domingo, 31 de dezembro de 2006

Sete desejos para 2007



1 - Sendo, neste momento, a plena paz mundial e a perfeita harmonia da vida em sociedade dois conceitos utópicos, na minha opinião, faço votos de que haja menos guerra, menos atentados, menos ameaças,...;

2 - Que haja menos pessoas a morrer prematuramente, sobretudo, de fome ou de catástrofes;

3 - Espero que o governo português seja mais forte e que nos apresente resultados, caso contrário, que haja uma oposição mais directa e objectiva, sobretudo no que diz respeito ao meu Partido, o PSD, que esteja mais forte e a crescer na intenção de voto dos portugueses;

4 - Que seja salvaguardado o mais importante direito que uma pessoa pode ter, o direito à vida, com uma, expressiva, votação no NÃO AO ABORTO no referendo que aí vem;

5 - Que haja mais verdade desportiva e que haja mais desenvolvimentos no caso do "Apito Dourado". Se possível, que o Sporting seja campeão (e que vença a Taça!). Quando a promoções, espero, sinceramente, que suba o Vitória de Guimarães e uma equipa do centro ou do sul. Primeiro, porque o futebol "sabe melhor" ser visto com estádios cheios, como acontece na cidade-berço, e depois, para que haja uma "desnortalização" do futebol. Espero, igualmente, que o Chelsea, de José Mourinho e companhia, seja Campeão Europeu.

6 - Que haja cada vez mais portugueses no topo do Mundo, seja na política, no desporto, no cinema, na literatura, no teatro, no jornalismo ou em qualquer outra área,

7 - Que o VozPrópria continue a ser uma voz activa na política nacional e que todos os seus visitantes disfrutem de uma plena saúde e que tenham um ano de grandes sucessos.

Um próspero 2007 para todos.

Recomendo

Este filme retrata os acontecimentos imediatamente a seguir à morte da Princesa Diana e a forma como a Rainha o Primeiro-Ministro, Tony Blair, lidaram com a situação. A dor e a tristeza da morte com as pressões do povo britânico num filme recém vencedor dos prémios para Melhor Actriz e Melhor Argumento no Festival de Veneza.

A Raínha, The Queen

Drama, maiores de 12

Um passo atrás

Sem dúvida, é esta a grande imagem do dia de hoje, ou melhor, de ontem. Talvez, a última grande imagem de 2006. Saddam Hussein foi enforcado.
Sempre fui contra a pena de morte, em qualquer circunstância. Considero que o que aconteceu hoje foi um crime. Obviamente Saddam tirou a vida a muitas pessoas, mas a morte não deve ter como consequência outra morte.
O Mundo deu, hoje, um enorme passo atrás. Por um crime, o Mundo respondeu com...outro crime. Desta vez, foi-se longe de mais, pelo que partilho da opinião da União Europeia, que caracteriza esta morte como um erro político grave. Muito grave, mesmo.

sábado, 30 de dezembro de 2006

Novo blog

É com um enorme prazer que vos apresento um grande amigo meu, que também decidiu aderir à blogosfera, com um blog e ao qual desejo o maior sucesso. Para quem gosta de futebol, carregue aqui.

Para quem quiser

Se tem uma cadela boxer, principalmente na região de Lisboa, clique aqui

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

"Nós, no PSD, somos assim."


Na sequência do artigo publicado por Henrique de Freitas, autarca do PSD em Lisboa, no blog onde é um dos membros e de um outro artigo de opinião do colega do Partido e da blogosfera, Luis Cirilo, acerca da possível homenagem que Carmona Rodrigues tenciona fazer ao ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, venho, deste modo, expressar a minha total solidariedade para com Pedro Santana Lopes.
É inacreditável um Presidente da CML, que foi eleito com o apoio do PSD, assim como os seus vereadores, quererem homenagear um homem que dissolveu a Assembleia da República, que tinha, na altura, uma maioria, legítima, social-democrata. No PSD sempre houve um grande espírito de entre-ajuda e, na minha opinião, esta homenagem não pode acontecer. Não é uma atitude própria de membros do PSD. Falo, obviamente dos veradores, tendo em conta que Carmona não se encontra filiado a qualquer partido político. Contudo, a acontecer, não compreendo por que motivo seria apenas Jorge Sampaio a ser homenageado, pois Santana Lopes foi um Presidente que revitalizou a cidade de Lisboa. Além disso, creio que o Partido deve estar muito grato ao actual deputado, Pedro Santana Lopes, visto que este, em nome do Partido, decidiu avançar para Lisboa, ganhando as eleições. Caso contrário, duvido, sinceramente, que o PSD , nos próximos 10 ou 20 anos, saisse vencedor nas eleições autárquicas, em Lisboa. Além disso, Santana Lopes teve a coragem de aceitar governar os portugueses numa altura muito difícil.
Obviamente, como social-democrata e como português, discordei, totalmente da dissolução da Assembleia da República. É importante salientar, porque muita gente não percebeu bem o que aconteceu, mas o que aconteceu não foi uma demissão do governo, pois Sampaio não conseguiu arranjar nenhum motivo legal para o fazer, tendo dissolvido a A.R., facto que, consequentemente, fez cair o governo, liderado por Pedro Santana Lopes. Discordei, também, pelas mesmas razões, das constantes críticas que Marques Mendes fazia, publicamente, ao governo social-democrata. Não é que ache que todos, como sociais-democratas, tenhamos de concordar com os governos do PSD, mas a questão é que existem locais próprios para estas críticas serem feitas, achando de má-fé fazerem-se críticas, publicamente, a um primeiro-ministro, apoiado pelo nosso Partido.
Considero que a atitude de Carmona e de Marques Mendes para com Pedro Santana Lopes só revela uma enorme ingratidão.
Com tudo isto, tenho esperado por uma reacção de Marques Mendes e dos vereadores sociais-democratas da Câmara de Lisboa e condeno a intenção de Carmona Rodrigues e, sobretudo, (a ser verdadeira, a intenção) dos vereadores, assim como condeno o silêncio de Marques Mendes. E estou solidário com Pedro Santana Lopes.

Uma última aventura


Luis Filipe Madeira, mais conhecido por Figo, começou a jogar no Pastilhas, clube da Cova da Piedade. Em 1989 assinou pelo Sporting, efectuando apenas 6 jogos em 2 dois anos. Contudo, Figo começou a afirmar-se na época 1991/92, com a camisola verde e branca, realizando 34 jogos. Em 6 anos que vestiu a camisola do Sporting, realizou 141 jogos, marcando 15 golos, dando muitos outros a marcar, tendo sido fundamental pela conquista da Taça de Portugal, na época em que Pedro Santana Lopes era Presidente do Sporting, acontecimento que foi muito importante, pois o Sporting nada ganhava há alguns anos.
Em 1995 tranferiu-se para o Barcelona, sendo uma presença permanente no onze titular. Só para o campeonato, com a camisola dos catalães, Figo fez 172 jogos em 5 anos, marcando 30 golos.
Em 2000 assinou pelo Real Madrid, tornando-se o jogador de futebol mais bem pago do Mundo, tendo sido esta transferência encarada como uma traição pelos adeptos do Barça. Fez, 163 jogos para a Liga Espanhola, apontando 38 golos.
Assina finalmente com o Inter, onde foi peça vital na conquista do título na época passada e deixa os milaneses 10 pontos à frente do segundo classificado.
Aos 33 anos e com 127 jogos pela equina das quinas, nos quais fez 32 golos, retira-se da Selecção.
Está agora muito perto de assinar um contrato milionário com os sauditas do Al Ittihad, ganhando 6 milhões de euros em 6 meses, voltando a ser o futebolista mais bem pago do Mundo, facto que é impressionante, dado que Figo que encontra longe dos seus tempos de ouro e perto, muito perto, do fim da sua carreira.
Pode ser esta a última aventura do melhor jogador português que, algum dia, eu vi jogar. Oxalá estejamos enganados e que o eterno número 7 da Selecção Nacional se despeça para o ano com a camisola, que é a minha: a camisola do Sporting.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

2006 em revista


Ricardo defende 3 penalties contra a Inglaterra, sendo o primeiro guarda-redes da História a alcançar tal feito

A festa da Selecção no campeonato do Mundo, na Alemanha



...festa que se espalhou por todo o país.

Portugal tem pela primeira vez um Presidente da República de centro-direita,

Mário Soares fica em terceiro lugar nas Eleições Presidenciais, atrás do, também socialista, Manuel Alegre.

Vários ministros são alvo de insultos. Entre eles, a ministra da educação foi o centro das atenções dos estudantes, sobretudo pelo fracasso dos Exames Nacionais.

Contudo, o líder do PSD parece não estar à altura do cargo, descendo na intenção de voto dos portugueses


Com a ausência de oposição do PSD ao governo, vários social-democratas e independentes uniram-se num almoço-comício em Vila Nova de Gaia.


Lisboa entra numa crise governativa, com o fim da coligação PSD/CDS-PP, de que tenho falado, deixando Carmona e os lisboetas em maus lençóis.

Apesar de não alcançar grandes vitórias desportivas, o Benfica entra no Guiness como o clube com mais sócios do Mundo.

Houve ainda tempo para se marcar o referendo acerca da interrupção da gravidez...

...e para se escreverem alguns livros, como este...


ou este, de uma senhora que, em tempos,foi insultada pelos Diabos Vermelhos, que agora a protegem, depois da mesma ter acusado Pinto da Costa por vários crimes.

Pouco mais há a dizer. Venha, então mais um ano.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Esperança no futuro

Pois é, vem aí um novo ano, que vai ficar marcado, historicamente, entre outras coisas, pela decisão dos portugueses na questão do aborto.

2006 acaba agora e eu faço um balanço negativo deste ano, do ponto de vista político, jurídico, desportivo, entre outros. No entanto, não quero dizer que foi um ano em que tudo correu mal. Não. A selecção portuguesa fez um excelente Campeonato do Mundo de futebol, alcançando um honroso quarto lugar. Portugal tem, pela primeira vez, um Presidente da República de centro-direita. Contudo, se foi um ano mau, na minha opinião, deixou-nos claros sinais de esperança num futuro melhor, embora, na generalidade, tudo o que estava mau continuou mau e uma boa, ou significativa, parte das coisas boas pioraram.

Ora vejamos, 2006 trouxe-nos um novo Presidente da República, mas esse acontecimento, por si só, não pode mudar grande coisa. O governo continua a propagandear a sua actuação, sem alcançar grandes resultados. Por exemplo, na saúde, apesar de se estarem a fechar vários hospitais, o número de pessoas em lista de espera diminuiu. Pouco, mas diminuiu. No entanto, com a possível despenalização da interrupção voluntária da gravidez nas dez primeiras semanas, a que eu chamo liberalização do aborto no referido prazo, as listas de espera poderão agravar-se. O governo tem estado a "cortar" em todo o lado, "apertando" com tudo e com todos, muitas vezes à custa dos tais impostos que prometera não aumentar. O que aumentou foi o desemprego, a violência e o desespero das pessoas face ao governo e face à oposição, sobretudo com os partidos de centro e de direita. É que quando o governo é incoerente, dizendo e defendendo umas coisas e fazendo, exactamente, o contrário, pede-se à oposição que, no fundo, faça oposição. Mas o PSD faz o mesmo que o governo socialista tem feito e o CDS, também ele, muito dividido, parece demasiado monótono. Por isso e por vários outros factos, dos quais, de resto, tenho vindo a falar, quem sobe nas sondagens são os partidos de extrema esquerda, curiosamente, constituindo uma excepção ao que tem acontecido na Europa desenvolvida e moderna.

Traço um cenário muito negro do desempenho do Partido Social Democrata, em 2006. Sem me querer alongar muito, não é normal o que tem acontecido na príncipal Câmara do país, tendo-se gerado uma grande crise governativa quando Marques Mendes, lider do Partido, resolveu intervir no trabalho do Presidente da C.M.L., Carmona Rodrigues. Além disso, a actuação de Paula Teixeira da Cruz tem prejudicado muito a maioria dos social-democratas e dos lisboetas. Assim, com um péssimo desempenho dos líderes do Partido e da Distrital, as críticas têm vindo a crescer, de vários lados, dos quais se destacam, sem dúvida, Morais Sarmento, Luis Filipe Menezes e Helena Lopes da Costa, além de Rui Rio, que já mostrou estar em desacordo com alguns comportamentos adoptados por Mendes. O partido está cada vez mais dividido e para isso nem sequer contou com qualquer palavra de Pedro Santana Lopes que, com certeza, pedirá explicações aos líderes que referi dentro de pouco tempo, devido à intenção de Carmona Rodrigues de homenagear, com uma medalha de ouro da cidade, o ex-Presidente da República Jorge Sampaio, responsável pela dissolução da Assembleia da República com maioria social-democrata e, consequentemente, pela queda do governo.

Mas se os desempenhos de Marques Mendes e de Paula Teixeira da Cruz têm sido péssimos, a mudança da direcção da CPS de Algés e o almoço-comício em Vila Nova de Gaia, onde mais de 3 mil pessoas se reuniram para criticar o governo de Sócrates, foram, sem dúvida, dois sinais de esperança na mudança que o país tem de ter.

No que diz respeito ao desporto, sobretudo ao futebol, que é para onde se vira a atenção da maior parte dos portugueses, a situação não dá para grandes sorrisos. Em Portugal, o campeonato parece, já, decidido, com o Porto campeão, mas na sombra de uma ex-prostituta que acusa o Presidente dos dragões de vários crimes. Além disso, a situação fincanceira dos azuis e brancos é alarmante, tendo tido um prejuizo a rondar os 30 milhões de euros. Além do FC Porto, também o Benfica vê o seu Presidente arguido no caso "Mantorras" e o seu ex-Presidente da S.A.D. estar envolvido em vários processos. O Sporting foi afastado das competições europeias e apenas o Braga, que considero um outsider, parece estar melhor, não apresentando, aparentemente, qualquer problema financeiro, mantendo-se na Taça Uefa e na luta por um lugar na Liga dos Campeões para a próxima temporada.

Falando dos portugueses que resolveram "emigrar" para outros campeonatos, apenas Cristiano Ronaldo se tem destacado, sendo, neste momento, o melhor marcador do primeiro classificado da Premier League. Além do nº7 dos Red Devils, Tiago e o naturalizado Deco continuam no topo. Sublinho também o facto de José Peseiro treinar o primeiro classificado da Liga Saudita, de futebol. Contudo, o grande símbolo do futebol português, José Mourinho, acaba este ano na mó de baixo. Sim, porque estar em 2ºlugar, como todos sabemos, para Mourinho, é estar muito em baixo.

A selecção, após um excelente Campeonato do Mundo, onde alcançou um honroso 4ºlugar, ainda não realizou sequer uma única exibição de bom nível, na Qualificação para o Euro2008.

Há, contudo, uma nota que é importante salientar. Apesar também do Caso Mateus, do qual não nos podemos esquecer, a Liga tem uma nova Direcção, encabeçada por Hermínio Loureiro e parece-me trazer novas e boas ideias, como a Taça da Liga, que será muito útil para os clubes, na medida em que lhes dá mais competição, mais assistências e, em princípio, mais receitas.

Ligado ao desporto e à política, lembramo-nos logo do caso do "Apito Dourado". Pois é, passou um ano e não há grandes desenvolvimentos neste caso, como em muitos outros, como o da "Casa Pia". Além desses, "Camarate" prescreveu e dias depois soubemos que, afinal de contas, foi mesmo atentado.

Resumidamente, foi assim 2006.

domingo, 24 de dezembro de 2006

Mas este não é...?

Pois é. O que fui eu encontrar numa altura destas. O senhor que agora elogia tudo o que Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz fazem, que escrevia no "Caisdalinha", blog que acabou após a derrota de Carlos Rui Viana de Carvalho, candidato à Presidência da CPS de Algés, apoiado pelos senhores que referi, está aqui, nesta fotografia (com uma t-shirt preta a dizer "Lifeguard" e com óculos escuros) ao lado do candidato Isaltino, actual Presidente da CMO.
Falava em coerência, este senhor...
Para todos os leitores do «VozPrópria», votos sinceros de um Santo Natal e de um Bom Ano 2007.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Porque Portugal merece Melhor, ...


Na sequência da vitória da Lista B nas eleições do passado dia 12, Luis Filipe Menezes escreve no seu artigo que a emblemática ex-vereadora da Câmara de Lisboa dizimou a concorrência [nas eleições internas da secção de Algés].
Sempre em cima do acontecimento, o Correio da Manhã mostrou mais uma vez ser um jornal de grande utilidade pública...


Pode ver mais no site do jornal, nos links seguintes:


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=224237&idselect=90&idCanal=90&p=200

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=224320&idselect=93&idCanal=93&p=200

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Sem espinhas!!


Como falei, no passado dia 12, terça-feira, realizaram-se as eleições para a Comissão Política da Secção de Algés do PSD.

Esperava-se uma grande corrida às urnas por parte dos militantes e foi isso que aconteceu, pois estavam frente a frente dois movimentos de militantes com ideias distintas. Uns que ao longo destes dois anos desvalorizaram, por completo, os militantes e outros que queriam devolver à Secção os valores que fizeram nascer e crescer o PSD de Sá Carneiro. Uns que fecharam as portas do Partido à população e outros que queriam abrir as portas da Secção a novas pessoas, novas ideias e novos valores. Uns que apoiavam o comportamento ditatorial, ao estilo da PIDE, e outros que queriam dar valor às bases. Uns que apoiavam a estratégia adoptada por Amaral Lopes, Presidente da CPS até esse dia, por Paula Teixeira da Cruz e por Luís Marques Mendes. Outros que queriam um Partido dinâmico, aberto ao povo e de forte oposição ao governo.

Das 5 da tarde às 11 da noite, o clima que se viveu na Secção era normal: muitas movimentações, grandes expectativas e uma elevada afluência às urnas. Foi perto das 8 da noite que me dirigi à Secção para ver como estava a correr este acto eleitoral e uma coisa que notei, logo, foram os rostos calmos com que os membros da lista B olhavam para estas eleições. No tempo que ali estive, falei com muitas pessoas que viam estas eleições como um sinal de esperança, sobretudo os mais idosos. Adivinhava-se uma grande vitória da lista B, porque, normalmente, quando há um elevado número de pessoas que vai votar é sinal de descontentamento e de se querer uma mudança.
Curiosamente, fiquei espantado quando me deparei com os membros da lista A. Eram poucos, os mesmos de sempre, sozinhos, perturbados, inquietos, fechados num grupo à parte, todos vestidos de preto. E, sabem, é assim que caracterizo a liderança de Amaral Lopes, Paula Teixeira da Cruz e Marques Mendes, nestes últimos tempos: tristes, apáticos, isolados, fechados, sós… Completamente, sós.

Durante 6 horas, tiveram a voz os militantes e foi perto da meia-noite que se souberam os resultados. A lista B obteve uma vitória esmagadora. No momento em que foram divulgados os resultados, veio-me uma coisa à cabeça. Pensei que líder não pode ser qualquer um. Para se ser líder é preciso ter capacidades e perfil para tal. Um líder tem de saber liderar a maioria, divulgar as intenções e os valores da maioria e bater-se pelos mesmos. Quando assim não acontece, a maioria “abate” os líderes. Houve ali, naquele momento, uma grande vitória dos militantes, num sinal claro de descontentamento face aos tais supostos “líderes” que já falei. Foi uma vitória clara, da qual não se pode ter outra interpretação, senão a de, pelo menos, em Algés, se querer uma mudança.

Nas duas horas após se ter tido conhecimento dos resultados, havia dois sentimentos: enquanto os militantes do PSD, os expulsos do Partido e os “não aceites” festejavam esta grande vitória, o tal “grupo” à parte, desanimado, fazia telefonemas, arranjava barafundas e, mais uma vez, mostrou não gostar de saber a opinião dos militantes. Lembro que esta vitória só não foi ainda mais esmagadora porque o voto foi, por um lado, restringido e, por outro, quase que se pode dizer que foi imposto.

No primeiro discurso, os dois candidatos eleitos para Presidente da CPS e para Presidente da Mesa dedicaram esta vitória ao trabalho de vários militantes, como os que já destaquei, no texto anterior, e mostraram a intenção de voltar a entregar a Secção aos militantes, além de abrir a porta aos que foram expulsos e aos que não foram aceites. Porque todos somos poucos e o Partido precisa de todos para voltar a ter a confiança dos portugueses.

E pronto. Está retomada a normalidade e a legalidade na Secção de Algés do PSD. Julgo que várias pessoas devem reflectir sobre este resultado.

Concluo, afirmando que o PSD está vivo, que os militantes estão atentos e que esta vitória, em Algés, foi, apenas, o primeiro sinal...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Não há muito a dizer, hoje. Não há grandes novidades para dar. No entanto, já que falei durante alguns dias do meu caso pessoal e das eleições na Secção de Algés, saliento que o que aconteceu em Algés era o que já se esperava: uma grande vitória dos militantes, representados pela minha mãe, pelo Armando Soares, José Gonçalves, Nuno Costa, Nuno Pedroso, entre outros. É com grande alegria que, finalmente, vi a intenção da (nova) CPS em me tornar militante do Partido.

Resultados do acto Eleitoral
Comissão Politica da Secção de Algés
Lista A -298 Votos
Lista B -412 Votos
Mesa do Plenário da Secção de Algés
Lista A -287 Votos
Lista B -423 Votos
Dentro de dias, farei aqui uma interpretação óbvia dos resultados deste acto eleitoral.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Os prós e contras de Lisboa


Depois de uma campanha eleitoral muito disputada, marcado pela polémica do não aperto de mão, após a ruptura da coligação PSD/CDS que governa a principal Câmara do país e no dia em que é discutido o Orçamento para 2007, Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho voltam a estar frente a frente. Além disso, é a primeira vez que Carmona se vai encontrar com Maria José Nogueira Pinto, após a referida ruptura. Este debate vai contar, também, entre outros, com Ruben de Carvalho.

É hoje à noite, no programa "Prós e Contras", na RTP1. A não perder.

Governo não vai agir no caso Camarate


O caso da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa prescreveu em Setembro e os partidos de Direita já haviam defendido a realização do julgamento. Agora é a vez do governo se pronunciar sobre esta matéria.
O ministro da Justiça, Alberto Costa, afirmou hoje que o Governo "não vai tomar nenhuma iniciativa" para levar a julgamento o caso Camarate, que prescreveu em Setembro deste ano.


domingo, 10 de dezembro de 2006

Ora bem,


Este post surge em resposta a um outro post colocado pelo policopata, no seu blog.

Não queria repetir o que tenho vindo a dizer nestes últimos tempos, sobretudo desde que criei o vozpropria, mas sublinho que nunca respondi a qualquer provocação ou ofensa vinda de qualquer pessoa, anónima ou não, a mim ou à minha família. Apenas solicitei ao administrador de uma página de opinião uma maior intervenção, quando vi excessos na linguagem utilizada por alguns dos seus visitantes. Ao verificar que essas atitudes lamentáveis continuaram, decidi, simplesmente, deixar de visitar essa página pessoal, apesar de não ser a única que fala da política e do país com um estilo tão leviano que chega a arrepiar.
Quando criei este blog e quando comentei em páginas, como a do politicopata, sempre tive como principal objectivo a promoção de um debate político sério. Não foi isso que aconteceu.
Estes últimos meses foram, sem dúvida, diferentes. Lamento muito a atitude que o Partido e a Secção de Algés tiveram para comigo, para com muitos dos seus militantes e cidadãos. Julgo que a Direcção da CPS de Algés e a Direcção Nacional do Partido se têm complementado, contribuindo para uma ascensão dos socialistas na intenção de voto dos portugueses, porque comportamentos como os que relatei e os que a minha mãe tem criticado em nada dignificam o Partido e apenas prejudicam a sua imagem junto dos portugueses. É que, mais do que nunca, os portugueses vivem uma situação muito difícil e, mesmo parecendo que não, estão cada vez mais atentos à política nacional. Por isso, julgo que se exige uma atitude positiva e convergente por parte da Secção de Algés e do Partido, a nível nacional.

Não há tempo para guerras pessoais! Sempre critiquei o “anonimato” de várias pessoas quando comentaram e insultaram noutros espaços de opinião. Sempre dei a cara e exprimi, sempre, a minha opinião pessoal. Já agora, respondo a alguns posts de outras páginas de opinião pessoal onde se criticava a postura de Menezes, Santana Lopes ou Morais Sarmento. Não me entristece que haja pessoas que lutem pelo país e que usem os seus meios para fazer oposição ao governo. Não me entristece, também, que haja pessoas que critiquem a liderança nacional do Partido. O que me entristece é que haja razões para essas pessoas o fazerem. E subscrevo todas as críticas feitas por estes senhores à liderança do PSD, ao governo de José Sócrates e à actuação do, na altura PR, Jorge Sampaio.

Politicopata: obviamente, no post que publicou no seguimento da minha intervenção, julgo que a sua atitude foi positiva. Tenho é pena que tenha sido a única atitude positiva que teve desde que se debate "Algés". É normal haver diferença na sociedade e no Partido e percebo que o senhor mostre a sua opinião, comente decisões e notícias, desde que respeite as pessoas de quem fala. Não é isso que tem acontecido nem da sua parte, nem da parte dos anónimos ou, agora, “semi-anónimos” (os tais tonys...)! Tenho pena que grande parte dos posts que publica não tenham fundamento algum. Os senhores não sabem do que falam, nem têm noção (julgo e espero eu que não tenham mesmo) do que tem acontecido. Espero, sinceramente, que o senhor comece a falar de política de uma forma mais séria, porque esse seu estilo deixou de pegar. A situação do país é alarmante e não é esta a altura certa para brincarmos “à política”. Os seus posts são inúteis, na medida em que em nada contribuem para o debate político, nem para uma dignificação do Partido e, além disso, vejo que menospreza os militantes do PSD, tentando fazer passar uma imagem grotesca e falsa dos mesmos.
Muitos dos leitores deste blog sabem bem que não participo neste debate por motivos pessoais e familiares, mas por acreditar que está na altura da mudança. Está na altura de trazer credibilidade ao PSD, valorizando todos os militantes, para que possamos formar governo num futuro próximo. Falar não chega, pede-se ao PSD mais acção, mais valores, mais debate, mais convergência e mais verdade.


Fazendo um último apelo, peço a todos os leitores deste blog, que são militantes do PSD e da Secção de Algés para que votem na Lista B. Esse voto é um voto contra as ilegalidades que têm sido feitas, é um voto de protecção e valorização dos militantes, é um voto na verdade, na transparência e na credibilidade, mas também no trabalho e na competência. É um voto pelos cidadãos que viram a sua entrada negada, ilegitimamente e contra os estatutos e regulamentos. É um voto na aceitação da diferença e no debate. É um voto no futuro e na ambição, no talento e na seriedade. É, acima de tudo, um voto no verdadeiro e democrático PPD/PSD. Este pode ser o primeiro passo para um país melhor para as próximas gerações e cabe aos militantes de Algés do PSD decidir. Não me cabe a mim, pois a actual CPS não me deixa votar (ver textos anteriores).
Não me querendo alongar muito, já dizia Victor Hugo que "nada é tão importante como uma ideia cuja oportunidade chegou". Todos vocês têm agora a oportunidade de mudar o futuro. Com o voto na Lista B. Pelo PSD. Por Portugal.
Tenho dito.

Morais Samento critica Mendes


Morais Sarmento, ex-ministro social-democrata, acusou Marques Mendes de "falta de causas e de carisma", e mostrou-se disponível para integrar uma futura liderança do partido", concluindo que o actual líder do Partido Social Democrata não tem perfil para tal. Subscrevo, por completo, as suas afirmações e, em resposta a outros blogs, explico que não há, em MS, uma 3ªvia, mas sim um conjunto de pessoas descontentes com o estado do Partido, por diversos motivos, e todas elas unidas no objectivo de formar um PSD mais forte para o futuro.

Mais: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=253703

Quem é quem?

Mais alguns candidatos, da lista A:


Maria Antonieta Delgado - residente no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa (ao contrário do que consta nos dados do Partido). Secretária de José Amaral Lopes.






Por sua vez, Amaral Lopes, candidato a Vice-Presidente da CPS, residente junto à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, igualmente, ao contrário do que consta nos dados do PSD.





Sílvia Gravata - assessora de José Amaral Lopes. Pouco vista pelo gabinete, pois a sua função é a de angariação de militantes (a maioria das vezes, em moradas falsas!).








Sérgio de Azevedo - funcionário da vereadora Marina, na CML.







...

Humorista e...mentiroso


O senhor Carlos Rui Viana de Carvalho, candidato a Presidente da Comissão Política de Algés, do PSD, não vive em Algés, nem sequer no concelho de Oeiras, como está na base de dados do Partido. Para quem não sabe, esta é a morada verdadeira do senhor que fala em credibilidade e que mente com todos os dentes que tem(que está na fotografia):

Estrada da Luz, nº71-8ºA
1600-152 Lisboa

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Afinal há quem faça oposição ao governo




Cerca de 3.000 pessoas reuniram-se num almoço-comício em Vila Nova de Gaia que ficou marcado pelo discurso de Luis Filipe Menezes e pelas críticas ao governo de José Sócrates.



Recenseia-te


Como tenho falado aqui, no próximo mês de Fevereiro irá haver um referendo sobre o aborto. O que faço aqui é um alerta de todas as pessoas que completaram agora os 18 anos de idade ou que, por qualquer outro motivo, não se tenham recenseado. Disse José Sócrates, nosso primeiro-ministro que bastará um voto para fazer passar(ou não) a lei do aborto.
O voto é, assim, muito importante, visto que apenas "um voto poderá condenar à morte um número infindável de pessoas", tal como disse João Cordovil Cardoso. É importante sublinhar que mesmo as pessoas que têm ainda 17 anos e que façam 18 até ao dia do referendo se podem recensear.

"- As inscrições no recenseamento eleitoral dos novos eleitores ou daqueles que transferem a sua inscrição, suspendem-se no dia 13 de Dezembro. Isto é, o último dia para fazer a actualização do recenseamento eleitoral é o dia 12 de Dezembro. Todavia, os cidadãos com 17 anos e que completem 18 anos até ao dia do referendo podem inscrever-se até ao dia 18 de Dezembro, inclusive;"

POR ISSO SE NÃO SE RECENSEOU, É URGENTE QUE O FAÇA RAPIDAMENTE. DIRIJA-SE À JUNTA DE FREGUESIA ONDE RESIDE E EM 10 MINUTOS, OU MENOS, TORNA-SE ELEITOR.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

2 - a pergunta deste referendo


Como vos disse, não concordo com a realização deste referendo. Passo-vos agora a explicar a razão de, também, não concordar com a pergunta que é feita aos portugueses.

Começo por comentar a parte temporal da pergunta que é feita em referendo: as 10 semanas. O aborto é sempre um crime e o que se está a perguntar aos portugueses é se acham que o aborto só é crime depois das dez primeiras semanas de gravidez. Então será que às 10 semanas e 1 dia já é crime? Será verdadeiramente justo punir-se uma mulher por ter abortado um dia depois do que está legalmente previsto? Não me parece. Não há nenhuma justificação nem jurídica nem científica para se começar a falar em crime após terem decorrido dez semanas depois do início da gravidez.
Tenho as minhas dúvidas de que o Estado, que é o principal causador deste problema tenha condições para assegurar às mulheres que estas podem fazer um aborto em segurança. Digo que o Estado é a principal causa do problema “aborto”, porque é o Estado que não consegue garantir às crianças uma vida com as mesmas oportunidades. O Estado deve promover a vida, garantindo a estas mulheres e famílias que a vida que se está a formar dentro do corpo materno vai ver as suas necessidades fundamentais satisfeitas. O Estado deve aliar-se às famílias, complementando as mesmas, no intuito de dar às crianças uma vida com dignidade. Não é isso que acontece e é por isso que muitas mulheres decidem abortar. Se o Estado não consegue garantir estes direitos às crianças e às famílias, duvido que consiga criar esses tais estabelecimentos de saúde legalmente autorizados para fazer abortos, em quantidade e qualidade suficientes. Esta dúvida que tenho agrava-se quando tomo conhecimento das enormes listas de espera para intervenções cirúrgicas. Será que o aborto vai ser prioritário em relação às centenas de milhar de pessoas que têm graves problemas de saúde? É isso que me assusta!
Depois, fala-se em despenalização. Esta palavra é enganosa. Porque se o aborto é um crime, então deveria ter uma pena. A definição mais correcta de crime é, na minha opinião, “o delito previsto e punido por lei penal”. Então, não pode haver crime sem pena, pelo que o significado que se quer dar a esta pergunta é “legalização”, nunca despenalização.
Outro aspecto da questão que acho bastante enganoso é o de se falar de aborto como sendo uma interrupção voluntária da gravidez, pelo simples facto de o aborto não ser, de facto, uma interrupção. A palavra “interrupção” prevê sempre outra: a palavra “retoma”. Quando uma mulher decide abortar não está a pensar em fazer uma pausa para depois retomar a gravidez. O aborto é um aborto, não uma interrupção da gravidez. Talvez o possamos definir como “o término da gravidez”, a morte de uma vida humana que se desenvolve.

O que se quer perguntar é se “concordamos com a legalização do término da gravidez, se realizado, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, num estabelecimento de saúde legalmente autorizado”. E eu não concordo.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

1 - a realização deste referendo


Em primeiro lugar, gostava de sublinhar que eu sempre discordei da realização deste referendo. Não por ter medo que a minha "resposta" à pergunta feita perca neste sufrágio, mas por julgar que este referendo só se vai realizar porque a esquerda, que apoia o SIM à despenalização da mulher, não aceitou o resultado da consulta popular, de 1998, que deu vitória ao NÃO.
A questão do aborto, neste momento, apesar de tratar sobre a vida humana, julgo não ser das mais importantes para a sociedade portuguesa, até porque há 8/9 anos atrás, o povo português já se pronunciou sobre esta matéria. Pergunto eu, se o NÃO vencer outra vez, haverá mais um referendo nos próximos dez anos? É que já parece que vai sempre haver referendos sobre o aborto, até o SIM ganhar e nesse dia deixará de se falar sobre este problema.
O que está em causa é a legalização do aborto até às 10 semanas de gravidez e não uma despenalização da mulher por ter interrompido, voluntariamente, a sua gravidez. Digo isto, porque, na minha opinião, não pode haver um crime sem pena e acabar com a penalização das mulheres por estarem a acabar com uma vida humana em desenvolvimento é, obviamente, legalizar o aborto (até às 10 semanas)!

Será que a solução do problema estará na legalização (ou chamem-lhe despenalização, se quiserem) do aborto?
Não, não está. Não é ao despenalizar a mulher por ter abortado que vai deixar de haver abortos clandestinos. Ao abortar, uma mulher vai ter, para sempre, no seu boletim de saúde, o registo do aborto que fez e muitas mulheres, talvez a maior parte, vão continuar a abortar clandestinamente.

Será que o problema do aborto está em torno do facto de ser clandestino ser mais perigoso para a vida da mulher e do feto?
Não, não está. Independentemente de ser clandestino, está provado que um aborto feito no melhor hospital do mundo pelo melhor médico será SEMPRE prejudicial para a saúde da mulher. Nós temos um Serviço Nacional de Saúde para proteger a vida e a saúde de todos os cidadãos e não é isso que acontece quando se aborta. Ao abortar, um médico vai decidir sobre a vida de duas pessoas humanas, a da mãe e a do filho. Vai terminar com a vida do filho e prejudicar a saúde da mulher.

Estará Portugal preparado para permitir que as mulheres abortem num estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Não, não está. Todos sabemos que, no nosso país, a lista de espera das pessoas que querem ser operadas ultrapassa o número das 227 mil. Tendo em conta que o aborto tem de ser feito num prazo de 10 semanas, será que as mulheres que querem abortar ficam em lista de espera ou será que passam à frente de toda esta gente (227.143 pessoas) que quer e precisa de uma fazer uma operação. Vamos abrir mais clínicas, além das que já existem e que, de acordo com os números, são ineficazes, ou vamos encerrar hospitais para se abrirem estes estabelecimentos de saúde legalmente autorizados para abortar?

O que significa a vitória do SIM neste referendo?
A vitória do SIM é a derrota da vida perante a morte. Por muito que se diga, continuo a achar que o feto que se encontra no interior do corpo da mulher, é uma vida humana.
Eu defino esse feto como uma vida humana em desenvolvimento, denvolvimento que culminará com o nascimento de uma pessoa. A vitória do SIM é dar às mulheres a possibilidade de decidirem sobre a vida e a morte. A vitória do SIM é negar o primeiro grande direito dos seres humanos, que é o direito a serem desejados pelos pais.

Quem deve assumir as responsabilidades quando há uma mulher que está grávida mas que não tem condições para sustentar a criança após o nascimento?
A solução deste problema não está no aborto. Na minha opinião é ao Estado que compete auxiliar estas mulheres, tentando dar às crianças as condições necessárias para poderem ter as mesmas oportunidades que todas as outras. Este referendo só acontece porque o Estado não desempenha correctamente as suas funções.

Relaccionado com o aborto, haveria alguma decisão que pudesse ir a referendo?
Na minha opinião, sim. A questão "aborto" poderia ser levada a referendo, sob outros moldes. Por exemplo, seria importante decidir sobre a penalização do homem, o pai. Penso que tanto os homens(pais) como as mulheres(mães) devem ser penalizados, com a mesma pena, porque ambos são responsáveis pela gravidez. Além disso, julgo que seria importante perguntar aos portugueses se acham, ou não, que para não se abortar bastaria um dos parentes não o querer fazer. Penso que bastaria um dos pais querer o filho para este nascer. No entanto, o aborto seria sempre um último recurso.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Decisão sobre o aborto tem data marcada


O Presidente da República anunciou ontem, dia 29 de Novembro, pelas 20 horas, em directo para todo o país que se irá realizar no próximo dia 11 de Fevereiro um referendo sobre a despenalização do aborto.

Disse, Cavaco Silva: "Nos termos que me foram propostos pela Assembleia da República e cuja constitucionalidade e legalidade foi dada por verificada pelo Tribunal Constitucional, decidi convocar para o dia 11 de Fevereiro de 2007 a realização do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez".

Sendo assim, os portugueses responderão "sim" ou "não" à pergunta «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»

Todos os partidos políticos, reprentados na Assembleia da República manifestaram a sua satisfação em relação à data escolhida pelo PR, sendo que os partidos mais à esquerda farão, mesmo campanha pelo "sim". O mesmo não acontece com o PSD que apelou a despartidarização do referendo. Já, o CDS defende o "não".

Dentro de dias, divulgarei a minha opinião.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

FOI ATENTADO


A confissão é de José Esteves, ex-segurança. Em entrevista à FOCUS, Esteves admite que foi ele o autor da bomba que fez explodir o Cessna, facto que provocou a morte de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.
Ao longo destes últimos anos, sobretudo na década de 90, a versão de José Esteves mudou várias vezes, sendo, por isso, posta em causa a sua credibilidade. Este foi um dos maiores suspeitos, tendo até fugido para o estrangeiro, alegando estar a ser vítima de uma perseguição.
No entanto, Esteves diz que quando fabricou a bomba, não sabia das consequências que a mesma iria ter, dizendo que a estratégia "era criar um circo mediático à volta de Soares Carneiro, o que talvez facilitasse a sua eleição para a Presidência da República". Apesar desta confirmação ser muito importante no que diz respeito a Camarate, o caso prescreveu há dois meses, o que pode fazer com que esta confissão seja inconsequente.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Na edição de hoje do Jornal Público...

Helena Lopes da Costa queixa-se de ameaças anónimas
Margarida Gomes



Ex-vice-presidente do PSD associa telefonemas à possível candidatura à concelhia do PSD de Algés


A deputada e ex-vice-presidente do PSD, Helena Lopes da Costa, que tem sido alvo de ameaças e injúrias através de chamadas anónimas para o seu telemóvel, apresentou queixa na Polícia Judiciária contra desconhecidos, dando conta do teor das ameaças. Os telefonemas anónimos estenderam-se também a uma das suas colaboradoras mais próximas e a ex-vereadora da Câmara de Lisboa associa-as à sua disponibilidade em se candidatar às eleições para a concelhia do PSD de Algés, marcadas para 12 de Dezembro.

Apenas uma das "muitas" chamadas que recebeu estava identificada e correspondia a um número de telefone de Lisboa e foi, de resto, na sequência deste telefonema que a deputada decidiu formalizar queixa. Este pormenor foi já fornecido à PJ e pode levar à identificação do autor das ameaças. As chamadas eram feitas sempre por um homem, que falava imenso e, na maior parte das vezes, em tom ameaçador. Quase sempre o interlocutor associava o nome da deputada a actos de gestão praticados na Câmara de Lisboa, onde foi vereadora da Habitação e Acção Social.

Para além deste processo, a deputada formalizou uma outra queixa no DIAP de Lisboa denunciando a existência de alegadas "ilegalidades" na preparação do processo eleitoral para a concelhia de Algés, onde pretende ir a votos. Neste caso concreto, a ex-vice-presidente de Santana Lopes já prestou declarações.

As "ilegalidades" que afirma existirem estão relacionadas com "a adesão de novos militantes que se inscreveram naquela secção no último ano e que não residem em Algés". Por outro lado, diz que "há um caso que encontrou onde duas dezenas de militantes vivem na mesma morada".

Em declarações ao PÚBLICO, a deputada lamenta estes "truques de secretaria" e insurge-se contra o facto de as eleições terem sido adiadas para Dezembro "apenas por haver militantes que não teriam capacidade de voto caso as eleições se realizassem em Outubro, altura em que terminava o mandato da actual direcção". E aponta depois exemplos pontuais que consideram tocar a "ilegalidade", não hesitando em acusar a concelhia de Algés de ter uma "gestão orientada no sentido dos militantes que são próximos do actual presidente".

Como exemplo aponta do caso do seu filho, cuja inscrição no partido diz ter sido "recusada por ter faltado a uma entrevista". "Desde quando é que alguém para se inscrever no partido precisa de entrevistas?", questiona, alegando tratar-se de um "procedimento anti-estatutário".

Ao PÚBLICO, a ex-vereadora aponta um conjunto de nomes de pessoas próximas do actual presidente, José Amaral Lopes, que tutela o pelouro da Cultura na Câmara de Lisboa, que não vivem nem trabalham em Algés, mas nas suas fichas de inscrição figuram nomes de ruas da freguesia de Algés".

O processo das "cartas devolvidas

"Convicta de que as "sistemáticas" ameçadas telefónicas que tem recebido estão relacionadas com a sua disponibilidade em avançar para a concelhia, Helena Lopes da Costa reconhece que parte para este combate em desvantagem, mas mostra-se determinada a ir ou até ao fim "nem que seja preciso limpar os cadernos eleitorais todos". "Não posso pactuar com ilegalidades e é por isso que me vou candidatar às eleições", justifica.

A deputada também não poupa a direcção do PSD e estranha o silêncio do secretário-geral de ainda não ter respondido a um requerimento que apresentou há cerca de quinze dias, depois e o partido a ter impedido de consultar o processo relativo à alegada devolução de cartas escritas pela direcção do partido a militantes de Algés que são próximos da candidata."

Com o argumento de que tem recebido cartas devolvidas, o partido está a escrever aos militantes da secção, exigindo-lhe que façam prova de que residem emAlgés. Isto é um disparate", atira, alegando, que as pessoas não só não devolveram cartas nenhumas, como continuam a receber correspondência enviada pela secção anunciando iniciativas que promove".

Disposta a ir até onde for preciso, a deputada social-democrata aguarda agora pela reunião do Conselho de Jurisdição Nacional, prevista para a próxima quarta-feira, onde espera que este dossier conste da agenda.

O PÚBLICO tentou, durante a tarde de ontem contactar, por diversas vezes, o presidente da concelhia do PSD de Algés, José Amaral Lopes, através dos seus dois números de telemóvel, mas até ao fecho desta edição tal não foi possível.

http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=11&d=27&uid=&id=109619&sid=12076

O meu voto de solidariedade

O PPD/PSD teve um papel determinante na instauração de um regime democrático em Portugal. Por isso e por ser um grande partido político, o maior da oposição e que, a qualquer momento, pode ser chamado a formar governo, deveria ser um exemplo para o comportamento de todos os outros partidos, para outras organizações, para o funcionamento da sociedade e para todos os cidadãos portugueses.
No Estado de Direito Democrático, em que vivemos, um dos grandes fins do Estado é a Justiça que pode, de uma forma resumidada, ser definida como a vontade constante de dar a cada um os seus direitos. Ora, um princípio que aceitamos e com o qual concordamos, plenamente, é, por exemplo, o de que todos somos inocentes, até se provar o contrário. Este princípio deve ser, obviamente, posto em prática de acordo com um outro princípio - o Princípio da Igualdade. Não é nesse sentido que o PSD tem actuado.
Os líderes do PSD, sem qualquer competência para tal, decidiram "condenar" alguns militantes do Partido. Digo que não tinha qualquer competência pois julgo que é do conhecimento de todos que o poder judicial é da competência dos tribunais, como tal, não é ao PSD nem a qualquer outra entidade que cabe o poder de condenar as pessoas.
O Partido Social Democrata, com a actual direcção, deu mostras do seu desconhecimento da lei fundamental do Estado, do seu discurso populista e interesseiro e de que trata os militantes do Partido de uma forma desigual.
Esse comportamento torna-se ainda menos legítimo, pelo facto de os líderes nacionais do PSD não terem dado qualquer valor à decisão dos militantes do Partido em alguns concelhos, militantes que mostraram, através do seu voto, quem queriam ver como candidato do Partido ao seu município. Os líderes do Partido decidiram não dar ouvidos à vontade dos militantes social-democratas e decidiram apresentar outros candidatos a algumas Câmaras Municipais, contra a vontade dos militantes e, como demonstraram os resultados eleitorais, contra a vontade popular. Quem perdeu, com tudo isto, foi o PSD.
Então, as pessoas que tinham visto o seu nome sair vencedor no sufrágio feito aos militantes do Partido nesse concelho, decidiram avançar, como candidatos independentes à presidência dessas Câmaras Municipais, dado que os líderes nacionais e distritais do PSD tinham apresentado outros nomes. Julgo que estes militantes que se candidaram a essas Câmaras Muncipais tinham toda a legitimidade para o fazer, visto que tinham o apoio dos militantes locais do Partido e dos munícipes. Não concordo com a posição do PSD ao expulsar os militantes que apresentaram ou integraram listas independentes, pois, apesar de estar a cumprir os Regulamentos e os Estatutos, sendo o PSD um Partido livre e democrático, como dizem os actuais dirigentes, então deveria aceitar as decisões dos seus militantes.
Não seria com a expulsão de vários militantes que se iria tornar o PSD num Partido mais credível. Aliás, por exemplo, quando Manuel Alegre, nas eleições Presidenciais, concorreu contra o candidato apoiado pelo Partido Socialista, Mário Soares, não foi tomada nenhuma medida por parta de Sócrates e dos restantes membros da direcção do PS. Isso, sim, é um exemplo de democracia e de liberdade. Talvez seja um dos poucos pontos em que eu aplaudo José Sócrates, pela sua actuação nestes últimos anos. Como já referi por diversas vezes, não é expulsando pessoas que se torna o PSD num partido mais forte. Pelo contrário, é aceitando a diferença, construindo um bom debate interno e unindo todos os militantes à volta de um objectivo superior: Portugal.
Não estou, contudo, a dizer que eu concorde com tudo o que dizem estes militantes injustiçados pelos líderes nacionais e distritais do Partido ou que eu pense que esses mesmos militantes não cometem erros. Errar é humano e todos cometemos erros. Mas discordo, completamente, do comportamento tido pelos dirigentes social-democratas com os militantes e com os membros históricos do Partido que se decidiram candidatar, como independentes. A única coisa que vejo de condenável em tudo isto é a atitude dos líderes do PSD.
O Partido só é grande quando há lugar para todos e por isso faço, aqui, o meu voto de solidariedade.

sábado, 25 de novembro de 2006

Carmona confirma intervenção de Mendes. Membros do PSD pedem explicações


Aí está a confirmação. Marques Mendes intrometeu-se na nomeação dos membros para a administração da SRU da Baixa Pombalina. A confirmação é do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e é feita à Antena 1, numa entrevista publicada pelo Jornal de Notícias.
Nesta entrevista, Carmona admitiu ter adiado a nomeação de Pedro Portugal Gaspar para Vogal da SRU da Baixa Pombalina a pedido de Marques Mendes.
Este adiamento culminou com a ruptura da coligação pós-eleitoral entre PSD e CDS/PP, que governava a principal Câmara do país.
Henrique de Freitas, ex-Secretário de Estado da Defesa que exerce agora o cargo de deputado eleito pelo PSD, exortou a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa a "ser solidária com um deputado municipal que foi afastado. É isso que se exige. Vou esperar que na próxima reunião da AML a presidente seja solidária com um deputado municipal do PSD. No PSD aprendemos a ser solidários com cada um dos nossos", afirmou. Para Henrique de Freitas "ficou muito claro que o Professor Carmona Rodrigues foi sujeito a pressões externas na gestão das decisões da Câmara", considerando que a entrevista de Carmona à Antena 1 foi "politicamente preocupante". Conclui o deputado social democrata que "o professor Carmona Rodrigues, por si só, não teria posto fim à coligação, situação que só foi suscitada porque a direcção nacional do PSD moveu influências e ditou hoje a não governabilidade da Câmara".

Também, o deputado do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, Pedro Portugal Gaspar desafiou Marques Mendes a explicar por que razão pediu ao presidente da CML para adiar a sua nomeação para a empresa municipal.

Até agora nem Marques Mendes nem Paula Teixeira da Cruz, presidente da Distrital de Lisboa do PSD, disseram o quer que fosse sobre o assunto "Pedro Portugal Gaspar", preferindo falar apenas no fim da coligação PSD/CDS-PP, que dizem ser da responsabilidade de Maria José Nogueira Pinto. Esperamos, então, pelas explicações dos dois membros do PSD responsáveis pela ruptura da coligação que põe em causa a governabilidade da principal Câmara do país.

Alerta laranja

Uma sondagem realizada pela Marktest para o Diário de Notícias e a TSF, no sentido de averiguar a intenção de voto em eleições legislativas, o desempenho do PR e da AR, Governo e líderes Partidários, mostra um PSD a descer, em todos os sentidos.
De acordo com esta sondagem, o PSD voltou a caír na intenção de voto dos portugueses. Talvez o silêncio de muitos outros espaços de opinião sobre esta matéria só vem revelar uma coisa, na minha opinião: o desinteresse que estas pessoas têm pelo Partido, perdendo maior parte do seu tempo preocupados com coisas que em nada dignificam o PSD, como expulsões de militantes, saneamentos, não admissão de outros, etc.
O PSD desde o passado mês de Junho que cai nas sondagens, curiosamente, no período que coincide com os momentos mais frágeis do governo socialista, do qual se destacam as contradições entre ministros e a discussão do Orçamento de Estado. Como já tinha alertado, a ausência de uma oposição forte, faz com que o único Partido que caia na intenção de voto dos portugueses seja o PSD.
Se as eleições legislativas se realizassem hoje, o PS estaria muito perto da maioria absoluta e o PSD teria entre 28 e 29% dos votos, correndo o risco de ter um resultado pior do que teve com Pedro Santana Lopes, tão criticado na altura por Marques Mendes. No entanto, as circunstâncias eram bastante adversas, na altura, para o Partido, já que se encontrava no governo e após uma decisão do PR de dissolver a Assembleia da República.

E mais! Diz-nos a mesma sondagem que os portugueses têm uma imagem muito negativa do actual líder do Partido. Só pode, no meu entender, haver uma interpretação destes números: os portugueses não se identificam com o líder do Partido, criticam a falta de oposição e o trabalho que o mesmo tem feito no Partido e acham que Marques Mendes é o princípal responsável pela queda que o PSD tem tido nas sondagens.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Senhores anónimos

Começo por fazer um pedido de desculpas. Criei este blog com o objectivo de fazer um debate político sério. Seria incoerente se permitisse que pessoas que não se querem identificar exprimissem, aqui, a sua opinião, no espaço que está reservado aos comentários. Mas tenho lido os comentários que as senhoras e os senhores, anónimos, têm feito noutros espaços de opinião. Para ser concreto e directo, falo-vos, sobretudo, dos blogs "cais da linha" e "politicopata". Peço, por isso, desculpa a todas as pessoas que só querem utilizar o direito à liberdade de expressão para, apenas, insultar e insinuar, sem escrúpulos e sem quaisquer fundamentos.
Mas não vos vou deixar ficar mal. Até agora, ouvi muita coisa. Permitam-me que vos fale de Nuno Costa, pois já li que algumas pessoas pensam que é ele que escreve aqui. Não, não é. O meu nome, repito, é António Maria Lopes da Costa e tenho todo o prazer que visitem este blog. Mas, sobre Nuno Costa, digo-vos que é uma pessoa que se tem revelado, verdadeiramente, extraordinária, não só pelo trabalho que fez na CML, mas também pela pessoa que é. A seriedade, a lealdade, o esforço e a ambição são as quatro palavras que melhor o definem. Nunca seria capaz de escrever em nome de outrém, ao contrário, do que muitos de vocês, que criticam, têm feito.
Uma outra questão que achei importante foi, também, levantada por um outro sr. Anónimo. Julgo ser muito importante para este debate. Essa pessoa atribui as responsabilidades da Secção de Algés, do PSD, ter chegado a este ponto à minha mãe. Sejamos sérios. Não acha demais recusar-se a entrada de novos militantes sem fundamento algum? De quem é essa responsabilidade? Minha? Da minha mãe? Não, certamente.
Lembro-me, também, de uma outra pessoa que me sugere a entrar por uma outra Secção, em Lisboa. Vivo em Algés, desde que nasci. Cresci em Algés e, como ser racional e sensível, criei grandes laços aqui. Além disso, a minha avó, a minha mãe e as minhas irmãs são militantes do PSD, por Algés. Por que razão entraria no Partido com o qual me identifico por outro local?
Obviamente não vou responder aos insultos, por não contribuirem, em nada, para o debate político, mas achei muita graça a mais dois senhores anónimos: um dizia que era a minha mãe a autora deste blog e a outra pedia-me para "estar caladinho" e "sossegadinho". Eu compreendo a sua perturbação, quando vê que as pessoas dão a cara e falam verdade. Peço que me desculpe, mas não me vou calar enquanto o PSD não for devolvido aos militantes, enquanto o líder do Partido não fizer oposição ao governo socialista, enquanto o PSD viver, internamente, num regime totalitário e repressivo, enquanto houver perseguições políticas, enquanto se cometam injustiças, enquanto a política não for levada a sério.

Cumprimentos,

António Maria Lopes da Costa

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Em defesa dos meus direitos

Dada a perturbação que este espaço de opinião suscitou num grande conjunto de pessoas, resolvi deixar aqui um parêntesis, que espero ser lido, respeitado e que não seja, nunca, posto em causa. Muitas das pessoas que aqui têm vindo não compreendem que estou nos meus direitos. Que não restem dúvidas que sou eu quem aqui escreve e lamento as muitas mentiras que têm sido ditas sobre mim. Estou disponível para qualquer esclarecimento e espero que, a partir de hoje, as pessoas peçam esse mesmo esclarecimento, antes de falar de coisas que não sabem e a insinuar coisas, sem fundamento algum, sobre mim e sobre este blog. Venho, assim, explicar-vos o seguinte:
Um dos principais direitos que eu, enquanto cidadão português, tenho é o da liberdade de expressão. É nesse sentido que venho exprimir a minha revolta perante a atitude do Partido Social Democrata para comigo.
Está expresso na Constituição da República Portuguesa, lei fundamental do Estado, o princípio da igualdade, artigo 13.º,que, considero ter sido violado na rejeição da proposta de adesão que preenchi. Afinal de contas, é evidente que fui tratado de forma desigual, em relação a todos os outros que, perante a mesma situação, viram as suas propostas serem aceites. Diz o nº2 deste artigo que “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”. Independentemente das razões invocadas pelas pessoas que decidiram recusar a proposta de militante, este princípio não foi cumprido.
Sinto-me orgulhoso por não ter optado pelo silêncio, por ter dado a cara, por não ter escolhido o caminho mais fácil mas, pelo contrário, ter resistido, e digo-vos que vou resistir até ao fim. Estou também nos meus direitos: “todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias(…)”, artigo 21.º da CRP. Julgo que os meus direitos foram, claramente, violados, além de não me ter sido dada a liberdade de escolha, “em razão de ascendência” e pelas minhas “convicções políticas e ideológicas”.
Além de tudo isso, sinto que tem havido a tentativa de, por diversos meios, violar a minha integridade moral e posso interpretar muitas declarações anónimas como ameaças não só à minha integridade física, como à integridade física de meus familiares, factos que vão contra o artigo 25.º, nº1, Direito à integridade pessoal.
É evidente que o Partido Social Democrata não tem respeitado os princípios constitucionais, por exemplo, quando tem limitado a actuação vários membros do Partido, por terem opiniões diferentes das dos seus líderes. O Partido, ao forçar Carmona Rodrigues, Presidente da Câmara, apoiado pelo PSD, a voltar atrás com a sua decisão (ver artigo “Princípio do fim”) está, claramente, a pôr em causa o direito de “participação na vida pública”, tanto do autarca, como de Pedro Portugal Gaspar. Lembro que quem tinha competência para decidir sobre este assunto era o Presidente da Câmara. Também isto de que falo está expresso na CRP, no artigo 48.º-1, não devendo, nunca, o Partido ter forçado uma decisão, exclusivamente, pessoal.
Neste meu artigo não vou sair da visão constitucional sobre este assunto. O artigo 51.º, nº5, Associações e partidos políticos, diz-nos que “os partidos políticos devem reger-se pelos princípios da transparência, da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus membros”. Todos sabemos que, hoje, os princípios pelos quais se rege o PSD, com os actuais dirigentes, estão longe de ser os da transparência e da democracia. Até a participação dos seus membros tem sido limitada, com a expulsão de vários membros e com a restrição na entrada de novos militantes.
Concluo com o artigo 26.º da CRP. Ora, diz-nos o nº1 deste artigo, Outros direitos pessoais, que “a todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação”. Dada a ausência de argumentos dos dirigentes do Partido, muitos têm caminhado para a violação deste artigo, não respeitando a o direito, que tenho, à opinião e ao uso da palavra e utilizando todos os meios, sem quaisquer escrúpulos, com o objectivo de denegrir o bom nome e a reputação da minha família, intrometendo-se, muitas vezes, na intimidade da vida privada e familiar.
Não vos falo de opiniões, mas de factos. E é um facto que o PSD não respeitou os meus direitos, assim como, também, violou os princípios constitucionais.

Tão pouco sério, que dá para rir...

As eleições na Secção de Algés do PSD têm levado muitas pessoas a tornar este acto democrático numa "guerra" pouco séria. Li noutra página de opinião na internet algo que dizia "Isaltino diz que Helena Lopes da Costa dá má imagem ao PSD". Estranhei, porque, hoje, nem Isaltino é militante do Partido, nem a má imagem que o PSD tem junto da população portuguesa se deve a nenhuma das pessoas referidas.
A pessoa que foi buscar uma notícia de há 6 anos atrás, tirou, completamente, a seriedade a este debate político. Acusações, cartas e denúncias são normais, no regime político em que vivemos. Este artigo, publicado nesta altura, só pode ter duas funções: manipular e enganar as pessoas. Sublinho que nessa altura Helena Lopes da Costa, a principal visada, diz que "isso é tudo mentira" e que a situação foi em devido tempo esclarecida "antes do acto eleitoral, pela distrital e pela direcção nacional através do secretário-geral". Quando à readmissão de Rodrigues Branco, afirma que tal foi feito dentro dos trâmites, ou seja, através de uma carta prévia à direcção do PSD" numa altura em que o partido apoiava a estratégia da AD".
Dentro de dias, falarei de um outro episódio, que não fala nem de Isaltino, nem da minha mãe, mas da actual CPS de Algés. Isso sim, útil para o debate. Isso sim verdadeiro e actual.
Em http://caisdalinha.blogspot.com/, a conclusão tirada é que atitudes fraudulentas têm de acabar na Secção de Algés e que as "pessoas gastas têm de sair de cena". Ora, na rejeição da minha proposta de adesão, não falando de outros exemplos que aqui virão a ser relatados e discutidos, dá-se a maior fraude que pode acontecer em democracia, além das pessoas que "do nada" entraram no Partido. Afirma, também, que a vitória do movimento democrático, liderado por Isaltino Morais, à Câmara Municipal de Oeiras foi um erro do povo, que será corrigido, atitude que está de acordo com o que o PSD tem feito neste município, não sabendo interpretar nem aceitar a vontade popular. Isso é grave!

O princípio do fim?



A política “anti-liberal” do Partido prosseguiu e foi materializada com a ruptura da coligação PSD/CDS, na Câmara Municipal de Lisboa, onde, mais uma vez, os interesses dos líderes distritais e nacionais do Partido limitaram as decisões que seriam benéficas para um grande número de pessoas. Neste caso, esta limitação, que Luís Filipe Menezes, na sua página pessoal, adjectiva, e bem, no meu entender, de neo salazarista, assume uma maior gravidade por se tratar da vida de perto de um milhão de pessoas. Diz o autarca social-democrata, de Gaia, que “só conta o que pensa e decide o líder circunstancial e o seu iluminado séquito”. Subscrevo, totalmente, as afirmações de Menezes, que considero ser um dos poucos corajosos que tem remado contra uma maré anti-democrática e anti-liberal que se tem vindo a instalar no Partido Social Democrata.
Não compreendo o comportamento adoptado pelos principais líderes do Partido, a nível Distrital e Nacional, fomentando uma guerra interna, em vez de tentar promover o debate e de unir o Partido. Lembro-me da letra do hino do Partido, onde no refrão, se podem ler as palavras “paz, pão, povo e liberdade”, ideais que defendo e pelos quais o PSD se devia bater. Na minha opinião, os líderes do Partido nada têm feito para salvaguardar nenhum destes interesses: promove-se a guerra interna, não se faz uma séria oposição ao governo socialista, que tem agravado a penosa situação dos portugueses. Além disso, hoje, no PSD, colocam.-se os interesses dos líderes à frente dos reais interesses do povo e limitando sempre a liberdade, como, por exemplo, a liberdade para nomear alguém para um cargo ou a liberdade para ter uma opinião diferente da do líder, além de se limitar a entrada de novos militantes no Partido.
Carmona Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apoiado pelo PSD, convidou Pedro Portugal Gaspar, um qualificado quadro do PSD de Lisboa, para participar na administração da Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina. Este convite foi feito em Setembro, tendo, por isso, Portugal Gaspar, aguardado pelo momento da nomeação. Esta proposta foi, então, a reunião de Câmara no passado dia 2 de Novembro, tendo sido, com uma “desculpa” à última da hora, retirada da ordem de trabalhos. Consta que o Presidente da CML foi pressionado pelos dirigentes do Partido, para voltar atrás nesta decisão de nomeação, pois, como todos sabemos, Portugal Gaspar, por diversas vezes, discordara da posição do dr.Marques Mendes.
O Presidente da CML, Carmona Rodrigues, voltou atrás na decisão que havia tomado meses antes e comunicou a Portugal Gaspar o que tinha acontecido: que os líderes nacionais e distritais do partido o tinham forçado a mudar a sua decisão de nomear Portugal Gaspar para a administração da SRU da Baixa Pombalina, pelo simples facto de este, Portugal Gaspar, em tempos, se ter oposto às ideias dos actuais líderes do Partido.
Com tudo isto, foi, posteriormente, feita uma outra proposta com apenas dois dos três membros do Conselho, facto que terá sido uma das causas da ruptura da coligação de centro-direita, na capital do país.
Eu oponho-me, como já disse por diversas ocasiões a este tipo de comportamentos. Penso que, além de se estar a cometer uma injustiça a Pedro Portugal Gaspar e de se estar a tirar autoridade ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, as pessoas que mais são afectadas com este comportamento da direcção do Partido é a população lisboeta. Além de não fazer oposição ao governo socialista, parece que o PSD, hoje, faz hoje oposição ao próprio Partido, impondo medidas ao Presidente da CML, facto que culminou com a ruptura da coligação, que põe em risco todas as propostas que forem apresentadas a partir de agora. Quem perdeu com esta decisão de Mendes foram os lisboetas…

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Associação de Estudantes


A Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa vive um período de campanha eleitoral. Vão a eleições duas listas diferentes: a lista S e a lista A.
A lista S é encabeçada por João Caré e a candidata a Presidente da Associação pela lista A é Mercedes Rebelo. Como aluno do 1ºano, julgo que estas eleições devem ser encaradas com especial atenção, dada a conjuntura actual. É preciso renovar a Associação de Estudantes e dar uma nova dinâmica à Faculdade de Direito. Foi com esse objectivo que me juntei, como colaborador, à lista A. Estou, por isso, totalmente, solidário com as intenções da Mercedes Rebelo e espero, obviamente, a vitória da Lista A nas eleições do próximo dia 23 de Novembro.
O voto é muito importante, também na vida académica e espero que ninguém falte ao seu dever. A campanha tem sido um grande exemplo para todos e temos vivido num saudável clima de convívio democrático.
Independemente de quem saia vitorioso nestas eleições, creio que todos os alunos devem colaborar com a lista vencedora, pois uma boa Associação de Estudantes é o bem de todos.

Links relaccionados:
Lista A - http://www.vota-a-aaducp.blogspot.com/
Lista S - http://www.atualista.blogspot.com/

Em suma,

Um dos conceitos que defendo, por julgar ser fundamental para a democracia e para a vida em sociedade, é o de tolerância. No entanto, por vezes torna-se difícil ser tolerante perante o tipo de conclusões tiradas por diversas pessoas do que escrevi, sobre a rejeição da minha proposta de adesão ao PSD.
A razão que esteve na origem da minha proposta de adesão ao Partido e, consequentemente, à criação deste blog é Portugal. O que me preocupa é o estado do país e o futuro dos meus filhos, netos e seguintes gerações. O que me separa dos líderes actuais do Partido, tanto a nível da Secção de Algés, como Nacional, é a ausência de ideias e de uma estratégia para mudar o rumo dos acontecimentos. No entanto, falarei desse assunto noutra altura.
Como disse, apoiei o Partido e todos os seus líderes, nas mais diversas circunstâncias, independentemente dos afectos ou das minhas relações pessoais. Repito, que a proposta de militante foi feita por mim, pois julguei ser a altura certa para entrar na vida partidária. Sou adepto do debate de opiniões e respeito a diferença. Todas as opiniões devem ser respeitadas, independentemente de estarmos ou não de acordo com elas, e devem fomentar o debate interno, fundamental para um Partido que se diz democrático.
Não havia legitimidade para se convocar uma reunião para dar seguimento ao meu processo de adesão
, na minha opinião, por quarto razões:
- Esta reunião ou, sequer, a possibilidade da sua convocação é ilegítima e não consta dos próprios Estatutos do Partido Social Democrata;
- Era do conhecimento da Direcção da Secção de Algés, do PSD, que todos os anos, no mês de Agosto, eu, juntamente com a minha família, me ausento da minha residência, em Algés.
- O facto de esta reunião servir para avaliar o meu pensamento político vai contra todos os princípios do Partido Social Democrata e de todos os outros Partidos, abertos e democráticos.
- Era do conhecimento da Direcção da Secção de Algés, do PSD, que quis entrar no Partido por convicções pessoais, já que, desde os 5 anos de idade que colaboro, activamente, em todas as campanhas que o Partido realizou, curiosamente, muitas vezes, em conjunto com muitos dos actuais dirigentes da Secção de Algés do Partido. Além disso, era, e é, do conhecimento das pessoas que referi, que, de facto, resido em Algés, ao contrário do que acontece com os próprios Presidente e Vice-Presidente da Comissão Política de Algés, do PSD, que como todos sabemos, não residem, de facto, em Algés.
A situação ultrapassa todos os limites razoáveis, quando tomo conhecimento de que muitos dos que preencheram a proposta de adesão, na mesma altura em que eu o fiz, se tornaram militantes do Partido. Digo-vos que muitos deles apenas deram o bilhete de identidade, outros não tinham recebido qualquer convocatória, para reunião alguma, além das pessoas que não assinaram nada, não deram nada e se tornaram militantes do Partido. Então, qual é a razão de eu ter sido convocado para uma reunião e estas pessoas não? Todas estas pessoas entraram no Partido, ao contrário do que aconteceu comigo e com mais alguns cidadãos portugueses, residentes em Algés.
Fala-nos o sr. José Amaral Lopes de um PSD “aberto e democrático”. Sugiro, então, que leia as definições dos termos que utiliza, e que os compare com a atitude que tem tomado, na secção de Algés. O mesmo sugiro ao dr. Marques Mendes, em relação às noções de credibilidade e democracia, que tem utilizado, ultimamente.
Foi, então, recusada a minha proposta de adesão ao Partido, sem qualquer fundamento, tanto ético como legal. Fui menosprezado e sinto que fui tratado como um delinquente. Digo-vos que, no que diz respeito a situações judiciais, tenho o meu “cadastro limpo”. Seria essa a única razão que, apesar de, também ela, não constar dos Estatutos, daria alguma legitimidade à Direcção da Secção de Algés do PSD, em funções, e à Direcção Nacional do Partido.
O que tem acontecido no Partido e, neste caso específico, na Secção de Algés, envergonha-me. Este já não é o Partido que Sá Carneiro fundou e que todos ajudámos a fazer crescer. O que aconteceu é um facto inédito e nunca visto desde o 25 de Abril de 1974. Termino assim com uma questão: Se o povo quer e não consegue chegar ao PSD, como há-de o PSD chegar ao povo?

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Tenho dito.


Nestes últimos tempos, tenho visto o meu nome ser falado em diversos artigos de opinião, muitas vezes sendo tratado como um mero objecto político. Como tal, resolvi, finalmente, entrar nesta discussão.

1) Tenho sido tratado como “o filho de Helena Lopes da Costa”, como se eu não tivesse o direito a ter a minha opinião e de fazer as minhas opções políticas e pessoais. Resolvi fazer-me militante do Partido Social Democrata, porque tenho convicções. Desde muito pequeno que colaboro nas campanhas que o Partido faz, tanto a nível local, como nacional, ou, até, europeu.
2) Quando completei os 18 anos de idade, quis fazer-me militante do Partido, tendo assinado a proposta de adesão, cuja proponente era a minha mãe. Essa é a única parte onde a minha mãe entra neste processo. Não compreendo a atitude de muita gente, ao tentar fazer passar a imagem de que o facto de a minha mãe ter sido a proponente da proposta de militante, que, repito, pedi, preenchi e assinei, de livre vontade, torna a minha proposta numa ameaça à liderança da Secção do PSD de Algés.
3) Porquê, Algés? Como é do conhecimento de todos, eu resido em Algés, desde que nasci. Como tal, quis entrar na vida política, através da Secção mais próxima da minha residência. Portanto, espero que não haja qualquer dúvida, pois a minha proposta, além de legítima, é natural e compreensível. Não consigo ver nenhum problema até aqui, dada a simplicidade e honestidade das minhas intenções.
4) Então, resolvi, após ter completado 18 anos de idade, fazer-me militante do PSD. Pedi uma proposta de militante, preenchi, assinei e, juntamente com todos os dados pedidos, enviei-a para a Sede Nacional: tudo de acordo com os Estatutos do Partido Social Democrata.
5) O processo estava em andamento, correndo tudo normalmente e, no mês de Agosto, como faço todos os anos, fui de férias, como grande parte dos portugueses, para fora da minha zona de residência.
6) Quando voltei, em Setembro, deparo-me com uma carta, que me convocava para uma reunião na Secção de Algés do Partido Social Democrata, marcada para o dia 21 de Agosto. Como não me encontrava, temporariamente, na minha residência, em Algés, não compareci. Esta carta dizia que a tal reunião iria dar continuidade ao processo de adesão ao Partido. Sinceramente, achei estranho, pois conheço algumas pessoas que também se vincularam no PSD, não tendo nunca de comparecer, em nenhuma altura, em lugar algum, para qualquer reunião.
7) Alguns dias, talvez duas semanas, após ter recebido a carta que me convocava para a tal reunião, recebo uma segunda. Fiquei chocado quando li que a minha proposta de adesão ao Partido Social Democrata tinha sido recusada. Não sei como descrever a minha revolta quando vi o que me tinha acontecido, sem qualquer razão.
8) Fui reler os regulamentos e os estatutos do Partido e não encontrei qualquer justificação para o que me tinha sucedido. Dei, no entanto, o benefício da dúvida à Direcção da Secção do PSD de Algés
9) Esse benefício da dúvida durou pouco tempo: o tempo necessário para contactar a senhor Carlos Rui Viana de Carvalho e algumas pessoas que, como eu, pretenderam aderir ao Partido, via Secção de Algés.
10) Em meados de Outubro, liguei ao senhor Carlos Rui Viana de Carvalho. Identifiquei-me e perguntei quais tinham sido as razões que haviam estado na origem da rejeição da proposta que fiz. Não obtive qualquer resposta concreta, facto que, nos meus direitos, me fez contactar, também via telefone, algumas pessoas que, como eu, quiseram aderir ao Partido, na mesma altura, pela mesma Secção. Obtive, então, várias respostas. Uns diziam que não tinham recebido a carta que os convocava para a reunião, outros apenas deram o bilhete de identidade, não falando das pessoas que nem sabiam de qualquer proposta de adesão e que se tornaram, praticamente “do nada”, militantes do PSD.
11) Entretanto, obtive uma resposta à questão da reunião. Esta tinha como objectivo “avaliar o pensamento político” das pessoas, estranho num partido que se diz livre e aberto.
12) Também, em Outubro, depois de tudo isto, foi marcada uma “mega festa” para o convívio dos novos militantes, festa que teve a presença de Marques Mendes. Curiosamente, não me lembro de nenhuma outra festa de convívio de novos militantes, mas encontro uma explicação para este convívio, quando vejo que as eleições para a Secção foram marcadas para Dezembro, já com muitos militantes expulsos e com outros que viram a sua entrada negada. Sim, outros, porque o meu caso não é único.

Liberdade de expressão

Este blog visa o debate político, sendo o local onde defenderei as minhas posições, fundamentadamente e de acordo com todos os direitos que tenho, enquanto cidadão português. Porque a liberdade é indispensável para a sociedade e para a democracia.