubro a Julho, há tempo para reorganizar, para repensar, para reconstruir.
Espero que, desta vez, não nos impeçam de reerguer o Sporting.
O Sporting vive, enquanto viverem os sportinguistas.
E, enquanto viverem sportinguistas, o Sonho persiste.
Que seja, então, concretizado.


Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012

A farsa chamada PC


Pode não vir na primeira página do Expresso, do Público ou mesmo do Correio da Manhã, mas não há maior farsa, em Portugal, do que a existência do Partido Comunista.
Depois de mais de trinta anos no poder local, faliram várias Câmaras Municipais. Aplicam a receita da troika desde antes de "Gaspar" ter apresentado a sua proposta de Orçamento de Estado. Há IMI's, em Câmaras Municipais comunistas, que aumentaram mais de 2000%. E vários dos presidentes de Câmara eleitos pelo Partido Comunista, assim como os seus familiares, ganham obscenidades, em cargos que são pagos à custa de cada um de nós. 
Diga-se, ainda, que esta realidade tem, mais do que o conhecimento ou o aval, a própria cumplicidade do Partido Socialista. Veja-se o que se passa na Câmara Municipal da Chamusca e na Águas do Ribatejo. Veja-se também o exemplo, o bom exemplo, que é dado por vários autarcas do PSD, como Fernando Costa, nas Caldas da Raínhas.
Há comunistas que podem, querem e mandam. E, perdoem-me a expressão, mas também "mamam". À custa do sacrifício de quem trabalha. 
Têm demasiados telhados de vidro para que possam atirar pedras.
E não podem ficar imunes à Justiça!

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

Acordai.




Tenho vinte e quatro anos de vida e só conheço o Portugal democrático. Ainda assim, tenho memória, a suficiente para me lembrar que a vida foi barata durante muitos anos. Comia-se um hambúrguer por menos de metade do preço. As pessoas viviam bem, a cidade estava cheia de gente e, no mundo rural, havia movimento. Nesses primeiros anos, de ilusão para os portugueses, acho que me consegui iludir a mim próprio. A vida corria bem a toda a gente e, ao Estado, não parecia faltar o dinheiro para os grandes eventos da mudança de século, nem para as auto-estradas que nos ligam uns aos outros.
Se me perguntarem o que foi que mudou, entretanto, eu confesso que hesito em explicar. Sei quem governou durante um período considerável de tempo e sei o que fez. Sei também quem enriqueceu e quem, estrangulado pelo Estado, pede emprestado para poder comer.
Sei também que não há justiça. Que os protegidos estão bem protegidos. E que os desprotegidos podem não demorar um ano a morrer de fome. Conheço a conjuntura, mas permitam-me que não me sinta responsável.
Sim, está bem. Sou social-democrata desde que me conheço, militante do PSD desde que posso. Mas não me revejo neste excesso de austeridade. E não acredito, precisamente, porque sou social-democrata.
Não há país que sobreviva sem classe média. Não há sociedade que se desenvolva sem uma economia a funcionar. Não há caminho para o crescimento que possa ser encontrado num beco sem saída que nos força a andar para trás. Não acredito nesta receita, demasiado indigesta para que o povo, excessivamente sacrificado, a possa engolir.
Mais do que militante do PSD, sou social-democrata. E sou precário, como parte considerável dos jovens que não alinhou na debandada. Trabalho mais do que as oito horas diárias, que as quarenta horas semanais e, se for preciso, ainda me pedem para trabalhar ao fim-de-semana. Aceito isso, como é óbvio, porque preciso de viver e de ganhar, pelo menos, para poder almoçar com os meus colegas. Mas acho uma injustiça que se diga que é este governo que castra o futuro dos jovens.
Não alinho no bota-abaixo da esquerda radical, e também a há no PS, que quer proibir aquilo que não gosta e liberalizar o que é anti-natural e perturbador social. Por exemplo, quando se bateram para que um gay pudesse casar com outro gay esqueceram-se que os governos, dos partidos do centro, estavam a levar o país para um buraco demasiado fundo para que um jovem pudesse, em idade “útil”, pensar em casamento. Com um homem ou com uma mulher.
Não há partido que possa ser desresponsabilizado pelo estado em que nos deixaram o país. Não há. Da esquerda à direita, passando, logicamente, pelos governos de Cavaco a Sócrates. Sempre sem esquecer Guterres. E não contando com os que, quando nos tentavam levantar, foram empurrados porta fora. Mesmo assim, como acima justifiquei, não acredito que esta seja a cura para um país que se herdou doente. O povo sempre disse, e com razão, que, se não se morre da doença, morre-se da cura.
Só posso aceitar com intolerância a sugestão do primeiro-ministro para as pessoas da minha geração. Aceitaria, se dissesse que a culpa foi da geração dele. E, talvez, da que lhe antecedeu. Mas não aceito o convite, que obviamente retribuo, para fazer as malas.
Não me consigo, ainda assim, resignar. Mas não posso, nem quero, continuar a trabalhar para aquecer, para pagar a casa a quem não quer trabalhar e para pagar abortos, por exemplo.
Sei que este é um tempo extraordinário, de sobrevivência social, de sacrifício nacional, e, por isso, aceito algumas das sugestões que, noutro tempo e por princípio, nunca aceitaria. Por exemplo, aceito que, nesta altura, se considere a hipótese de legalizar, para tributar, a prostituição. As putas, se querem ser putas, que contribuam para nos tirar do pântano.
Este é um tempo extraordinário. Para nós, para o país e para o partido que lidera a coligação que nos governa. Sugiro, agora apenas como militante, que se faça um congresso extraordinário, aberto a todos os militantes, para que nos expliquem o caminho, para que nos expliquem onde acham que nos vão levar. Sei que, como eu, há milhares de militantes, trabalhadores, social-democratas, inconformados e inconformistas.  E, se o governante não ouve o governado, é porque não sente, ou nunca sentiu, as dificuldades por que passamos.
Como portugueses, queremos honrar os compromissos. Mas não podemos matar o país nesta espécie de tentativa de suicídio colectivo em que se traduz a proposta de Orçamento de Estado.
Não acredito no PS, que me faz pagar, todos os dias, dívidas que não são minhas. Não acredito na esquerda radical. Porque estiveram desatentos e porque não há nada que seja mais comunista do que tirar ao que tem para dar ao “pseudo-todo” que é o Estado.
O PSD existe, está vivo. Acredito, por isso, muito mais nas propostas alternativas que possam surgir internamente do que em meros slogans hipócritas e utópicos vindos daqueles que continuam a jogar ao toca e foge.
Acredito na social-democracia e estou convencido de que ainda há social-democratas no PSD. E é a esses que me dirijo com uma palavra. 
Acordai.

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

O futuro treinador do Sporting tem de ser este!


É a minha recomendação, que agora torno pública. E falo, logicamente, do senhor que está à esquerda, junto a José Mourinho. Pensarão que é imaginação, semi-estupidez, porque o vosso primeiro pensamento é que um é imitação do outro. Estão enganados. Se fosse eu a decidir, decidiria contratar Rui Faria para treinador do Sporting, e explico-vos já porquê.
Estamos no princípio de uma época. A oito pontos do primeiro, é certo, mas com um campeonato para jogar. Existe a convicção de que temos um bom plantel, com um leque de jogadores que, se bem trabalhados, podem valer pequenas fortunas.
Escolher um treinador estrangeiro não é, por isso, uma boa solução.
Scolari é caro. Muito caro. Não dá garantias porque falhou nos clubes por onde passou recentemente. E iria sair ainda mais caro na hora de o despedirmos.
Luis Enrique prometeu. E falhou. Redondamente e na Roma. Não dá garantias.
Os holandeses são bons. Muito bons. Principalmente, Marwick. Mas não conhece o futebol português. Seria uma boa solução para o fim de uma época, numa fase em que pudesse preparar logo a época seguinte. Não conhece o futebol português.
Co Adrianse é uma solução interessante. Tem um estilo de jogo ofensivo. Demasiado ofensivo para o Sporting. 
Dos estrangeiros, resta Valverde. Seria fabuloso noutras circunstâncias. As mesmas em que Marwick poderia servir.
Assim, o próximo treinador do Sporting tem de ser português. E, aqui, há duas hipóteses, desconsiderando, desde logo, a do Professor Jesualdo, certamente empurrado para a imprensa pelos seus amigos da compra e venda. Compram árbitros, vendem "treinadores" para a imprensa.
Falo, logicamente, de Jorge Jesus e Rui Faria.
Jesus seria difícil. Pediria demasiado dinheiro e está bem onde está. Se não houvesse outro, não tenho dúvida de que, nesta fase, o Sporting o iria "resgatar". 
Resta Rui Faria, numa espécie de the last but not the least.
Tem escola, faz parte de uma equipa ganhadora, tem tempo para trabalhar e condições para fazer um bom trabalho. Conhece o futebol português. É, por isso, muito melhor do que os outros.
O Sporting esteve para contratar Mourinho, não quis.
Esteve para contratar Villas-Boas, também não quis.
Agora, não há mesmo volta a dar, até porque não há duas sem três. E à terceira é de vez.
Com muita escolha, ficamos satisfeitos pela quantidade de gente que se disponibilizou para treinar o Sporting.
Mas, se a escolha já está feita, o que eu desejo é que o próximo treinador do Sporting seja Rui Faria.
Faremos com que se torne treinador.
Ele tem ano e meio para fazer, de nós, campeões.
Vai uma aposta?
Eu aposto no Rui.