domingo, 31 de dezembro de 2006

Sete desejos para 2007



1 - Sendo, neste momento, a plena paz mundial e a perfeita harmonia da vida em sociedade dois conceitos utópicos, na minha opinião, faço votos de que haja menos guerra, menos atentados, menos ameaças,...;

2 - Que haja menos pessoas a morrer prematuramente, sobretudo, de fome ou de catástrofes;

3 - Espero que o governo português seja mais forte e que nos apresente resultados, caso contrário, que haja uma oposição mais directa e objectiva, sobretudo no que diz respeito ao meu Partido, o PSD, que esteja mais forte e a crescer na intenção de voto dos portugueses;

4 - Que seja salvaguardado o mais importante direito que uma pessoa pode ter, o direito à vida, com uma, expressiva, votação no NÃO AO ABORTO no referendo que aí vem;

5 - Que haja mais verdade desportiva e que haja mais desenvolvimentos no caso do "Apito Dourado". Se possível, que o Sporting seja campeão (e que vença a Taça!). Quando a promoções, espero, sinceramente, que suba o Vitória de Guimarães e uma equipa do centro ou do sul. Primeiro, porque o futebol "sabe melhor" ser visto com estádios cheios, como acontece na cidade-berço, e depois, para que haja uma "desnortalização" do futebol. Espero, igualmente, que o Chelsea, de José Mourinho e companhia, seja Campeão Europeu.

6 - Que haja cada vez mais portugueses no topo do Mundo, seja na política, no desporto, no cinema, na literatura, no teatro, no jornalismo ou em qualquer outra área,

7 - Que o VozPrópria continue a ser uma voz activa na política nacional e que todos os seus visitantes disfrutem de uma plena saúde e que tenham um ano de grandes sucessos.

Um próspero 2007 para todos.

Recomendo

Este filme retrata os acontecimentos imediatamente a seguir à morte da Princesa Diana e a forma como a Rainha o Primeiro-Ministro, Tony Blair, lidaram com a situação. A dor e a tristeza da morte com as pressões do povo britânico num filme recém vencedor dos prémios para Melhor Actriz e Melhor Argumento no Festival de Veneza.

A Raínha, The Queen

Drama, maiores de 12

Um passo atrás

Sem dúvida, é esta a grande imagem do dia de hoje, ou melhor, de ontem. Talvez, a última grande imagem de 2006. Saddam Hussein foi enforcado.
Sempre fui contra a pena de morte, em qualquer circunstância. Considero que o que aconteceu hoje foi um crime. Obviamente Saddam tirou a vida a muitas pessoas, mas a morte não deve ter como consequência outra morte.
O Mundo deu, hoje, um enorme passo atrás. Por um crime, o Mundo respondeu com...outro crime. Desta vez, foi-se longe de mais, pelo que partilho da opinião da União Europeia, que caracteriza esta morte como um erro político grave. Muito grave, mesmo.

sábado, 30 de dezembro de 2006

Novo blog

É com um enorme prazer que vos apresento um grande amigo meu, que também decidiu aderir à blogosfera, com um blog e ao qual desejo o maior sucesso. Para quem gosta de futebol, carregue aqui.

Para quem quiser

Se tem uma cadela boxer, principalmente na região de Lisboa, clique aqui

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

"Nós, no PSD, somos assim."


Na sequência do artigo publicado por Henrique de Freitas, autarca do PSD em Lisboa, no blog onde é um dos membros e de um outro artigo de opinião do colega do Partido e da blogosfera, Luis Cirilo, acerca da possível homenagem que Carmona Rodrigues tenciona fazer ao ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, venho, deste modo, expressar a minha total solidariedade para com Pedro Santana Lopes.
É inacreditável um Presidente da CML, que foi eleito com o apoio do PSD, assim como os seus vereadores, quererem homenagear um homem que dissolveu a Assembleia da República, que tinha, na altura, uma maioria, legítima, social-democrata. No PSD sempre houve um grande espírito de entre-ajuda e, na minha opinião, esta homenagem não pode acontecer. Não é uma atitude própria de membros do PSD. Falo, obviamente dos veradores, tendo em conta que Carmona não se encontra filiado a qualquer partido político. Contudo, a acontecer, não compreendo por que motivo seria apenas Jorge Sampaio a ser homenageado, pois Santana Lopes foi um Presidente que revitalizou a cidade de Lisboa. Além disso, creio que o Partido deve estar muito grato ao actual deputado, Pedro Santana Lopes, visto que este, em nome do Partido, decidiu avançar para Lisboa, ganhando as eleições. Caso contrário, duvido, sinceramente, que o PSD , nos próximos 10 ou 20 anos, saisse vencedor nas eleições autárquicas, em Lisboa. Além disso, Santana Lopes teve a coragem de aceitar governar os portugueses numa altura muito difícil.
Obviamente, como social-democrata e como português, discordei, totalmente da dissolução da Assembleia da República. É importante salientar, porque muita gente não percebeu bem o que aconteceu, mas o que aconteceu não foi uma demissão do governo, pois Sampaio não conseguiu arranjar nenhum motivo legal para o fazer, tendo dissolvido a A.R., facto que, consequentemente, fez cair o governo, liderado por Pedro Santana Lopes. Discordei, também, pelas mesmas razões, das constantes críticas que Marques Mendes fazia, publicamente, ao governo social-democrata. Não é que ache que todos, como sociais-democratas, tenhamos de concordar com os governos do PSD, mas a questão é que existem locais próprios para estas críticas serem feitas, achando de má-fé fazerem-se críticas, publicamente, a um primeiro-ministro, apoiado pelo nosso Partido.
Considero que a atitude de Carmona e de Marques Mendes para com Pedro Santana Lopes só revela uma enorme ingratidão.
Com tudo isto, tenho esperado por uma reacção de Marques Mendes e dos vereadores sociais-democratas da Câmara de Lisboa e condeno a intenção de Carmona Rodrigues e, sobretudo, (a ser verdadeira, a intenção) dos vereadores, assim como condeno o silêncio de Marques Mendes. E estou solidário com Pedro Santana Lopes.

Uma última aventura


Luis Filipe Madeira, mais conhecido por Figo, começou a jogar no Pastilhas, clube da Cova da Piedade. Em 1989 assinou pelo Sporting, efectuando apenas 6 jogos em 2 dois anos. Contudo, Figo começou a afirmar-se na época 1991/92, com a camisola verde e branca, realizando 34 jogos. Em 6 anos que vestiu a camisola do Sporting, realizou 141 jogos, marcando 15 golos, dando muitos outros a marcar, tendo sido fundamental pela conquista da Taça de Portugal, na época em que Pedro Santana Lopes era Presidente do Sporting, acontecimento que foi muito importante, pois o Sporting nada ganhava há alguns anos.
Em 1995 tranferiu-se para o Barcelona, sendo uma presença permanente no onze titular. Só para o campeonato, com a camisola dos catalães, Figo fez 172 jogos em 5 anos, marcando 30 golos.
Em 2000 assinou pelo Real Madrid, tornando-se o jogador de futebol mais bem pago do Mundo, tendo sido esta transferência encarada como uma traição pelos adeptos do Barça. Fez, 163 jogos para a Liga Espanhola, apontando 38 golos.
Assina finalmente com o Inter, onde foi peça vital na conquista do título na época passada e deixa os milaneses 10 pontos à frente do segundo classificado.
Aos 33 anos e com 127 jogos pela equina das quinas, nos quais fez 32 golos, retira-se da Selecção.
Está agora muito perto de assinar um contrato milionário com os sauditas do Al Ittihad, ganhando 6 milhões de euros em 6 meses, voltando a ser o futebolista mais bem pago do Mundo, facto que é impressionante, dado que Figo que encontra longe dos seus tempos de ouro e perto, muito perto, do fim da sua carreira.
Pode ser esta a última aventura do melhor jogador português que, algum dia, eu vi jogar. Oxalá estejamos enganados e que o eterno número 7 da Selecção Nacional se despeça para o ano com a camisola, que é a minha: a camisola do Sporting.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

2006 em revista


Ricardo defende 3 penalties contra a Inglaterra, sendo o primeiro guarda-redes da História a alcançar tal feito

A festa da Selecção no campeonato do Mundo, na Alemanha



...festa que se espalhou por todo o país.

Portugal tem pela primeira vez um Presidente da República de centro-direita,

Mário Soares fica em terceiro lugar nas Eleições Presidenciais, atrás do, também socialista, Manuel Alegre.

Vários ministros são alvo de insultos. Entre eles, a ministra da educação foi o centro das atenções dos estudantes, sobretudo pelo fracasso dos Exames Nacionais.

Contudo, o líder do PSD parece não estar à altura do cargo, descendo na intenção de voto dos portugueses


Com a ausência de oposição do PSD ao governo, vários social-democratas e independentes uniram-se num almoço-comício em Vila Nova de Gaia.


Lisboa entra numa crise governativa, com o fim da coligação PSD/CDS-PP, de que tenho falado, deixando Carmona e os lisboetas em maus lençóis.

Apesar de não alcançar grandes vitórias desportivas, o Benfica entra no Guiness como o clube com mais sócios do Mundo.

Houve ainda tempo para se marcar o referendo acerca da interrupção da gravidez...

...e para se escreverem alguns livros, como este...


ou este, de uma senhora que, em tempos,foi insultada pelos Diabos Vermelhos, que agora a protegem, depois da mesma ter acusado Pinto da Costa por vários crimes.

Pouco mais há a dizer. Venha, então mais um ano.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Esperança no futuro

Pois é, vem aí um novo ano, que vai ficar marcado, historicamente, entre outras coisas, pela decisão dos portugueses na questão do aborto.

2006 acaba agora e eu faço um balanço negativo deste ano, do ponto de vista político, jurídico, desportivo, entre outros. No entanto, não quero dizer que foi um ano em que tudo correu mal. Não. A selecção portuguesa fez um excelente Campeonato do Mundo de futebol, alcançando um honroso quarto lugar. Portugal tem, pela primeira vez, um Presidente da República de centro-direita. Contudo, se foi um ano mau, na minha opinião, deixou-nos claros sinais de esperança num futuro melhor, embora, na generalidade, tudo o que estava mau continuou mau e uma boa, ou significativa, parte das coisas boas pioraram.

Ora vejamos, 2006 trouxe-nos um novo Presidente da República, mas esse acontecimento, por si só, não pode mudar grande coisa. O governo continua a propagandear a sua actuação, sem alcançar grandes resultados. Por exemplo, na saúde, apesar de se estarem a fechar vários hospitais, o número de pessoas em lista de espera diminuiu. Pouco, mas diminuiu. No entanto, com a possível despenalização da interrupção voluntária da gravidez nas dez primeiras semanas, a que eu chamo liberalização do aborto no referido prazo, as listas de espera poderão agravar-se. O governo tem estado a "cortar" em todo o lado, "apertando" com tudo e com todos, muitas vezes à custa dos tais impostos que prometera não aumentar. O que aumentou foi o desemprego, a violência e o desespero das pessoas face ao governo e face à oposição, sobretudo com os partidos de centro e de direita. É que quando o governo é incoerente, dizendo e defendendo umas coisas e fazendo, exactamente, o contrário, pede-se à oposição que, no fundo, faça oposição. Mas o PSD faz o mesmo que o governo socialista tem feito e o CDS, também ele, muito dividido, parece demasiado monótono. Por isso e por vários outros factos, dos quais, de resto, tenho vindo a falar, quem sobe nas sondagens são os partidos de extrema esquerda, curiosamente, constituindo uma excepção ao que tem acontecido na Europa desenvolvida e moderna.

Traço um cenário muito negro do desempenho do Partido Social Democrata, em 2006. Sem me querer alongar muito, não é normal o que tem acontecido na príncipal Câmara do país, tendo-se gerado uma grande crise governativa quando Marques Mendes, lider do Partido, resolveu intervir no trabalho do Presidente da C.M.L., Carmona Rodrigues. Além disso, a actuação de Paula Teixeira da Cruz tem prejudicado muito a maioria dos social-democratas e dos lisboetas. Assim, com um péssimo desempenho dos líderes do Partido e da Distrital, as críticas têm vindo a crescer, de vários lados, dos quais se destacam, sem dúvida, Morais Sarmento, Luis Filipe Menezes e Helena Lopes da Costa, além de Rui Rio, que já mostrou estar em desacordo com alguns comportamentos adoptados por Mendes. O partido está cada vez mais dividido e para isso nem sequer contou com qualquer palavra de Pedro Santana Lopes que, com certeza, pedirá explicações aos líderes que referi dentro de pouco tempo, devido à intenção de Carmona Rodrigues de homenagear, com uma medalha de ouro da cidade, o ex-Presidente da República Jorge Sampaio, responsável pela dissolução da Assembleia da República com maioria social-democrata e, consequentemente, pela queda do governo.

Mas se os desempenhos de Marques Mendes e de Paula Teixeira da Cruz têm sido péssimos, a mudança da direcção da CPS de Algés e o almoço-comício em Vila Nova de Gaia, onde mais de 3 mil pessoas se reuniram para criticar o governo de Sócrates, foram, sem dúvida, dois sinais de esperança na mudança que o país tem de ter.

No que diz respeito ao desporto, sobretudo ao futebol, que é para onde se vira a atenção da maior parte dos portugueses, a situação não dá para grandes sorrisos. Em Portugal, o campeonato parece, já, decidido, com o Porto campeão, mas na sombra de uma ex-prostituta que acusa o Presidente dos dragões de vários crimes. Além disso, a situação fincanceira dos azuis e brancos é alarmante, tendo tido um prejuizo a rondar os 30 milhões de euros. Além do FC Porto, também o Benfica vê o seu Presidente arguido no caso "Mantorras" e o seu ex-Presidente da S.A.D. estar envolvido em vários processos. O Sporting foi afastado das competições europeias e apenas o Braga, que considero um outsider, parece estar melhor, não apresentando, aparentemente, qualquer problema financeiro, mantendo-se na Taça Uefa e na luta por um lugar na Liga dos Campeões para a próxima temporada.

Falando dos portugueses que resolveram "emigrar" para outros campeonatos, apenas Cristiano Ronaldo se tem destacado, sendo, neste momento, o melhor marcador do primeiro classificado da Premier League. Além do nº7 dos Red Devils, Tiago e o naturalizado Deco continuam no topo. Sublinho também o facto de José Peseiro treinar o primeiro classificado da Liga Saudita, de futebol. Contudo, o grande símbolo do futebol português, José Mourinho, acaba este ano na mó de baixo. Sim, porque estar em 2ºlugar, como todos sabemos, para Mourinho, é estar muito em baixo.

A selecção, após um excelente Campeonato do Mundo, onde alcançou um honroso 4ºlugar, ainda não realizou sequer uma única exibição de bom nível, na Qualificação para o Euro2008.

Há, contudo, uma nota que é importante salientar. Apesar também do Caso Mateus, do qual não nos podemos esquecer, a Liga tem uma nova Direcção, encabeçada por Hermínio Loureiro e parece-me trazer novas e boas ideias, como a Taça da Liga, que será muito útil para os clubes, na medida em que lhes dá mais competição, mais assistências e, em princípio, mais receitas.

Ligado ao desporto e à política, lembramo-nos logo do caso do "Apito Dourado". Pois é, passou um ano e não há grandes desenvolvimentos neste caso, como em muitos outros, como o da "Casa Pia". Além desses, "Camarate" prescreveu e dias depois soubemos que, afinal de contas, foi mesmo atentado.

Resumidamente, foi assim 2006.

domingo, 24 de dezembro de 2006

Mas este não é...?

Pois é. O que fui eu encontrar numa altura destas. O senhor que agora elogia tudo o que Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz fazem, que escrevia no "Caisdalinha", blog que acabou após a derrota de Carlos Rui Viana de Carvalho, candidato à Presidência da CPS de Algés, apoiado pelos senhores que referi, está aqui, nesta fotografia (com uma t-shirt preta a dizer "Lifeguard" e com óculos escuros) ao lado do candidato Isaltino, actual Presidente da CMO.
Falava em coerência, este senhor...
Para todos os leitores do «VozPrópria», votos sinceros de um Santo Natal e de um Bom Ano 2007.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Porque Portugal merece Melhor, ...


Na sequência da vitória da Lista B nas eleições do passado dia 12, Luis Filipe Menezes escreve no seu artigo que a emblemática ex-vereadora da Câmara de Lisboa dizimou a concorrência [nas eleições internas da secção de Algés].
Sempre em cima do acontecimento, o Correio da Manhã mostrou mais uma vez ser um jornal de grande utilidade pública...


Pode ver mais no site do jornal, nos links seguintes:


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=224237&idselect=90&idCanal=90&p=200

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=224320&idselect=93&idCanal=93&p=200

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Sem espinhas!!


Como falei, no passado dia 12, terça-feira, realizaram-se as eleições para a Comissão Política da Secção de Algés do PSD.

Esperava-se uma grande corrida às urnas por parte dos militantes e foi isso que aconteceu, pois estavam frente a frente dois movimentos de militantes com ideias distintas. Uns que ao longo destes dois anos desvalorizaram, por completo, os militantes e outros que queriam devolver à Secção os valores que fizeram nascer e crescer o PSD de Sá Carneiro. Uns que fecharam as portas do Partido à população e outros que queriam abrir as portas da Secção a novas pessoas, novas ideias e novos valores. Uns que apoiavam o comportamento ditatorial, ao estilo da PIDE, e outros que queriam dar valor às bases. Uns que apoiavam a estratégia adoptada por Amaral Lopes, Presidente da CPS até esse dia, por Paula Teixeira da Cruz e por Luís Marques Mendes. Outros que queriam um Partido dinâmico, aberto ao povo e de forte oposição ao governo.

Das 5 da tarde às 11 da noite, o clima que se viveu na Secção era normal: muitas movimentações, grandes expectativas e uma elevada afluência às urnas. Foi perto das 8 da noite que me dirigi à Secção para ver como estava a correr este acto eleitoral e uma coisa que notei, logo, foram os rostos calmos com que os membros da lista B olhavam para estas eleições. No tempo que ali estive, falei com muitas pessoas que viam estas eleições como um sinal de esperança, sobretudo os mais idosos. Adivinhava-se uma grande vitória da lista B, porque, normalmente, quando há um elevado número de pessoas que vai votar é sinal de descontentamento e de se querer uma mudança.
Curiosamente, fiquei espantado quando me deparei com os membros da lista A. Eram poucos, os mesmos de sempre, sozinhos, perturbados, inquietos, fechados num grupo à parte, todos vestidos de preto. E, sabem, é assim que caracterizo a liderança de Amaral Lopes, Paula Teixeira da Cruz e Marques Mendes, nestes últimos tempos: tristes, apáticos, isolados, fechados, sós… Completamente, sós.

Durante 6 horas, tiveram a voz os militantes e foi perto da meia-noite que se souberam os resultados. A lista B obteve uma vitória esmagadora. No momento em que foram divulgados os resultados, veio-me uma coisa à cabeça. Pensei que líder não pode ser qualquer um. Para se ser líder é preciso ter capacidades e perfil para tal. Um líder tem de saber liderar a maioria, divulgar as intenções e os valores da maioria e bater-se pelos mesmos. Quando assim não acontece, a maioria “abate” os líderes. Houve ali, naquele momento, uma grande vitória dos militantes, num sinal claro de descontentamento face aos tais supostos “líderes” que já falei. Foi uma vitória clara, da qual não se pode ter outra interpretação, senão a de, pelo menos, em Algés, se querer uma mudança.

Nas duas horas após se ter tido conhecimento dos resultados, havia dois sentimentos: enquanto os militantes do PSD, os expulsos do Partido e os “não aceites” festejavam esta grande vitória, o tal “grupo” à parte, desanimado, fazia telefonemas, arranjava barafundas e, mais uma vez, mostrou não gostar de saber a opinião dos militantes. Lembro que esta vitória só não foi ainda mais esmagadora porque o voto foi, por um lado, restringido e, por outro, quase que se pode dizer que foi imposto.

No primeiro discurso, os dois candidatos eleitos para Presidente da CPS e para Presidente da Mesa dedicaram esta vitória ao trabalho de vários militantes, como os que já destaquei, no texto anterior, e mostraram a intenção de voltar a entregar a Secção aos militantes, além de abrir a porta aos que foram expulsos e aos que não foram aceites. Porque todos somos poucos e o Partido precisa de todos para voltar a ter a confiança dos portugueses.

E pronto. Está retomada a normalidade e a legalidade na Secção de Algés do PSD. Julgo que várias pessoas devem reflectir sobre este resultado.

Concluo, afirmando que o PSD está vivo, que os militantes estão atentos e que esta vitória, em Algés, foi, apenas, o primeiro sinal...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Não há muito a dizer, hoje. Não há grandes novidades para dar. No entanto, já que falei durante alguns dias do meu caso pessoal e das eleições na Secção de Algés, saliento que o que aconteceu em Algés era o que já se esperava: uma grande vitória dos militantes, representados pela minha mãe, pelo Armando Soares, José Gonçalves, Nuno Costa, Nuno Pedroso, entre outros. É com grande alegria que, finalmente, vi a intenção da (nova) CPS em me tornar militante do Partido.

Resultados do acto Eleitoral
Comissão Politica da Secção de Algés
Lista A -298 Votos
Lista B -412 Votos
Mesa do Plenário da Secção de Algés
Lista A -287 Votos
Lista B -423 Votos
Dentro de dias, farei aqui uma interpretação óbvia dos resultados deste acto eleitoral.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Os prós e contras de Lisboa


Depois de uma campanha eleitoral muito disputada, marcado pela polémica do não aperto de mão, após a ruptura da coligação PSD/CDS que governa a principal Câmara do país e no dia em que é discutido o Orçamento para 2007, Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho voltam a estar frente a frente. Além disso, é a primeira vez que Carmona se vai encontrar com Maria José Nogueira Pinto, após a referida ruptura. Este debate vai contar, também, entre outros, com Ruben de Carvalho.

É hoje à noite, no programa "Prós e Contras", na RTP1. A não perder.

Governo não vai agir no caso Camarate


O caso da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa prescreveu em Setembro e os partidos de Direita já haviam defendido a realização do julgamento. Agora é a vez do governo se pronunciar sobre esta matéria.
O ministro da Justiça, Alberto Costa, afirmou hoje que o Governo "não vai tomar nenhuma iniciativa" para levar a julgamento o caso Camarate, que prescreveu em Setembro deste ano.


domingo, 10 de dezembro de 2006

Ora bem,


Este post surge em resposta a um outro post colocado pelo policopata, no seu blog.

Não queria repetir o que tenho vindo a dizer nestes últimos tempos, sobretudo desde que criei o vozpropria, mas sublinho que nunca respondi a qualquer provocação ou ofensa vinda de qualquer pessoa, anónima ou não, a mim ou à minha família. Apenas solicitei ao administrador de uma página de opinião uma maior intervenção, quando vi excessos na linguagem utilizada por alguns dos seus visitantes. Ao verificar que essas atitudes lamentáveis continuaram, decidi, simplesmente, deixar de visitar essa página pessoal, apesar de não ser a única que fala da política e do país com um estilo tão leviano que chega a arrepiar.
Quando criei este blog e quando comentei em páginas, como a do politicopata, sempre tive como principal objectivo a promoção de um debate político sério. Não foi isso que aconteceu.
Estes últimos meses foram, sem dúvida, diferentes. Lamento muito a atitude que o Partido e a Secção de Algés tiveram para comigo, para com muitos dos seus militantes e cidadãos. Julgo que a Direcção da CPS de Algés e a Direcção Nacional do Partido se têm complementado, contribuindo para uma ascensão dos socialistas na intenção de voto dos portugueses, porque comportamentos como os que relatei e os que a minha mãe tem criticado em nada dignificam o Partido e apenas prejudicam a sua imagem junto dos portugueses. É que, mais do que nunca, os portugueses vivem uma situação muito difícil e, mesmo parecendo que não, estão cada vez mais atentos à política nacional. Por isso, julgo que se exige uma atitude positiva e convergente por parte da Secção de Algés e do Partido, a nível nacional.

Não há tempo para guerras pessoais! Sempre critiquei o “anonimato” de várias pessoas quando comentaram e insultaram noutros espaços de opinião. Sempre dei a cara e exprimi, sempre, a minha opinião pessoal. Já agora, respondo a alguns posts de outras páginas de opinião pessoal onde se criticava a postura de Menezes, Santana Lopes ou Morais Sarmento. Não me entristece que haja pessoas que lutem pelo país e que usem os seus meios para fazer oposição ao governo. Não me entristece, também, que haja pessoas que critiquem a liderança nacional do Partido. O que me entristece é que haja razões para essas pessoas o fazerem. E subscrevo todas as críticas feitas por estes senhores à liderança do PSD, ao governo de José Sócrates e à actuação do, na altura PR, Jorge Sampaio.

Politicopata: obviamente, no post que publicou no seguimento da minha intervenção, julgo que a sua atitude foi positiva. Tenho é pena que tenha sido a única atitude positiva que teve desde que se debate "Algés". É normal haver diferença na sociedade e no Partido e percebo que o senhor mostre a sua opinião, comente decisões e notícias, desde que respeite as pessoas de quem fala. Não é isso que tem acontecido nem da sua parte, nem da parte dos anónimos ou, agora, “semi-anónimos” (os tais tonys...)! Tenho pena que grande parte dos posts que publica não tenham fundamento algum. Os senhores não sabem do que falam, nem têm noção (julgo e espero eu que não tenham mesmo) do que tem acontecido. Espero, sinceramente, que o senhor comece a falar de política de uma forma mais séria, porque esse seu estilo deixou de pegar. A situação do país é alarmante e não é esta a altura certa para brincarmos “à política”. Os seus posts são inúteis, na medida em que em nada contribuem para o debate político, nem para uma dignificação do Partido e, além disso, vejo que menospreza os militantes do PSD, tentando fazer passar uma imagem grotesca e falsa dos mesmos.
Muitos dos leitores deste blog sabem bem que não participo neste debate por motivos pessoais e familiares, mas por acreditar que está na altura da mudança. Está na altura de trazer credibilidade ao PSD, valorizando todos os militantes, para que possamos formar governo num futuro próximo. Falar não chega, pede-se ao PSD mais acção, mais valores, mais debate, mais convergência e mais verdade.


Fazendo um último apelo, peço a todos os leitores deste blog, que são militantes do PSD e da Secção de Algés para que votem na Lista B. Esse voto é um voto contra as ilegalidades que têm sido feitas, é um voto de protecção e valorização dos militantes, é um voto na verdade, na transparência e na credibilidade, mas também no trabalho e na competência. É um voto pelos cidadãos que viram a sua entrada negada, ilegitimamente e contra os estatutos e regulamentos. É um voto na aceitação da diferença e no debate. É um voto no futuro e na ambição, no talento e na seriedade. É, acima de tudo, um voto no verdadeiro e democrático PPD/PSD. Este pode ser o primeiro passo para um país melhor para as próximas gerações e cabe aos militantes de Algés do PSD decidir. Não me cabe a mim, pois a actual CPS não me deixa votar (ver textos anteriores).
Não me querendo alongar muito, já dizia Victor Hugo que "nada é tão importante como uma ideia cuja oportunidade chegou". Todos vocês têm agora a oportunidade de mudar o futuro. Com o voto na Lista B. Pelo PSD. Por Portugal.
Tenho dito.

Morais Samento critica Mendes


Morais Sarmento, ex-ministro social-democrata, acusou Marques Mendes de "falta de causas e de carisma", e mostrou-se disponível para integrar uma futura liderança do partido", concluindo que o actual líder do Partido Social Democrata não tem perfil para tal. Subscrevo, por completo, as suas afirmações e, em resposta a outros blogs, explico que não há, em MS, uma 3ªvia, mas sim um conjunto de pessoas descontentes com o estado do Partido, por diversos motivos, e todas elas unidas no objectivo de formar um PSD mais forte para o futuro.

Mais: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=253703

Quem é quem?

Mais alguns candidatos, da lista A:


Maria Antonieta Delgado - residente no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa (ao contrário do que consta nos dados do Partido). Secretária de José Amaral Lopes.






Por sua vez, Amaral Lopes, candidato a Vice-Presidente da CPS, residente junto à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, igualmente, ao contrário do que consta nos dados do PSD.





Sílvia Gravata - assessora de José Amaral Lopes. Pouco vista pelo gabinete, pois a sua função é a de angariação de militantes (a maioria das vezes, em moradas falsas!).








Sérgio de Azevedo - funcionário da vereadora Marina, na CML.







...

Humorista e...mentiroso


O senhor Carlos Rui Viana de Carvalho, candidato a Presidente da Comissão Política de Algés, do PSD, não vive em Algés, nem sequer no concelho de Oeiras, como está na base de dados do Partido. Para quem não sabe, esta é a morada verdadeira do senhor que fala em credibilidade e que mente com todos os dentes que tem(que está na fotografia):

Estrada da Luz, nº71-8ºA
1600-152 Lisboa

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Afinal há quem faça oposição ao governo




Cerca de 3.000 pessoas reuniram-se num almoço-comício em Vila Nova de Gaia que ficou marcado pelo discurso de Luis Filipe Menezes e pelas críticas ao governo de José Sócrates.



Recenseia-te


Como tenho falado aqui, no próximo mês de Fevereiro irá haver um referendo sobre o aborto. O que faço aqui é um alerta de todas as pessoas que completaram agora os 18 anos de idade ou que, por qualquer outro motivo, não se tenham recenseado. Disse José Sócrates, nosso primeiro-ministro que bastará um voto para fazer passar(ou não) a lei do aborto.
O voto é, assim, muito importante, visto que apenas "um voto poderá condenar à morte um número infindável de pessoas", tal como disse João Cordovil Cardoso. É importante sublinhar que mesmo as pessoas que têm ainda 17 anos e que façam 18 até ao dia do referendo se podem recensear.

"- As inscrições no recenseamento eleitoral dos novos eleitores ou daqueles que transferem a sua inscrição, suspendem-se no dia 13 de Dezembro. Isto é, o último dia para fazer a actualização do recenseamento eleitoral é o dia 12 de Dezembro. Todavia, os cidadãos com 17 anos e que completem 18 anos até ao dia do referendo podem inscrever-se até ao dia 18 de Dezembro, inclusive;"

POR ISSO SE NÃO SE RECENSEOU, É URGENTE QUE O FAÇA RAPIDAMENTE. DIRIJA-SE À JUNTA DE FREGUESIA ONDE RESIDE E EM 10 MINUTOS, OU MENOS, TORNA-SE ELEITOR.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

2 - a pergunta deste referendo


Como vos disse, não concordo com a realização deste referendo. Passo-vos agora a explicar a razão de, também, não concordar com a pergunta que é feita aos portugueses.

Começo por comentar a parte temporal da pergunta que é feita em referendo: as 10 semanas. O aborto é sempre um crime e o que se está a perguntar aos portugueses é se acham que o aborto só é crime depois das dez primeiras semanas de gravidez. Então será que às 10 semanas e 1 dia já é crime? Será verdadeiramente justo punir-se uma mulher por ter abortado um dia depois do que está legalmente previsto? Não me parece. Não há nenhuma justificação nem jurídica nem científica para se começar a falar em crime após terem decorrido dez semanas depois do início da gravidez.
Tenho as minhas dúvidas de que o Estado, que é o principal causador deste problema tenha condições para assegurar às mulheres que estas podem fazer um aborto em segurança. Digo que o Estado é a principal causa do problema “aborto”, porque é o Estado que não consegue garantir às crianças uma vida com as mesmas oportunidades. O Estado deve promover a vida, garantindo a estas mulheres e famílias que a vida que se está a formar dentro do corpo materno vai ver as suas necessidades fundamentais satisfeitas. O Estado deve aliar-se às famílias, complementando as mesmas, no intuito de dar às crianças uma vida com dignidade. Não é isso que acontece e é por isso que muitas mulheres decidem abortar. Se o Estado não consegue garantir estes direitos às crianças e às famílias, duvido que consiga criar esses tais estabelecimentos de saúde legalmente autorizados para fazer abortos, em quantidade e qualidade suficientes. Esta dúvida que tenho agrava-se quando tomo conhecimento das enormes listas de espera para intervenções cirúrgicas. Será que o aborto vai ser prioritário em relação às centenas de milhar de pessoas que têm graves problemas de saúde? É isso que me assusta!
Depois, fala-se em despenalização. Esta palavra é enganosa. Porque se o aborto é um crime, então deveria ter uma pena. A definição mais correcta de crime é, na minha opinião, “o delito previsto e punido por lei penal”. Então, não pode haver crime sem pena, pelo que o significado que se quer dar a esta pergunta é “legalização”, nunca despenalização.
Outro aspecto da questão que acho bastante enganoso é o de se falar de aborto como sendo uma interrupção voluntária da gravidez, pelo simples facto de o aborto não ser, de facto, uma interrupção. A palavra “interrupção” prevê sempre outra: a palavra “retoma”. Quando uma mulher decide abortar não está a pensar em fazer uma pausa para depois retomar a gravidez. O aborto é um aborto, não uma interrupção da gravidez. Talvez o possamos definir como “o término da gravidez”, a morte de uma vida humana que se desenvolve.

O que se quer perguntar é se “concordamos com a legalização do término da gravidez, se realizado, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, num estabelecimento de saúde legalmente autorizado”. E eu não concordo.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

1 - a realização deste referendo


Em primeiro lugar, gostava de sublinhar que eu sempre discordei da realização deste referendo. Não por ter medo que a minha "resposta" à pergunta feita perca neste sufrágio, mas por julgar que este referendo só se vai realizar porque a esquerda, que apoia o SIM à despenalização da mulher, não aceitou o resultado da consulta popular, de 1998, que deu vitória ao NÃO.
A questão do aborto, neste momento, apesar de tratar sobre a vida humana, julgo não ser das mais importantes para a sociedade portuguesa, até porque há 8/9 anos atrás, o povo português já se pronunciou sobre esta matéria. Pergunto eu, se o NÃO vencer outra vez, haverá mais um referendo nos próximos dez anos? É que já parece que vai sempre haver referendos sobre o aborto, até o SIM ganhar e nesse dia deixará de se falar sobre este problema.
O que está em causa é a legalização do aborto até às 10 semanas de gravidez e não uma despenalização da mulher por ter interrompido, voluntariamente, a sua gravidez. Digo isto, porque, na minha opinião, não pode haver um crime sem pena e acabar com a penalização das mulheres por estarem a acabar com uma vida humana em desenvolvimento é, obviamente, legalizar o aborto (até às 10 semanas)!

Será que a solução do problema estará na legalização (ou chamem-lhe despenalização, se quiserem) do aborto?
Não, não está. Não é ao despenalizar a mulher por ter abortado que vai deixar de haver abortos clandestinos. Ao abortar, uma mulher vai ter, para sempre, no seu boletim de saúde, o registo do aborto que fez e muitas mulheres, talvez a maior parte, vão continuar a abortar clandestinamente.

Será que o problema do aborto está em torno do facto de ser clandestino ser mais perigoso para a vida da mulher e do feto?
Não, não está. Independentemente de ser clandestino, está provado que um aborto feito no melhor hospital do mundo pelo melhor médico será SEMPRE prejudicial para a saúde da mulher. Nós temos um Serviço Nacional de Saúde para proteger a vida e a saúde de todos os cidadãos e não é isso que acontece quando se aborta. Ao abortar, um médico vai decidir sobre a vida de duas pessoas humanas, a da mãe e a do filho. Vai terminar com a vida do filho e prejudicar a saúde da mulher.

Estará Portugal preparado para permitir que as mulheres abortem num estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Não, não está. Todos sabemos que, no nosso país, a lista de espera das pessoas que querem ser operadas ultrapassa o número das 227 mil. Tendo em conta que o aborto tem de ser feito num prazo de 10 semanas, será que as mulheres que querem abortar ficam em lista de espera ou será que passam à frente de toda esta gente (227.143 pessoas) que quer e precisa de uma fazer uma operação. Vamos abrir mais clínicas, além das que já existem e que, de acordo com os números, são ineficazes, ou vamos encerrar hospitais para se abrirem estes estabelecimentos de saúde legalmente autorizados para abortar?

O que significa a vitória do SIM neste referendo?
A vitória do SIM é a derrota da vida perante a morte. Por muito que se diga, continuo a achar que o feto que se encontra no interior do corpo da mulher, é uma vida humana.
Eu defino esse feto como uma vida humana em desenvolvimento, denvolvimento que culminará com o nascimento de uma pessoa. A vitória do SIM é dar às mulheres a possibilidade de decidirem sobre a vida e a morte. A vitória do SIM é negar o primeiro grande direito dos seres humanos, que é o direito a serem desejados pelos pais.

Quem deve assumir as responsabilidades quando há uma mulher que está grávida mas que não tem condições para sustentar a criança após o nascimento?
A solução deste problema não está no aborto. Na minha opinião é ao Estado que compete auxiliar estas mulheres, tentando dar às crianças as condições necessárias para poderem ter as mesmas oportunidades que todas as outras. Este referendo só acontece porque o Estado não desempenha correctamente as suas funções.

Relaccionado com o aborto, haveria alguma decisão que pudesse ir a referendo?
Na minha opinião, sim. A questão "aborto" poderia ser levada a referendo, sob outros moldes. Por exemplo, seria importante decidir sobre a penalização do homem, o pai. Penso que tanto os homens(pais) como as mulheres(mães) devem ser penalizados, com a mesma pena, porque ambos são responsáveis pela gravidez. Além disso, julgo que seria importante perguntar aos portugueses se acham, ou não, que para não se abortar bastaria um dos parentes não o querer fazer. Penso que bastaria um dos pais querer o filho para este nascer. No entanto, o aborto seria sempre um último recurso.