domingo, 30 de dezembro de 2007

A última nota de 2007

Estava a preparar um balanço de 2007 para o publicar aqui no blogue, mas dado que vários jornais, revistas e outros meios da comunicação social fizeram balanços e bons resumos do que se passou no ano que amanhã termina, seria praticamente repetitivo fazer o meu próprio balanço de um ano que acaba com claro saldo positivo.
Nesse balanço, eu iria apontar José Manuel Durão Barroso como a figura portuguesa que teve um desempenho mais positivo e cujo trabalho teve uma importância preciosa para o futuro da Europa e do Mundo. Contudo, esse reparo foi também feito pelo meu colega de Partido Luis Cirilo, no seu blogue, que é, ou se não é devia ser, visitado por uma boa parte dos leitores do meu blogue.
A última nota do ano é uma resposta a um comentário que recebi no artigo anterior que escrevi. O autor desse comentário disse que eu me devia candidatar a qualquer coisa, dando o exemplo de uma Junta de Freguesia. Já disse por diversas vezes que não tenciono entrar na vida política de uma forma mais activa, entrando nas listas que se candidatam a qualquer cargo. Nem dentro do Partido, nem fora. Pelo menos por agora. Tudo deve acontecer a seu tempo e estarei sempre disponível, a não ser que algo de extraordinário aconteça, para intervir na vida política, seja em que circunstância for. Não sou como muitos dos jovens que se "metem" na política para que a política lhes salve a vida. Primeiro está o curso.
Mas sou militante do PSD e sempre que estiver na política será para servir os interesses do meu Partido e os interesses dos cidadãos. Não é só na política que só participarei para servir. O "servir os cidadãos e servir os outros" é algo que faço no dia-a-dia. É, de certo modo, a minha filosofia de vida. Sem me esquecer de que sou estudante e das responsabilidades que tenho na vida académica, familiar, pessoal e profissional. Nem das minhas próprias e legítimas ambições.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A LINDA


Estava eu a passear o meu cão às 2 horas da manhã quando vi um cão pequeno, que tremia de medo, parecia estar assustado e com fome, com os olhos que reflectiam a difícil situação de se estar perdido e sem grandes esperanças de voltar para casa, para o pé dos donos.
Tentei chamá-lo, mas quando o tentava apanhar, fugiu para a estrada, onde passava com velocidade um Opel Corsa encarnado com muitos anos. Pus-me na passadeira e mandei parar o carro para que aquele pobre cachorro não tivesse a mesma sorte que têm outros e para que não morresse atropelado. Mas com a força que o meu boxer de 2 anos e meio fazia, não consegui apanhar aquele pequeno cachorro. Voltei rapidamente para casa, deixei o Pepe, o meu cão, e sentei-me no quarto. Pensei como deviam estar desesperados os donos, à procura daquele cão. Deve ser um desespero perder o nosso melhor amigo. Porque é assim que vejo os cães. Como melhores amigos, partes integrantes da família. O que eu fiz em 2 ou 3 minutos foi pôr-me na situação dos donos. A cadeira ganhou molas e pus-me rapidamente na rua, na tentativa de encontrar o cão.
Dei umas voltas nas ruas ao pé de minha casa e encontrei o cão numas escadas que dão entrada para um prédio. Continuava assustado e tentei chegar ao pé dele. Continuava nervoso, a tremer, e começou a ladrar enquanto eu me aproximava dele. Rapidamente, percebeu que eu estava com boas intenções, mostrei a trela, comecei a chamá-lo e ele parou de ladrar. Dei-lhe umas festas enquanto ele tremia como um estudante no início de uma oral na universidade. Ou ainda mais do que isso. Consegui, finalmente, colocar a trela. Finalmente, o cão estava vivo e em segurança.
No caminho para casa, pensei trazê-lo e dar-lhe comida. Poderia dormir na minha varanda fechada, quentinho e sossegado. Ou poderia pôr-me a caminho da esquadra da Polícia de Miraflores e entregá-lo lá. Mas poderia ir para um canil e ser abatido. Foi então que perguntei a uma senhora que varria as folhas caídas no chão da rua se tinha visto alguém à procura do cão. Ela disse que não, mas que já tinha visto o pobre cachorro há alguns minutos. Nessa altura, quando já pensava em trazê-lo para casa, reparei que na coleira estava escrito um número de telefone, por baixo do nome "LINDA", escrito em maiúsculas.
Eram 2:28 da manhã quando marquei o número e quando falei com um jovem, naturalmente, desesperado, por não conseguir encontrar o seu cão. Que afinal era uma cadela, chamada Linda, com 19 anos de idade. Disse-lhe que estaria à porta do BES da Av.Bombeiros Voluntários de Algés à espera dele, que se fazia acompanhar por uma jovem, talvez sua namorada, ou talvez até sua mulher. Chegaram não tinha passado um minuto desde que haviamos desligado o telefone. E, com sorrisos e uma felicidade que encadeava os olhos daquele casal de jovens, devolvi a cadela aos donos, que me agradeciam como se os tivesse salvo do fim do Mundo. Era o que eu faria se alguém encontrasse o meu cão se ele se perdesse.
Voltei para casa e escrevo agora esta história. Não para me gabar, apesar de poder ter salvo a cadela de ser atropelada pelos "palhaços" que só pensam em si próprios, mas para dizer que me sinto, agora, mais forte e, confesso, mais feliz.
Sinto-me, pelo menos, uma pessoa melhor, de consciência tranquila e em paz. Gostava de contar a história desta noite, apenas porque se todos os que a lerem tentarem agir pensando também nos outros e nos animais, não tendo vergonha de dizer que apanhamos o lixo que os outros deitam no chão para os colocarmos nos contentores da reciclagem, como eu faço muitas vezes, por exemplo, o Mundo estaria bem melhor.
Esses actos são do mais simples que pode haver, mas tornam-nos dignos. Aparentemente, não recebemos nada em troca, mas o agradecimento, o sorriso e o olhar dos donos, assim como a felicidade da cadela, foram a melhor recompensa que eu poderia ter tido no que seria apenas mais um dos dias da minha vida, que se enriqueceu com um simples acto.
Há quem não acredite que podemos mudar o Mundo. Eu não faço parte dessas pessoas. Pelo menos nesta noite, tornei o meu mundo, o mundo de uma família e de uma cadela num mundo melhor.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL

Inter e Real Madrid líderes com 7 pontos de avanço



Tive a oportunidade de ver os dois grandes jogos deste domingo.
Tenho uma empatia especial com o Inter de Milão, sendo uma das minhas equipas preferidas do futebol italiano, além da Fiorentina, e confesso que partilho as preferências dos adeptos do Inter, pelo que não simpatizo de maneira alguma com o AC Milan. Quando fui a Milão, fui obviamente também ao San Siro para ver o Inter jogar. Ganhou 4-0 ao Torino. 2 semanas depois voltou a jogar em casa. Mais um jogo, mais uma vitória. Contra o eterno rival da cidade. É curioso verificar que após o 2-1 aplicado pelo Inter ao Milan, as equipas encontram-se a uma distância de 25 pontos. O Milan está a 4 curtos pontos de descer de divisão. Enfim. Foi uma vitória justa do Inter num jogo de futebol bem disputado.
Também vi o Barcelona-Real Madrid. Quero que o Barça perca desde aquele episódio em que Mourinho foi recebido no aeroporto de Barcelona com milhares de adeptos que o insultaram. Também não gosto muito do Ronaldinho. Não gostava de o ter no Sporting. Foi com alegria que vi o Real sagrar-se campeão no ano passado, alegria que também senti quando Júlio Baptista silenciou quase 100 mil catalães em pleno Camp Nou. Foi um jogo em que o Real Madrid foi superior e teve sempre o controlo do jogo, mesmo quando não tinha o domínio do mesmo.
Com estes resultados, o Real Madrid aumenta a distância do segundo lugar, que é ocupado pelo Barcelona, para 7 pontos. O Inter, como referi atrás, está 25 pontos à frente do AC Milan e mantém a Roma com 7 pontos de atraso.
Assim se fecham as contas em Itália e Espanha. Venha 2008 e que, com ele, venha mais futebol de primeira.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Uma goleada com votos de feliz natal e a memória de um assassinato


Vi este fim-de-semana o Sporting-Benfica de futsal. Jogo equilibrado, com vitória justa do Sporting, com números que revelam uma maior eficácia dos jogadores do meu clube na hora de rematar à baliza e fazer golo.
Foi um jogo com direito a tudo. Infelizmente, num lance dividido, um jogador do Benfica ficou inconsciente. Os jogadores do Sporting choraram e mostraram em campo a identidade do meu clube. Respeito pelo adversário, mas com esforço, dedicação e devoção acabaram por, justamente, alcançar a glória de aplicar um chapa 4 ao Benfica.
Mas no momento em que o jogador do Benfica se encontrava lesionado, enquanto o capitão do Sporting chorava no chão pelo estado de saúde do seu colega de profissão mas adversário nesta tarde e enquanto Benedito, guarda-redes do Sporting, se dirigiu às claques do Sporting para que estas mantivessem uma postura digna de um grande clube, ao que as claques responderam com aplausos, adeptos identificados com os No Name Boys, uma claque ilegal do Benfica, chamaram assassino a João Benedito, por razão nenhuma, e cantavam glorificando o very-light que matou um adepto do Sporting.
Esse very-light é algo que me fez, numa altura, entrar para as claques do Sporting. Será possível que os assassinos que mataram um adepto inocente em pleno estádio estejam por aí à solta? Será possível que esses assassinos entrem livremente nos estádios de futebol? Será possível vangloriarem-se com esse seu acto, gritando para que todos tenhamos esse assassinato bem na nossa memória?
Imaginem que levam o vosso irmão ou filho ao futebol e ele morre, sem culpa nenhuma, porque um grupo de delinquentes o assassinou. O que fariam se a justiça não agisse imediatamente? O que fariam quando ouvissem esses delinquentes cantarem "very-light allez"? Eu não gosto do Benfica por causa desse dia em que um adepto do meu clube foi assassinado em pleno estádio. Também não gosto porque membros dessa mesma claque me roubaram o cachecol quando eu tinha 13 anos, apontando-me facas e tirando-me até fotografias. Não gosto do Benfica porque a direcção do Benfica parece apoiar esse grupo de delinquentes. E sinto-me revoltado quando os vejo, a esses delinquentes, todos os anos, na Luz e em Alvalade.
Mas voltemos ao jogo. O Sporting ganhou porque mereceu. Os jogadores do Sporting foram homens. Choraram pelo adversário estar mal, disputaram o jogo como senhores e a goleada é um justo presente de Natal.
O jogo acabou com olés por parte dos adeptos do Sporting, adeptos que entoaram cânticos natalícios, desejando feliz natal aos adeptos que, segundo eles dizem, não têm nome.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Liga da Aldrabice!


Pois é. Eu não gosto de recorrer ao calão para caracterizar as competições internas do futebol português. Às vezes, confesso que até me apetece. Mas, numa análise fria, a 1ªDivisão Portuguesa é, todos os anos, a liga da aldrabice.
Sim. Na Liga da Aldrabice, o Benfica foi campeão graças a um golo de falta. Na Liga da Aldrabice, o Sporting não foi campeão porque sofreu um golo com a mão. Este ano, em que o Porto é claramente a melhor equipa, o Sporting já sofreu um golo de livre indirecto a castigar um atraso, que não foi atraso.
Na Liga da Aldrabice, há uns anos, houve jogadores do Sporting que foram expulsos já depois do jogo ter acabado, já nos balneários. Ficaram suspensos vários jogos, sem uma explicação, pois nunca ninguém viu uma única imagem ou algo que provasse a existência de um comportamento que levasse os atletas do Sporting a serem suspensos.
Esta época, a Aldrabice continua. Sempre com o Benfica por cima e com o Sporting a ser a vítima daquilo a que posso inoricamente chamar do Sistema da Aldrabice. Existiu, existe e existirá e o Sporting que o denunciou será sempre a vítima, porque os julgamentos que hoje existem tiveram nas declarações de Dias da Cunha, em que definiu e apontou faces do Sistema, um trampolim no caminho da verdade desportiva.
As pessoas têm memória curta, mas eu gosto sempre de lembrar as coisas. No jogo que antecedeu o Benfica-Sporting deste ano, na altura em que o Sporting estava em Guimarães onde eliminou o Vitória, o Benfica venceu ilegalmente o Estrela da Amadora, porque no último minuto, o fiscal de linha chamou o árbitro e indicou que deveria ser assinalado um penalty, por suposta mão na bola. Houve um jogador do Estrela que foi penalizado três vezes: levou uma bolada na cabeça, levou cartão amarelo e o Benfica chegou ao empate no último minuto do jogo, graças a um penalty que nunca deveria ter sido marcado.
No jogo seguinte do Benfica, que foi, por acaso, contra o Sporting, aconteceu o mesmo. Ou melhor, quase o mesmo, porque dessa vez houve mesmo mão na bola de um jogador do Benfica dentro da área. O fiscal de linha esteve bem. Chamou o árbitro Pedro Henriques e indicou que deveria ser marcada grande penalidade. O árbitro esteve mal e não marcou. Ora, o Sporting foi prejudicado porque se a bola entrasse, o Sporting ganharia mais 2 pontos. O Benfica foi duplamente beneficiado.
Paulo Bento refilou com razão. As imagens provam isso. Mas ele é que foi suspenso 12 dias e o Pedro Henriques continua por aí a apitar. O Sporting é prejudicado mais uma vez por ter criticado uma decisão errada do árbitro com clara influência num resultado. De resto, estes castigos só existem para serem aplicados ao Sporting. Sabe-se lá porquê.
Algo de estranho se passa no futebol português para que tudo, em Portugal, aconteça ao contrário daquilo que deveria acontecer.

Sporting - Iordanov, uma ideia


Eu compreendo as duas partes nesta polémica disputa entre um clube e um jogador muito querido dos adeptos desse clube. Esse clube, por acaso, é o meu. Vi a entrevista de Soares Franco no "Trio de Ataque" da RTPN e surgiu-me, desde logo, uma ideia.
Acho que é do interesse de todos os adeptos do Sporting que o clube tenha dinheiro para se ir reforçar. Assim, homenagear jogadores, se fosse também essa a vontade dos jogadores, poderia ser útil para o Sporting. Não estou a falar do caso do Iordanov, mas da regra. Por exemplo, seria, na minha opinião, do interesse de vários jogadores que representaram o Sporting voltarem a jogar no Estádio de Alvalade com as camisolas do Sporting. Juntar os grandes nomes da História do Sporting levaria muitos adeptos ao estádio, ainda mais se os adeptos pensassem que ao pagar o bilhete estariam a ajudar o clube a ter mais meios para se ir reforçar com qualidade.
Cheguei a fazer umas contas. Penso que o Sporting poderia ganhar perto de 400 mil euros se realizasse um jogo no final da época em que juntasse algumas das "lendas" do clube. Lembro-me, assim de repente, logo de Oceano, Balakov, Figo, Cadete, Sá Pinto entre outros. Como o Pedro Barbosa ou o próprio Paulo Bento. Fazia-se a graça de pôr o Paulinho a jogar e tudo. Até se podia fazer uma graça para que um adepto jogasse entre essas glórias do Sporting.
Tendo em conta que o jogo, realizado em fim de época, seria realizado à tarde, não era preciso acenderem-se sequer as luzes. Bastava apenas estar o som ligado. Se fosse um jogo para adeptos do Sporting no intuíto de ajudar o clube, praticamente não era necessário gastar-se dinheiro com a segurança.
Podia-se até fazer um jogo entre os juniores e a equipa principal para que os adeptos pudessem ver os futuros craques. Enfim, ideias há muitas. Mas devem ser aproveitadas. Devem ser feitas as contas para ver se os cálculos que fiz, por baixo, dão certos e se o Sporting pode, dessa forma, ter mais meios para ir buscar jogadores ou melhorar salários.
Até se podia dizer mesmo aos adeptos que o dinheiro ia ser aplicado no reforço do plantel e que cada adepto dava o dinheiro que quisesse, a partir de 10 euros.
Enfim. É só uma ideia.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O acordo ortográgico


Uma das características dos portugueses é o complexo de inferioridade.
Se, em algumas circunstâncias, temos a mania das grandezas, como no futebol, em que pedimos sempre tudo à selecção nacional quando jogam contra as grandes potências mundiais, noutras circuntâncias, os portugueses têm complexo de inferioridade. É por esse motivo que Portugal foi o país que mais teve de ceder no acordo ortográfico. Não sei percentagens certas, mas sei que as palavras portuguesas do Brasil vão ser modificadas em cerca de 0,5% e as palavras portuguesas de Portugal vão modificar-se em bem mais de 1%. Julgo eu que é 1,8%, portanto quase, quase nos 2%. Porquê? Se fomos nós que fizemos nascer esta língua. É porque os brasileiros são mais que nós? Porque o Brasil é maior que Portugal? Haverá outra razão possível?
Com todo o respeito por todos os povos que falem a língua portuguesa, sou contra este acordo, simplesmente porque Portugal é o maior prejudicado com o mesmo. Julgo que não há grande interesse para os portugueses em ver o português do Brasil ser igual ao nosso. Penso que há mais interesse por parte dos brasileiros. Porque eles é que vêm para cá trabalhar. Brasileiros que são bêm-vindos e que respeito totalmente. Mas se o interesse é mais para eles do que para nós, quem deveria ceder eram eles e não nós. E o que aconteceu foi o contrário.

Português, de Portugal


Sempre se confirma aquilo que eu tinha escrito há alguns meses. Algumas palavras do vocabulário português, de Portugal, vão mudar para que a língua portuguesa seja igual, independentemente de ser português do Brasil, dos PALOP ou de Portugal. Tenho notado uma aceitação deste facto, dado o aparente conformismo de todos. Eu não posso estar de acordo com isto. Sou português de Portugal e escrevo em português de Portugal. Se outros não percebem, paciência. E vice-versa. Acima de tudo, está o orgulho pela História do País e da nossa Língua. Esse acto não é mais do que um enorme desprezo e ingratidão por quem criou, cultivou, divulgou e enriqueceu a língua portuguesa. De Portugal.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O exemplo positivo de Oeiras


Nesta minha visita a Milão, uma das coisas que me chamou a atenção foi o facto de todos os espaços serem aproveitados para se criarem espaços verdes. E espaços verdes úteis.
Por exemplo, vi várias rotundas e nelas havia um espaço verde, fechado, para que as pessoas pudessem soltar os seus cães ali, cães que brincavam uns com os outros. Este simples acto é positivo em vários pontos. Assim, as pessoas têm sempre um sítio onde levar o seu cão a passear, acto que está cientificamente provado que faz bem também aos donos, não só física como também psicologicamente. Além disso, não há o perigo de vermos cães atropelados nas estradas. E não há cócós de cães nas ruas.
Pensei logo que Oeiras tem muito a ver com o que de positivo há em Milão e que está ao alcance da autarquia de Oeiras. Vejo que, com Isaltino, Oeiras viu o número de espaços verdes multiplicar-se. Em Algés, há dois jardins enormes onde vou com alguma regularidade. Há ainda outros exemplos, como o famoso Parque dos Poetas. E mais. Li há talvez um mês que a Câmara de Oeiras estava a apostar em espaços para os cães fazerem as suas necessidades. Já há esses espaços em alguns sítios.
Esse é o caminho que deve ser seguido. Este meu artigo faz justiça à actuação da Câmara de Oeiras, actuação que quero encorajar. Isto, na certeza de que Oeiras vale a pena e que Oeiras está, cada vez mais, mais à frente.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Será possível não se ouvir música portuguesa?


Eu, pelo menos, passo algumas horas a ouvir várias das boas músicas que os portugueses produzem. Ouço esta música várias vezes por dia. Grande música. Grande cantor.

Querer é poder


Pois é, o Sporting foi à Madeira derrotar o Marítimo, que tem sido uma das surpresas positivas desta liga. E parece que a equipa do Sporting, sobretudo Simon Vukcevic, fez valer a velha máxima de que querer é poder.
O Sporting quis tanto esta vitória que acabou por, com alguma sorte, a alcançar, recuperando a terceira posição do campeonato, aproximando-se do Benfica, que ocupa, agora, o segundo posto.
Não estive em Portugal durante 6 dias e não me tinha apercebido que Vukcevic era um dos mal-amados para os adeptos. Não creio que seja, porque é um génio com a bola nos pés, tem um talento acima da média, é um lutador, um jogador com raça, que, logicamente, tem lugar nesta equipa do Sporting.
O Sporting conseguiu os 3 pontos neste jogo que é sempre de 1x2. Porque quis muito ter esses 3 pontos. Se tivesse sido assim noutras alturas, o cenário era bem mais animador. Mas a exibição do Sporting foi boa, a atitude foi excepcional. Miguel Veloso é a excepção que confirma a regra e parece-me que, a continuar com as más exibições, o seu destino está traçado. No banco de suplentes, como está claro. É um jogador com potencial para ser um dos melhores do Mundo, mas que está com problemas claros de motivação.
Mas queria, sobretudo, registar a excelente atitude de Vukcevic. Grande jogador.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Quem tem razão?


Cheguei ontem de Milão mas, por motivos técnicos, não consegui ainda publicar o texto que escrevi sobre a viagem. Escrevi ontem, mas apenas será publicado nos próximos dias.
Não fui ao jogo da Taça de Portugal contra o Louletano, mas acompanhei o jogo pela internet. Não cheguei a horas de ver o Sporting - Dinamo, mas vi o resumo alargado do jogo. Foram duas importantes vitórias do Sporting, mas hoje vou falar dos insultos e da guerra entre a Juve Leo e a equipa do Sporting. Na minha opinião, todos têm as suas razões. A diferença está em quem tem mais razão.
Vamos ver, em primeiro lugar, o ponto de vista dos jogadores e dos dirigentes. Muitas vezes, quando era preciso apoiar, os adeptos não apoiaram. Certo.
Quando a equipa não teve sorte e quando passava um mau momento, os adeptos viraram-se contra a equipa. Certo.
O Sporting perdeu pontos por causa disso. Talvez até seja verdade.
As críticas que são feitas aos dirigentes, sobretudo aos que são os responsáveis pelo reforço da equipa de futebol, são, às vezes, injustas. Por exemplo, Deivid era o patinho feio em Alvalade e hoje é uma das pedras preciosas da equipa do Fenerbahce que, surpreendentemente, passou da fase de grupos da Liga dos Campeões. Alguns dos jogadores que passam pelo Sporting não têm sucesso, porque são logo assobiados pelos adeptos. Não posso estar de acordo com os adeptos. O mau momento de Yannick Djaló é inultrapassável dada a ausência de apoio por parte dos adeptos. Foi assim, por exemplo, com Vidigal. Quando os adeptos decidiram apoiar, Vidigal fez uma época fabulosa, o Sporting foi campeão, foi cobiçado por vários clubes e acabou mesmo por sair. O apoio dos adeptos conta. E conta muito. Veja-se o exemplo do Vitória de Guimarães.
Mas os jogadores do Sporting, ou alguns deles, não compreendem que os adeptos não têm os seus ordenados - muitos dos jogadores do Sporting ganham 15 mil contos/mês - e gastam milhares de euros, todos os anos, para ir apoiar a equipa, seja onde for. Marcam férias consoante o calendário da equipa e são sportingodependentes, porque a sua vida pessoal, familiar, afectiva e profissional depende do Sporting, do calendário da equipa e do momento de forma da mesma. Muitas vezes, os jogadores esquecem-se de agradecer e nem olham para eles. Raramente dão camisolas. Tratam os adeptos com desprezo e indiferença. E os adeptos são, directa ou indirectamente, responsáveis pelo facto da haver dinheiro para pagar salários aos jogadores. Sendo assim, nesse ponto de vista, a Juve Leo tem também razão.
Eu apoio a equipa de futebol do Sporting do princípio ao fim. Percebo que haja quem se revolte pela falta de empenho e de ambição de alguns jogadores. Percebo que haja quem se revolte com o facto de jogadores como o Farnerud, o Paredes, o Ronny e outros estejam no Sporting. E joguem! Percebo todas essas pessoas. Percebo, respeito e talvez até concorde.
O que aconteceu foi como uma bola de neve. A equipa não jogava bem, não ganhava, os adeptos não apoiavam e deu-se uma separação. Tudo normal. Os adeptos encontraram uma forma para mostrar a sua revolta, uma forma que se aceita perfeitamente. O Sporting, contudo, ganhou esse jogo para a Taça e voltou a ganhar na Liga dos Campeões, trazendo centenas de milhares de euros para os cofres do clube. No fim do jogo, Moutinho e Veloso deram as camisolas aos membros da Juve Leo e estes devolveram. É, também, uma forma de protesto pelas razões que atrás invoquei. Se Moutinho ou Veloso me dessem uma camisola, eu ficava com ela e guardava-a religiosamente. Mas talvez assim estes jovens jogadores consigam compreender que é preciso correr mais e dar mais para ganhar os jogos. Sem se esquecerem nunca dos adeptos, que com sacrifício pessoal fazem tudo para estar onde está a equipa e para a apoiar sempre.
Sendo assim, todos têm as suas razões e não fica mal a ninguém reconhecer esta realidade e aceitá-la com total normalidade. Julgo, até, que o que se está a passar vai fortalecer a união da equipa e fazer com que os jogadores se esforcem mais. Os resultados desta "guerra" são positivos, porque o Sporting alcançou duas goleadas depois de 6 jogos sem ganhar. Essa, também, é a realidade.

sábado, 8 de dezembro de 2007

De Milano

Vim passar uns dias a Milão, Itália. Conhecer uma cidade que não conhecia. Estou bem impressionado. Deixo aqui a música que se ouve por cá.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

De um empréstimo para uma doação de mais uma vitória ao PS


Foi isso que aconteceu. António Costa ameaçou demitir-se e o PSD podia ter assumido uma postura de maior força. Mas entrou no jogo do Presidente da Câmara de Lisboa e deu-lhe mais uma vitória.
Eu não podia acreditar quando ouvi, na rádio, a notícia da forma como a Assembleia Municipal, de maioria social-democrata, deu, mais uma vez de bandeja, uma vitória política ao Partido Socialista.
O PSD poderia ter saído bem desta situação. Havia, de resto, muitas soluções. O que aconteceu foi que o líder nacional do PSD disse uma coisa, o presidente da Distrital disse outra, a presidente da Assembleia Municipal aliou-se ao PS e a decisão foi tomada através da proposta do presidente da Junta de Freguesia de Benfica. No fundo, os lisboetas ouviram na rádio, leram nos jornais e viram na televisão várias opiniões de vários dirigentes do Partido. Todas elas diferentes.
O que passou para a opinião pública foi que o PSD não tinha reunido e não tinha tomado qualquer decisão sobre o empréstimo dos 500 milhões. Ou melhor, se formos aos cafés, se andarmos de táxis, se andarmos por aí percebemos que o que as pessoas pensam é que o PSD é, pelo menos em Lisboa, um Partido sem grandes ideias. Como é que as pessoas percebem a decisão do PSD rejeitar o empréstimo de 500 milhões, mas aceitar de 400 milhões?
Aliás, o PSD esteve, na minha opinião, mal nesta questão. Além de ter dado uma vitória a António Costa, gerou mais um problema. António Costa pode, em 2009, vir dizer aos lisboetas que o PSD tinha recusado o empréstimo de mais 100 milhões de euros, limitando, de certo modo, a sua actuação. Enfim, o PSD Lisboa quando se depara com um problema, em vez de o resolver, cria muitos mais. É como uma bola de neve e há muita coisa para mudar. Isto é se o PSD quer voltar a ganhar alguma coisa em 2009. Se não quer, deixa-se estar tudo como está.
Foi a primeira derrota de Carlos Carreiras. Uma grande derrota, na minha opinião, que o PSD pode vir a pagar caro. E não passou um mês completo desde a sua eleição.
Deixo-lhe ainda duas perguntas: então o Tribunal de Contas não visa um empréstimo de 500 milhões de euros, mas de 400 milhões já visa? Era uma questão política ou jurídica?
À direcção nacional do PSD deixo só uma dica, que compreenderão de certeza: não se pode agradar a gregos e a troianos.

Sorteio favorável ao Sporting



O Sporting teve sorte no sorteio para a fase de grupo da Taça da Liga. É verdade que vai ter de ir jogar ao surpreendente Vit.Setúbal que foi, este ano, empatar a Alvalade e já eliminou o Benfica da competição que se estreia nesta época. Mas é o único jogo fora, pelo que o Sporting tem tudo para chegar à final desta competição.
Mesmo que perca em Setúbal, o Sporting tem todas as condições para chegar à final. Basta vencer o Beira-Mar e o Penafiel em casa.
Este foi, na minha opinião, o melhor sorteio que podia ter acontecido, porque o Sporting só tem um jogo fora. Seria pior se fosse ao contrário, já que o Sporting poderia ser, mais facilmente, surpreendido tanto pelo Penafiel como pelo Beira-Mar e o jogo em casa era, ainda assim, muito difícil, dada a qualidade do futebol jogado pela equipa de Setúbal.
Deixo aqui o calendário dos jogos que o Sporting vai ter de fazer até jogar à final:
9 Janeiro: Vit.Setúbal - Sporting
23 Janeiro: Sporting - Beixa-Mar
30 Janeiro: Sporting - Penafiel

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Para o ano há mais!


Parece ser esta a mentalidade dos jogadores do Sporting.
O Sporting podia ter ganho qualquer um destes últimos 5 jogos. Bastava acreditar. Foi só isso que faltou. Mas os jogadores não acreditam, estão cansados, intranquilos, nervosos e em vez de olharem o adversário olhos nos olhos, andam com a cabeça baixa. As coisas ainda vão piorar mais porque o Sporting vai à Madeira jogar com o Marítimo. Como as coisas estão, provável é o Sporting ficar a 15 pontos do Porto no próximo fim-de-semana. Até porque, para mim, o Marítimo é uma das melhores equipas deste campeonato.
Ganhar o campeonato é impossível e agora o Sporting deve concentrar todos os esforços na Taça Uefa e tentar fazer o máximo número de pontos possível para ficar em 3ºlugar no campeonato, já praticamente entregue ao FC Porto.
Disse Paulo Bento que o objectivo é fazer melhor do que no ano passado. Se o Sporting vencer a Taça da Liga, como parece que vai acontecer, e se lutar com todas as forças na Taça de Portugal e na Taça Uefa, parece-me que o objectivo pode ser cumprido.
Este é um dos piores Sportings que já vi nos últimos anos. Mas a crise de resultados é algo que temos de aceitar com normalidade. Veja-se o caso do Liverpool, do AC Milan ou ainda o mais flagrante caso do Paris Saint-Germain.
O que falta ao Sporting, além de dinheiro, é ambição. Carlos Freitas não deve continuar. Soares Franco tem pouca margem de manobra. Paulo Bento começa a cometer muitos erros. O Sporting precisa de se reforçar. E muito! Com muita qualidade. Ou os adeptos vão começar a fazer esperas à equipa e à direcção e a situação pode ficar ainda pior...
Quanto ao Rui Patrício, desejo felicidades. Os erros que comete são normais para quem está em início de carreira na equipa principal. Só não os comete quem não joga. E só é chamado à atenção quem tem a coragem de apostar num jovem para guarda-redes.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Turcos, checos e suiços são os primeiros adversários



Foi esta manhã o sorteio dos grupos que vão disputar o Euro2008, na Áustria e na Suiça. O sorteio ditou que Portugal disputasse esta primeira fase do Euro na Suiça, selecção que, de resto, defrontará no último jogo da fase de grupos. As outras selecções do grupo de Portugal (Grupo A) são a Turquia e a República Checa. É um grupo aparentemente acessível para a selecção mas é importante não esquecer o miserável campeonato do Mundo de 2002, em que Portugal partia como candidato e se ficou pela primeira fase.
Ficou assim o sorteio:
Grupo A: Suiça, Rep.Checa, Portugal e Turquia;
Grupo B: Áustria, Croácia, Alemanha e Polónia;
Grupo C: Holanda, Itália, Roménia e França;
Grupo D: Grécia, Suécia, Espanha e Rússia.
Com o sorteio, fica a expectativa de ser um campeonato da Europa muito competitivo, especialmente graças ao Grupo C, que junta aos últimos finalistas do Campeonato do Mundo, a Holanda e uma Roménia em clara ascensão.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Irresponsabilidade total!


A situação do PSD em Lisboa, mesmo com novos líderes, continua a ser dramática, porque, pelo menos em Lisboa, não se notou nada de novo nos últimos tempos. Pelo contrário. Se, noutros sítios do país, a onda era de mudança, em Lisboa, o que se queria era a continuidade, facto evidente após o resultado das últimas eleições para a Comissão Política Distrital do PSD.
Enquanto Presidente da Distrital de Lisboa do PSD, foi uma das responsáveis pela crise que se instaurou, desnecessariamente, na Câmara de Lisboa. Foi, depois, uma das caras pela queda da Câmara, que ditou o pior resultado de sempre do Partido, em Lisboa.
Em meados de Agosto deste ano, Paula Teixeira da Cruz disse que se Menezes ganhasse, as elites sairiam do PSD. Sem saber quem são as elites a quem se referia, não notei nada que me apontasse nesse sentido.
Disse, na noite de dia 28 para 29 de Setembro deste ano, que a vitória de Menezes era uma derrota dos princípios e dos valores.
Paula Teixeira da Cruz conseguiu que a sua "linha", se é que se pode chamar "linha", ganhasse as eleições na Distrital de Lisboa e, pelos vistos, já dá sinais claros de que Paula Teixeira da Cruz e outros seus seguidores continuam a dar tudo de bandeja ao Partido Socialista.
Li hoje num jornal que Paula Teixeira da Cruz, Presidente da Assembleia Municipal, parece estar a incentivar a abstenção de alguns deputados municipais do PSD. Consequência desse acto? O PSD saía mal na fotografia, não conseguia explicar o sentido de um provável voto contra e gerava-se na opinião pública um sentimento de que, afinal, Menezes tem, em Lisboa, o seu mais duro adversário. E talvez o adversário que o PSD e Menezes têm em Lisboa seja mais dificil que se os adversários fossem só o Partido Socialista e José Sócrates.
Paula Teixeira da Cruz, segundo consta nesse jornal, está a aliciar deputados municipais para votarem contra aquilo que é a orientação de Menezes. Quem perde, em Lisboa, continua a ser o PSD e quem ganha, sem o merecer e sem fazer quase por isso, é o Partido Socialista.
O PSD poderia ter saído por cima desta situação. Mas a irresponsabilidade das pessoas de sempre voltou a deitar tudo a perder.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O meu único apelo é ao voto


Realizam-se esta sexta-feira, dia 30, as eleições para eleger a nova associação de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
Vão a jogo duas listas. A campanha pautou-se pelo espírito positivo, o que, em comparação com o que aconteceu no ano passado, é francamente melhor. Pelo menos, nisso as duas listas estão de parabéns.
Não integro nenhuma destas listas, apesar de ter amigos nos dois lados desta disputa. Li os dois programas e tomei, obviamente, a minha decisão.
A esmagadora parte das pessoas pensa que ser de uma associação de estudantes é uma perda de tempo, com muito trabalho, sem que se notem grandes resultados. A primeira coisa que desejo aos vencedores destas eleições é que não olhem para o facto de estarem numa associação de estudantes dessa maneira. Há muitas coisas que se podem fazer, se tudo for feito com entrega e disponibilidade.
Mais não digo do que isto que acabei de dizer. Tomei uma decisão, clara e coerente, e amanhã votarei em consciência. E deixo, desta forma, o meu apelo a todos os estudantes da Faculdade de Direito da minha Universidade para que amanhã vão votar.

Crise outra vez (?!)


Há dias, eu disse aqui no blogue, a propósito da Câmara de Lisboa, que tinha sido uma má decisão, quando se optou por não devolver aos lisboetas o direito a decidir quem estaria à frente da Assembleia Municipal.
Há meses, defendi que a Assembleia Municipal também devia ir a votos, para dar estabilidade à Câmara.
Disse que essa situação seria utilizada como mais um ponto para propaganda do Partido Socialista, para que voltasse a ganhar a Câmara em 2009. Parece que disse isso em más horas, porque Lisboa volta a estar no centro da discussão. Agora, António Costa quer pedir um empréstimo de 500 milhões para pagar dívidas. Não me parece que seja a forma para resolver o problema.
O que o PS faz é dizer que a culpa é de Santana Lopes e de Carmona Rodrigues. Parece que, em 30 anos, foi sempre o PSD que governou Lisboa. O PS faz em Lisboa, de resto, o que faz no País, quando atribui também ao PSD todas as responsabilidades pelo insucesso evidente da sua actual governação. Em 12 anos, o PSD esteve apenas 3 no Governo.
Agora, António Costa diz que se demite se o PSD votar contra esse empréstimo. Cabe ao PSD ter uma posição que lhe permita responder a esta arrogância, irresponsabilidade e chantagem a que o Partido Socialista nos habituou.

As vitórias morais



As equipas portuguesas não ganharam nenhum dos seus jogos desta 5ªJornada da Liga dos Campeões. Mas parece que voltámos aos tempos das vitórias morais, que nos deixam péssimas recordações.
O Benfica empatou mas está tudo em euforia.
O Porto foi goleado, mas tem a desculpa de ter tido 15 minutos muito fracos e ainda a desculpa do seu treinador ter posto a jogar Stepanov, em vez de Pedro Emanuel, e que esse mesmo Stepanov acabou por ser a ovelha negra da equipa, por ter deixado Torres fazer o 2-1 e ter feito um penalty que deu o 3-1, foi expulso e a defesa do Porto abriu-se, depois, permitindo o 4-1.
O Sporting perdeu em Old Trafford porque não mereceu ganhar o jogo, já que na 2ª Parte esteve sempre preso cá atrás. Parece que, mesmo assim, somos quem mais percebe a realidade, de que o Manchester é muito melhor que nós. Mas já lá vamos.
Vi o jogo do Benfica, contra o Milão. É importante dizer que o Milão está, neste momento, em 9ºlugar na Liga Italiana, a 11 pontos do Inter, que é primeiro. Em 12 jogos para a Liga, o Milão só ganhou 4 e está a anos-luz de ser uma equipa candidata ao título europeu. Essa é uma realidade que os benfiquistas não conhecem ou, se conhecem, não querem saber dela. Porque é mais importante viver na ilusão de que o Benfica ontem encostou o campeão europeu às cordas. Enfim. Ontem era, de facto, uma oportunidade única do Benfica ganhar ao Milão, mas, depois de ter visto o jogo, o Benfica não mereceu ganhar. Não teve arte suficiente para isso. Acredito que, a jogar contra o Milão, o Porto, nas condições do Benfica, golearia em casa, com toda a tranquilidade. O empate para o Benfica é um péssimo resultado e foi, assim, com toda a justiça, eliminado da Liga dos Campeões. A memória não pode ser curta. O Benfica podia ter levado uma goleada história em Milão, foi ridicularizado pelo Shakthar em casa, perdeu bem em Glasgow e apenas fez 3 pontos à custa de um golo marcado já no último minuto do Benfica-Celtic. Ontem não jogou o suficiente para ganhar, não teve qualidade suficiente. Houve só alguma vontade dos seus jogadores.
Depois, o Porto. Foi goleado em Liverpool, por culpa, na minha opinião, de Jesualdo Ferreira e da imaturidade de Stepanov que não pode cometer erros daqueles na Liga dos Campeões. Todos dizem que o resultado foi injusto e que não deve ter consequências. Partilho dessa opinião. Mas acho engraçado que o Porto pode ter 15 minutos fraquíssimos e sofrer 3 golos e que quando foi o Sporting que, em Braga, em 3 minutos sofreu 2 golos, então aí já há crise. É fantástico! O Porto, contudo, lidera o grupo, por uma razão: é a melhor equipa do grupo e julgo que se fará justiça se o Porto passar à fase seguinte da prova, em primeiro lugar do seu grupo. Mas 4-1 é uma goleada, como não me lembro de ver o Porto sofrer nos últimos anos e há sempre ilações a tirar desta pesadíssima derrota do bi-campeão português.
Quanto ao Sporting, o que disse está dito. O Sporting perdeu porque não teve maturidade para fazer na 2ªParte o que havia feito até ao intervalo. Perdeu com justiça, dada a superioridade evidente do Manchester United.
Curioso, é que o Liverpool estava em vias de despedir Benitez e o Milão está, na Liga, a 11 pontos do primeiro classificado. Eram adversários mais fáceis, do que o do Sporting que jogava contra a melhor equipa que Alex Ferguson (que treina o United há 20 anos) já treinou, como o próprio fez questão de dizer.

Desejo melhor sorte ao Braga, que joga hoje com uma das melhores equipas do Mundo, que já lidera a Liga Alemã. Oxalá, o Bayern não nos saia na rifa quando formos disputar na Taça Uefa...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O teatro dos sonhos



O Sporting foi a Old Trafford, jogar contra o Manchester United, treinado por Sir Alex Ferguson há muitos, muitos anos. Curiosamente, esse mesmo treinador, que treina o United há muito tempo disse que nunca tinha treinado uma equipa tão boa como a actual equipa do United.
Tenho, desde que o nosso pequeno Ronaldo partiu para Manchester, um carinho enorme por esse clube, reforçado com a ida da nossa jóia, Nani, para o mesmo clube.
Confesso que, principalmente depois de saber o resultado que a Roma estava a fazer em Kiev, o resultado do Manchester-Sporting era quase indiferente. Era bom não perder para podermos igualar o feito de José Mourinho, o único treinador de uma equipa portuguesa que não perdeu em Old Trafford. Empatou. E o Sporting esteve perto, perto do empate...
Mas a sorte, ou o que quisermos chamar-lhe, está de costas voltadas para a nossa equipa e voltámos a sofrer nos últimos minutos do jogo. Golo de Ronaldo, ou melhor, um golão do nosso Ronaldo, essa acaba por ser a boa notícia.
Há uma larga diferença de mentalidade entre os adeptos do Sporting e os adeptos das outras equipas portuguesas. Quando os jogadores saem do Sporting e continuam a sua evolução, eu quero muito que eles sejam os melhores do Mundo. Como foi Luis Figo, também o nosso Ronaldo está em vias de ser, lutando ingratamente com Kaka por um estatuto em que, na minha opinião, tem de ser de Ronaldo. E, quanto muito, a lutar teria de ser, também na minha opinião, com Messi, mas, por enquanto, Ronaldo é bem melhor, comparando com Messi como com Kaka.
Os dois golos que Ronaldo marcou ao Sporting deram 600 mil euros ao United e puseram-no, nesta altura, no topo dos melhores marcadores da Champions, com 5 golos marcados. O Sporting foi afastado porque foi, e ontem notou-se isso bem, inferior ao Manchester United e não teve a sorte de empatar em Roma e de ganhar em Alvalade, como podia perfeitamente ter acontecido, bastando que tivesse havido maior competência e maturidade da nossa equipa. Não houve. Partimos assim para a Uefa, que era o objectivo natural de um Sporting, colocado no terceiro pote, atrás de um colosso europeu, candidato ao título da Champions, e a Roma, que é também uma grande equipa da Europa, servindo a actual selecção campeã do Mundo, com alguns jogadores do seu valioso plantel.
Perto de 2000 sportinguistas foram a Manchester na perseguição de um sonho, que era pontuar lá, mas o regresso a Lisboa foi assim feito com uma maior tranquilidade, na medida em que, aconteça o que acontecer, o Sporting irá continuar nas competições europeias, através da Taça Uefa, este ano com equipas de topo do futebol europeu.
Concretizou-se o sonho de muitos jovens do Sporting, como Rui Patrício, Veloso, Moutinho e Pereirinha que disfrutaram, sem dúvida, daquele jogo. A surpresa acabou por ser Marian Had, que me parecia um "perna de pau", mas que tem todas as condições para tirar o titularidade ao protótipo do típico brasileirinho, o Ronny, que não se esforça e mais não faz num jogo do que atirar dois dos seus pontapés-livres...à barreira.
Qualquer pessoa que já tenha estado em Old Trafford compreende que é um sonho jogar ali. É daqueles estádios em que só apetece entrar para o campo e jogar.
Uma coisa mais: a diferença das culturas portuguesa e inglesa. Liedson viu um golo seu ser anulado por alegado fora-de-jogo. Era o 2-0 para o Sporting e o fora-de-jogo foi muito duvidoso. Em Inglaterra, pelo que vi, os comentários dos adeptos dizem que o golo devia ser válido, porque em caso de dúvida, "deixa-se jogar" ou "beneficia-se o ataque". Para nós, portuguesinhos, o fora-de-jogo aceita-se porque o fiscal de linha não viu bem. A diferença é que em Inglaterra os adeptos conhecem as regras do jogo e querem que sejam aplicadas. Nós, portuguesinhos, damos sempre o benefício da dúvida aos árbitros, o que só contribui para que eles cometam ainda mais erros.
Histórias à parte, o Manchester United venceu bem e nós seguimos, de cabeça erguida e com espírito ambicioso, para a Taça Uefa.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Nota - comentários

Repito que este blogue não vive dos comentários. Não sei quantas pessoas visitam este blogue, diariamente, e apenas gosto que deixem comentários, na medida em que os mesmos alimentam o saudável debate, democrático, de ideias.
Lembro-me quando era pequenino de um dia em que a professora me disse que "a tua liberdade acaba onde começa a do outro". Era qualquer coisa desse género, mas com o mesmo sentido.
Esse princípio que me foi incutido eu era muito, muito pequenino foi o principal motivo que me fez accionar a moderação dos comentários que aqui são feitos, não como forma de censura, mas na defesa das pessoas referidas nesses comentários, normalmente anónimos.
Há outros motivos que levaram a que tomasse essa decisão. Um deles é a defesa da verdade. Apesar de, por vezes, parecer, este não deve ser o país do "faz de conta". Muitos dos comentadores falam de coisas que "faz de conta" que é verdade. Vi muita barbaridade e muita mentira ser dita nos comentários. Tanto aqui no blogue, como lá fora.
A partir de hoje, todos continuam a poder deixar o comentário, mas irei verificar, previamente, se correspondem aos dois requisitos que acabei de referir, assim como, naturalmente, às regras da liberdade, do bom senso e da boa educação.
Peço desculpa aos leitores que aqui comentaram, sobretudo os 3 que comentaram hoje de manhã, por ter apagado os seus comentários, já que, como accionei a moderação de comentários tive de apagar e voltar a publicar o artigo, pelo que, no momento em que apaguei o artigo, os comentários foram também apagados.
Logicamente, aceitarei todos os comentários que obedeçam a esses requisitos, estando ou não estando de acordo com o conteúdo dos mesmos. Publicarei tudo o que obedecer aos requisitos básicos que mencionei.

Lisboa e o PSD para 2009



Confesso que não tenho estado particularmente atento ao que tem acontecido nas últimas semanas, por motivos académicos, mas tenho, desde já, uma consideração a fazer.
Pelo que tenho lido, o PSD, em Lisboa, tem um desafio grande até 2009. Esse desafio é criar uma equipa ganhadora e ganhar as Câmaras Municipais que perdeu, por culpa própria, nos últimos anos, que deixam a todos nós as piores das possíveis recordações, enquanto militantes do PSD, do Distrito de Lisboa, que todos somos.
Não sei que passos foram dados nesse sentido, nem pela Direcção Nacional como Distrital do Partido, mas temo que o PSD se volte a apresentar aos eleitores do Distrito de Lisboa com as faces que foram os meios da penosa intervenção mendista e, consequentemente, as causas e as caras da derrota catastrófica que obtivemos em Lisboa.
O PSD tem já um argumento-contra na Câmara Municipal de Lisboa. Em 2009, António Costa vai dizer aos lisboetas que o que não conseguiu fazer foi culpa da Assembleia Municipal, que, contra o bom senso, decidiu continuar nas suas funções, apesar da queda da Câmara. Essa foi, na minha opinião, uma má decisão, que pode voltar a deitar tudo a perder em 2009. E essa decisão tem uma cara: Paula Teixeira da Cruz.
Mas não é a única cara. Todos os vereadores do PSD na Câmara, os conhecidos pelos lisboetas por terem traído Carmona Rodrigues, funcionando como os bonecos telecomandados de Marques Mendes, também são caras dessa derrota, que todos pagámos bem caro.
Lembro-me que, na altura, muitos se aperceberam do pântano a que estas caras levaram o PSD em Lisboa. Apercebemo-nos a tempo, mas fomos impotentes. Hoje, a impotência não existe e estou convicto de que todos os que, na altura, partilhavam a minha opinião sabem que o PSD, para atacar 2009, tem de levar algumas caras das passadas grandes vitórias e impedir que o parasitismo, que se originou com o mendismo, se volte a apresentar como forma de resolução...de um problema que eles próprios causaram.
Isso não pode acontecer. O PSD tem de começar a pensar já na forma como vai atacar 2009. Porque o objectivo é difícil. Mas está longe de ser impossível. Basta ter a equipa e as pessoas certas nos lugares certos.

domingo, 25 de novembro de 2007

Zé Cid no Campo Pequeno


Não escondo a ninguém que sou fã de José Cid.
Considero que é um dos maiores criadores de música do nosso país.
Durante perto de 3 horas, o cantor com mais de 65 anos de idade foi imparável, revisitando uma carreira fantástica, cheia de músicas de muito sucesso, que nos deixam a todos, filhos, pais e, talvez até, avós, fantásticas recordações.
O Campo Pequeno, com 4800 pessoas, vibrou e homenageou a carreira de José Cid.
Foi um ambiente fabuloso, um espectáculo fantástico e uma noite, perfeitamente, inesquecível.
Foi, acima de tudo, uma noite de família, que juntou ainda alguns amigos da música e não só. Neste concerto participaram ainda André Sardet, o aniversariante Luis Represas e, ainda, o Quarteto 1111.
Confesso que nunca tinha visto o público pedir tantas vezes o regresso do artista ao palco como na noite da ontem. Foi uma homenagem justa a José Cid, um cantor a quem todos nós temos o dever de dizer: Muito obrigado.
Não posso deixar de fazer referência a uma faixa de um grupo de pessoas que estava no concerto, que tinha escrita a frase: "José Cid para o Panteão". Desta faixa, posso fazer dois comentários. O primeiro é o de que faço votos para que o cantor viva por muitos mais anos para nos continuar a proporcionar grandes momentos de música. O segundo é o de que, pela carreira e pelo que fez por este país, tem de haver, junto de outras grandes referências portuguesas, lugar para José Cid, simplesmente porque ele é precisamente uma das grandes figuras históricas do século XX e, pelos vistos, deste início do século XXI.
Foi uma noite memorável a que passei ontem no Campo Pequeno. E, sobretudo, graças a José Cid.

A José Cid e a todas as pessoas que proporcionaram ontem aquele magnífico espectáculo, deixo aqui um beijinho e um agradecimento especial.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O que nos une...

Depois de ler um comentário ao artigo que marca o primeiro aniversário deste blogue, comecei a pensar no que é que nos poderia unir.
Vejam só o que eu encontrei. Talvez isto seja a única coisa que me una a outras pessoas...
Para quem ainda não sabia, está aqui. É o jogo do ano. O objectivo é dar um pontapé em José Sócrates para que ele chegue o mais longe possível.
Eu consegui 72694 metros.
Joguem também.
O link é este http://www.pictogame.com/game.php?game=p0ZRcQKXb8Hk.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

1 ano de vida


O VozPrópria completa 1 ano de vida.
1 ano cheio de entusiasmo, cheio de debate, cheio de mudanças.
O balanço é positivo. Não só pelo blogue, mas também pelas várias vitórias que festejei.
Neste ano, consegui fazer-me militante do PSD, apesar das adversidades com que me deparei. De resto, foram essas adversidades que me fizeram criar este blogue. (VozPrópria - 20 Nov 2006)
Durante este ano, mudou a Comissão Política da Secção de Algés, mudou a Comissão Política Nacional e Distrital do PSD. (VozPrópria - 14 Dez 2006; VozPrópria - 29 Set 2007; VozPrópria - 9 Nov 2007)
Durante este ano, o meu Sporting venceu duas competições. (VozPrópria - 4 Jun 2007).
Foi um ano cheio de novidades, ao qual me aliei com uma Voz Própria.

Tenho dito.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Chegar, ver e vencer...


É esse o lema dos Houston Dynamo, que venceram os New England Revolution por 2-1 e ganharam o segundo título consecutivo da MLS Cup. Esta é uma notícia aparentemente normal não fosse o facto dos Houston Dynamo serem uma equipa norte-americana criada há apenas 2 anos.
Criados há 2 anos, os Houston Dynamo tiveram duas participações em campeonatos, duas presenças nas finais e...dois títulos! Esta equipa tem um plantel de 26 jogadores, 22 dos quais são norte-americanos. Destes 22, 7 são internacionais pelos Estados Unidos.
Notável.

Se quiser mais informações sobre os Houston Dynamo, clique aqui.

domingo, 18 de novembro de 2007

Há quem...

Há quem, nesta blogosfera, tenha ganho, mas que para ter ganho, cometeu muitos erros, dos quais se arrepende agora.
Há quem, nesta blogosfera, tenha ódios pessoais e apenas use da palavra para insultar e soltar cá para fora os ressentimentos que guarda, porventura, também por erros seus.
Há quem tenha mau perder.
Há quem faça ameaças e faça tudo por tudo para satisfazer o seu interesse pessoal.
Há, ainda, os vaidosos, com um ego maior do que eles próprios, com grandes ambições, sem terem capacidades que mereçam tais ambições.
Há quem se esconda atrás dos anonimatos para repetir mais do que uma vez a mesma ideia, fazendo-se passar muitas vezes por quem não se é.
Há quem não vá a jogo ou que não diga publicamente de que lado está, porque tem medo de perder.
Há quem fale de credibilidade. Mas só fale, não agindo nesse sentido.
Há quem não goste de união. E ainda há aqueles que não precisam dela.
Há quem não perceba que só unidos podemos ganhar...

...E há quem não seja nada disto. Eu pelo menos não sou. Eu prefiro perder se for uma derrota na defesa de ideais, de afectos ou de convicções. Sou sempre da mesma equipa. Não guardo ódios. Não tenho mau perder. Não tenho interesses pessoais na politica. Dou a cara, falo em meu nome, sem medo das palavras. Gosto de arriscar e de nunca ficar de fora, pelo menos dos jogos mais importantes. Dou a conhecer os meus apoios. Sou adepto da tese "unir para fortalecer". Porque unido e fortalecido, ninguém pára o meu PSD.

Mau demais.


Portugal está a um ponto de se qualificar para o Euro2008. A selecção nacional voltou a fazer uma péssima exibição. Exige-se mais a esta equipa. A maior parte dos jogadores foi uma nulidade. De Ricardo a Hugo Almeida. Para mim, o melhor em campo foi Quaresma, o único a remar contra a maré. A realidade é esta. Se avaliarmos as exibições dos jogadores, a classificação é: Ricardo, zero; Bosingwa, zero; Caneira, zero; Bruno Alves, zero; Meira, zero; Veloso, zero; Maniche, zero; Simão, zeríssimo; Quaresma, um; Ronaldo, zero; Hugo Almeida, zero; Manuel Fernandes; zeríssimo; Makukula, zero; Nani, um. Foi mau demais!...
Quanto ao público, também ele tem de se responsabilizar por nunca ter dado o apoio que os jogadores precisavam neste jogo. Leiria é uma cidade que dá sinais de que não gosta de futebol e de não gosta de ir ao estádio...
Ganhámos porque jogámos contra uma Arménia pouco ambiciosa que esteve muitas vezes perto de se adiantar no marcador e esteve à beira do empate, sem jogar grande coisa. Valeu a Portugal o facto da selecção da Arménia ter errado defensivamente para que num dos poucos lances de alguma categoria da nossa equipa, Portugal ficasse com os três pontos, que não mereceu.
Estamos a um ponto do Euro2008, mas temos de estar conscientes de que podemos não chegar a esse ponto, porque o futebol que praticamos não é suficiente para estar entre os 16 melhores da Europa. A Finlândia é uma equipa organizada e que pode ser um osso muito duro de roer. Uma coisa é certa: Portugal para ter esse ponto que lhe falta vai ter de jogar muito melhor do que jogou em todos os jogos desta qualificação.
Com a qualidade dos jogadores portugueses, o facto de, em 2 anos, a selecção nacional de futebol ter passado do oitenta para o oito tem um responsável: o treinador, incapaz de num conjunto vasto de grande qualidade de jogadores, construir uma equipa de futebol organizada e ganhadora.
Que a sorte esteja do nosso lado na quarta-feira e que, em 2008, Portugal esteja no Campeonato da Europa. Isto é tudo aquilo que, neste momento, podemos desejar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Lances iguais, sanções diferentes.


Confesso que não vi, ainda, nenhum jogo do Benfica do primeiro ao último minuto, sem ser o Benfica-Sporting.
Contudo, vejo, semanalmente, os lances-chave da jornada. Foi aí que conheci Binya, que confesso não sei de onde veio. Aliás, não sabia sequer que o Benfica tinha um jogador chamado Binya, quanto mais que esse jogador fazia parte da equipa titular.
Mas voltemos aos lances que me fizeram saber que o Benfica tinha um jogador chamado Binya. Pois é. Todas as semanas, vejo os lances-chave da jornada e os lances em que entram esse atleta são regulares, sendo que todas as semanas o jogador aparece nesses lances, sempre pelas piores razões. Todas as jornadas, o Binya resolve fazer o mesmo que fez em Glasgow, uma entrada duríssima, que pode ter consequências dramáticas no atleta a quem o Binya comete essas loucuras. Mas as consequências disciplinares são diferentes. Na Liga dos Campeões foi imediatamente expulso, com um encarnado directo, sem mais conversas. Em Portugal, o árbitro quanto muito marca a falta e com muita, muita sorte, o Binya leva cartão amarelo. Sumaríssimos? Ainda existem? Então que se apliquem e que não sirvam só para serem aplicados aos jogadores do Sporting e do Porto.
Eu estava a pensar colocar o vídeo com as imagens das constantes entradas deste jogador do Benfica, mas não vou colocar. Primeiro, porque não consigo ver duas vezes. Segundo, porque respeito a sensibilidade dos leitores deste blogue.
Binya foi suspenso por 6 jogos, porque podia ter partido a perna a um adversário. Em Portugal, os mesmos actos são impunes quando são praticados pelos jogadores do Benfica.
Não posso conceber que os atletas do Sporting sejam sancionados com o cartão amarelo por protestarem decisões do árbitro e o Binya depois de quase partir a perna a um adversário também seja sancionado apenas com o cartão amarelo. Ou nem isso! Não concebo. Quando falo do Sporting, falo enquanto adepto e porque gasto centenas de euros todos os anos para ver o meu Sporting. Compreendo que adeptos de outras equipas partilhem a mesma opinião.
Eu acho que são estas acções (ou ausências delas) que fazem desacreditar os adeptos. O que digo do Binya, digo também do Petit, muitas vezes repito do Paredes, como disse sempre do Paulinho Santos, do Andrade e do Fernando Aguiar.
O Quaresma fez uma entrada semelhante a esta do Binya no contra contra o Sporting. Não foi expulso, nem foi suspenso 6 jogos. É que lá fora há regras e cá parece que se existem, não são aplicadas. E a culpa tem de ser de Vitor Pereira...

Mário Machado e a extrema-direita


Li com atenção uma entrevista dada por Mário Machado à revista Tabu, do Sol.
Mais uma vez, repito a ideia de que o grave não é a ideologia deste senhor, mas a interpretação que a sociedade faz da extrema-direita e que, curiosamente, não faz quando se fala da extrema-esquerda, que até tem deputados na Assembleia da República, no Parlamento Europeu, preside a Câmaras Municipais e até já se instalou na governação da capital do País. Talvez isso, sim, seja grave e preocupante.
Não vivi no período da ditadura e não conheço palavras como censura e repressão. Mas ouço frequentemente as pessoas a falarem desse tempo com saudade. Até a classe política mostra que as matérias da segurança, saúde e justiça, fulcrais entre as funções que pertencem ao Estado, têm sido um fracasso no pós-25 de Abril. Em vez de reflectirmos, criticamos quem nos aponta para essa verdade inconveniente para a classe política e para aqueles que, como eu, são defensores dos ideais democráticos.
Mário Machado e eu temos uma enorme diferença ideológica, mas há algo que une os nossos pensamentos. Ele, como eu, nessa entrevista diz que melhor regime do que a democracia só uma democracia melhor. Concordo. E concordo porque todos os Partidos devem aspirar a chegar ao Governo. Concordo, porque à direita do CDS, não há mais nenhum Partido no Parlamento, quando poderia estar a Nova Democracia, de Manuel Monteiro, ou o Partido Nacional Renovador, de Pinto Coelho.
Depois desta entrevista, a sociedade comenta o que Mário Machado não disse. O que ele disse de preocupante foi que Hitler continua a ser a sua grande referência. Mas condenou todos os actos que, convenientemente por parte da comunicação social, são conotados com o ódio, existente em militantes de partidos de extrema direita.
Eu não vejo na extrema direita um perigo. Como não o vejo na extrema esquerda. Julgo que todos os ideais devem ser discutidos e todos estes partidos devem ter representação na Assembleia da República. Seria um passo no caminho de uma democracia melhor ou, pelo menos, mais completa. Apesar de podermos não concordar com as ideologias de extrema direita, seria útil para a nossa democracia se a extrema direita tivesse lugar no Parlamento, como, de resto, acontece, com dois partidos, de extrema esquerda.
O crescimento do movimento de extrema direita é da exclusiva responsabilidade da classe política do pós-25 de Abril, que não resolveu problemas e cometeu erros graves. Em Portugal e também lá fora. Basta olharmos para o estado da nossa educação, da saúde e da justiça e segurança, se é que, neste momento, estes conceitos ainda existem no nosso país.
Não concordo com a ideologia de extrema direita, como não concordo com a ideologia de extrema esquerda, mas tenho o dever de as respeitar.
Mas, curiosamente, o que depois de ler esta entrevista me fez ficar realmente preocupado foi o facto de Mário Machado ter estado 20 horas preso ilegalmente. Essa, sim, é uma questão que deve ser debatida. Sem tabús e com respeito. Só assim podemos chegar a uma conclusão sobre o que Mário Machado pensa. E ele pensa que é o único preso político em Portugal...
É uma questão que devemos colocar e que só o tempo e a Justiça poderão ajudar a responder.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Um descalabro evidente


Depois do "jogo", as reacções:

Liedson: "Não jogámos nada", "não mereciamos outro resultado"
Abel: "Foi mau demais"
Paulo Bento: "Foi um jogo horrivel", "Não fomos dignos de representar o Sporting"

Na bolsa, as acções do Sporting cairam 4,41% para os 2,17 euros. Não se negociavam tão baixo desde Agosto de 2004.

Justiça ao Gabriele



Morreu, dentro da sua Megane Scénic, Gabriele Sandri, adepto da Lazio. Estava tranquilamente dentro da sua carrinha, numa bomba de gasolina, entre vários adeptos da sua equipa e adeptos da Juventus.
Sublinho o facto de que este adepto foi morto, acidentalmente, quando estava calmo e tranquilo, dentro do seu carro e foi morto pela Polícia, que diz que o sucedido foi um "erro trágico".
Então, o que se debate nesta altura em Itália, depois da morte de Gabriele Sandri? O que se discute é a violência entre claques. Eu não vi nenhuma imagem, mas as notícias que me chegam de Itália são as de que a Polícia foi chamada ao local, em Arezzo, devido a um alegado desentendimento entre adeptos de dois clubes rivais.
Ao que me foi permitido apurar, e a fonte são adeptos da AS Roma, rival da Lazio, Gabriele Sandri tinha um comportamento social impecável, sendo mesmo DJ numa discota da capital italiana.
Parece-me inacreditável a forma como são tratados os adeptos. Pessoas que estavam no local dizem que a Polícia disparou sem motivos para isso. O que se passou era um desentendimento normal, como poderia acontecer entre pessoas no trânsito. Nesse caso, duvido que a Polícia começasse a disparar.
A revolta dos Ultras em Itália espalhou-se por todos os estádios, sendo que muitas claques, de vários clubes, estão solidárias com os ultras da Lazio, que perderam um dos seus.
Naquele momento, a polícia disparou a um cidadão que naquela altura nem sequer era conotado como adepto da Lazio e apenas depois deste "erro trágico" é que se lançou que Gabriele era adepto da equipa romana. Parece que estão a atirar areia para os olhos dos cidadãos e não se responsabilizam por um erro que um adepto e DJ,
claramente fora destes conflitos entre claques, pagou com a própria vida.
Nem sempre as claques são violência. As claques são importantes para o futebol. O fenómeno anti-claques existe. Mas não pode fazer com que as pessoas não percebam que Gabriele foi vítima de um erro da Polícia e que era inocente.
Estou, assim, solidário com amigos e familiares do Gabriele e com todos os ultras italianos. E compreendo todos os seus argumentos.

Esta a página pessoal de Gabriele na internet.

domingo, 11 de novembro de 2007

A demissão justifica-se


O Sporting perdeu 3-0 em Braga, num jogo em que tudo correu ao contrário. Essa é a verdade. É que, neste momento, para se marcar um golo Sporting, o único segredo é rematar à baliza, porque o Tiago não faz uma defesa. É cada tiro, cada melro.
Para mim, este resultado é injusto. Só vi a segunda parte e o Sporting estava perto de fazer o empate quando o Braga marcou dois golos de rajada. 3-0 é um resultado que não explica o que aconteceu esta noite em Braga.
Mas esta derrota volta a fazer com que os adeptos se questionem sobre a qualidade do plantel do Sporting. E aí as responsabilidades são de Carlos Freitas.
Vejamos só os reforços da equipa principal do Sporting desde o verão de 2006: Farnerud, Paredes, Bueno, Alecsandro, Gladstone, Izmailov, Vukcevic, Purovic, Stojkovic, Derlei, Pedro Silva, Had e Celsinho. Tivemos o azar de perder o companheiro de ataque de Liedson. Tivemos o azar de perder o nosso novo lateral, também por lesão. E Stojkovic parece estar momentaneamente lesionado. Mas, excepção deita a Izmailov e Vukcevic, nenhum dos outros provou o quer que seja com a camisola do Sporting.
Para sermos competitivos na Europa temos de ganhar campeonatos e investir em bons jogadores. O Sporting precisa do mesmo que já precisava antes deste campeonato: um central, um médio, um médio-ala e um avançado. Ah. Farneruds, Hads, Paredes e Tiago não têm qualidade. O Sporting tem estado em saldos e quando vende é em troca de muito pouco. Veja-se o exemplo de João Alves, Douala, Miguel Garcia ou Custódio, que, ainda por cima, era o capitão da equipa.
Muitas vezes, o Sporting podia ter apostado como fez o Porto. Anderson esteve a um passo do Sporting, mas foi para o Porto, como Adriano e Paulo Assunção. Não se apostou em Maxi Lopez para arriscar em Purovic, uma aposta que, até esta noite, foi claramente perdida.
Os jogadores que chegaram ao Sporting pela mão de Carlos Freitas, na sua maioria, não justificaram a aposta por parte da direcção do clube e não constituiram um verdadeiro reforço da qualidade da equipa principal do Sporting.
Como a função de Freitas é a de reforçar qualitativamente o plantel e como não o conseguiu, julgo que tem todos os motivos e mais algum para sair. Ou com o seu pé. Ou empurrado.

Quanto a Paulo Bento, julgo que o Sporting poderia ter jogado em 4.2.3.1 com Patrício na baliza, Ronny, Tonel, Polga e Abel, Veloso e Moutinho, Izmailov, Romagnoli e Pereirinha e na frente o Romagnoli. Julgo que dessa forma poderiamos ter tido outra sorte. Mas é apenas a minha opinião, de adepto, sócio e treinador de bancada. Não me parece que o Sporting possa jogar só com um lateral em Braga, nem que só tenha um estilo de jogo: o 4.4.2 losângo, que todos já conhecem, que já foi usado noutras equipas e nunca deu grandes resultados.

A 8 pontos do Porto e a 4 do Benfica, nem tudo está perdido. O desaire em Braga não é anormal. É verdade que o Benfica goleou, mas foi contra uma equipa completamente em crise, sem dinheiro, sem jogadores e sem motivação para continuar a existir. O Porto, nos últimos 2 jogos, fez apenas 2 pontos. Haja esperança. Continuemos a trabalhar. Com ou sem Carlos Freitas. Urgente é reforçar, e reforçar a sério, este plantel. É que o banco do Braga era bem melhor que o nosso...

Foi este fim-de-semana


Hoje é Dia de S.Martinho, um dia aproveitado por muitos para comer umas castanhas.
Mas, como faço todos os anos, fui à Golegã, à Feira Nacional do Cavalo. Desta vez não houve tanta chuva, talvez até tenha estado menos gente, dada a dificuldade de chegar perto do local da Feira. Soube que, hoje, a fila para ir para a Golegã começava ainda em Ulme, na Chamusca. Isto porque a Ponte da Chamusca estava condicionada, já que havia semáforos, que dificultaram, e muito, os acessos à cidade da Golegã.
Foi mais um ano, que passou rápido. Mais um ano de uma Feira muito importante, na medida em que o centro das atenções são, mesmo, os cavalos e não há cavalo no Mundo como o Puro Sangue Lusitano. A tradição manteve-se, para o ano há mais...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Portugal no seu melhor


Este vídeo mostra Portugal no seu melhor. Mostra uma discussão entre duas amigas, a Marília e a Catarina porque a Marília desconfia que a Catarinha anda a enviar mensagens com o seu namorado, pelo Hi5.
Marília, exaltada, insulta e bate na Catarina. As amigas dizem :olha aí Marilia, vem aí gente, olha que tu vais para o conselho.
Depois aparece a única voz masculina do filme que diz "va pessoal, boa viagem" - um terceiro, que nada tem a ver com a discussão.
Num português arcaico, Marília pergunta "o que é que eu te disse ó cat'rina? e diz
"eu so tou-te a avisar". Depois ameaça: "voltas-me a chatear e parto-te a boca toda" e ainda diz que "para a próxima ficas a deitar sangue do nariz".
Marília ainda diz que "eu vou falar com a DT porque tu estás-te a armar um chico esperta" e que "tu comigo falas baixinho (...) é mesmo abaixo de cão". Finaliza, afirmando que "tu nao comigo não fazes farinha".

A amiga da Marília, a Catarina, mais tímida, tenta explicar a situação, depois de ser insultada, agredida e achincalhada à frente de todos. E faz uma grande ameaça quando diz "olha que eu vou dizer ao meu avô".

Infelizmente, isto é a juventude de Portugal no seu melhor.

Distrital

Em democracia, como em tudo na vida, há o ganhar, mas também existe o perder.
Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o vencedor destas eleições, o dr.Carlos Carreiras.
Os militantes iriam escolher entre duas coisas opostas: a continuidade e a mudança. Ganhou a continuidade.
Olho para a situação do PSD em Lisboa com uma, natural, preocupação. Deixo apenas o exemplo da Secção A, em que os militantes têm de votar na presença da polícia e o da Secção I, onde se deu o milagre de aparecerem mais votos nas urnas do que pessoas a votar.
A tarefa de Carlos Carreiras vai ser muito difícil, porque teve de ceder a pressões que representam os votos para ganhar estas eleições, o que, infelizmente, não retira legitimidade à sua vitória. O PSD, em Lisboa, infelizmente é assim.
Mas eu, militante do PSD do Distrito de Lisboa, queria desejar a melhor sorte ao novo Presidente da Comissão Política Distrital do PSD. Não vai ser uma tarefa fácil e é bom que todos estejamos bem conscientes disso.

Não vou escrever muito mais, pelo menos, agora, mas gostaria de deixar aqui uma palavra de conforto, esperança e coragem a muitas pessoas. Perdemos estas eleições. Conheci, nestes últimos tempos, muitos jovens e outros menos jovens com valores e convicções muito fortes. A esses, empenhados e militantes com valores e princípios realmente sociais-democratas, quero dar um abraço pelo esforço e pelo espírito de entrega ao PSD. Nós sabemos bem o que somos, o que queremos e a força que temos. Isso não muda depois da noite de ontem. Afinal, é nas derrotas que se formam os campeões! E temos muito para dar ao Partido e ao País.

Um abraço social-democrata a todos,
Viva o PSD.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Profundamente lamentável

Soube de um e-mail que circulou hoje, através do remetente psd.falar.verdade@gmail.com.
Tenho algumas dúvidas em relação ao facto de uma qualquer pessoa ter acesso aos e-mails dos militantes. A não ser que este e-mail seja da responsabilidade directa da candidatura de Carlos Carreiras, o que torna toda esta situação bem mais embaraçosa e grave, dado que este tipo de truques no dia das eleições em nada ajuda a imagem do nosso Partido.
Noto que nesse e-mail não há uma única palavra contra a candidata à Distrital, apenas se fazendo intriga interna, exactamente aquilo que tem posto em causa a imagem de credibilidade que o Partido tem de ter.
Quando se introduzem palavras como "obviamente", eu deixo sempre a pergunta: obviamente porquê? A candidata à Distrital sempre foi a voz mais crítica em relação à anterior Comissão Política Distrital, pelo que esse "obviamente", no contexto, é a palavra que menos se adequa.
O resto do e-mail é a insultar os autarcas eleitos pelo PSD, sejam eles militantes ou independentes, que muito têm feito pelo Partido e pela comunidade.
Depois o referido e-mail fala de apoios que nunca ninguém viu, como o de Fernando Seara. Aliás, na lista de apoiantes de Carlos Carreiras teve-se o descaramento de colocar a emblemática secretária de Sá Carneiro como sua apoiante, dizendo, em baixo, que esse apoio não tem a ver com estas eleições, mas com as eleições passadas.
Depois fala-se para o ar, nada de concreto e de muito objectivo.
O e-mail conclui que assim se confirmam "os métodos de Helena Lopes da Costa". Mas quais métodos, se não se falou de nada que levasse a essa conclusão, pelo menos, nesse e-mail?
Curiosamente, esse e-mail não diz que a candidatura da Lista H foi a base da vitória de Luis Filipe Menezes em Lisboa. Curiosamente, esse e-mail não fala dos apoios que a lista H tem de Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Esse e-mail apenas fala do que quer e diz o que lhe convém.
É um e-mail estranho, que não diz rigorosamente nada de interesse. Ideias para voltar às vitórias eleitorais? Nem uma. Apenas intriga. Dos próprios companheiros de Partido. Eu também poderia escrever umas coisas sobre pessoas da lista de Carlos Carreiras. Mas pelos valores que tenho e que tanto prezo, sempre preferi e continuo a preferir não o fazer. Para bem do meu querido PSD.

Mudança para a Distrital


Os últimos anos têm sido particularmente difíceis para o PSD Lisboa.

O péssimo período que o PSD Lisboa viveu nestes últimos 2 anos devem-se a um trabalho desastroso da Comissão Política Distrital do PSD, que na minha opinião esteve mal quando decidiu não apresentar Pedro Santana Lopes como re-candidato à Câmara e optou por Carmona Rodrigues. Eu não me limito a dizer que esteve mal. Quero explicar por que motivos tenho esta opinião. Santana Lopes decidiu sair da Figueira da Foz, onde, sem dúvida, iria vencer, novamente, as eleições, para disputar um combate muito difícil contra João Soares, que, lembro, era apoiado por uma coligação PS-PCP. Foi uma luta difícil, mas Santana Lopes conseguiu ganhar as eleições autárquicas em Lisboa e levou o PSD, pela primeira vez na História, à governação da capital do país. Durante 4 anos, fez um bom trabalho, que é reconhecido pelos lisboetas a cada dia que passa. Esse mandato ficou marcado pela coragem de levar para a frente o difícil projecto do Túnel do Marquês, um sonho que há tempos se tornou numa realidade que facilita (e de que maneira!) o trânsito em Lisboa.

O PSD, no fim desses 4 anos, devia-lhe, pelo menos o respeito e a sua obrigação seria, no mínimo, retribuir a conquista da Câmara e o bom trabalho com o apoio a Pedro Santana Lopes. Mas a Distrital decidiu não o fazer, optando por apoiar o candidato independente Carmona Rodrigues, uma aposta que surgiu, de certo modo, contra as expectativas. Esse foi o primeiro erro. O problema não é de Carmona, que também fez boas coisas na Câmara, mas da decisão errada da Distrital, na altura presidida pela dra. Paula Teixeira da Cruz, com o apoio da Comissão Política Nacional, liderada por Luís Marques Mendes.

Foi Carmona que foi a votos e o PSD venceu essas eleições. Mas nos dois anos seguintes, o próprio partido decidiu gerar uma crise, completamente desnecessária. Na minha opinião, sem razões para isso, foi retirada a confiança política a vereadores e ao Presidente da Câmara. Gerou-se a crise. Tudo por culpa da acção da anterior Distrital e da anterior direcção nacional do Partido. Foram esses os culpados pela crise em que a Câmara, desnecessariamente, entrou e foram esses os responsáveis pela existência de eleições intercalares na Câmara de Lisboa.

O PSD voltou a ir a votos. Em 2 anos, perdeu em 33 freguesias do concelho de Lisboa. Em 2 anos, perdeu a Câmara. Em 2 anos, desceu 30% nos votos dos lisboetas. Estes foram os motivos da realização destas eleições para a Comissão Política Distrital do PSD. Não nos podemos esquecer disso!

Desde o resultado catastrófico obtido pelo PSD em Lisboa, o Partido mobilizou-se no sentido de uma mudança. De líderes. De políticas. De resultados. Apoiei essa mudança. Apoiei Luis Filipe Menezes desde o primeiro dia. Mas repito que essa mudança tornou-se urgente muito por responsabilidade da acção da anterior (ainda em exercício) Comissão Política Distrital. Então, a mudança tem de ser, também, ao nível da Distrital. Até porque a Distrital, por culpa da sua acção errada, viu a Câmara de Oeiras escapar-se, pela primeira vez, do PSD.

Apresentam-se hoje duas candidaturas diferentes. Como aconteceu nas eleições directas para a eleição do novo líder, há uma candidatura que representa o passado e outra que representa aqueles que sempre criticaram, com toda a razão, o caminho que estava a ser seguido.

Os militantes de Lisboa do PSD vão hoje ser chamados a votar. Têm duas escolhas: ou votam nos rostos da derrota em Lisboa ou nos rostos que protagonizaram a mudança no Partido.

A mudança impõe-se e só será possível com a vitória da LISTA H. Porque o PSD tem de VOLTAR A GANHAR.

Misto de sentimentos


É frequente eu, portistas, benfiquistas e adeptos de outros clubes não estarmos de acordo em assuntos futebolísticos.
Confesso que só ouvi elogios, por parte de toda a imprensa, amigos e outras pessoas, muitas delas simpatizantes de outros clubes, à exibição do Sporting desta noite. Disse-se mesmo que foi uma exibição fantástica da equipa do Sporting, a melhor exibição da época e que o Sporting só não ganhou o jogo por falta de sorte.
Mais uma vez, não posso estar de acordo. O Sporting fez um bom jogo e mereceu ganhar. Mas não empatámos o jogo porque nos faltou a sorte. Não foi por causa da sorte, até porque o primeiro golo do Sporting é um golo de sorte, em que o defesa e o guarda-redes da Roma se atrapalharam e a bola sobrou para o Liédson que, sozinho à frente da baliza, apenas teve que chutar em frente, já que não tinha oposição.
O Sporting não fez uma exibição fabulosa como tenho ouvido dizer. O primeiro golo da Roma surge por culpa da defesa do Sporting, que foi, durante todo o jogo, muito frágil e pouco agressiva. Apenas Polga merece uma nota mais elevada. De resto, a Roma nos dois remates que fez à baliza, o Tiago não os conseguiu defender, o que deixa algumas dúvidas em relação à qualidade deste guarda-redes que está, há muitos anos, no Sporting. O Ronny pouco mais fez do que atirar um livre à barreira, o que tem vindo a ser hábito nas suas últimas exibições.
O golo do empate foi, como disse atrás, um golo de sorte. E o segundo golo junta à sorte a procura dela, que o Sporting fez durante os 90 minutos.
A Roma chega ao empate por infelicidade da defesa do Sporting, quando Polga, o melhor defesa do Sporting, desvia um remate para dentro da baliza. Talvez tenha sido o único momento (apesar de ser o mais importante) em que sorte não esteve do nosso lado.
O Sporting fez, ofensivamente, o suficiente para ganhar, mas esteve mal do ponto de vista defensivo. Yannick Djaló está a subir de rendimento e fez, na minha opinião, o seu melhor jogo da época, apesar de não ser ainda o suficiente para merecer a titularidade. Liédson voltou a ser fulcral e o meio-campo do Sporting (Miguel Veloso, Moutinho, Izmailov, Romagnoli, Vukcevic) esteve bastante bem.
Saí do estádio aos 80 minutos de jogo e já não vi o golo da Roma, mas o Sporting foi melhor, apesar da experiência ter sentenciado o jogo. O Sporting jogou melhor, mas a Roma fez notar que tem mais experiência. Quanto à sorte, esteve do nosso lado durante um período do jogo e virou-se contra nós no último minuto do tempo regulamentar.
Não entendi por que razão foi anulado um golo ao Sporting. Não sei o que se disse, mas pareceu-me no Estádio que a bola entrou mesmo dentro da baliza. Porque o guarda-redes da Roma, Doni, defendeu a bola mas a deixou escapar-se para dentro da sua baliza. Não havia razão para ter sido anulado, mas paciência.
Com este resultado, o Sporting fica mais longe do primeiro objectivo, que era o de passar da fase de grupos da Liga dos Campeões, mas fica, curiosamente, mais perto do segundo objectivo, que é aceitável e positivo. Sim, a continuação nas competições europeias pela via da Taça Uefa é positivo para o Sporting, dado que seria à partida para esta fase de grupos, teoricamente, a 3ªequipa mais forte do grupo. Para passar à Taça Uefa, o Sporting precisa (no máximo) de 3 pontos e tem de os tentar conquistar em Old Trafford.
Depois deste jogo, tenho um misto de sentimentos. Estou feliz porque o Sporting esteve bem no ataque, mas triste porque esteve menos bem defensivamente. Estou feliz porque o Sporting jogou bem, mas triste porque não foi suficiente para ganhar.
Mas o Sporting jogou de peito aberto e tem de saír deste jogo com a cabeça levantada para voltar às vitórias já no próximo fim-de-semana.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

OE - o debate (parte 2)


Como disse anteriormente, não pude ver em directo a parte do debate do Orçamento de Estado que colocou frente-a-frente José Sócrates e Pedro Santana Lopes, por, nessa mesma hora, estar a ter uma aula de Direito Internacional Público. Mas vi os resumos que passaram à meia-noite na SIC Notícias.
No tão esperado confronto entre Sócrates e Santana Lopes, constactei que o actual Primeiro-Ministro não tem a força que teve. Falou-se muito do passado, por culpa de José Sócrates. Santana Lopes não deixou nenhuma resposta por dar. Defendeu-se bem e esteve bem no contra-ataque. Notou-se que José Sócrates não está tão forte como já esteve, comparando com os períodos em que teve de se confrontar com as críticas de Marques Mendes.
Depois deste debate, em que ressaltou, novamente, a arrogância e insensibilidade social dos socialistas, o PSD tem de se unir porque o verdadeiro adversário é o Partido Socialista.
A fraqueza de José Sócrates, a tentativa de desviar o tema do debate e a sua arrogância no cara a cara com o novo líder parlamentar do PSD são mais um sinal de que o PSD tem condições para vencer as eleições em 2009. E cada vez tem mais condições para atingir esse objectivo.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

OE 2008 - o debate


Infelizmente, não vou poder ver, em directo, o debate do Orçamento de Estado, por estar, nessas horas, em aulas.
Mas gostava, deste modo, expressar a minha enorme solidariedade para com a missão que Santana Lopes vai ter pela frente. A missão é derrotar, na Assembleia da República, o Primeiro-Ministro, José Sócrates.
Acredito que hoje será mais um dia importante no processo que levará o PSD ao Governo de Portugal, em 2009. Um processo que começou com a vitória de Luis Filipe Menezes nas eleições directas do PSD.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Eu apoio Santana e Luis Filipe Menezes. Tu não? Porquê?


Amanhã é o dia esperado por muitos portugueses. José Sócrates vai ter de enfrentar Pedro Santana Lopes na Assembleia da República, na discussão do Orçamento de Estado para 2008.
Espero, como social-democrata e como cidadão, que o novo líder do grupo parlamentar do meu Partido, o PSD, leve a melhor e ganhe este debate. Mas parece que o mesmo não acontece com outros sociais-democratas, que depois da vitória de Luis Filipe Menezes, já criticaram o novo líder do Partido e, agora, criticam o novo líder do nosso grupo parlamentar. Esses militantes sociais-democratas e apoiantes de Carlos Carreiras para a CP Distrital de Lisboa(como é o exemplo do Guerra das Laranjas) parecem fazer figas para que o Partido não volte às vitórias amanhã na Assembleia. Contra o interesse do PSD. Porquê?

Liedshow


De regresso a Alvalade, com um novo relvado, o Sporting passou por várias dificuldades para vencer por 4-1 a equipa da Naval.
Mais um jogo, mais uma penosa exibição da equipa de arbitragem. Mostrou dois cartões amarelos sem razão a Polga e Liedson, tendo sido evidente a dualidade de critérios. Quando a primeira parte caminhava para o fim, ficou por marcar uma falta na grande área da Naval, quando Liedson leva um pontapé. Toda a gente viu. Eu vi, e o meu lugar é na central, mais chegado à bancada mais distante do local onde aconteceu essa falta. Não tive dúvidas. Vi que foi dentro da área. Um grupo de estrangeiros que estava à minha frente gozou a situação, porque toda a gente viu. O árbitro também viu. E o fiscal de linha idem. Mas não se sabia se era penalty ou livre indirecto dentro da área. Por culpa da incompetência desses dois senhores, o que ficou resolvido foi marcar livre fora da área. Normal, não estariamos nós a ver um jogo do Sporting, arbitrado por portugueses...
O Sporting passou este teste, com dificuldade, mas não se pode contestar a justiça desta vitória. Liedson é, de facto, um grande jogador. Num lance em que o guarda-redes tinha a bola controlada, Liedson roubou-lha e foi derrubado para penalty, tendo sido, justamente, o guarda-redes expulso. Marcou um golo fabusolo, o 99º. E teve três oportunidades para fazer o 100º golo, que podia muito bem ter acontecido num fantástico pontapé de bicicleta. Mesmo à frente do meu lugar. Um pontapé de bicicleta que não vou esquecer certamente tão cedo.
Além de Liedson, Gladstone, Moutinho e Vukcevic também marcaram, neste jogo.
Conta toda a justiça, o Sporting volta às vitórias, depois de ter empatado na Madeira contra o Nacional, ficando, ainda, a 7 pontos do Porto, com 63 pontos por disputar.