quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sporting - o meu ponto de vista




Caso Miguel Ribeiro Telles ou José Eduardo Bettencourt não avancem e não aparecer um projecto com o qual não me possa identificar mais, dificilmente me irei pronunciar sobre as candidaturas.
Independentemente do nome do Presidente e da sua proposta para treinador da equipa principal de futebol, votarei no candidato cujo projecto melhor encaixe nos quatro pilares que considero essenciais para um Sporting ganhador.
E um Sporting só é ganhador se tiver uma estrutura de futebol forte e ganhadora, se for um clube que privilegia os sócios, se for um clube ecléctico, fortemente empenhado em voltar a dinamizar o maior número de modalidades e, claro, um clube rentável.

1) Estrutura de futebol forte e ganhadora – não é possível uma equipa ter dinâmica de vitória se não há respeito pelo treinador e solidariedade entre os colegas. Por isso, é premente trazer ao futebol do Sporting aqueles que são os seus maiores “símbolos”, como Sá Pinto (para mim, indispensável), Pedro Barbosa (embora noutras funções) ou o próprio Oceano.
Só assim se pode ter uma estrutura de futebol forte e respeitada por todos os atletas, capaz de impor disciplina no plantel. Nas últimas épocas sucederam-se casos que revelavam que estas características (vitais) faltavam no Sporting, como o de Stojkovic, Vukcevic, Miguel Veloso e do próprio Yannick Djaló.
O facto de se poder trazer para a estrutura de futebol os maiores símbolos do clube cultiva o amor à camisola que, em muitos casos, parece desaparecer e contribui para um ainda maior empenho em todos os jogos.
Além destes nomes, ou em vez de alguns destes, um Luís Figo (primeira escolha) ou um João Pinto (escolha mais realista) poderiam ajudar nestes aspectos e, pela influência que têm no mundo do futebol, o Sporting será um clube mais apetecível para os craques.

2) Privilégio dos sócios – Não é admissível que um sócio que tenha comprado o lugar por 20 anos pague 450 euros por ano pelo seu lugar na central e que um não-sócio, por ser menor de idade, consiga obter meia gamebox por 150. Deveria ser repensada a “política de bilheteira” no intuito de trazer mais gente ao estádio, porque esse factor pode, ainda que de forma indirecta, aumentar as receitas: porque mais gente é, normalmente, sinónimo de mais apoio e mais apoio, na minha opinião, aumenta as possibilidades de vitória. E vitórias trazem dinheiro. Esta política deve privilegiar os sócios e deve ser mantido o “direito de preferência” que estes têm na compra de bilhetes para as finais e para os jogos que se disputem fora de Alvalade. Só se pode aumentar o número de sócios (sobretudo pagantes) e fidelizar os que já o são com contrapartidas visíveis. Seria importante que o clube estreitasse a relação também com as claques.

3) Clube ecléctico – este factor distinguiu, durante um século, o Sporting dos seus maiores rivais, fazendo com que o Sporting seja um clube que compete com Barcelona e Real Madrid. O primeiro referendo, que espero ver ser instituído, deve ser sobre qual a modalidade a fazer renascer. O clube deve manter e reforçar, no que for possível, a aposta nas modalidades amadoras e procurar, com urgência, resolver o problema da ausência de pavilhão. E que saudades tenho da velhinha Nave de Alvalade, cheia de gente, aos domingos à tarde, antes do jogos de futebol…

4) Rentável – um clube sem sucesso desportivo não é apelativo para ninguém, não cativa os patrocinadores e não consegue ampliar receitas. Com o estádio cheio (fruto de uma diminuição do preço dos bilhetes), com uma estrutura de futebol sólida e forte, com uma aposta no renascimento do ecletismo e com os sócios mobilizados, estou convencido de que o Sporting vencerá mais vezes no campo e na tesouraria, não sendo necessária nenhuma espécie de engenharia financeira.

Estes são os quatro pilares do caminho que quero ver seguido pelo Sporting, depois das eleições. É um clube viável financeiramente e vencedor. É um clube mítico e apaixonante. Ecléctico e construído pelos seus. Com muito Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Viva o Sporting!

Ficámos a saber

Umas vezes, quem dá uma "peitaça" a um árbitro é suspenso 3 jogos.
Outras, quem é empurrado pelo árbitro é castigado. O árbitro volta a apitar logo na semana seguinte, sendo nomeado para um jogo entre o campeão nacional e uma equipa que precisa de vencer para continuar na fuga à despromoção.
As normas são claras.
As imagens também. Duarte Gomes provocou a situação (nunca, em lado nenhum tinha visto um árbitro a aquecer entre os guarda-redes de um clube, na grande área destinada ao aquecimento destes), encostou a cabeça e empurrou o treinador de guarda-redes do Sporting.
Ficámos a saber que, em situações semelhantes, o mesmo critério não prevalece. O Sporting e os seus profissionais voltaram a ser multados. Os outros continuam a apitar. O critério, também para a Comissão Disciplinar da Liga, é a cor das camisolas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Querem enganar quem?

Eu acho piada aos "professores", entre os 20 e 30 anos, que falam nos fóruns sobre as eleições europeias.
"Professores" que dão erros.
"Professores" que não conseguem conjugar frases.
Que dizem mal dos políticos. E acabam sempre as suas intervenções nos fóruns a dizer que vão votar no PS.
Alguém acredita nisto? Nos Luís(es) que têm outros nomes. Que, pelo nervosismo que demonstram e pela incorrecção verbal, não são, de todo, professores. Muito mal estaria a nossa educação se o fossem, como dizem nos fóruns.
Dizem que são independentes, mas desdobram-se em elogios aos socialistas. Curiosamente o partido que entrou em guerra aberta com essa classe profissional.
A liberdade é isto. Uns usam-na para expressar opinião livre e apresentar alternativas, com rigor e verdade. Outros abusam dela, enganando, fingindo ser quem não são, e manipulando os cidadãos. E, pelos vistos, a abstenção também interessa. Porque ou se vota no PS ou não se vota.
Não há como combater esta fraude?
Quem querem enganar afinal?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Falhámos


O objectivo do Sporting, nas anteriores temporadas, era alcançar o acesso à Liga dos Campeões. Além de conseguirmos esse objectivo, juntámos ao nosso palmarés várias conquistas, de Taças e Supertaças.
Este ano a meta era ganhar o campeonato. E ganhar é ganhar. E vice-versa. Este ano, falhámos.
Apesar da humilhação contra o Bayern de Munique, fizemos uma boa carreira na Liga dos Campeões, como nunca tinhamos feito na nossa História. Do nosso grupo, eliminámos o campeão suiço e o Shakthar Donetsk que chegou à final da Taça Uefa. Ficámos atrás do Barcelona, que é finalista da prova. E fomos eliminados da competição graças a dois jogos atípicos, em que tudo nos correu mal.
Na Taça de Portugal, não sei. O jogo que nos afastou da defesa do troféu foi, também ele, fora do normal, com uma arbitragem que estragou o jogo entre as duas melhores equipas portuguesas das últimas quatro temporadas. O fantasma das grandes penalidades assombrou Alvalade e ficámos arredados da competição.
Também na Taça da Liga, o Sporting fez uma carreira medíocre. Apesar dos 4-1 aplicados ao Porto. Apesar de termos sido a melhor equipa dessa competição. Só não a vencemos porque Lucílio Baptista viu, num peito fora da área, uma mão, tendo assinalado penalty e expulsado o jogador do Sporting.
Quanto ao campeonato, que é o que interessa, falhámos. Deixámos o Porto ganhar outra vez, graças a uma soma de jogos medíocres onde desperdiçámos vários pontos. E ninguém tenha dúvidas de que este ano era acessível para o Sporting.
Este falhanço deve ser alvo de uma reflexão profunda entre os sportinguistas. Temos tempo para a fazermos até às eleições. E esta reflexão deve ser feita também pelos candidatos. Para que, em tempo útil, se apresentem soluções e se discutam projectos. E, nesse sentido, também o trabalho de Paulo Bento deve ser apreciado.
Voltando ao futebol, espero que haja coragem. Os dois próximos jogos pouco interessam ganhar. Haja coragem para rodar o plantel, dar oportunidade a quem não joga. Para jogar. Na sua melhor posição. E começar a lançar mais jovens. Porque mais do que querermos ser campeões de juniores este ano, ambicionamos ser campeões já na próxima época.
Arrumado que está o passado, está aberta a discussão sobre o futuro do Sporting.
E parabéns, de novo, ao Futebol Clube do Porto, porque foi a única equipa que não vacilou nos momentos de decisivos, que teve estofo para chegar aos quartos da Champions e que fez com coragem o que tem de ser feito na Taça da Liga (rodar jogadores e lançar jovens). Mais uma vez, a conquista do título nacional foi merecida.

domingo, 10 de maio de 2009

O direito dos animais é um dever dos homens


Na última semana, falou-se muito sobre direitos dos animais. A propósito, uma das coisas que mais me assustou na faculdade foi quando um professor me disse que os animais não têm direitos. De facto, o direito é para o Homem. Por ele foi criado. Por ele é aplicado. Visa reger a vida do Homem em sociedade, etc.!
Mas não podemos criar leis, rígidas, que obriguem o Homem a ter alguns cuidados com os animais?
Eu tenho uma adoração muito grande pelos animais. Desde os cavalos da minha quinta, aos peixes com que tenho o maior dos possíveis cuidados, que vivem e se reproduzem num pequeno aquário que tenho no meu quarto. Além do Pepe, um boxer com quatro anos, que é mais um membro da família.
Por isso, custa-me ler e ouvir algumas histórias de animais abandonados. Sobretudo cães. Histórias que o Estado pode combater, criando leis muito específicas e trabalhando para a sua aplicação.
Caminhos?
1 - Na compra de um cão, deveria ser imposto que o comprador colocasse um chip e que se obrigasse a cuidar dele até ao fim da sua vida, salvo se, por eventual negócio, exista uma transmissão dos direitos e deveres para um terceiro;

2 - Deveria existir uma autoridade municipal (por exemplo, a Polícia Municipal) a controlar, nas ruas, se todos os cães tinham a licença, as vacinas e desparasitações em dia e chip. Tendo em conta a autêntica caça à multa de estacionamento levada a cabo por empresas municipais, por que não criar uma para controlar estes aspectos?;

3 - Uma política fiscal que apoiasse sobretudo os que adoptam os cães dos canis municipais, da União Zoófila ou de outras instituições semelhantes, permitindo deduzir despesas de saúde e de alimentação do animal, até um determinado valor (mesmo que simbólico);

4 - Em vez de promover o abate de cães perigosos, o Estado poderia, até uma certa idade do animal, comparticipar em eventuais despesas de educação;

5 - Promover iniciativas em que fosse fomentada a adopção e apadrinhamento de cães, acompanhando a legislação de que, acima, falei;

6 - Assegurar que a lei, vigente para esta matéria, é cumprida. Porque não existe fiscalização. E o sentido deve ser o da responsabilização dos donos. "O seu a seu dono".

São apenas ideias para um caminho. Que merece ser percorrido. Porque, se os animais são animais, nós somos humanos. Pelo que temos de ser humanos também em relação aos animais.
De acordo com o que aprendi, não existe um verdadeiro direito dos animais. Mas os animais precisam que o Homem crie algumas regras para a sua sobrevivência. Porque a nossa sociedade não pode tolerar que o Homem possa tratar o animal de acordo com a lei do mais forte ou a lei da selva.
A propósito, quanto é que nos custa, a nós, homens, o apadrinhamento de alguns cães? Poupando nos cafés, no tabaco, nem que seja fumando menos, podemos contribuír para a sobrevivência de vários animais e ajudar na manutenção de alguns canis. Será que isso nos custa muito?
Até quando é podemos tolerar a autêntica barbárie que são os cães e gatos atropelados? Até quando é que vamos ser cúmplices de quem abandona os animais, fazendo com que possam tornar-se agressivos (na procura da sobrevivência)? Até quando vamos ser animais para com os animais?

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Já agora, vale a pena ler isto (se ainda não leu).

Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário.
É esse o cão que aparece na imagem.
A prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvajeria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensível Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção no ano passado. Assinei a petição (http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html ) para que todo este tipo de comportamentos seja boicotado. Nas Honduras, em Portugal, onde quer que seja.

Língua traiçoeira


Por ser uma língua traiçoeira, o português pode levantar múltiplas interpretações. Muitas delas desadequadas às que deviam ter. Porque o que importa é o contexto e a interpretação que é dada por quem diz o que é susceptível de ser interpretado.
De facto, o que Ferreira Leite afirmou pode ser interpretado como uma porta aberta ao Bloco Central. Mas para poder ter essa interpretação não se pode ter em conta o resto dessa entrevista, o resto das afirmações públicas da líder do PPD/PSD.
É impossível juntar quem, irresponsavelmente, diz "faça-se tudo" e quem, com bom senso, diz "faça-se o necessário, o reprodutivo".
Enfim. São interpretações. Legítimas, mas desadequadas à realidade.
Apesar de poder ser uma língua traiçoeira, é notável o tempo que se perde a discutir uma interpretação errada de uma afirmação retirada do seu contexto. Até porque o que a líder do PSD quer é levar o partido a vencer as eleições e mobilizar os cidadãos para que confiem ao PSD uma maioria que permita um Governo estável. E esta intenção, que toda a gente percebe, não pode nunca ter segundas interpretações. Por muito traiçoeira que a língua portuguesa possa ser.

Sua Excelência Duarte Gomes


Eu não estava ainda no estádio quando um árbitro quis ser, novamente, protagonista.
Não vi, na arbitragem de Duarte Gomes, os erros que tenho visto noutros jogos do Sporting. De resto, até penso que a sua prestação passou despercebida. E isso é sempre bom para o futebol.
Não soube, no estádio, das cenas infelizes das quais Duarte Gomes é principal responsável. Porque vi o jogo sozinho. Porque antes do jogo, estive num café com o meu primo. E porque quando entrei no estádio me juntei à maioria dos adeptos do Sporting que ainda acompanhavam pela televisão o que se passava no jogo que ainda se realizava no outro lado da segunda circular.
Antes de saber dessas cenas, vi um jogo de futebol à boa maneira das equipas pequenas portuguesas. De um lado havia uma equipa a atacar. Do outro, uma equipa a defender. Ganhou a que atacou. E ganhou com sorte, por estar muito desfalcada: sem Grimi, Carriço, Pedro Silva, Rochemback, Vukcevic, Izmailov e...Paulo Bento. Uns lesionados, outros castigados.
Quando cheguei a casa, vi o que não tinha visto no estádio. O treinador de guarda-redes do Sporting a cumprir o seu trabalho e o árbitro a correr na sua direcção, juntando a cara à do profissional do Sporting e, no fim, ainda o empurrou. Claro que Sua Excelência Duarte Gomes ainda expulsou o treinador de guarda-redes do Sporting.
Uma "peitada" de um profissional do Sporting a um árbitro vale 3 jogos de castigo. Veremos qual o castigo de um empurrão de um árbitro a um profissional do Sporting. Porque nós, sportinguistas, continuamos atentos. Aos Lucílios que voltaram a apitar. E a todos estes amadores, que não querem ser profissionais. Que desprestigiam a sua classe. E que mancham o espectáculo, que devia ser um jogo de futebol.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

As ideias que ficam


O Sporting continua a perder, depois da roubalheira da final da Taça da Liga.
Pelos vistos, aquela arbitragem paga-se caro. Agora são mais umas centenas largas de euros.
A ideia que fica é que, às vezes, dá jeito ver mão onde há ombro. Ver dentro o que aconteceu fora.
Fica também a ideia de que também dá jeito dar um castigo de 3 jogos a um jogador injustiçado, impedindo-o de jogar nos 3 jogos que faltam. Dá jeito prejudicar o segundo classificado para que o terceiro consiga chegar onde não chega há alguns anos. Dá jeito impedir de falar o homem que apenas fala de factos.
Dá jeito fazer amigos na secretaria para fazerem o que não se consegue, por falta de argumentos, fazer dentro de campo.

Quando decidir é prejudicar

Os exames, por si só, não são um período fácil.
Além da pressão e do stress, normais em momentos destes, o calor intenso do Verão não ajuda nada.
Mas ajuda menos quem decide que, no Verão, os exames sejam feitos à tarde, durante as horas em que o calor é mais intenso.
Ajuda menos a imposição de orais obrigatórias, um mês e meio depois da realização do exame dessa cadeira, ou seja, já a meio do mês de Julho.
Estas orais são obrigatórias para todos os que têm nota 8 ou superior. E quem não for, independentemente da justificação, chumba. Houve um caso, que conheço, em que morreu um familiar de um aluno. O aluno pediu ao professor, no dia da oral, para a fazer noutro dia. O professor não deixou. O aluno, que tinha tido positiva no exame, chumbou. Independentemente da nota do exame e das várias semanas que esteve fechado a estudar só para aquela cadeira.
Quem decide já fez exames. Sabe perfeitamente que é preferível fazer exames de manhã nos dias de maior calor. Sabe perfeitamente que obrigar todos a ir a orais, tanto tempo depois dos exames, é simplesmente tirar férias aos alunos, mesmo aos que mais se aplicaram durante todo o semestre. Sabe perfeitamente que, ao não deixar um aluno fazer a oral noutro dia porque, naquele, lhe havia morrido uma pessoa próxima, está simplesmente de má fé.
Sobretudo, as orais obrigatórias não têm razão nenhuma para existir. Eu não tenho nada contra as orais, até porque, nas orais, ou subi ou mantive a nota e ainda no último semestre fiz uma oral que era facultativa. Mas não se percebe que um aluno com um 20 tenha de ir, sob o risco de chumbar, enquanto que não se dá uma segunda oportunidade a um aluno que teve 7.
A vida académica, pelo menos em alguns locais, é assim.
E é assim que uma geração trata outra.
Talvez não se lembrem dos seus tempos académicos. Ou talvez se lembrem...

Sobre o Parque Mayer


Disse Victor Hugo que "nada é tão poderoso no mundo como uma ideia cuja oportunidade chegou".
Tinha razão.
Brevemente, escreverei um artigo para o Laranja Choque onde falarei de oportunidades.
O Parque Mayer é uma. Que Lisboa não pode perder. Se quiser voltar a entrar no mapa.

Vaidades ou soldados?

Haver uma feira de vaidades onde deveriam estar concentrados soldados é meio caminho andado para obter maus resultados.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tom Henning Øvrebø


Conseguiu ser o pior em campo no jogo desta noite entre Chelsea e Barcelona.
Não marcou vários penalties claros a favor do Chelsea.
Expulsou um jogador do Barcelona que nem sequer toca no adversário.
Para a História fica a vitória do Barcelona. Mas a memória não pode apagar a exibição do Chelsea, que vulgarizou uma equipa que há dias humilhou o Real Madrid, em Madrid, por 2-6.
Quanto ao árbitro, impõem-se as questões: será Tom Henning Øvrebø incompentente? Se o é, por que foi nomeado? Ou será que não é incompetente, mas que a Uefa preferia que o Barça fosse à final, para dar a possibilidade de um confronto Ronaldo-Messi?
Qualquer que seja a resposta, e porque não é a primeira vez em que um árbitro, claramente, levou uma equipa ao colo, não está na altura de chamar a atenção a Platini?

Um homem feliz



Chama-se Bem Southall, tem 34 anos e ficou à frente de cerca de de 35.000 candidatos, de quase 200 países.
É evidente de não deixa de ser uma campanha de marketing. E diga-se que foi muito bem conseguida.
Para todos os efeitos, é este homem que aparece na fotografia que vai ter "o melhor emprego do mundo".

O mesmo


O mesmo que foi principal protagonista das várias conquistas recentes do Manchester United, o mesmo que eliminou o Sporting da Liga dos Campeões no ano passado, o mesmo que foi melhor marcador da Liga dos Campeões e que marcou o golo decisivo que permitiu a que a sua equipa chegasse aos penalties e vencesse a prova, no ano passado, o mesmo que eliminou o FC Porto da Liga dos Campeões, este ano. É o mesmo que eliminou o Arsenal das meias-finais da Liga dos Campeões em alguns minutos, marcando 2 golos e dando outro a marcar.
É assim que o melhor do mundo responde aos críticos. Com golos. Com sucesso. Com vitórias.
Cristiano Ronaldo é assim. Mesmo.

domingo, 3 de maio de 2009

"São comunistas!"


Normalmente, uma pessoa é comunista até perceber que a nossa sociedade premeia o mérito da iniciativa privada, com melhores salários e consequentemente com melhores condições de vida. Depois de perceber essa ideia, tão elementar, a regra é a de que a pessoa deixa de ser comunista.
Mas na democracia, há o centro, há a direita conservadora, a direita extremista e radical, a direita liberal, assim como há a esquerda utópica, a esquerda oportunista, a esquerda anarquista e a esquerda comunista. É assim em Portugal e em todo o mundo democrático. E quem gosta da democracia tem de conviver com todas as diferenças.
Noutros tempos, existiram vários protagonistas que não gostavam da democracia. Que confundiam os críticos com os comunistas. E que cultivavam um clima, hostil, de ódio e perseguição aos opositores. Fazendo passar a ideia de que quem não era a favor estava contra o poder, que quem estava contra o poder estava também contra o País. E que quem estava contra o poder eram só os comunistas. Foi assim que aconteceu, em Portugal como em vários países da Europa e do Mundo.
O problema não está nos comunistas. Porque esses existiram e provavelmente existirão até deixar de haver vida na Terra. Está na forma como o poder estimula o crescimento do comunismo e da esquerda extrema.
O PS colhe agora aquilo que semeou. Nos fortíssimos discursos anti-Bloco de Esquerda. Na confusão que fez entre os que se manifestam contra o Governo, intitulando-os de comunistas. É que, entre tantas manifestações, terão desfilado, durante este mandato, mais de um milhão de pessoas, diferentes, pelas ruas de Lisboa e do resto do país. E não há mais de um milhão de comunistas em Portugal. Por isso, o PS, como aconteceu noutros tempos, faz manobras políticas, no intuito de confundir as pessoas, ao associar os insultos, agressões e vaias, generalizadas em todo o País, ao Partido Comunista.
São tiques. Como tantos outros que o PS tem revelado de estar pouco confortável com a vida democrática e com o direito que as pessoas têm, em democracia, para se manifestarem.
É importante que os portugueses percebam a urgência de tirar o PS do Governo. Porque o PS é o partido que nos levou à crise. Que descredibilizou o País no estrangeiro, por fazer negócios pouco transparentes. E que está a condicionar o futuro. Não só endividando ainda mais o País, com negócios absurdamente megalómanos, mas também por estar a contribuir para o crescimento da esquerda utópica, radical, extremista e oportunista, facto que poderá dar origem a que Portugal, em 2010, 2011, 2012 e por aí fora, seja um País completamente ingovernável.
A partir de agora, Sócrates deve estar preparado. Porque onde quer que vá, vai ouvir muitos assobios e insultos. Dos 10% de desempregados, dos 20% de pobres, da classe média cada vez mais empobrecida, assim como das classes profissionais que viram a sua independência seriamente beliscada, como os magistrados ou os jornalistas, além daquelas às quais o Governo declarou guerra, entre as quais salta, desde logo, à vista a dos professores.
Pode continuar a dizer que são todos comunistas e que o Partido Comunista devia pedir desculpa. Mas quem não será desculpado será Sócrates, que tudo leva a crer que, a continuar assim, será estrondosamente derrotado daqui por uns meses.

1, 2, 3 e...

A não ser que haja um milagre, o Sporting já não será campeão este ano. Mas só no final é que farei o balanço da época.
Depois de um jogo medícore em Coimbra, valeu-nos que os nossos rivais, pelos vistos, são piores que nós.
Assim sendo, impõe-se uma recomendação. Porque "o que é Nacional é bom*" e porque a Madeira é uma terra linda. E vejam só quem participa no bailinho...



*principalmente quando joga contra Benfica e Porto

sábado, 2 de maio de 2009

A rua é Vital!


O último Congresso do PS pareceu-me, sinceramente, o princípio do fim de um longo período de poder socialista.
Apesar de ter recebido vários elogios, sobretudo pela imagem e pelo espectáculo mediático que os socialistas já demonstraram serem capazes de criar e recriar, tudo o que ali se montou estava perfeitamente desencontrado da realidade nacional. Desde os discursos à enorme dimensão das bandeiras e cartazes.
A imagem é importante mas não serve de nada quando usada em excesso, em tempos de crise profunda. O Congresso do PS, assim como outras encenações pormenorizadamente montadas, pôs a nu o facto de vermos, de um lado, o PS e, do outro, a rua e o País.
O episódio que envolveu Vital Moreira na manifestação da CGTP, na tarde de hoje, prova isso: os portugueses estão cansados, desolados e desesperados com os socialistas. De resto, nos últimos tempos, principalmente no último ano, bastava que Sócrates fosse a qualquer local para se perceber isso.
No último ano, importa relembrar, o Primeiro-Ministro e secretário-geral do PS foi constantemente vaiado e até houve um episódio, triste, em que foram disparados tiros para um local onde estava, ou tinha estado, José Sócrates.
É evidente que todos estes episódios são de lamentar e não deve haver aproveitamento político. Condeno veementemente actos de violência, física ou verbal, contra quem quer que seja. Mas a ideia que quero sublinhar é que uma coisa é o que dizem Augusto Santos Silva, Vitalino Canas, José Sócrates, Mário Lino e restantes responsáveis socialistas pelo pantanal onde fizeram com que o país mergulhasse, e outra coisa é o que se diz na rua, o que passa na rua, o que se faz na rua. E o que hoje se disse, se passou e se fez foram actos de desespero de empregados ou desempregados, que sentem que o Partido Socialista os traíu.
Na verdade, o ainda vigente Governo socialista perseguiu e condicionou vários trabalhadores, assim como humilhou publicamente várias classes profissionais. Além de que, pelo longo período de governações do PS, são os grandes responsáveis pela situação do país. O PS sempre entrou em negação, remetendo culpas para o passado, mas os portugueses não se deixaram enganar.
A lição que se tira deste episódio, que não deixa de ser só mais um, é que a realidade é diferente da ficção. E é diferente para pior. O PS viveu no mundo da ficção, guiando-se por estatísticas enganosas, abdicando de se confrontar com o mundo real.
A lição que o PS devia tirar é que devia ter ido à rua mais vezes. Escutá-la, vê-la, senti-la. Mas preferiam as megalomanias, a retórica e a repressão.
Se tivessem ido à rua mais vezes, talvez o país pudesse estar melhor. Mas não está. E começa a consolidar-se a ideia de que Sócrates "acaba" mesmo em 2009.
Esperaremos, trabalharemos e lutaremos para que assim seja. Para bem do País.