sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro


Foi há oito anos, o dia mais triste da História do Século XXI.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Leia-se Mário Crespo


"Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.

35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.

No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.

Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.

Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".

Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.

É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.

A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.

O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.

Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.

Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.

O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.

É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.

É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve."


Mário Crespo, in Jornal de Notícias

"Judite, nós vamos cumprir as regras"


É assim que fala o patrão para uma empregada. Dá ordens. Antes dos debates.
É que ele é o patrão. Ele é que manda no país.
Só é pena não se ouvir mais quando ele diz "pois, mas nós temos...".



"Não o vi naquela vigília: queremos Manuela de volta. Isto ouve-se, ou...?"
Pois, nada de enfrentar o patrão, porque quem conseguiu tirar uma voz incómoda de uma televisão independente é capaz de tudo.

Sem Sentido

Com o regresso às aulas cada vez mais próximo e com um jogo do Sporting agendado para este domingo, é inacreditável como os semáforos na Alameda das Linhas de Torres e em duas estradas perpendiculares e, também elas, com muitíssimo movimento se mantenham intermitentes, numa situação que se mantêm, pelo que sei, há mais de um mês.
Aquela é uma zona que tem, nas suas proximidades, o Colégio de S. Tomás, o Colégio de S. João de Brito e várias outras escolas públicas. Dá acesso para a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, para o Hospital Pulido Valente e, claro está, para o estádio José de Alvalade. Vivem nas proximidades daqueles semáforos dezenas de milhares de pessoas. Fora aquelas que utilizam aquela artéria para ir para Odivelas, Loures.
Tenho ouvido muitas queixas de vários amigos que vivem por ali. E tenho, também eu, estado naquele caos, porque frequento aquela zona quase todos os dias.
Fez bem a campanha de Pedro Santana Lopes ao publicar esta queixa, que prejudica milhares de pessoas. E não se concebe que António Costa gaste o seu tempo em promessas, enquanto esta situação se arrasta no tempo há mais de um mês. Quem diria que, no seu outdoor, Costa diga que as pessoas são o coração de Lisboa...?!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

(Outro) Dia D


Hoje é (mais um) dia D para a Selecção Nacional, coisa que, há um ano, não nos passava pela cabeça.
Fui, como todos sabem, muito crítico da escolha de Carlos Queiróz para seleccionador, sendo que as críticas se agravaram com as convocatórias onde passaram demasiados jogadores, onde se fizeram demasiadas experiências e adaptações.
Desde logo, discordei da primeira convocatória, demasiado populista, com o afastamento de Ricardo, ao qual, nós, portugueses, devemos muito, sobretudo pelas suas prestações no Euro 2004. Apenas concordaria com a substituição de guarda-redes se o escolhido fosse um atleta de categoria, capaz de ser o dono das redes nacionais na próxima década, antevendo-se uma selecção para o futuro. Nem Eduardo nem aquele guarda-redes que joga no campeonato alemão têm categoria e qualidade para ser guarda-redes da selecção. Mas compreenderia a convocatória de Rui Patrício e Moreira, um mais novo e outro mais velho, complementando-se com a chamada de Ventura, do Porto, ao qual reconheço muito potencial.
Portugal é, hoje, uma equipa refém de um jogador que não joga na sua equipa por causa de um castigo prolongado. Falo de Pepe. Se não joga, se não tem ritmo de jogo, como pode ser indiscutível na selecção? Ainda por cima, joga na posição que não é, de todo, aquela em que é melhor.
Verifico que Hugo Almeida é opção, mas Yannick Djaló não é. Que nunca passou pela cabeça de Queiróz chamar Nuno Assis. Preferiu sempre um Deco fora de forma. E o mesmo se deve dizer sobre João Pereira, do Braga, que nunca foi opção, ao contrário de Miguel. Afastou o Paulo Ferreira que, como defesa esquerdo, fez uma excelente exibição no jogo em Alvalade contra a Dinamarca. Também o Manuel da Costa poderia ter sido chamado, até porque, além de central, pode jogar à esquerda.
O que quero dizer é que a selecção deveria ter feito uma renovação a sério. E não se renova uma selecção chamando um brasileiro com 32 anos. Apesar de, depois de tantos erros, reconhecer que, neste momento, Queiróz é refém de Liedson.
Portugal poderia ter uma equipa com Rui Patrício , Paulo Ferreira (ou Veloso), Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Bosingwa, Veloso, Meireles, Moutinho, Cristiano Ronaldo, Nani e Yannick. Outras opções? Moreira, Duda, Carriço/Miguel Vitor, Rolando/da Costa, João Pereira, Tiago, Quaresma/Coentrão, Simão, Nuno Gomes e Postiga. Sem brasileiros, como é óbvio. Eram jogadores mais do que capazes para ganhar à Hungria, a Malta, à Albânia e à Dinamarca. Ainda para mais quando a Dinamarca joga com as suas segundas linhas. E, aos quais, ainda se poderia juntar, se fosse necessária, a experiência de Maniche e a agressividade do Petit.
Poderiamos não ir ao Mundial da África do Sul. Mas construía-se uma equipa para o futuro. O problema de Queiróz é que corremos o risco de não ter nem uma coisa nem outra.
Espero que Portugal vença os jogos que faltam e que ainda consiga estar na África do Sul. Mas Carlos Queiróz, que de incompetente e inexperiente não tem nada, deveria perceber que só se pode construír uma selecção ganhadora com um grupo unido, que se mantém no tempo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sobre as sondagens para as legislativas

Primeira nota - Importa relembrar que todas as sondagens para as Europeias estavam erradas, pois davam uma vitória ao PS, com um intervalo em que algumas delas davam o PS mais de dez pontos percentuais acima do resultado obtido nas urnas. Nas sondagens, o PSD perdia. Nas urnas, o PSD venceu.

Segunda nota - Mais de 47% dos portugueses, segundo a sondagem da Aximage, querem um governo de coligação. Se a vitória do PS for considerada como possível, é alarmante o facto de Bloco e PC assumirem funções governativas. Se tal acontecesse, verificar-se-ia um recuo na História deste País e, provavelmente, os jovens não teriam alternativa senão a de emigrar.

Terceira nota - Se a vitória será decidida pelos indecisos e se tu estás indeciso, vota PSD. Caso contrário, a esquerda radical pode governar em coligação com os "socialistas".

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Uma coisa que não percebo...


Tenho visto, por muitos blogues, certas opiniões sobre uma pessoa que tem mais ou menos a minha idade, opiniões às quais não dei valor, porque tratam de coisas acessórias ao debate político que deve (e que está a ser) feito.
Mas hoje vi, num blogue da área social-democrata, que não vou citar, um post muitíssimo injusto para essa pessoa.
À pessoa em causa só é dada essa importância porque é uma figura pública. E porque é mandatária de Sócrates. É óbvio que estou a falar da Carolina Patrocínio e da quantidade inexplicável de posts e artigos que foram escritos sobre ela, principalmente depois de ter dado uma entrevista infeliz.
Já falei sobre este assunto com muitas pessoas. E todas as pessoas com quem falei (de todos os quadrantes políticos, de todas as profissões) se multiplicaram em argumentos para contrapor a defesa que eu fazia. Mas continuo a não perceber...
O que quero dizer é que devemos ser tolerantes uns com os outros. E não percebo onde está o mal da Carolina Patrocínio ser mandatária de Sócrates. Foi convidada e aceitou. Ponto. Se gosta de política, não sei. Nem me interessa se percebe alguma coisa de política ou se sequer sabe se Sócrates é Primeiro-Ministro ou Presidente da República.
O que é que me interessa se a empregada dela lhe tirava as graínhas as uvas? O que é que me interessa se prefere fazer batota a perder? Ela não é candidata a nada, pelo menos que eu saiba.
Uma pessoa pode ser vaidosa ou até fútil. Não faço ideia como é que ela é. Admito que o possa ser. Mas como se pode fazer dela um alvo político? Só porque é mandatária de Sócrates? Ou por que mais? A sério, se houver outra explicação, digam-me que não estou a ver qual é.
Por fim, a propósito do que foi escrito no blogue que me fez escrever este post, acho que algumas críticas são injustas. Chame-se o que se lhe quiser, mas, que eu saiba, uma pessoa que é formada em Comunicação Social na Universidade Católica não é propriamente uma pessoa que não sabe nada de nada. E a minha geração não é uma "geração morangos", que só gosta de luxos e fast-food. Pelo contrário. A minha geração é, porventura, a mais trabalhadora e a que mais vai ter que fazer pela vida. Antes fossemos todos fúteis. Mas a realidade é que não somos. Assim como a Carolina Patrocínio também não é o exemplo que melhor representa a geração mais nova. A única coisa que todos, desta mesma geração, temos em comum é que não gostamos nada de perder. Mas há alguém que goste?
Quem parte do princípio que os mais novos são todos iguais, parte de um princípio errado. E quem parte do princípio de que as miúdas giras (uns acham, outros não!) são burras, muitas vezes engana-se. Não sei se estão ou não enganados sobre a Carolina Patrocínio. Mas acredito que sim. Apesar de achar que a escolha dos socialistas foi errada. Mais nada. Ataque-se os socialistas por isso. Nunca a Carolina Patrocínio. Basta clicar nesta fotografia, ampliá-la e ver que o que move os jovens socialistas é tudo. Tudo menos José Sócrates. Talvez ela tenha mais trunfos do que ele. Começando pelo desempenho universitário.

Vevey, Suíça



Fotografia tirada no ano passado, em Vevey, no cantão de Vaud, à beira do Léman. Um pouco à frente da sede da conhecida Nestlé.

Mas quem será?



Com as contas difíceis para o Mundial do ano que vem e bem perto que estamos das eleições, para rir, divertir e descontraír: quem será o pai da criança?

sábado, 5 de setembro de 2009

Sócrates 2009 - o hino



Avança o Expresso de amanhã que os últimos retoques para a campanha do PS só serão dados no próximo fim-de-semana. Mas parece que o hino está encontrado. "Shut up" significa "cala-te", em inglês.
Para os menos entendidos em inglês e que, por isso, não entendam a letra na sua língua original, deixo aqui deixo o link para a tradução. Que, como parte da nossa Selecção Nacional, é em português...do Brasil.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A mentira


Podemos enganar muita gente durante um curto espaço de tempo.
Podemos enganar pouca gente durante um espaço de tempo um pouco maior.
Mas nunca podemos enganar toda a gente.
Podemos tentar enganar as pessoas sobre a nossa licenciatura, sobre as coisas que assinamos e que não fomos nós que as fizemos, sobre as falcatruas que fazemos durante a vida. Mas essa tentativa é sempre feita em vão. Porque nunca conseguimos enganar toda a gente.
Mas não podemos dizer às pessoas que vivemos numa casa luxuosa no centro da capital do país quando o nosso ordenado não corresponde com essa grandeza. Nem muito menos podemos tentar explicar às pessoas que, com um ordenado de deputado, se consiga passar férias num dos mais luxuosos resorts algarvios. E isso sei eu, que vivi os 21 anos da minha vida na mesma casa e sempre passei férias no mesmo local.
Há muita coisa por explicar. Muita coisa haverá, certamente, para investigar. Mas para isso era necessário que o jornalismo e a justiça fossem verdadeiramente independentes.
Hoje, quando passava na ponte sobre o Tejo, ouvia, na TSF, um programa sobre mentirosos compulsivos. E eu tenho, depois de ver uma certa notícia, provavelmente uma das últimas notícias independentes de um certo noticiário, o pressentimento de que apanhei hoje um mentiroso compulsivo. Eu e muitas pessoas que já foram, nem que seja uma vez na vida durante um mês de Agosto, a um resort no Algarve. Pessoas que vêem que a informação que foi dada e a realidade estão a bater certo.
É que lá está: nunca podemos enganar toda a gente...
E não é por se cortar o nariz que o Pinóquio (ou Pinocchio) deixa de o ser.

TVI queria dizer Televisão Independente



O dia seguinte ao cancelamento do Jornal Nacional de 6ª foi marcado por uma tentativa clara de se abafar (sim, abafar!) o que aconteceu no dia anterior. Tentativa essa que foi feita através de afirmações públicas de pessoas com um único argumento: o telejornal era mau e, por isso, deveria ter saído do ar.
Admito que para muita gente, inclusivamente pessoas da área do PSD, o telejornal da TVI, às sextas-feiras era mau. Admito que sim. Mas aquele espaço noticioso era o mais visto da televisão. O que quer dizer que era o preferido pela maioria dos portugueses, e essa realidade não há argumento que a apague.
Por ser o mais visto, o preferido dos portugueses, dava à TVI mais audiências do que qualquer outro telejornal, mesmo os dessa estação, o que significa mais dinheiro a entrar, pela via publicitária. E não há empresa, pelo menos nenhuma empresa de bem, que recuse a entrada de mais dinheiro.
O que quero dizer é uma coisa muito simples: não há nenhuma razão para que se tire do ar o espaço noticioso com mais audiências. Não há. Até porque aqueles que não gostavam, tinham a possibilidade de mudar de canal. Ou até de desligar a televisão. Mas era o mais visto.
TVI quer dizer "Televisão Independente". A RTP depende do Governo e a SIC, há muito que a critico por revelar, não raras vezes, tendências de esquerda, principalmente a "esquerda socialista".
Ou seja, quando dizemos que a televisão independente deixou de existir em Portugal, como não existe em alguns países com outros regimes, estamos quase, quase, a dizer uma verdade irrefutável.

A democracia está de luto.


A democracia e a liberdade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CENSURA!


Tem razão quem fala em asfixia e em claustrofobia democráticas. E, partindo de um determinado raciocínio, não deixa de ser mentira que, em alguns domínios, a democracia está, de facto, suspensa. E não está suspensa para fazer reformas. Antes fosse assim. Está suspensa por interesses pessoais, políticos e económicos de um grupo restrito de pessoas.
Assim de repente, neste passado mais recente, lembro-me, por exemplo, daquela estranha operação que visava a aquisição do Jornal "Sol" na altura em que este jornal contribuiu, dentro do seu direito constitucional de informação, para a revelação de muitas verdades relativas ao caso Freeport. Lembro-me também da imposição aos lisboetas que os socialistas fizeram, num contrato feito por baixo da mesa, com uma empresa de contrução civil dirigida pelo também socialista Jorge Coelho.
Nada disso se entendia. Pelo menos, eu nunca entendi. Que, ironicamente, é igual a dizer que toda a gente percebeu muito bem o que se quis fazer...à custa do bem-estar social e económico dos cidadãos.
Depois de várias considerações públicas que o Primeiro-Ministro e alguns camaradas socialistas e de Governo fizeram sobre a TVI, o director-geral da estação já lá não está. Graças a uma "operação" realizada, longe dos holofotes, bem no meio das férias de verão. Mas agora foi-se ao limite de acabar com o noticiário mais visto pelos portugueses. Ordens do chefe são ordens do chefe. Por muito que isso custe à TVI ou à empresa que a detém.
Amanhã, já não vai passar a peça que havia sido preparada relativa ao caso Freeport nem a linha dura que a TVI prometia prosseguir amanhã. Vários jornalistas e o próprio comentador Vasco Pulido Valente, que haviam preparado o programa durante dias e dias, não vão ver o seu trabalho em horário nobre. Para ser visto pela maioria dos portugueses que, naquela hora, estiverem à frente da televisão.
Esta notícia, mais escândalosa do que todas as que a TVI passou nos últimos anos, é uma vergonha. É o reflexo de um grupo de socialistas que sempre confundiu maioria absoluta com poder absoluto. É a aplicação prática, em pleno século XXI, de quase tudo aquilo que o conceito de censura significa.
Por isso, esta censura merece, em conjunto com todos os actos equivalentes ou realizados nesse sentido durante este Governo, ser censurada. No dia 27. Nas urnas. Pelos eleitores.
Já só faltam 24 dias para podermos...respirar.

Depois das 5 para a meia-noite

"Às vezes dá vontade de meter as pessoas num aviaozinho e dizer assim: vai lá conhecer!"
(Pedro Santana Lopes, sobre Sá Fernandes)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vai valer a pena acompanhar...


No twitter da campanha Lisboa Com sentido desde a chegada de Pedro Santana Lopes até ao final do programa. E também no único programa que vejo regularmente, da RTP2.
"5 para a meia-noite" é mesmo às 5 para a meia-noite, hoje, com Pedro Santana Lopes. Entrevistado pelo Nilton. Na RTP2.

It's the final countdown

Para bem de Portugal, já só faltam 25 dias.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Rir Com Sentido


Ouvi, há pouco, num qualquer posto do rádio do meu carro, António Costa a falar. Falava-se, segundo a locutora, da apresentação "do programa de governo para a cidade de Lisboa".
Foi com uma gargalhada de quem não acredita no que está a ser dito que ouvi António Costa a falar. Parecia mesmo um daqueles sketches de humor.
A minha namorada, que vinha a dormir ao meu lado, acordou com a gargalhada. Perguntou-me por que me estava a rir, daquela maneira, sozinho no meu carro. É que o António Costa, que todos conhecemos por ter estagnado completamente a Câmara ao nível de obra, estava a dizer que, no próximo mandato, iria fazer não sei quantas creches, iria construir e reabilitar mais não sei quantas escolas e iria fazer com que todas as crianças tivessem transportes, de carrinha, entre a escola e a casa.
Ri-me muito. Muito mesmo. Por causa disso. Mas a verdade é que, sabendo o que (não) foi feito em dois anos, ouvir António Costa dizer aquilo não me poderia ter causado qualquer outro tipo de reacção.