terça-feira, 31 de maio de 2011

Os reforços do Sporting


O FC Porto foi buscar Iturbe, uma máquina emergente, que se juntará a uma equipa que joga um futebol completamente avassalador. Contará com a afirmação de James Rodriguez e, para manter qualidade e ganhar dinheiro, poderá vender apenas alguns jogadores de segunda linha, fazendo, assim, pequenos ajustamentos no mercado.

O Benfica pode não conseguir ficar com Salvio. Mas foi buscar, para segundas escolhas, alguns dos jogadores de formação que estavam a rodar (diga-se que Jesus dificilmente irá apostar neles), jogadores que estavam a rodar ou sul-americanos que foram contratados há já algum tempo. Fala-se que pode também reforçar-se com Guardado e Garay, dois jogadores com lugar indiscutível na primeira equipa, além de Nolito.

O Sporting foi buscar Carrillo e Rodriguez. Carrilo, confesso, nunca vi jogar. Rodriguez é bom, é melhor do que os centrais que fizeram parte deste último plantel, mas nunca teria qualidade suficiente para jogar a titular no FC Porto. Fala-se que podemos ter perdido Garay para o Benfica, depois de termos perdido Kléber para o FC Porto. Os jogadores de que se fala são sul-americanos desconhecidos, de segunda linha ou de segunda divisão.

Apesar de confiar plenamente na tripla Godinho, Duque e Freitas, não poderia deixar de expressar a minha preocupação. Porque o Sporting, se quer ser campeão, precisa de, pelo menos, três jogadores cujo talento não seja posto em causa, complementando com apostas de risco ou de futuro. Há jogadores livres ou baratos que podem acrescentar valor.

Depois da aposta em Domingos e de duas épocas de fracasso, esperemos que este ano possamos ter uma confiança sustentada na aquisição de jogadores que possam mesmo levar o Sporting à conquista de títulos. Com outros jogadores, que não estes desconhecidos de que se fala, eu continuo a confiar que é possível.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os adolescentes como reflexo da sociedade


O caso das agressões entre adolescentes que escandalizou o país no final da semana passada merece uma reflexão que não se pode cingir à análise das imagens em si, mas à interpretação dos comportamentos, aos factores que determinaram as cenas absolutamente censuráveis que todos os portugueses puderam ver.
Não podemos cair na tentação de responsabilizar professores ou pais ou de culpar exclusivamente os autores das agressões e das filmagens. Devemos olhar para dentro de nós, de um nós que é parte integrante de uma sociedade que supostamente se deveria pautar por valores, pelo respeito, pela tolerância, pela procura do bem-estar colectivo.
Cair nessa tentação seria esquecer que nós somos nós e as nossas circunstâncias. E são as circunstâncias que estão a desencaminhar os jovens. Não podemos separar este episódio dos outros, como se fosse algo pontual, mas enquanto elemento caracterizador de um país jovem que se perde a cada dia.
As agressões entre alunos, as ameaças e agressões aos professores, a falta de autoridade de quem ensina dentro e fora de uma sala de aula. São factores que devem ser integrados com outros, de que todos somos responsáveis (como o facilitismo na educação, a leviandade com que se aborda, por exemplo, a educação sexual, o poder paternal que é exercido com ausência, distância, uma relação familiar que deixou de se basear na grandeza da fidelidade, da lealdade e da tolerância, que tão bem deveriam caracterizar as relações de família).
Menos responsável do que os agressores só mesmo a vítima das agressões, porque a causa primeira do acto é um problema colectivo que marca o Portugal actual.
Não podemos continuar a dar 20 valores a um aluno que não sabe para 10, dando, aos alunos, desde cedo, uma noção de facilitismo, que não prepara os jovens para os desafios de competitividade que viverá mais tarde. Não podemos continuar a permitir que os professores sejam troçados pelos alunos à frente da turma inteira. Não podemos continuar permissivos, admitindo o "direito à asneira", mas nunca o fazer ter como uma regra geral. E também não podemos continuar a descaracterizar o casamento, as relações familiares, a escola enquanto meio de ensino, a família enquanto meio de educação. Os pais e as mães têm de estar presentes. Junto dos filhos, longe de amantes. Assim é que devia ser.
Os outros problemas, que são sociais e económicos, resolvem-se com mais e melhor trabalho, com aumento da produtividade e da riqueza. Não se pode, neste aspecto, acabar com o Estado Social numa altura em que as famílias têm os seus problemas agravados e que, em ruas movimentadas de Lisboa, os jovens são forçados a roubar para poder ter dinheiro para sobreviver ao tempo em que cumprem com as suas obrigações escolares.
É ainda necessário que as autarquias locais se foquem no que acontece nos bairros sociais, cooperando com as forças de segurança. Nesses locais, nesta altura, há muitas crianças e adolescentes que são forçados a roubar com a iniciativa dos pais. Os pais roubam com os filhos.
E, se não acreditam, talvez devessem ter estado ontem à tarde na bomba de gasolina junto ao Estádio Universitário, em Lisboa.
O problema não é dos adolescentes. Mas os adolescentes começam agora a ser um problema. E a responsabilidade é de todos nós. Não as podemos recusar. Temos problemas. E temos de os resolver.
A complexidade deste problema e a responsabilidade que todos devemos assumir não nos pode fazer cair na tentação de condenar, como Marinho Pinto o fez, e com leviandade ainda por cima, as decisões dos tribunais. Porque, nos tribunais, aplica-se a Justiça em nome do povo. O povo censura a violência. E espera que a pena cumpra o seu papel de prevenção geral, não deixando de dar o exemplo, e de prevenção especial, não perdendo a oportunidade de dizer ao adolescente que cometeu um erro, que a sociedade censura esse erro, censura com veemência, e, por isso, merece ser punido por aquilo que fez. Como quem diz "à segunda já não fazes isso". E esse deveria ser o papel dos pais. Talvez Marinho Pinto, em vez de criticar a Justiça, se devesse ter virado para outro alvo. Faria mais sentido. Ou, pelo menos, teria um pouco mais de razão.
Este é um problema social que diz respeito a todos. É também um problema político.
Mudemos os políticos e as políticas, permaneçamos com firmeza na luta por uma sociedade com valores e de causas, sejamos mais exigentes nas nossas relações familiares, cedamos mais autoridade aos professores, acabemos com facilitismos de todo o tipo. Isso, sim, é preparar os adolescentes. Isso, sim, é ser moderno e responsável. Isso, sim, é preparar o futuro. Está nas nossas mãos. E, atenção. A alternativa é não prestar atenção, é esconder e não agir, criando uma nova geração que cresceu de mãos dadas com o crime.

sábado, 28 de maio de 2011

Bons ventos

Maio de 2011.

Uma pergunta para o fim-de-semana!



Obviamente, a solução, para mim, não passa pelo socialismo rumo ao capitalismo.
Passa pelo envolvimento das pessoas, pelos grandes movimentos cívicos.
Passa pelo caminho da responsabilidade, da sensatez, da realização de uma democracia plena pela sociedade civil empenhada em construir um futuro melhor e uma política de apoio às famílias.
Em Espanha, a ideia de uma política com partidos não está posta em causa. O que se defende, com indignação perante o estado das coisas, é uma democracia nova, sem corrupção nem interesses, que seja o motor de desenvolvimento de uma sociedade nova que está a saír da toca, agora também já aqui na Europa.
Mas este vídeo pode ajudar-nos a responder a duas perguntas que muitos nunca tiveram a coragem de responder.
És dos homens ou és dos gatos?
És um homem ou és um rato?
Bom fim-de-semana!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Oh Portugal, que ardes!

As televisões passam os lanches oferecidos, os autocarros, os cenários montados.
Os partidos reagem, enervados, cortando o direito à liberdade de cidadãos que apenas querem mostrar a sua indignação, a sua frustração, a sua revolta.
PS e PSD, de costas voltadas, estão a fazer uma campanha agressiva, pondo em causa a liberdade de expressão e de informação.
No combate político, compara-se os líderes actuais com líderes terroristas do mundo árabe ou com Hitler.
Aqui na blogosfera, assistimos diariamente a confrontos verbais de uma violência nunca antes vista. E, para isso, muito contribuirá certamente quem, de forma inconveniente e com interesses partidários, quer publicitar o seu blogue sendo o rastilho de que o país não precisava.
Tudo isto é um exagero.
Todos estão a contribuir para um período explosivo, que todos (partidos, políticos, televisões e blogues) irão, com probabilidade, sofrer.
Portugal precisa de um Governo, de um consenso nacional, de bom-senso dos políticos, dos analistas (incluindo os bloggers), da comunicação social.
O que os portugueses querem é um entendimento entre conservadores e liberais, comunistas e socialistas, social-democratas e centristas, ateus e católicos para que todos, com bom-senso, possam contribuir para melhorar a vida de um povo que passa por sérias dificuldades.
Não querem mais incendiários num país que já está a arder.

Domingos,


Não queremos que negues a pessoa que és, as paixões que sempre tiveste, que nos digas que és sportinguista desde pequenino.
Sabemos quem és, sabes bem quem somos. E agora és um dos nossos. É aqui que podes provar o que outros não quiseram que, noutro clube, tivesses provado. Foi o Sporting que confiou em ti. E confiou como primeira escolha, tendo visto em ti o que os outros não viram.
Para nós, para todos nós, és a peça que fazia falta. És o homem que trará a Glória, com o Esforço, a Dedicação e a Devoção em muitos dias de trabalho.
Se será difícil esta caminhada? Oh, se será! Mas o caminho é sempre em frente.
Confia no teu trabalho que estaremos, todos, sempre, atrás de ti. E, por isso, este é o grande desafio da tua carreira.
Não tenhas medo, porque os leões nada podem temer.
Temos expectativas sustentadas pelo bom trabalho que fizeste. Não temos dúvidas de que vamos, em conjunto, escrever uma página de Ouro na História do futebol do Sporting.
Não percas esta oportunidade de garantir que serás recordado pelo trabalho feito no futebol português.
Sonha muito. Corre atrás dos sonhos. Concretiza-os.
E nunca te esqueças que nem tu nem eu somos suficientemente grandes, eternos, intemporais.
Grande, eterno, intemporal é o Sporting. O Clube de Portugal.
Sê bem-vindo.

domingo, 22 de maio de 2011

Mudança


Os tempos que vivemos são de mudança, à qual me associo com a renovação da imagem do blogue, que, espero eu, possa ser menos cansativa e funcional para os leitores. Renovei os links, continua a ser possível consultar o arquivo, seguir-me através das redes sociais e pesquisar com facilidade o que neste espaço escrevi sobre os mais diversos assuntos.
A partir de agora será possível receber a actualização dos artigos que aqui escrevo no seu e-mail, escrevendo o seu endereço de e-mail na parte de baixo do blogue.
Contudo, a principal mudança tem a ver com a imagem, que, penso eu, não o descaracteriza.
Até porque a essência continua igual: a voz própria.
Espero que gostem.

Um abraço a todos,
António Lopes da Costa

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O sobressalto cívico


Quem foi que disse que os jovens não podem mudar o mundo?
Quem foi que disse que a geração mais qualificada de sempre não era capaz de fazer as rupturas que nunca foram feitas?
Quem foi que disse que não há uma saída?
Quem foi que disse que a liberdade, mesmo não sendo ofensiva, era limitada?
Quem foi que disse que a democracia se esgotava em dois partidos?
Quem foi que disse que não existem alternativas?
Quem foi que disse que Portugal precisava de um sobressalto cívico?
Bem, esta é fácil.
Foi Cavaco Silva.
O sobressalto cívico chegou ao mundo.
Começou pelos Estados Unidos, passou pelo mundo árabe, chegou à Europa.
Nestas imagens, de Valladolid, verificamos que já chegou à Península Ibérica.
O estado em que deixaram a nossa economia, as nossas finanças, a nossa justiça, a nossa democracia, a nossa liberdade e o modo irracional e ganancioso como puseram em causa o nosso futuro não me fazem ter grandes dúvidas.
O sobressalto cívico está a chegar a Portugal.
Bom fim-de-semana!

20 perguntas diferentes aos candidatos para mudar (a sério) Portugal!


NOTA: Um jovem pensa que pode mudar o mundo. Acredita que é possível. Pensa mais à frente. Portugal tem um problema financeiro grave, que é discutido, há já vários meses, por economistas, políticos, banqueiros, analistas, comentadores. Portugal tem de resolver esse problema, mas o próximo Governo e os deputados que serão eleitos daqui por umas semanas não podem cingir a sua actividade a questões financeiras. Antes disso, é preciso pensar, projectar e construir um Portugal novo, moderno, produtivo, um Portugal global, um Portugal inteiro que se baseie numa democracia participativa e numa sociedade aberta, pluralista, tolerante, que integre todos. O Portugal do futuro é um Portugal das pessoas, dos pequenos e médios empresários, dos agricultores, dos pescadores, é um Portugal dos serviços, da indústria exportadora, do turismo. É um país onde a partidocracia será substituída pela meritocracia. É nisso que eu acredito.
Podemos resolver facilmente o problema actual da dívida. Mas enquanto não resolvermos a razão de base dessa dívida e enquanto nada fizermos para impedir a inevitabilidade de défices excessivos, teremos um futuro castrado.
Nesse sentido, resolvi aqui deixar algumas ideias diferentes que, para alguns, são pentelhos, e, para outros são pêlos encravados. Desencrave-se Portugal! Essas ideias estão em forma de pergunta.


1.1. Tornar ilegais todas as seitas e movimentos cuja finalidade é promover o compadrio, a promoção de negócios e carreiras, pondo em causa o direito constitucional à igualdade e o funcionamento pleno da Justiça em Portugal. Por uma questão de transparência, de promoção do mérito e de credibilidade. Sim ou não?

1.2. Tornar as corridas de toiros como património cultural, promovendo a festa brava, a criação do toiro de lide e o Puro-Sangue Lusitano, distinguindo-o em função da sua beleza, aptidão e versatilidade, colaborando com os criadores no sentido de divulgar e promover este produto de excelência “made in Portugal”. Sim ou não?

1.3. Proibir o acesso a subsídios no caso do cidadão se recusar a trabalhar, tendo em conta as suas qualificações e necessidades familiares. Sim ou não?

1.4. Beneficiar fiscalmente o empresário que gera postos de trabalho. Sim ou não?

1.5. Reformular o sistema eleitoral, o sistema político e democrático, reduzir o número de deputados, porventura alterando a Constituição nesse sentido. Sim ou não?

1.6. Agricultura, turismo, prestação de serviços, mar. Aposta estratégica e especializada num futuro mais exportador, gerador de mais emprego e, por isso, de auto-sustentabilidade. Sim ou não?

1.7. Olhar para a linha costeira, sobretudo no Alentejo e Algarve, fazer um plano estratégico capaz de atrair investimento externo, conciliado com uma política fiscal atractiva para quem quer aqui comprar e deixar os seus barcos e, possivelmente, com investimento público em portos de recreio, apostando num turismo de “luxo” capaz de gerar riqueza e emprego nas economias locais. Sim ou não?

1.8. Fiscalizar com maior exigência o trabalho executado nas escolas e universidades, reduzindo o número de licenciados mas aumentando a qualificação dos mesmos, numa política de igualdade que tratará o diferente por diferente, o excelente por excelente, o medíocre por medíocre, facto que fará fechar algumas escolas e universidades. Sim ou não?

1.9. Uma política salarial pública capaz de cativar os mais competentes, pagando em função do mérito, da competência e das funções. Porque queremos, na política, os melhores. E os melhores merecem um salário melhor. Sim ou não?

1.10. Aumentar os factores de impedimento dos juízes, autonomizar a justiça do poder político e económico, e vice-versa. Sim ou não?

1.11. Fechar institutos, fundações e empresas inúteis ao Estado. Restringir o papel do Estado sobretudo às suas funções políticas, económicas, sociais e fiscalizadoras, recompensando aqueles que mais proveitos dão ao Estado, despedindo quem está a mais. Sim ou não?

1.12. Criar faseadamente condições para terminar com as economias paralelas. Sim ou não?

1.13. Promover a Língua Portuguesa e os autores portugueses dentro e fora do país. Sim ou não?

1.14. Racionalizar os meios já disponíveis nas forças armadas, rentabilizando-os económica e socialmente. Sim ou não?

1.15. Alterar o Código Civil, de modo a que o acto de atirar um cão de uma ponte seja (bem) diferente do acto de partir um copo. Deve haver outra sensibilidade do legislador relativamente aos animais, criando direitos e deveres para quem os possui, reflectindo, na lei, a censurabilidade que a sociedade identifica em certos actos. Sim ou não?

1.16. Uma política para as pescas que impeça que continuemos a importar mais de metade do pescado que consumimos. Uma política que impeça que os produtores de leite vendam para Espanha, para que depois importemos esse mesmo leite. Melhor e mais cuidado planeamento na distribuição dos fundos comunitários. Sim ou não?

1.17. Mexer, numa primeira fase apenas legislando, no mercado do arrendamento, impondo um prazo para actualização das rendas que seja justo e que não defraude expectativas que são legítimas. Sim ou não?

1.18. Colaborar com o poder local e com os proprietários no sentido de reabilitar os edifícios localizados no centro das principais cidades, porventura comparticipando e sempre tendo em conta a realidade social e económica do proprietário do edifício. Sim ou não?

1.19. Combater a criminalidade, a sinistralidade e a mortalidade nas estradas, impondo, na condução sob efeito do alcóol ou de drogas que ultrapasse determinados valores ou sob velocidade demasiado excessiva, e em vez de uma pena de multa (que é uma pena cega, porque não tem em conta os rendimentos), de uma pena de prisão ou de uma pena de proibição de conduzir (é sempre possível conduzir sem carta), a cassação da viatura, pelo menos durante um determinado período de tempo, numa lógica preventiva e educativa de “grandes males, grandes remédios”. Sim ou não?

1.20. Projectar uma sociedade plural, integradora, que promova a família enquanto pilar insubstituível, que não imponha obstáculos financeiros ou processuais ao acesso e ao funcionamento pleno da Justiça Penal, que quebre barreiras arquitectónicas, que respeite o ambiente, que forme os jovens e sensibilize as pessoas para a problemática actual e futura das alterações climáticas. Portugal tem de estar na vanguarda dos ideais de um tempo novo. Por um Portugal de futuro. Sim ou não?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O futebol português está de parabéns!


Nos últimos dez anos, estiveram cinco equipas portuguesas em semi-finais de competições europeias de futebol.
Dessas cinco, três foram à final.
(Só o FC Porto, nas três vezes que foi à final, conseguiu vencer a competição. Aliás, sempre que foi à final, o FC Porto venceu sempre).
A selecção nacional participou em todas as competições, tendo chegado, por uma vez, à final de uma competição.
José Mourinho, Luís Figo, Cristiano Ronaldo, entre tantos outros, não são casos isolados.
O futebol português é muito melhor do que nós próprios, portugueses, pensamos que é.

Um dia de intervalo


Porque hoje se festeja o futebol, porque hoje se festeja Portugal.
Bem estávamos a precisar de um intervalo destes.
Boa sorte ao FC Porto e ao SC Braga.

A magistratura activa (mas só no facebook)


Eu sei que podemos estar na era louca das tecnologias, das redes sociais enquanto maravilhosos meios de comunicação com todo o mundo, mas um Presidente da República, se tem uma mensagem importante para transmitir, deve fazê-lo com os meios próprios do cargo que exerce. Caso contrário, põe a nu a dificuldade que tem em exercer os seus poderes, utilizando, como meio de difusão das suas mensagens, o mesmo meio que já usa uma percentagem significativa da população portuguesa.
Podemos achar que a nossa Constituição oferece poucos poderes, que muitas vezes são insuficientes para que a acção do Presidente de todos os portugueses seja consequente. Mas o Presidente da República tem meios para agir e, mais do que os meios, tem a força de ter sido eleito e reeleito sem nunca ter precisado de ir a uma segunda volta.
Mesmo não tendo o poder de estar sentado à mesa presidindo ao Conselho de Ministros, e mesmo que o devesse ter, o Presidente da República pode chamar os partidos, pode forçar os partidos a seguir um caminho. Pode até, se tiver essas qualidades, forçar entendimentos, de acordo com aquele que, a seu ver, é o interesse nacional.
Se quer transmitir uma mensagem a todos os portugueses, pois que agende um dia, pela hora de jantar, que a mensagem será transmitida em directo pelos telejornais.
Uma "magistratura activa" teria forçado entendimentos, evitando que o país estivesse a perder tempo com crises políticas quando há uma crise financeira para resolver. E a magistratura activa teria travado os efeitos económicos e sociais dessa crise financeira.
Com todo o respeito que tenho por Cavaco Silva, o Presidente, não sendo o primeiro responsável, poderia ter feito mais do que enviar meios avisos através de intervenções cirúrgicas e abertas às mais variadas interpretações.
E este método das mensagens via Facebook ridiculariza o infrutífero "magistério" de Cavaco Silva e a própria imagem daquele que é o Chefe de Estado, além de que quase nenhum português (por não ter facebook ou por, nessa rede, não ter posto o "like" na página do Presidente da República) tem acesso a essas mensagens.
Aconteça o que acontecer, Cavaco Silva não pode dizer que agiu quando não agiu, que falou quando não falou como quem diz "se não acreditas, vai ver o que eu disse no facebook".
Ridículo.

domingo, 15 de maio de 2011

A paz no Sporting


Se o resultado e a exibição da semana passada frente ao Vitória de Setúbal foram um espelho do passado recente do Sporting, a exibição e o resultado em Braga reflectiram o início da presidência de Godinho Lopes. Porque o Sporting que jogou em Braga foi um Sporting com vontade, foi um Sporting com alegria, foi um Sporting que ganhou. E foi um Sporting com a estrelinha da sorte.
Depois da vitória de ontem, Godinho Lopes conseguiu o objectivo a que se propôs, o único que era possível alcançar. Mas, mais do que a conquista do objectivo possível, a estrutura de Godinho demonstrou aos sportinguistas que sabe aquilo que quer para o futuro.
Um cheque, uma vassoura. Um cheque para contratar, para financiar, para comunicar, para cativar, para mobilizar e para dispensar. Uma vassoura para mistificar, para unir e para despedir quem está a mais.
Fora desse domínio, mas ainda no que respeita à preparação do futuro, parece-me que este novo Sporting já conseguiu demonstrar uma posição de força relativamente à arbitragem. Não caiu na esparrela de António Salvador, recusando responder às provocações do presidente da filial de Braga. Conseguiu, com os meios possíveis, encher o estádio. Garantiu praticamente a permanência de Rui Patrício. Conseguiu dinheiro para financiar o projecto desportivo. Devolveu, ao Sporting, alguns dos seus símbolos. Mostrou abertura aos sócios. Esteve perto dos núcleos. E, com a inexistência de desmentidos, podemos, com alguma segurança, dizer que o treinador de Godinho é um homem conhecedor do futebol português, com um futebol disciplinado e vencedor, o único homem que foi capaz de dar luta nacional ao Benfica do ano passado e luta europeia ao Porto deste ano. Luta até ao fim. E atenção, que o Benfica do ano passado e o Porto deste ano foram duas das melhores equipas destes dois clubes nas últimas décadas.
Godinho Lopes está a ser exigente, trabalhador, está a demonstrar coragem e competência. Tudo está a correr bem. Contra todas as expectativas, e por mérito do presidente, parece que chegou, finalmente, a paz ao Sporting.
Somos, por força dos últimos anos, forçados a acompanhar de perto e com exigência máxima o desempenho próximo do novo presidente, da nova estrutura directiva. Mas sim. O tempo é de paz.
Estamos unidos. Continuamos vivos. E, enquanto o Sporting vive, a lenda continua.
2011/2012 vai ser muito, muito difícil. Mas nós já estamos a ir! Esperem por nós!
Viva o Sporting!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O vídeo que os finlandeses não podem ver

A necessidade de consensos.


Muitas foram as vozes que, vindas dos mais variados sectores da sociedade portuguesa, se juntaram no sentido de defender um compromisso nacional.

O próprio Presidente da República já defendeu essa ideia, apesar de, como eu já o disse no passado, pouco ter feito nesse sentido.

Na ausência dos actos, ficaram as palavras. E às suas palavras juntaram-se ainda todos os que foram Presidentes da República desde o 25 de Abril de 1974.

Essa tese de defesa de um compromisso alargado, por força do impacto económico e social da crise financeira, tem tomado a forma de consenso nacional, sendo defendida por quase todos os portugueses.

Com os dados que temos, podemos dizer com alguma segurança que é possível que possa existir um entendimento entre partidos que permita a formação de um governo estável e que também é possível que o resultado não seja suficiente para que exista esse entendimento, mas há uma coisa que é praticamente certa. Não vai haver uma maioria absoluta de um só partido.

Eu não queria, desta vez, fazer previsões publicamente, mas parece-me que podemos confiar na ideia de que será possível, no dia 5 de Junho, haver uma maioria de dois partidos, um grande partido do centro do poder e outro partido mais pequeno que possibilite, com sentido de Estado, estabilidade na governação.

Nós, militantes do PSD, temos de nos consciencializar que não podemos pedir uma maioria absoluta aos portugueses, por várias razões das quais não vou falar mas também por uma que todos bem poderão compreender: o cenário de maioria absoluta de um só partido não é um cenário que possa estar, neste momento, em cima da mesa.

Pedir essa maioria não é sério. Aliás, nem o próprio Partido Socialista, bem assessorado por agências de comunicação atentas ao “pulsar” dos eleitores, caiu nessa tentação, nesse erro tremendo, porque a ideia de compromisso nacional é, aos olhos de uma maioria absoluta e esmagadora de portugueses, aquela que, de acordo com os interesses nacionais, se impõe.

Daí que não possa criticar Paulo Portas por não ser definitivo quando questionado pelo cenário eventual de poder ter de se coligar com o Partido Socialista. Até porque ainda não ouvimos Portas dizer peremptoriamente de que irá certamente para o Governo caso Passos Coelho necessite dele e do seu partido.

Criticável é quem critica aquele que defende os interesses do país, não respondendo a cenários na tentativa de não desviar a atenção do eleitorado. O silêncio de Portas é, portanto, completamente legítimo.

E mais. Se formos honestos connosco próprios, toda a gente já percebeu que, se forem essas as necessidades do Estado, Portas estará disponível para ser solução seja com quem for, mantendo a sua autonomia, a sua independência na forma como apresenta medidas e como segue o caminho.

O que não se pode dizer nesta altura é que não se está disponível para governar com um determinado partido por causa de uma determinada pessoa. Então e os interesses do país? Se, eventualmente, não houver essa maioria, iremos ver a extrema esquerda numa coligação de governo com a direita só porque não se quer governar com José Sócrates?

Mais do que nunca, é preciso relembrar os portugueses do que se passou nos últimos seis anos. Mas acima disso tem de estar a situação presente e a construção de uma solução que não comprometa o futuro.

Em suma, é preciso manter alguma frieza, algum sentido de responsabilidade, de verdade e também de coerência.

Pela primeira vez em muitos anos, a teoria do voto útil (para formação de governo) é aplicável a três partidos, já que, votar no CDS, dando força a Paulo Portas, será sempre útil no sentido de impedir maiorias absolutas e de forçar o Governo a adoptar uma postura aberta e de diálogo com todos os partidos, algo muito próximo da solução ideal para a maioria dos portugueses que deseja um compromisso alargado, um compromisso nacional.

E, voltando um pouco atrás, é muito perigoso dizer que não se está disponível para governar com este ou com aquele, é um erro que PSD e PCP estão a cometer, porque, para não terem de pedir desculpas ao país depois de 5 Junho, para não serem incoerentes com que disseram antes das eleições, esses dois partidos podem estar a pôr em causa a estabilidade na governação do país.

Depois de se forçar uma crise política, não se pode abrir qualquer espaço para que, depois dessa crise, Portugal não tenha governo e esteja, numa conjuntura de crise financeira, económica e social, com um vazio de poder.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Laurentino "não dá uma para a caixa"


Admiro o trabalho que Pinto da Costa fez no FC Porto, pelos títulos que venceu, pela organização que demonstra, por ter sido o clube que mais sucesso, nacional e internacional, conseguiu com este Presidente.
Já o tenho dito, em público e em privado, que deve ser, o FC Porto de Pinto da Costa, o adversário número um do Sporting.
Se me revejo nos métodos? Talvez não. Talvez existam coisas escondidas, que merecem ser repudiadas, atacadas e condenadas.
Se existem ilegalidades, pois que sejam punidas, assim como os comportamentos criminosos, se também os houver.
Sou e sempre fui pela verdade desportiva e tenho dúvidas sobre alguns casos, alguns pontos, alguns títulos.
Não tenho, por isso, problema nenhum em dizer que, sendo sportinguista, gostava que o Braga vencesse a Liga Europa. E não é pelo Domingos, pelo Miguel Garcia, pelo Custódio, pelo Hugo Viana. Muito menos será pelo clube em si e pelo seu Presidente.
Mas eu desejo a vitória do Braga por causa de João Moutinho, de Varela, de Micael, de Beto e, sobretudo, de Pinto da Costa.
Quero que percam. Dava-me gozo ver o "melão" nessa noite.
Mas eu sou um cidadão comum, estudante, jovem.
O secretário de Estado, a menos que fosse adepto do Braga, não poderia ter o mesmo discurso.
Mesmo assim, teria de pedir a compreensão de todos.
Quem defende os interesses do Estado português não pode desejar mais sorte a uns portugueses e menos a outros.
Para sair bem, bastar-lhe-ia dizer que estava radiante por ter duas equipas portuguesas na final, valorizando o trabalho feito pelos clubes portugueses, aproveitando ainda para publicitar, no estrangeiro, o que se faz em Portugal.
Era tão fácil. Por que não o fez?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Empates técnicos


Tenho muita dificuldade em acreditar em empates técnicos.
Quando os houve, em Lisboa, há já dez anos, as sondagens não diziam que os havia.
Agora, a situação é um pouco diferente do que esse empate, que não foi empate, que as sondagens não diziam que era empate, porque há muitos portugueses que estão indecisos.
Há portugueses que querem votar em branco, em pequenos partidos ou dar força à esquerda extrema parlamentar e que são empurrados a votar útil no Partido Socialista.
Outros portugueses querem votar em Paulo Portas e no CDS pela coerência, pelo trabalho, pelo espírito construtivo e que, por força destas sondagens que dão empate, são empurrados a votar útil no PSD.
Eu sei que as sondagens davam 2% quando o CDS conseguiu ter 10%. Agora, a maior parte das sondagens dão 10% ao CDS. Que podem ser 2 e que poderiam ser 20, se não fossem estas sondagens.
O que isto prova é que as sondagens, para mim, não têm qualquer interesse.
Se me dizem que existe um empate, uma margem de erro, sendo possível a vitória de um ou de outro, então eu estou na mesma, sem saber quem vai ser o Primeiro-Ministro de Portugal a partir do próximo verão.
Não acredito em empates. Porque estes empates sempre serviram a um grupo de poder e nunca serviram aos portugueses.
Pelo sim, pelo não, mais vale não dar qualquer valor a estas sondagens que apontam para empates que não existem, baralhando as contas do jogo, pondo em causa a realização da democracia plena no dia das eleições.
Pelo sim, pelo não, no dia 5 de Junho, os portugueses devem votar em consciência, de acordo com aquele que melhor pode defender os seus interesses, em quem mais tem feito por merecer o nosso voto.
Até às 8 da noite do primeiro domingo de Junho, qualquer um dos líderes dos partidos que se candidatam às legislativas pode ser Primeiro-Ministro. Qualquer um. Mas há uns que merecem mais que outros.
E uma coisa vos posso assegurar: nessa noite não vão haver empates.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Rui Patrício


É bom sinal quando, para um determinado lugar, os adeptos não discutem o detentor desse lugar.
E, para os sportinguistas, o guardião é o Rui Patrício.
E é o Rui Patrício por três razões.
Primeiro, porque foi formado no Clube.
Segundo, porque, desde que foi lançado, na Madeira para substituir Ricardo, cometeu muitos erros.
Terceiro, porque está na melhor altura da sua carreira.
O que os sportinguistas querem, depois da paciência que tiveram durante algumas épocas, é o retorno. E Patrício está a dar esse retorno, numa altura particularmente complicada para o futebol do Clube, com grandes defesas, com pontos conquistados, com a chamada justa à selecção nacional e com a consciencialização de todos os adeptos portugueses de que Patrício, o guarda-redes do Sporting, deverá ser o guardião das redes nacionais durante a próxima década.
Nos últimos tempos, muita gente me tem dito, aconselhando-me para negócios familiares, que se deve ter pouco e bom. Ora, será difícil, ainda para mais nesta conjuntura financeira, despachar doze jogadores medíocres que o Sporting tem, a mais, no seu plantel. Será dificílimo ir buscar oito jogadores com nível para fazer uma equipa ganhadora de títulos. E será quase impossível segurar alguns dos melhores jogadores que o Sporting tem no seu plantel.
Não tenho ilusões.
Rui Patrício, sendo o melhor guarda-redes português, o melhor que actua na nossa liga, um dos mais promissores guardiões de balizas de todo o mundo, é alvo dos grandes colossos europeus.
Por força da situação desportiva e financeira do Sporting, Godinho Lopes herda uma situação difícil, em que muitos compromissos, incluindo compromissos para venda de atletas, já haviam sido assumidos em privado.
Mas esta é a altura em que Godinho, Duque e Freitas são postos à prova.
Os sportinguistas querem que o Rui fique connosco, se possível durante toda a sua carreira.
Os sportinguistas aceitam que o Rui tenha um salário mais alto, mesmo se esse salário impedir a chegada de um novo jogador para outras funções.
É isso, pelo menos, que eu quero.
E talvez a primeira condição para renovar o meu lugar cativo, que renovo desde a inauguração do estádio, é a de que o guarda-redes para a próxima época seja o Rui Patrício.
A minha sugestão é, por isso, muito simples, muito concreta, muito directa.
Façam o que for preciso fazer. Mas não deixem o Rui ir-se embora!

domingo, 8 de maio de 2011

Imperdível!


Não me lembro de ter visto, no cinema, nos últimos tempos, filmes muito melhores que este.
Water for Elephants é um filme intenso do princípio ao fim, com uma história diferente.
Acho mesmo que vale muito a pena ir vê-lo e, por isso, não vou dizer muito mais.
Talvez seja melhor dizer apenas, aos mais sensíveis, para irem preparados.
É um filme imperdível. Water for Elephants.

sábado, 7 de maio de 2011

(Passo a publicidade)


Só para dizer que a imagem tem um poder.
Que boas imagens, boa música e boas ideias têm um efeito nas pessoas.
E que este anúncio da Coca Cola, feito para passar na Colômbia, é um bom exemplo disso mesmo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

5 do 5, 5ªfeira


Poupou-se o 5º jogo entre Benfica e Porto desta época.
Daí que seja um dia para muita gente esquecer.
E um dia para muita gente recordar.
Vamos ter uma final portuguesa em Dublin.
E os meus amigos benfiquistas, os da minha geração, continuarão a ser os únicos entre os (agora, quatro) grandes a não terem estado ainda numa final de uma competição europeia de futebol.
Parabéns aos finalistas.
E parabéns aos benfiquistas, pela dignidade na hora de mostrar, à Europa e ao Mundo, a qualidade do futebol português.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Para quê?




BE e PCP são partidos completamente diferentes. Todos os portugueses sabem distingui-los. Aliás, bastaria apresentar aos portugueses algumas das propostas desses partidos para que aqueles soubessem, sem dificuldade, identificar o partido de onde as mesmas tinham vindo.
Por partilharem a mesma área política, da esquerda parlamentar, e por disputarem parte do eleitorado, ambos os partidos caíram num erro que lhes irá custar caro. Quiseram disputar, entre si, as coisas pequenas, insignificantes aos olhos dos portugueses, de saber quem tinha iniciativa, quem se chegava à frente, quem tinha mais sucesso nas propostas que apresentava.
Ao mesmo tempo, o Bloco via algumas das suas bandeiras serem esvaziadas, adoptadas que tinham sido pelo Partido Socialista, seduzido por um eleitorado mais jovem, mais radical, mais de esquerda.
Quem ganhou com esta disputa inútil entre as esquerdas foi, claramente, o CDS de Paulo Portas, que foi construtivo onde BE e PC não souberam ou não quiseram ser, tendo sido a terceira força política contra as "expectativas" das sondagens.
E, assim, BE e PC entraram num ciclo vicioso, auto-destrutivo, com medo de assumir responsabilidades de Estado.
Esta guerra entre as esquerdas, as esquerdas inúteis ao país porque não querem ser parte de soluções, vai acabar mal sobretudo para os bloquistas. Esvaziados pelos socialistas, ultrapassados pelos centristas, substituídos por jovens (à rasca) apartidários nos actos de protesto, não estando disponíveis para ser solução do que quer que seja, agora que, mais do que nunca, os portugueses procuram soluções, o Bloco já está a viver o princípio do fim.
A hipocrisia deu resultados até 2009. Enganou bem os portugueses. Mas não os enganará durante muito mais tempo. E felizmente que assim foi.
Se queres mudar de Governo, votas PSD ou CDS.
Se és pelas causas fracturantes da esquerda, votas PS.
Se acreditas na esquerda da utopia, votas PC.
Se queres dar voz a um deputado, a uma determinada causa, votas, por exemplo, no MPT, no PPM, no MEP, no PAN ou no PPV.
Um voto no Bloco, numa altura destas, é um voto perdido.
Quando eu defendi, aqui sozinho, que estávamos já na fase descendente daquele partido, muita gente pôs em causa aquilo que eu escrevi. Mas acho, cada vez mais, que tinha razão.
Este não é um país de tolos. E, nesta altura de combate ao desperdício, vão ser cada vez menos os portugueses que vão desperdiçar o seu voto num partido que não serve para coisa nenhuma.
Fernando Nobre, pelo menos, é um desses portugueses.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A aventura de Isabel Alçada e a Escola Pública


Isabel Alçada fez o percurso que defendo.
Primeiro, a vida profissional, carregada de êxito.
Dedicou-se à nobre missão de incentivar a leitura às crianças.
Teve, no seu percurso de vida, uma missão que merece o reconhecimento generalizado de todos os portugueses.
Depois, envolveu-se na política, através do Partido Socialista.
Não é confundível com a generalidade dos políticos actuais, surgidos de aparelhos partidários incompetentes, que olham para as eleições e para a política como um meio de sustentabilidade financeira pessoal e familiar, como o único caminho para se alcançar um tacho.
Quando se anunciou que seria Ministra da Educação, fiquei surpreendido. Pela positiva.
O estado da educação em Portugal, a falta de exigência e a guerra aberta aos professores, vindos do anterior executivo (também ele liderado pelo engenheiro Sócrates) não lhe facilitaram a vida.
Não fez um trabalho perfeito, mas, em pouco tempo, e durante uma crise financeira que quase todos os portugueses vivos nunca tinham vivido, acalmou o sector.
Talvez tenha sido populista, facilitista, tal e qual é hábito socialista.
E cometeu erros.
Daí que eu próprio me tenha associado ao conhecido protesto do "SOS".
Mas as circunstâncias em que comandou a Educação em Portugal devem ser consideradas para que a análise seja justa.
Voltamos, hoje, a incluir a Escola Pública na discussão, mas pelas piores razões. As pessoais.
Critica-se o facto de alguns políticos terem os seus filhos em escolas privadas, quando tão acerrimamente defendem a Escola Pública.
Sobre isso, creio que devem ser feitas duas críticas.
A primeira é a de que essa informação (de que certos jovens em idade escolar, filhos de gente com responsabilidade, estudam em determinadas escolas ou colégios) é perigosa. Constitui um ataque à privacidade, prejudicando, muito mais do que os políticos, os seus filhos.
A segunda é a de que, independentemente da defesa que se faz da Escola Pública, os políticos têm o direito de escolher colocar os filhos onde entenderem.
E mais. Os principais políticos (assim como as pessoas com maior exposição pública) sentem, naturalmente, que os seus filhos gozam de uma maior protecção em escolas privadas.
Não está em causa a qualidade da educação, mas somente a protecção dos filhos.
Podendo escolher, é natural que muitos responsávis políticos optem pela protecção e pela segurança dos filhos.
Porque antes de serem políticos são pais, são mães.
E um pai, como uma mãe, em princípio, quer que os filhos estejam "resguardados".
Discutam-se as ideias. Não se caia no erro de discutir o que é pessoal.
O facto de se discutir o que é pessoal, o que é privado, só demonstra que, publicamente, não estamos seguros das propostas que temos para apresentar.
Nós não estamos. E, por esta altura, já devíamos estar.

domingo, 1 de maio de 2011

O hino!


No hino de campanha, não se ouve, uma vez que seja, o nome do "PPD/PSD", sigla que os eleitores vão encontrar no boletim de voto. É pena.

Non abbiate paura!



João Paulo II

(O artista Du)Arte


Não há nada que justifique a violência.
Nunca se deve atirar um objecto para atingir alguém.
E, exceptuando os períodos de euforia por grandes vitórias, por princípio também não se deve tentar invadir o campo.
Não seria sério começar, a partir de aqui, uma teoria iniciada com um "mas".
Por isso, o que importa dizer é que Alvalade viveu hoje uma grande festa, meticulosamente preparada pela actual direcção, de homenagem às mães sportinguistas, aos seus filhos, às famílias em geral.
Foi absolutamente fantástico o ambiente que se viveu no estádio durante quase todo o tempo do jogo.
A festa não poderia ter sido melhor.
Apenas terminou um pouco antes do previsto.
E terminou, comecemos por ser francos connosco próprios, porque fomos completamente ingénuos, distraídos, incompetentes.
A esse propósito, basta escreverem "Duarte Gomes" na pesquisa do lado esquerdo deste blogue para verem um conjunto de textos que já escrevi sobre este árbitro português, que agrediu fisicamente o actual treinador de guarda-redes da selecção nacional quando este treinava os guardiões do Sporting.
No estádio, à minha frente, estavam dois casais com seis crianças (uma delas, rapariga). Terá sido a primeira vez que foram a Alvalade, graças a uma promoção que, suponho eu, deve ter havido.
O miúdo que estava à minha frente, vestido de amarelo, reguila, queria era que se fizesse a onda.
Eles vibraram, eles cantaram, eles riram, eles saltaram.
O pai, quase fora de si, de tão contente que estava, filmava os miúdos pelo seu telemóvel.
E os miúdos estavam a adorar aquilo. Até festejaram quando duas mães com dois filhos conseguiram colocar a bola dentro de uma "caixa" da Caixa Geral de Depósitos, no intervalo do jogo.
Ao meu lado, estava um casal, com uma filha em idade de liceu e um filho cuja idade ainda se deveria contar com as duas mãos.
Pelo que percebi, era também a primeira vez que tinham ido ao estádio. Foi uma festa para eles, todos em plena bancada central, abrigados da chuva, numa cadeira almofadada. Eles também saborearam o momento. A crise deve-lhes complicar ainda mais a vida e talvez seja difícil voltarem a estar ali, os quatro, sentados a ver um jogo do Sporting.
Quando olho para trás, e me lembro do que hoje se passou a partir de uma determinada altura (do momento em que Duarte Gomes expulsa André Santos), não posso lamentar o facto de se ter dificultado a tarefa do Sporting para as duas jornadas que ainda faltam jogar.
Tenho pena do que aconteceu. Mas não é por mim, nem é pelo Sporting.
É por aqueles miúdos, pelas mães que tornaram as bancadas muito mais compostas.
Não vão ter vontade de voltar ali.
E não é pelo que aconteceu durante uma hora e vinte minutos de jogo. Disso já não se vão lembrar.
O que vai ficar na cabeça deles é a polícia a correr de um lado para o outro, são as cenas de pancadaria na Superior Norte, são as tentativas de invasão do relvado em três das quatro bancadas, são os palavrões que foram ditos, são os stewards a conter gente muito enervada, são os objectos que estavam a ser atirados para atingir três indivíduos.
E aqueles miúdos que agora começam a ganhar o bichinho do futebol, os que já sabem as regras, nunca vão acreditar na inocência de um homem, cujo historial denuncia muita coisa, que expulsou um jogador, mesmo ali à nossa frente, sem que tenhamos visto nada suficientemente grave que o justificasse.
Vão cair num erro, porque vão ter preconceitos e vão generalizar, muitas vezes sendo injustos com outras pessoas que se dedicam à actividade de arbitrar jogos de futebol.
Quanto a nós, sportinguistas um pouco mais crescidos, vamos esperar sentados para que seja retirado o castigo ao João Pereira, pelo relatório, pela nota, pelas ilações que Vitor Pereira irá retirar da forma indiscutível com que Duarte Gomes tentou, no estádio de Alvalade, voltar a prejudicar o Sporting.
Não foi feliz, porque teve medo do ambiente hostil que se criou no estádio.
Não estava à espera, porque, neste novo estádio, nunca houve um protesto tão veemente e tão generalizado.
Arriscou. Saiu-lhe mal.
Pior do que isso, ele acabou com a festa que estava a ser feita.
Que péssimo serviço prestou, outra vez, ao futebol!
De resto, parece-me que se impõe, à direcção do Sporting, uma tomada de posição.
Para Duarte Gomes, no futuro, Sporting só pela televisão!