terça-feira, 29 de maio de 2012

Uma Praça que envergonha


A minha geração tem muitos motivos para invejar as que a antecederam. Por exemplo, não conhecemos Sá Carneiro como as gerações anteriores. Lemos, nos livros. Ouvimos alguns testemunhos. Vimos um filme e alguns documentários. 
Claro que não é a mesma coisa. Mas o que Sá Carneiro representou é o mesmo que continua a representar. Teve, e continua a ter, muitos seguidores. De todos os partidos, cidades, cores, raças, sexos. De todas as gerações. E nós, aqueles que admiramos Sá Carneiro, não nos podemos rever naqueles que não respeitam a homenagem. 
O estado em que se encontra a Praça Francisco Sá Carneiro, em Lisboa, envergonha-nos a todos. Aos que gostamos de Lisboa. Aos que admiramos Sá Carneiro. 
Não envergonha quem gere e governa esta Cidade. Não envergonha. Mas devia envergonhar.
António Costa, Sá Fernandes e Helena Roseta, agora que estamos em altura de Rock in Rio, permitam-me que aqui deixe esta pergunta: cadê vocês?

A "Secret Story" de um país sem rei nem roque


Este país é pequeno, demasiado pequeno para que todos não nos conheçamos uns aos outros. Aqui tudo é fácil. Com um telefonema ou uma SMS, é possível sabermos tudo, ou quase tudo, sobre os outros. Mas também é possível que, por causa de um telefonema ou uma SMS, sejamos imediatamente "apanhados". 
Pessoalmente, a vida dos outros diz-me pouco. Sempre considerei que não me devo meter no que não me diz respeito. E, se me incomoda que saibam, por exemplo, quanto dinheiro tenho na conta bancária, também não pergunto, porque não quero saber, quanto dinheiro têm os outros. Nem faço por saber. Mas nem é preciso chegar-se às contas bancárias. Bastam as "coisas mais pequenas". Por exemplo, não vejo as mensagens que os outros têm no telemóvel, e não gosto, não gosto nada, que vejam as mensagens que recebo no meu.
Do mesmo modo, não gosto que me escutem, que saibam onde eu estou, que saibam o que faço e quem sou, sobretudo quando não quero que os outros saibam. Isso só acontece porque sou um apaixonado pelo ideal da liberdade. A liberdade que acaba quando nos ofendem. A liberdade que se esgota quando nos escutam. A liberdade que deixamos de ter quando alguém, que não gosta da liberdade, nos investiga, seja de que maneira for, para fins alheios aos que têm as excepções legais à protecção da liberdade individual.
Nós, portugueses, pagamos caro para que um conjunto demasiado vasto de pessoas faça, promulgue e publique leis. Pagamos caro a pessoas cuja função quase exclusiva é fazer cumprir a lei. Caro, muito caro. Porque as leis não são cumpridas. Nem a Lei Fundamental, sobretudo na parte em que diz que a lei é para cumprir e que é igual para todos.
Há gente, demasiada gente, acima da lei em Portugal. E não venham dizer mal dos políticos. Porque é tão grave utilizar as secretas para fins pessoais como o aproveitamento de funções públicas, pagas pelos impostos de cada um de nós, para divulgar informação que é, ou deve ser, também ela, secreta. 
A verdade é que a liberdade que nasceu em Novembro é completamente ofuscada pela liberdade que vinha de Abril. E é por isso que o país está como está. Porque a Justiça não funciona. Porque a lei não se aplica. E porque o Ministério Público, uma das maiores manchas do Portugal "semi"-democrático, continua a ser uma arma política, facilmente utilizável por um conjunto de personalidades que, durante várias décadas e em conjunto com vários jornalistas, nunca deixou o país avançar.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Burros


Eles pensam que são diferentes. Atacam-se criminosamente um ao outro. Jogam um jogo que cheira mal. E o que sai, de um e do outro, é pior ainda que o estrume, porque não serve de adubo à terra. Eles são iguais. São iguais em tudo. Em tudo. O do norte e o do "sul". E que pobres são os dois. Separados à nascença, eles falam, falam, falam sem saber que vozes de burro não chegam ao Céu.
Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A hora é de balanço (e de limpeza geral)


Começo por dizer que a primeira pessoa que cumprimentei após a derrota na final da Taça de Portugal foi Godinho Lopes. Visivelmente triste, tentei, em três ou quatro frases, dar-lhe confiança. Acredito nele, nas suas capacidades. Revejo-me na forma como tentou potenciar o valor que herdou do passado e na sua visão do clube, muito mais virado para os sócios e adeptos do que para o poder e os bancos.
Não tive a oportunidade de cumprimentar, e incentivar, o seu vice-presidente. Mas li, dos seus olhos, a mesma desolação que partilhavam milhares de sportinguistas. Se tivesse tido essa oportunidade, teria-lhe dado outro abraço de conforto, de reconforto, de apoio e total confiança.
Fizeram, os dois, um trabalho notável. Devolveram a paixão ao futebol do Sporting. E devolveram o Sporting aos sócios, virando-se contra o poder que manda no futebol, instalado algures entre o lado de lá da segunda circular e a cidade do Porto. Afrontámos esse poder, e quem tem o poder estremeceu, mas o que é certo é que não temos o mesmo poder que eles. Somos tratados de forma discriminatória e ilegal, num corporativismo que não existe com qualquer outro clube das duas primeiras ligas do futebol português. Mas não convivemos mal com a forma parcial e deselegante com que somos tratados diariamente. Porque estamos a fazer o que está certo, na defesa da verdade no desporto e dos ideais que fizeram nascer o clube que hoje somos todos nós.
Esse apoio incondicional ao Sporting e a esta direcção não me impede de exigir que se faça, nesta altura, o balanço do que foi feito. Houve coisas más. Houve coisas boas. E não devemos, nem podemos, recomeçar do zero. 
Antes de saber quem entra e quem sai, de quem vai investir e em quem, e no montante que irá ser pago por cada uma das perdas, o que eu exijo é que se faça, no Sporting, uma clarificação. Chamando os bois pelos nomes, quero saber quem é, o que pensa, o que faz e o que quer fazer Rui Paulo Figueiredo. Quero saber quem fala, sabendo que não deve falar. Porque há demasiada gente a falar, em sentido contrário e com motivações distintas, algumas delas alheias aos interesses do Sporting, que somos nós, sócios e adeptos.
Quem está a mais, tem de sair. Pelo seu pé ou empurrado. Mas tem de sair. Sendo certo que a SAD interessa aos accionistas, o Clube é dos sócios. Não é dos políticos nem de qualquer seita. Nem é dos bancos.
Fala-se, agora, de muitos jogadores. Não quero saber disso. De que vale vir uma estrela, se não houver uma estrutura unida e organizada que a potencie? Não quero falar de jogadores. Nem quero ouvir falar deles. Porque deles já falámos. Porque deles falaremos no futuro. Mas não há regra sem excepção. Mais do que estarmos fartos de não ganhar, estamos fartos de jogadores pequenos, pequenos de carácter. Estamos fartos de maçãs podres.
Pelo que sei, o nosso principal rival, que é o rival da fruta e do chocolate, está por aí. Está ansioso por atacar. E tem um alvo, que não tem demonstrado profissionalismo, porque quem lhe paga somos nós, os sócios do Sporting, ainda que esteja emprestado. Esse jogador está obrigado a apresentar-se na Academia quando os nossos representantes o exigirem. E tem de se apresentar. Tem de levar nas orelhas. Tem de aprender a mesma lição que, segundo o que também sei, foi dada a outros jogadores por via de um vice-presidente atento, que os nossos adversários não querem que esteja na nossa direcção.
O Sporting quis títulos, mas não os conseguiu. O objectivo ficou por atingir. Lutar pelo campeonato foi impossível depois do Inverno de Domingos. Lutar pela Taça foi impossível pela falta de discernimento de uma equipa e de um treinador que estão ainda no início de uma carreira. Valeu a campanha europeia. Fomos onde não pensámos ir, eliminámos quem não sonhávamos eliminar, mas o balanço desportivo é negativo.
Ou seja, antes de se falar em reforços, esta é a altura de se fazer o balanço, de se aprender com o que de mal foi feito, de limpar o lixo que ainda contamina a estrutura e de ter mão pesada com a podridão que ainda vive graças aos salários que nós, os sócios, o Sporting, lhe pagamos.
Quanto ao resto, nós não temos medo de lutar contra o sistema. Queremos ser campeões. Queremos sê-lo contra esse sistema. Mas, antes, vamos arrumar a casa e prevenir-nos.
Nesta conjuntura, não é difícil lutar por uma final europeia. Nesta conjuntura, é muito complicado lutar pelo título nacional. Mas unidos, com Godinho e Cristóvão, com a casa arrumada, vai ser mais fácil. 
E vamos conseguir. Essa é, pelo menos, a minha expectativa.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Manolo, o Homem que vai, o Exemplo que fica.

Só morre quem é esquecido. Os campeões, os campeões de verdade, ficam sempre na nossa memória. Foi uma passagem, de trabalho, humildade e honestidade, pela vida. O Sporting, que existia, continua a existir. E, mesmo que se diga que há um leão que se levanta quando outro leão cai, o silêncio do luto só pode ser interrompido de pé e com uma salva de palmas.
Que grande Homem, que grande Leão, que grande Campeão perdemos hoje. E que grande exemplo ganhámos.
Até sempre, Manolo. E muito obrigado.

sábado, 19 de maio de 2012

Um Tesouro chamado Lusitano, e vice-versa

Não sei quantos e-mails recebo por dia. São muitos, demasiados para o tempo que, às vezes, tenho para os ler. Recebi ontem um e-mail de uma francesa, apaixonada por cavalos. Dizia que tinha um cavalo da criação da minha família, por quem se apaixonou, e que voltaria a Portugal para ver, e comprar, cavalos Puro Sangue Lusitanos.
Decidi partilhar o vídeo com os leitores, não para publicitar a minha criação, mas para alertar as entidades competentes de que, como o nome deste cavalo, o Puro Sangue Lusitano é um "Tesouro" e que, bem apoiado e divulgado, pode ter um bom contributo nesta altura de crise, como atracção turística e como produto a exportar.
Pela excelência e pela paixão, vale a pena continuar a criar. E é um orgulho sentir que, da Chamusca, uma terra que os comunistas deixaram abandonar, escondida algures por Portugal, se continua a criar com paixão estes cavalos, que não são menos do que arte viva.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Querem tirar o sorriso ao Paulinho


O que se tem passado, nos últimos dias, na internet, nos jornais e nas televisões é quase tão vergonhoso como a nomeação de Paulo Baptista, um dos que se recusou a dirigir o jogo do Sporting em Aveiro. Desde o guarda-redes ao avançado, a equipa inteira já está vendida. O treinador está de partida e até o Presidente quer forçar eleições. 
Não duvido que, por força das suas qualidades, alguns jogadores irão para outros palcos. Sendo certo que já estão numa das equipas europeias que disputa, olhos nos olhos, os títulos internacionais, estes jogadores merecem jogar em campeonatos onde todas as equipas tenham as mesmas hipóteses de os ganhar. Sem batotice. 
Quiseram tirar, ao Sporting, a possibilidade de lutar por esta Taça. Fizeram explodir uma bomba, mas, vários meses depois, tudo continua por provar. O Sporting chegou a esta final por mérito próprio. E os jogadores não precisam de prémios para se sentirem motivados. A motivação é estar no Jamor. A motivação é ser parte integrante da maior festa do futebol português. A motivação é vestir a maravilhosa camisola do Sporting.
E Sá Pinto não é Jesus. Porque Sá Pinto está no clube de que é adepto. Naquele por quem torce com todas as suas forças. Sá Pinto não é Vitor Pereira. Não se assemelha sequer a outros treinadores de outros clubes que são pessoas sem palavra. Sá Pinto está na cadeira dos seus sonhos. Está mesmo. E, para ele, treinar um colosso não é tentação. No colosso já ele está.
Quanto ao Presidente, todos sabemos do esforço que tem feito. Jamais iria colocar o lugar à disposição, sabendo as consequências do seu acto, numa altura em que negoceia com investidores.
Não há, assim, e por certo, qualquer pessoa no Sporting que esteja a pensar noutra coisa. Muito menos noutro clube. E o que vem nos jornais não abala a equipa nem a confiança de que, com maior ou menor dificuldade e em festa, iremos festejar, com o Paulinho, a conquista de mais uma Taça.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mudar.

Mudar de país ou mudar o país?
Mudar o país.
Bom dia!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os meus 23

Rui Patrício (Sporting), Quim (Braga), Beto (Cluj); João Pereira (Sporting), Sílvio (Atlético); Coentrão (Madrid), Hélder Barbosa (Braga); Ricardo Costa (Valência), Pepe (Madrid), Ricardo Carvalho (Madrid), Bruno Alves (Zenit); João Moutinho (Porto), Meireles (Chelsea), Hugo Viana (Braga), Miguel Veloso (Génova), Carlos Martins (Granada), Cristiano (Madrid), Nani (Man Utd), Quaresma (Besiktas), Nélson Oliveira (Benfica), Hugo Almeida (Besiktas), Wilson Eduardo (Olhanense) e Nuno Gomes (Braga).

Quim, porque é um dos melhores. Beto, porque joga. Barbosa e Ricardo Costa pela polivalência.Viana por merecer um prémio. Martins pelo factor psicológico, pelo esforço patriótico no jogo frente à Bósnia. Wilson Eduardo por ser um dos melhores avançados do campeonato. A minha única dúvida estaria no último avançado, entre Postiga e Nuno Gomes.

Eduardo não, porque não joga. Rolando não, porque não tem qualidade. Nélson não porque é pouco consistente. Micael não, porque nunca provou nada. Varela não, porque nunca vingou. Se fosse para incluir mais algum elemento, uma 24ª opção, eu escolheria o Custódio.

sábado, 12 de maio de 2012

Boa sorte, Rui.


Pode não vestir a camisola branca do Real Madrid, não ser campeão da Europa e do Mundo. Pode não ser campeão europeu. Pode nem sequer ter ganho a Liga Europa ou o Campeonato Nacional. Mas, se é para pensar em bons guarda-redes, no mundo, neste momento, há três. Neuer é um, Krul é outro. E o melhor é, de longe, Rui Patrício.
Depois de Figo e Ronaldo, por muito que nos custe, pode ter sido a última vez que Rui Patrício jogou em Alvalade de verde e branco. É isso que se diz. Nos jornais, nas bancadas, por todo o lado. Merece o reconhecimento que os portugueses, em Portugal, não lhe sabem dar. Merece que o seu nome esteja ao nível de Figo e Ronaldo. Porque Patrício, Rei ou "São", mas Rui e Leão, é o melhor do mundo na sua posição.
Foi uma honra e um prazer para os sportinguistas. Desde o dia da estreia, em que saltou do banco para defender um penalty até ao dia da conquista da Taça do próximo fim-de-semana, passando pela defesa histórica no último minuto em Manchester e por tantas outras.
Que grande foste, Rui. E que grande és.
Boa sorte.
E obrigado.

O desemprego que liberta - o exemplo do Valdir


Valdir, brasileiro, estava desempregado. Fez-se à vida. Sabia que não podia ser doutor, porque nem todos podem ser doutores. E tinha uma qualidade especial. Fazia pipocas melhor que ninguém. 
Com o pouco dinheiro que tinha, montou o seu próprio negócio, como vendedor de pipocas na rua da sua cidade. 
O Valdir sabia que fazer pipocas boas não chegava. Era preciso dar um cunho especial à sua "marca". Pensou na higiene. Além da simpatia no "face to face" e da preocupação em agradar aos clientes, o Valdir limpava todos os seus utensílios de trabalho, desinfectando-os com alcóol. Desinfectava a mão dos seus clientes com alcóol e ainda lhes dava um "kit de higiene" constituído por um guardanapo, um palito de dentes e um rebuçado de menta. Essa passou a ser a sua imagem, foi assim que ganhou visibilidade no mercado das pipocas. Inovou, venceu. E atraiu os clientes com algumas vantagens, que, além das já referidas, ainda passavam pela oferta de um pacote de pipocas depois do cliente consumir cinco. 
Sabendo que existia uma grande preocupação social com o colesterol, o Valdir utilizava óleo de girassol. 
Valdir não investiu muito dinheiro. Apenas inovou. Utilizou as suas capacidades, potenciando-as ao máximo com muita inovação.
Pode não ser rico. Mas 30% dos seus lucros são para reinvestir no seu negócio. Hoje tem fatos para cada dia da semana. Tem pipocas com outros sabores. 
Entretanto, o Valdir, que era pobre e desemprego, que sabia que não podia ser doutor, cumpriu o seu sonho de andar de avião. Foi em trabalho, a Fortaleza, para fazer a primeira de várias palestras que já deu por todo o Brasil, sobre inovação e empreendedorismo. Nessas ocasiões, dorme em hotéis de cinco estrelas. Onde nunca, antes, tinha pensado poder, nem que fosse por um dia, ficar hospedado. E ainda lhe pagam por isso.
O Valdir é um caso. É um caso conhecido. Mas há outros. Como diz, e bem, o nosso Primeiro-Ministro, o desemprego pode ser bom. E pode ser óptimo para aqueles que, como o Valdir, querem mesmo fazer qualquer coisa nesta curta passagem que temos pela vida.

O fim do campeonato

A verdade desportiva é um assunto que dá que falar, de que se fala muito, de que se fala com frequência. E já cansa.
Hoje acaba o campeonato. E, neste campeonato, todos falharam. Os árbitros, desde logo. Pela incoerência de critérios dentro e fora do campo. Agredidos e insultados por uns, só tiveram mão pesada para os outros. E os outros fomos nós. Mas, neste campeonato, quem mais falhou foram os que devem ser protagonistas. O campeão falhou na escolha do treinador. O Benfica, que foi a melhor equipa do campeonato, perdeu com a teimosia de Jesus e com a impaciência dos adeptos. O Braga falhou na recta final, acusou a pressão, mas conseguiu o que queria. O Sporting falhou de Novembro a Fevereiro, que é onde se jogam os pontos. Falhou no treinador. E, daí para baixo, todos falharam. Até os dirigentes, que falharam com os ordenados. 
Pergunta-se hoje, outra vez, sobre a verdade desportiva. Mas já chega. Porque já cansa. Todos falharam. E estas falhas não nos permitem pensar em alargamentos. Nem acusar os árbitros. Eles, como os outros intervenientes da festa, acertaram muito mais do que erraram. Uns erraram com consciência. Premeditadamente. Outros falharam por incompetência. E sem consciência. E, para bem da festa, este campeonato decidiu-se pela competência, ou incompetência, de cada atleta, de cada treinador, de cada dirigente.
O campeonato acaba hoje. O fim será melhor para uns do que para outros. Cada um fará o seu balanço, para que o próximo ano seja melhor.
Hoje acaba a festa. E que acabe em festa. Em climas positivos, porque futebol é festa, porque se acertou mais do que se falhou e porque errar é humano. 
O resto é conversa.
E para o ano há mais. Mais campeonato, mais futebol e mais festa.
Até lá, e "quase sem se dar por isso", o Sporting pode juntar mais uma Taça e uma Supertaça às dezenas de milhar de troféus que tem nos seus dois museus.
Não imaginam a vontade que nós, sportinguistas, temos de cumprir esse desejo e de tudo fazer para que assim seja.
Que assim seja.
Viva o Sporting!

O desemprego que liberta

Passos Coelho disse ontem que "estar desempregado" não tem de ser uma notícia negativa. Tenho a mesma opinião. O desemprego também liberta. Para o empreendedorismo. Há negócios para explorar e mercados para conquistar. Antes de ficar empregado, e logo que consegui juntar dinheiro, pensei logo em montar o meu negócio. Usando a melhor arma que tenho, que sou eu próprio, que me conheço como ninguém. Na área que gosto, que me motiva, onde acredito que posso triunfar. Como eu, há milhares e milhares de jovens que, por não se conformarem, querem materializar aquilo que aprenderam e continuam a aprender.
Depois da declaração de Passos Coelho, vieram as críticas. De Seguro, claro está. Mas Seguro, inseguro, critica por criticar. Não sabe onde colocar as centenas de milhar de pessoas que não estão empregadas. Se soubesse, dizia-o. Apenas sabe, como sabemos todos, que o Estado não pode sustentar famílias inteiras durante toda a vida. É, assim, uma crítica vazia, quase tão vazia como aquela que vem da esquerda extrema, sindical ou partidária, que, por estar tanto tempo nas ruas e nas televisões, desconfio que nunca chegou a saber o que era trabalhar. 
São sempre contra os patrões. Mas então que se lance o desafio. Não sejam contra os patrões. Sejam patrões. "Montem" empresas e "dêem" emprego aos portugueses. 
Caros amigos de esquerda: tendo em conta essa insatisfação permanente e as críticas sistemáticas, se o problema é tão fácil de resolver, porque não o resolvem vocês?

Margem sul

Na zona do Pragal e Almada há um trunfo inigualável, que é uma vista esplendorosa para a lindíssima cidade de Lisboa. Junto ao rio e próximo do mar, o potencial era grande. E ainda se lhe somou a gastronomia. A boa gastronomia. Não conheci bem a zona. Apenas desfrutei da vista, a deslumbrante vista sobre o Tejo, a ponte e o  porto, sobre Monsanto e toda a zona de Alcântara a Belém. A vista é linda. Linda de morrer. Mas, com tanto potencial, com tantos trunfos, aquela zona na margem sul poderia ter crescido, por exemplo, como cresceu Sintra, ou Oeiras. Em tempos, cheguei a ver um projecto, não propriamente para Almada, mas para a Costa de Caparica, que era do antigo regime e que ficou, como aquela zona na margem sul, em "águas de bacalhau". 
Entre becos e guetos, a ponte não disfarça a sombra. Ali estão fechados. Sim, fechados, o que é normal quando não há visão. Entre prédios e rotundas, bairros sociais e gente a mais, o que é que foi feito, nos últimos 30 ou 40 anos, naquela zona do país? 

sábado, 5 de maio de 2012

Estou onde quero estar


Depois de assinar o meu primeiro contrato que concretiza a minha entrada no mercado de trabalho, e antes da primeira semana do estágio, só posso dizer que não há nada que motive mais do que estar onde se quer estar. Do que trabalhar onde se quer trabalhar. 
Trabalhar numa empresa líder em todos os sectores onde actua é estimulante.
Portugal Telecom, mais do que um sonho, mais do que uma honra, é um desafio. Mais ainda nesta altura, em que Portugal está a chamar.
Vamos lá.