
Há gente má em todas as empresas, em todas as instituições, em todas as escolas, em todas as universidades, em todos os partidos políticos, em todos os clubes, em todo o lado.
No Sporting também há. São gente que vive das derrotas do próprio clube, que entra na onda de um parolo que fala na televisão aos domingos à noite, que cria sistematicamente pressão à volta de quem trabalha no intuíto de bem servir o Clube e quem tido, no passado mais recente, um certo apoio de um determinado grupo de deliquentes.
Representam apenas dez por cento dos sócios e atenção (!), porque esses dez por cento aconteceram numa conjuntura de crise financeira e desportiva. Só representam esses dez por cento por duas razões fundamentais: a primeira é a de que não têm os valores centenários que o Sporting preserva, a segunda é a de que o que move esse grupo são ambições pessoais.
Que os jornalistas desportivos não entendam, alguns deles, o Sporting, isso percebo bem. Porque, neste Clube, não vale tudo para ganhar. Neste Clube formam-se atletas nas mais diversas modalidades e, por isso, além de sermos a instituição desportiva que mais títulos tem em Portugal, somos um clube que forma os melhores entre os melhores, o que se tem mantido muito para além do futebol.
Mas não entendo esta nova oposição do Sporting. Que não se enxerga. Porque a esmagadora parte dos sportinguistas não tem o mínimo interesse em saber a opinião do Pereira Cristóvão sobre a actual situação do Clube. E fica muito feio a alguém que diz ser do Sporting aparecer logo nos primeiros momentos difíceis a tirar proveito do insucesso do Clube.
A esmagadora maioria dos adeptos do Clube repudia manifestações de adeptos, em dia de jogo, que dão origem a tiros disparados pela polícia. E pensa que devem ser intoleráveis todas as tentativas de invasão ao coração do mundo sportinguista, que é o nosso estádio.
No jogo de quinta-feira vi um grupo organizado de pessoas, concentrado num sector estratégico do estádio, ao pé de um grupo (bem menos organizado) de marginais, com lenços brancos desde o primeiro minuto, à espera de uma razão para começar a criar mau ambiente, numa lógica que tinha como único objectivo destruír. E interroguei-me, durante o jogo, por que razão estavam nas bancadas do Sporting pessoas que estavam "doidinhas" para acenar com os lenços brancos, a assobiar desde o primeiro momento e a insultar aqueles que vestiam as cores do nosso Clube.
A essa interrogação há duas respostas possíveis: ou aquelas pessoas não são adeptas do Sporting ou são completamente atrasadas mentais.
Com uma crise desportiva, que se junta a uma crise financeira, esse grupo da oposição ao(s dirigentes actuais do) Sporting é o responsável cimeiro por uma possível travessia no deserto que se pode prever para os próximos anos. Porque, a essas duas adversidades, juntou uma terceira, que tem consistido no fomento de um clima de guerrilha interna.
Não me esqueço do regresso da equipa de futebol do Sporting do jogo em que empatámos em Florença. Fomos eliminámos, mas saímos com dignidade. Em nenhum dos dois jogos contra a Fiorentina fomos inferiores, não perdemos nenhum dos jogos e tivemos duas boas prestações. É óbvio que ficámos tristes porque queriamos estar na Liga dos Campeões mas não é exigível nem obrigatório, e ainda menos no actual momento, que o Sporting elimine a Fiorentina. Nunca o foi em mais de cem anos de História do clube. Na verdade foi nessa "espera" à equipa que o ambiente se agravou.
Quanto ao argumento de que o Benfica, este ano, está a jogar mais, tenho uma resposta simples. Já ficámos à frente deles e eles já ficaram à nossa frente. De certeza que, no futuro, as duas situações irão acontecer várias vezes. O Benfica ganhará títulos e nós também os ganharemos. Sempre foi assim. Apesar de, no passado mais recente, o Porto ter sido constantemente insuperável. Oxalá isso mude e que venham mais títulos para Lisboa. Deveria ser esse o pensamento desse grupo de pessoas. Porque o Benfica é nosso adversário. Nunca nosso inimigo. Porque o futebol não é uma guerra. E se fosse, esse grupo de sportinguistas (entre ou sem estar entre aspas, ainda não percebi), numa altura em que estávamos a perder batalhas, o que fazia era disparar de modo a matar soldados do nosso exército. Seriam, portanto, eles e quase só eles os responsáveis por termos perdido a guerra.
Esta tentativa de construír opinião e de organizar manifestações pela internet consegue meter nojo. Assim como as ameaças constantes feitas a alguns dos (noventa por cento) de sportinguistas que apoiam a actual direcção.
Em suma, porque não me quero alongar muito, nada justifica as cenas tristes que têm acontecido. O que os sportinguistas (ou a maioria esmagadora deles) quer é dizer basta...mas basta deste espírito revolucionário e delinquente, basta de demagogia e aproveitamento de episódios menos felizes, basta de insultos sistemáticos aos funcionários do clube e ao próprio Sporting Clube de Portugal.
Há noventa por cento de sportinguistas que quer mesmo uma vassourada. Uma vassourada nessa gente.
A propósito, leiam-se as citações que são feitas no Mais Sporting de alguns comentários feitos num fórum restricto da net. Comentários esses que, pelo seu conteúdo, não merecem qualquer tipo de...comentário da minha parte.












