segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Eles estão bem conscientes do que estão a fazer.
Já só falta vender o Ricky por quinhentos mil euros para ir buscar o Tozé Marreco à Naval, emprestado e com opção de compra de três milhões. Caros sportinguistas, continuem a dormir.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Abandonada, desordenada, suja e triste.
Só de pensar o que foste. O que poderias ter sido. E o que voltarás a ser. Custa-me ver como estás, minha Lisboa.
domingo, 6 de janeiro de 2013
O Vale e Azevedo II
Godinho Lopes fez muito pior ao Sporting do que aquilo que Vale e Azevedo fez ao Benfica. Aquele será lembrado por ter sido eleito por uma minoria de sócios. Depois de um "arranjo" de última hora. Levou o Sporting à falência desportiva e aumentou, em quase uma centena de milhões de euros, o buraco financeiro.
Pior do que isso, Godinho Lopes colocou os seus interesses pessoais à frente dos interesses do Sporting. Desbaratou activos, diz-se que fez parte de um plano que visava deturpar a verdade desportiva. Estendeu a passadeira a Pinto da Costa e, se tudo continuar pelo mesmo caminho, deixará o Sporting na 2ªdivisão.
Não tem o apoio de ninguém e sairá de uma forma muito pior do que aquela em que foi, supostamente, "eleito".
Além de, há cerca de um mês, ter assinado para convocar uma AG extraordinária e de estar disponível para ajudar a financiar a mudança que urge no Sporting, o que posso dizer, agora, é que só os miseráveis e os filhos do dinheiro não percebem que o Sporting não é isto.
O Sporting não é isto. Nunca foi. E não voltará a ser.
Sejam quais forem os candidatos à Presidência do Sporting, não me passa pela cabeça votar em quem, entre um projecto desportivo e financeiro coerente, consolidado e ambicioso, não se demonstrar disponível para, em defesa da Honra e da História deste Grande Clube, apresentar uma queixa-crime contra Godinho Lopes pela prática de Gestão Danosa.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O Clode
Depois de vários meses sem escrever, talvez seja por impulso, quase como obrigação, ou necessidade, que volto a fazê-lo, no meu cantinho do costume, onde costumo deixar, entre outras coisas, reflexões e desabafos, textos sobre estados de espírito.
Conheci o Clode quando fui acolhido numa nova família, onde mantenho grandes amigos, a família de São João de Brito. Aliás, no dia em que soube da sua partida, eu estava praticamente apenas com amigos, amigos do Clode, pessoas dessa família.
No momento de uma despedida, ou depois desse momento, tendemos a referir-nos apenas aos momentos bons. Esquecemos os maus. Fazemos por isso. Do Clode não guardo um único momento desses. Era um rapaz simples, no dia-a-dia, na praia, na noite, no campo de futebol. Era sempre o mesmo, igual a si mesmo, estivesse onde estivesse, com quem estivesse.
Daquele olhar, brilhante e risonho, era impossível descortinar qualquer desconforto que tivesse com a vida. Não conheço alguém que tenha alguma vez dito mal dele, pensado mal dele. Era consensual e positivo. Educado e divertido.
Foi com um sentimento de dor e vazio que soube foi fatalmente atropelado poucas horas depois da entrada no novo ano. Quase dois dias inteiros depois de ter recebido a notícia, e a poucas horas da última despedida, as palavras são substituídas pelo silêncio. Mas a revolta brutal que sentimos quando nos apercebemos que somos mortais só pode dar lugar à Esperança de saber que o Clode foi merecidamente acolhido.
Há pouco tempo, com o seu irmão, numa curta estadia em Milão, lembro-me de termos falado sobre Deus. Com o Clode, o João, não me lembro de, algum dia, o ter feito. Mas, se há coisa que me conforta, neste momento incrédulo e de revolta, é que o Clode foi acolhido. Como merecia.
Está em Paz no mundo onde não se contam as horas, a olhar por nós, os que contamos os minutos de recordação e Saudade.
Pessoas como o Clode fazem cá muita falta.
Aos pais, irmãos, família e amigos, deixo um forte abraço.
E, um dia, iremos encontrar-nos.
Até sempre, Clode.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O projecto de Godinho Lopes morreu
O Sporting vive, sobrevive, mas o projecto desportivo de Godinho Lopes está morto, e bem morto.
Duque e Freitas eram os trunfos eleitorais. Os trunfos que fizeram Godinho ser o segundo mais votado pelos sportinguistas, mas, mesmo assim, eleito Presidente do Sporting. Caíram, como caiu Domingos, como caiu Sá Pinto, como caiu a força anímica de uma equipa que joga sempre entregue a si própria. E, entretanto, caíram dois vice-presidentes, um deles com enorme peso e influência.
Parece-me legítimo, por isso e por se ter, em Outubro, perdido a época, que se pense, já, em substituir o presidente que menos sucesso teve à frente do Sporting. Veio para substituir o pior presidente da História e tomou-lhe o título.
Há quem diga que este é o fim do Sporting, tal como o conhecemos. É, de facto, um período de urgência. Mas o Sporting sempre foi aquilo que os sócios quiseram. Estamos fartos de mais do mesmo. Das voltas e mais voltas que um grupo minoritário de sportinguistas dá para continuar a liderar o clube, sempre em prejuízo do Sporting.
Chega do discurso dos pequeninos, dos pobrezinhos, de recorrer à porcaria do Couceiro.
Pelo menos, sejam profissionais!
O tempo é de mudança. E, de Outubro a Julho, há tempo para reorganizar, para repensar, para reconstruir.
Espero que, desta vez, não nos impeçam de reerguer o Sporting.
O Sporting vive, enquanto viverem os sportinguistas.E, enquanto viverem sportinguistas, o Sonho persiste.
Que seja, então, concretizado.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
A farsa chamada PC
Pode não vir na primeira página do Expresso, do Público ou mesmo do Correio da Manhã, mas não há maior farsa, em Portugal, do que a existência do Partido Comunista.
Depois de mais de trinta anos no poder local, faliram várias Câmaras Municipais. Aplicam a receita da troika desde antes de "Gaspar" ter apresentado a sua proposta de Orçamento de Estado. Há IMI's, em Câmaras Municipais comunistas, que aumentaram mais de 2000%. E vários dos presidentes de Câmara eleitos pelo Partido Comunista, assim como os seus familiares, ganham obscenidades, em cargos que são pagos à custa de cada um de nós.
Diga-se, ainda, que esta realidade tem, mais do que o conhecimento ou o aval, a própria cumplicidade do Partido Socialista. Veja-se o que se passa na Câmara Municipal da Chamusca e na Águas do Ribatejo. Veja-se também o exemplo, o bom exemplo, que é dado por vários autarcas do PSD, como Fernando Costa, nas Caldas da Raínhas.
Há comunistas que podem, querem e mandam. E, perdoem-me a expressão, mas também "mamam". À custa do sacrifício de quem trabalha.
Têm demasiados telhados de vidro para que possam atirar pedras.
E não podem ficar imunes à Justiça!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Acordai.
Tenho vinte e quatro anos de vida
e só conheço o Portugal democrático. Ainda assim, tenho memória, a suficiente
para me lembrar que a vida foi barata durante muitos anos. Comia-se um hambúrguer
por menos de metade do preço. As pessoas viviam bem, a cidade estava cheia de
gente e, no mundo rural, havia movimento. Nesses primeiros anos, de ilusão para
os portugueses, acho que me consegui iludir a mim próprio. A vida corria bem a
toda a gente e, ao Estado, não parecia faltar o dinheiro para os grandes
eventos da mudança de século, nem para as auto-estradas que nos ligam uns aos
outros.
Se me perguntarem o que foi que
mudou, entretanto, eu confesso que hesito em explicar. Sei quem governou
durante um período considerável de tempo e sei o que fez. Sei também quem
enriqueceu e quem, estrangulado pelo Estado, pede emprestado para poder comer.
Sei também que não há justiça. Que
os protegidos estão bem protegidos. E que os desprotegidos podem não demorar um
ano a morrer de fome. Conheço a conjuntura, mas permitam-me que não me sinta
responsável.
Sim, está bem. Sou
social-democrata desde que me conheço, militante do PSD desde que posso. Mas não
me revejo neste excesso de austeridade. E não acredito, precisamente, porque
sou social-democrata.
Não há país que sobreviva sem
classe média. Não há sociedade que se desenvolva sem uma economia a funcionar. Não
há caminho para o crescimento que possa ser encontrado num beco sem saída que
nos força a andar para trás. Não acredito nesta receita, demasiado indigesta
para que o povo, excessivamente sacrificado, a possa engolir.
Mais do que militante do PSD, sou
social-democrata. E sou precário, como parte considerável dos jovens que não
alinhou na debandada. Trabalho mais do que as oito horas diárias, que as
quarenta horas semanais e, se for preciso, ainda me pedem para trabalhar ao
fim-de-semana. Aceito isso, como é óbvio, porque preciso de viver e de ganhar,
pelo menos, para poder almoçar com os meus colegas. Mas acho uma injustiça que
se diga que é este governo que castra o futuro dos jovens.
Não alinho no bota-abaixo da
esquerda radical, e também a há no PS, que quer proibir aquilo que não gosta e
liberalizar o que é anti-natural e perturbador social. Por exemplo, quando se
bateram para que um gay pudesse casar com outro gay esqueceram-se que os
governos, dos partidos do centro, estavam a levar o país para um buraco demasiado
fundo para que um jovem pudesse, em idade “útil”, pensar em casamento. Com um homem ou
com uma mulher.
Não há partido que possa ser
desresponsabilizado pelo estado em que nos deixaram o país. Não há. Da esquerda
à direita, passando, logicamente, pelos governos de Cavaco a Sócrates. Sempre
sem esquecer Guterres. E não contando com os que, quando nos tentavam levantar,
foram empurrados porta fora. Mesmo assim, como acima justifiquei, não acredito
que esta seja a cura para um país que se herdou doente. O povo sempre disse, e
com razão, que, se não se morre da doença, morre-se da cura.
Só posso aceitar com intolerância
a sugestão do primeiro-ministro para as pessoas da minha geração. Aceitaria, se
dissesse que a culpa foi da geração dele. E, talvez, da que lhe antecedeu. Mas
não aceito o convite, que obviamente retribuo, para fazer as malas.
Não me consigo, ainda assim,
resignar. Mas não posso, nem quero, continuar a trabalhar para aquecer, para
pagar a casa a quem não quer trabalhar e para pagar abortos, por exemplo.
Sei que este é um tempo
extraordinário, de sobrevivência social, de sacrifício nacional, e, por isso,
aceito algumas das sugestões que, noutro tempo e por princípio, nunca
aceitaria. Por exemplo, aceito que, nesta altura, se considere a hipótese de
legalizar, para tributar, a prostituição. As putas, se querem ser putas, que
contribuam para nos tirar do pântano.
Este é um tempo extraordinário. Para
nós, para o país e para o partido que lidera a coligação que nos governa. Sugiro,
agora apenas como militante, que se faça um congresso extraordinário, aberto a
todos os militantes, para que nos expliquem o caminho, para que nos expliquem
onde acham que nos vão levar. Sei que, como eu, há milhares de militantes,
trabalhadores, social-democratas, inconformados e inconformistas. E, se o governante não ouve o governado, é
porque não sente, ou nunca sentiu, as dificuldades por que passamos.
Como portugueses, queremos honrar
os compromissos. Mas não podemos matar o país nesta espécie de tentativa de suicídio
colectivo em que se traduz a proposta de Orçamento de Estado.
Não acredito no PS, que me faz pagar, todos os dias, dívidas que não são minhas. Não acredito na esquerda radical.
Porque estiveram desatentos e porque não há nada que seja mais comunista do que
tirar ao que tem para dar ao “pseudo-todo” que é o Estado.
O PSD existe, está vivo. Acredito,
por isso, muito mais nas propostas alternativas que possam surgir internamente
do que em meros slogans hipócritas e utópicos vindos daqueles que continuam a
jogar ao toca e foge.
Acredito na social-democracia e
estou convencido de que ainda há social-democratas no PSD. E é a esses que me
dirijo com uma palavra.
Acordai.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O futuro treinador do Sporting tem de ser este!
É a minha recomendação, que agora torno pública. E falo, logicamente, do senhor que está à esquerda, junto a José Mourinho. Pensarão que é imaginação, semi-estupidez, porque o vosso primeiro pensamento é que um é imitação do outro. Estão enganados. Se fosse eu a decidir, decidiria contratar Rui Faria para treinador do Sporting, e explico-vos já porquê.
Estamos no princípio de uma época. A oito pontos do primeiro, é certo, mas com um campeonato para jogar. Existe a convicção de que temos um bom plantel, com um leque de jogadores que, se bem trabalhados, podem valer pequenas fortunas.
Escolher um treinador estrangeiro não é, por isso, uma boa solução.
Scolari é caro. Muito caro. Não dá garantias porque falhou nos clubes por onde passou recentemente. E iria sair ainda mais caro na hora de o despedirmos.
Luis Enrique prometeu. E falhou. Redondamente e na Roma. Não dá garantias.
Os holandeses são bons. Muito bons. Principalmente, Marwick. Mas não conhece o futebol português. Seria uma boa solução para o fim de uma época, numa fase em que pudesse preparar logo a época seguinte. Não conhece o futebol português.
Co Adrianse é uma solução interessante. Tem um estilo de jogo ofensivo. Demasiado ofensivo para o Sporting.
Dos estrangeiros, resta Valverde. Seria fabuloso noutras circunstâncias. As mesmas em que Marwick poderia servir.
Assim, o próximo treinador do Sporting tem de ser português. E, aqui, há duas hipóteses, desconsiderando, desde logo, a do Professor Jesualdo, certamente empurrado para a imprensa pelos seus amigos da compra e venda. Compram árbitros, vendem "treinadores" para a imprensa.
Falo, logicamente, de Jorge Jesus e Rui Faria.
Jesus seria difícil. Pediria demasiado dinheiro e está bem onde está. Se não houvesse outro, não tenho dúvida de que, nesta fase, o Sporting o iria "resgatar".
Resta Rui Faria, numa espécie de the last but not the least.
Tem escola, faz parte de uma equipa ganhadora, tem tempo para trabalhar e condições para fazer um bom trabalho. Conhece o futebol português. É, por isso, muito melhor do que os outros.
O Sporting esteve para contratar Mourinho, não quis.
Esteve para contratar Villas-Boas, também não quis.
Agora, não há mesmo volta a dar, até porque não há duas sem três. E à terceira é de vez.
Com muita escolha, ficamos satisfeitos pela quantidade de gente que se disponibilizou para treinar o Sporting.
Mas, se a escolha já está feita, o que eu desejo é que o próximo treinador do Sporting seja Rui Faria.
Faremos com que se torne treinador.
Ele tem ano e meio para fazer, de nós, campeões.
Vai uma aposta?
Eu aposto no Rui.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Em frente!
Ao contrário do que acontece quando se trata de outros assuntos, falar sobre o Sporting, em público, é algo que, na minha opinião, deve ser feito com pinças. Não quero enfraquecer publicamente a imagem do meu clube ou de quem o representa e os desabafos, quando são feitos, têm de ser escritos de forma a que não permitam ao leitor interpretar mais do que linha ou linha e meia de um conteúdo que acaba num ponto final.
Já o disse, e sublinho-o agora, que o Sporting tem uma direcção em quem não votei. É uma direcção que tem um projecto desportivo interessante e um projecto financeiro que, a meu ver, é o único que pode fazer com que o Clube, desportiva e financeiramente, tenha o estatuto público que sempre mereceu ter.
Às vezes, confesso que tenho dúvidas, incertezas e interrogações. Quando as tenho e não consigo resolver entre grupos restrictos de amigos, faço-o em salas nas instalações do clube onde as portas estão fechadas e onde estejam presentes as pessoas que, com poderes, me podem esclarecer.
Tenho contribuído, não só no apoio a todos os funcionários, atletas e dirigentes, mas também nas críticas que tenho feito, sempre saudáveis e construtivas, nos locais próprios.
Não vivemos tempos fáceis. Como seres humanos, como europeus, como portugueses cidadãos e contribuintes, como sportinguistas. E é essa consciência, que todos devemos ter, que não nos pode deixar em casa.
A vitória de Sá Pinto, do balneário, de quem construiu o plantel e da direcção do Sporting frente ao Gil Vicente teve um valor especial. Foi feita em desespero e por amor a um projecto, a uma causa e a uma camisola. Onde não houve discernimento, houve alma e atitude. Com alma e atitude, ganha-se uma equipa, ganha-se um jogo e pode até ganhar-se balanço para, agora com discernimento, fazer a escalada até aos primeiros lugares da classificação.
Há lacunas por preencher. Sinto que ainda as há, na estrutura, ao nível da representação e da comunicação. Falarei delas no local próprio. Mas acredito neste projecto de Godinho Lopes, revejo-me nele e estou motivado com a sua concretização.
Acredito na marca Sporting, na internacionalização, na forma como, sem aumentar a dívida, se tem arranjado financiamento para uma equipa de futebol competitiva e com atletas vendáveis. Acredito na lógica de abrir portas aos sócios, a assumir que Alvalade é a casa onde devem estar as lendas do clube. Acredito também na expansão do clube além fronteiras, na abertura a sportinguistas que não podem ser sócios ou a estrangeiros que, por uma questão ou por outra, gostavam de se sentir parte deste clube. Acredito na exploração de novos mercados. Acredito numa forma de comunicar clara para com os sócios e dura com os adversários. Acredito num Sporting ousado na luta pela verdade desportiva, pioneiro nesta batalha em Portugal. Acredito na inovação da divulgação do nome "Sporting". Acredito no ecletismo, na aposta na formação de atletas profissionais ou não.
Gostava de ouvir Godinho Lopes. Gostava que tivesse decidido que se recandidata daqui por ano e meio. Assumir que está e que quer continuar irá fortalecer o actual Presidente.
Se olharmos para os nossos adversários, temos um com 30 anos de poder e outro com 10.
Na minha opinião, por estranho que possa parecer, estamos melhor que os nossos adversários. Apesar de, no imediato, não estarmos a conseguir os mesmos resultados desportivos, a lógica deste projecto liderado por Godinho Lopes é muito mais consolidada, do ponto de vista desportivo e financeiro, do que a de Vieira (que vai deixar uma pesada herança a quem se lhe seguir) e a de Pinto da Costa (cujo poder no FC Porto é, na prática, praticamente nulo).
Mas, tratando-se de desporto e de futebol, não há projecto que possa ser implementado, não há projecto que possa vingar, sem vitórias desportivas.
Depois do roubo por Xistra na Madeira, o Sporting, mesmo roubado por Vasco em Alvalade (na disparidade de critérios, em dois foras-de-jogo em jogadas de golo que não existiram e numa expulsão), conseguiu a primeira vitória desportiva, no futebol, na competição que mais interessa.
É por isso, e só por isso, que estou contente. Muito contente. Eu, os 25 mil que ainda acreditavam, e os milhares ou milhões de leões que passaram a acreditar.
Temos, agora, de nos consciencializar das adversidades que o mundo, Portugal e o Sporting vivem. Aliás, nem que não seja por também as vivermos. Temos, por isso, de ser parte da solução para o problema.
Se há algum leitor com sugestões construtivas, pois que as faça, no domingo, em AG. Ou que marque uma reunião com alguém desta direcção que, para o sócio ou adepto, sempre teve as portas abertas.
Com humildade, numa fase de pegar em cacos para fazer renascer o sonho que nos fundou, o Sporting é demasiado grande para que tudo possa ser feito pela dezena de pessoas (ou pouco mais que isso) que o dirige.
Todos somos parte e todos devemos ser parte.
Para já, ganhámos um jogo. Ou talvez até mais do que isso.
Este fim-de-semana, continuamos na nossa luta.
No sábado, há que ganhar ao Estoril. No domingo, temos de fortalecer o Sporting em Assembleia-Geral.
Pois que o façamos, com sentido de responsabilidade e espírito construtivo. Por amor ao Sporting.
E seguimos. Em frente. Em frente Sporting!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Sorrir!
Há poucas coisas, na vida, que valem mais que o sorriso.O leão voltou a sorrir. O Sá também.
Estamos juntos. E, mais logo, volto a escrever sobre o Sporting.
Para já, é continuar a trabalhar. E a sorrir.
Em frente, Sporting!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Continuar!
Nada melhor do que acordar e ouvir a confirmação de que estamos todos no mesmo barco. Continuamos juntos. A respeitar os sacrifícios que vamos sentindo e que se estendem a uma maioria absoluta de cidadãos, mas, com sentido patriótico, de responsabilidade e de Estado, continuamos a luta para tirar Portugal do buraco onde o deixaram.
É preciso que acreditemos em nós e nos que, a nós, se quiseram juntar. Estamos juntos.
É sexta-feira e para a semana há mais.
Para a semana, a luta continua.
Ganhemos força. Portugal precisa de nós.
E, por Portugal, vale a pena continuar!
Bom fim-de-semana!
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Assim também eu!
Do ponto de vista político, Seguro esteve muito bem na comunicação que fez aos portugueses.
Se o Governo não recuasse, iria fazer uma moção de censura e votar contra o Orçamento. Seria populista.
Se o Governo recuasse, o PS ficaria bem visto, sendo responsável pelo recuo. Seria, também, populista.
Ontem, Seguro estragou tudo.
Começou a entrevista, deixando bem claro que não quer ser Governo, pelo menos, nesta altura.
Depois, disse que apresentou medidas alternativas, mas confessou que ainda não fez as contas.
E, quando questionado sobre o facto de não ter alertado no passado, quando era deputado do PS que suportava o Governo de Sócrates, Seguro disse apenas que não queria falar do passado.
Assim também eu!
São três verdades, inesperadamente divulgadas desta forma.
Para Seguro, que se lixem os portugueses.
E é por isso, quase mesmo só por isso, que, se hoje houvessem eleições, eu iria contribuir para dar ainda mais legitimidade a esta coligação, que a minha geração já aprendeu ser o único meio governativo com que o país pode contar para "apagar fogos" e tapar os buracos deixados pelos socialistas.
Os tempos não estão fáceis. E vão ser piores ainda. Mas, pelo seguro, Seguro não pode entrar nas contas dos portugueses.
Se o Governo não recuasse, iria fazer uma moção de censura e votar contra o Orçamento. Seria populista.
Se o Governo recuasse, o PS ficaria bem visto, sendo responsável pelo recuo. Seria, também, populista.
Ontem, Seguro estragou tudo.
Começou a entrevista, deixando bem claro que não quer ser Governo, pelo menos, nesta altura.
Depois, disse que apresentou medidas alternativas, mas confessou que ainda não fez as contas.
E, quando questionado sobre o facto de não ter alertado no passado, quando era deputado do PS que suportava o Governo de Sócrates, Seguro disse apenas que não queria falar do passado.
Assim também eu!
São três verdades, inesperadamente divulgadas desta forma.
Para Seguro, que se lixem os portugueses.
E é por isso, quase mesmo só por isso, que, se hoje houvessem eleições, eu iria contribuir para dar ainda mais legitimidade a esta coligação, que a minha geração já aprendeu ser o único meio governativo com que o país pode contar para "apagar fogos" e tapar os buracos deixados pelos socialistas.
Os tempos não estão fáceis. E vão ser piores ainda. Mas, pelo seguro, Seguro não pode entrar nas contas dos portugueses.
69
Ficou conhecido, na Assembleia da República, como o “número
curioso”. E, no futebol, desde que decorra um segundo sobre um determinado
minuto, o registo que fica é o do minuto seguinte.
Quando a imprensa desportiva dava conta de duas grandes penalidades
supostamente mal assinaladas num daqueles fait-divers que são os jogos das
equipas B, o que fica registado foi o que aconteceu, no Funchal, ao minuto 69.
Quando vejo as imagens, quando a vi em directo num stream
que encontrei e que era comentado em árabe, na minha cabeça não conseguiu sair
uma frase que, na rádio, se ouve muito.
“Está lá dentro!”
Estava. A bola entrou. É possível ver, de todos os ângulos,
que a bola tinha de ter entrado. E, mesmo que houvesse dúvida, ter-se-ia de a dar
em favor de quem atacava.
Mas não há dúvida. A bola entrou. Entrou mesmo. E ficou por
validar o segundo golo legítima e legalmente marcado pelo Sporting na Madeira.
O minuto 69 marcou, portanto, a história deste jogo e deste
campeonato. Que ficou ainda mais manchado quando se assinalou, a minutos do
fim, uma falta inexistente em frente da área do Sporting. Foi um convite a
rematar, um convite ao golo. Foi um convite ao roubo.
Esta é uma realidade de que ninguém fala porque não dá
jeito. Há quem não queira ver, quem não queira perceber. Mas, sendo uma realidade, será revelada.
O Sporting jogou pouco e mal. Falta, a esta equipa, um
extremo direito. Pelo menos isso. Carrillo pode desequilibrar, mas já não está
no Perú e tem de ser muito mais competitivo. Quanto ao resto, tenho esperança
em Viola e Labyad. E fé que Sá Pinto abra os olhos.
O Sporting tem de jogar mais. Muito, muito mais.
O início de época é alarmante, mas o Sporting depende de si
para ser campeão.
De qualquer maneira, nesta luta entre grandes, há duas
coisas que se salientam.
A primeira é que o Sporting não precisou de vender nenhum dos
seus melhores activos.
A segunda é que o Sporting foi prejudicado, pela arbitragem,
na Madeira. Prejudicado num golo.
A bola entrou, mas não contou.
E foi ao minuto 69.
Ele viu, mas fingiu.
E já que a expressão está na moda, que se lixe, também, o Carlos Xistra!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O Sporting está como o Real Madrid
Este ano, também não tem equipa. E ninguém sabe onde é que o treinador tem a cabeça.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Meu querido 2009,
Helena Roseta diz que estão a roubar os portugueses. Como disse?
A CML gasta 750 mil euros para voltar a trazer o caos ao Marquês.
Há juntas, em Lisboa, que continuam a "passar" milhares e milhares de euros dos nossos impostos para o bolso de camaradas socialistas.
Mude-se o ministro. Recue-se nas medidas. Debatam, concretizem a democracia.
Faça-se um congresso extraordinário.
Mas salvem o povo. Salvem o povo dos socialistas.
Meu querido ano de 2009, era tão bom voltar atrás...
Um pouco mais de dinheiro no nosso bolso.
Muito menos dinheiro em off-shores.
De socialistas, estamos fartos. Salvem-nos deles.
E meu querido 2009...
Meu querido ano de 2009...
A CML gasta 750 mil euros para voltar a trazer o caos ao Marquês.
Há juntas, em Lisboa, que continuam a "passar" milhares e milhares de euros dos nossos impostos para o bolso de camaradas socialistas.
Mude-se o ministro. Recue-se nas medidas. Debatam, concretizem a democracia.
Faça-se um congresso extraordinário.
Mas salvem o povo. Salvem o povo dos socialistas.
Meu querido ano de 2009, era tão bom voltar atrás...
Um pouco mais de dinheiro no nosso bolso.
Muito menos dinheiro em off-shores.
De socialistas, estamos fartos. Salvem-nos deles.
E meu querido 2009...
Meu querido ano de 2009...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
O Regime faliu
Não sei, ao certo, o que mais revolta os portugueses. Se serão as medidas anunciadas pelo Governo. Ou a inércia do principal partido da oposição, de quem não se vê nem ouve qualquer reacção. Dizem que Seguro vai falar com Cavaco. Como se Seguro (ex-deputado de um partido que, durante seis anos, apoiou um governo liderado por José Sócrates) ou Cavaco Silva (Primeiro-Ministro e Presidente da República durante demasiado tempo) não personalizassem o autêntico falhanço governativo desde 1995.
Sei que se fala, há muito tempo, de justiça. De justiça social. Mas, seja porque não se quer, seja porque não é possível, o que se exige, agora, é que seja feita justiça. Em nome do povo, em nome dos sacrifícios por que todos passamos.
Se há que ter mão pesada relativamente a quem, fraudulentamente, não cumpre as suas obrigações fiscais, também a tem que haver relativamente aos que, culposamente, arruinaram as contas públicas dizendo que as estavam a equilibrar.
O país irá parar de vez. Em manifestações e greves que não darão em coisa nenhuma. Os partidos continuarão a discutir o sexo dos anjos. E, ainda por cima, nunca os partidos estiveram tão partidos como estão hoje.
Portugal deve começar, já, a discutir a falência do regime. De um regime que convidou à incompetência e à corrupção. Que foi vivendo, dando a sobrevivência ao povo em troca da riqueza espalhada entre seitas. Esse regime faliu. E fez falir dezenas de milhares de empresas e o próprio Estado.
Ninguém vê, nos ânimos exaltados pelo descontentamento, solução. Não dá para a ver. Porque, como comecei por dizer, pior do que não haver alternativa é a alternativa ser ainda pior que a solução temporariamente existente.
À esquerda, o PC continua fechado na caixa de onde nunca saiu desde 74. O Bloco começou com os experimentalismos típicos de quem não sabe o que quer. E o PS, adormecido na inércia de Seguro, parece, neste silêncio confrangedor, assumir o falhanço que levou aos efeitos que todos já estamos a sentir. A sentir e a pagar.
Neste cenário e perante a revoltante imutabilidade deste regime, e sem contar com os radicalismos utópicos da direita e da esquerda anarquista, não há alternativa.
O regime faliu. E é isso que devemos discutir.
Talvez valha a pena recuar até 2009, onde se falou da suspensão da democracia portuguesa, que nem chega a ser democracia.
Talvez valha a pena voltar a 74,75 e 76, onde se construiu uma teoria para Portugal que assentava no Estado de Direito, na separação dos poderes, na liberdade mas também na justiça. Uma teoria que nunca deixou de o ser. Porque nunca se praticou.
Talvez valha a pena recuar até antes de 74. Apesar das evidências anti-democráticas, nessa altura, ao que consta, os políticos não enriqueciam com a política. E o povo nunca viveu acima daquilo que podia.
Não há nada mais duro, e porventura mais cruel, do que assumir aquilo que, durante décadas, rejeitámos. Há que acabar com preconceitos e, conhecendo agora os erros dos dois regimes em que viveram boa parte dos portugueses vivos, há que voltar a discutir o Estado, voltar a discutir o regime.
Ou então vamos para a rua gritar, pedir aquilo que sabemos que não nos podem dar, como seres selvagens e ignorantes, como quem apenas assobia para o ar.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)








