Nota: Yes, we can!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
"Senhoras e Senhores Deputados,
Para que nunca nos seja retirada a liberdade de termos a nossa cultura, para que nunca nos seja retirada a liberdade de virmos aos toiros e para que continuemos a ser um país de gente livre, é com grande honra e com enorme prazer que, em meu nome e em nome do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo, lhes brindo esta minha pega!
Vai pelos Senhores e vai por todos nós aqui presentes!!”
(brinde do forcado João Caldeira aos Deputados, Lisboa, 29 de Setembro 2011)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Sondagens que falam por si

De acordo com o barómetro da Marktest para o Diário Económico e para a TSF, se as eleições fossem hoje, o PSD teria 47% dos votos, mais do dobro das intenções de voto no Partido Socialista.
Nota: Passaram apenas 100 dias desde a tomada de posse do novo Governo, e pouco mais de dois meses desde que tomou posse o "novo" PS.
Imagens que falam por si (V)

Primeira nota: Há quem diga que a corrida de toiros é um acto desleal. Quem o diz, não cria toiros. Jamais os criaria. A maior deslealdade ao toiro bravo seria condená-los à morte, extinguindo a espécie, não criando motivos para que se continuassem a criar, com dignidade, toiros bravos.
Segunda nota: Um dos direitos que temos é o direito à estupidez. Há quem o exerça das mais diversas maneiras. Uma delas é não se alimentar de animais. De forma estúpida e ignorante, alimentam-se, essas pessoas, de vegetais...como se os vegetais não fossem seres vivos.
Terceira nota: Se quem cria toiros bravos (abdicando de um espaço para lhe ceder todas as condições necessárias a uma vida digna, cujo fim termina no prato de cada um de nós) é visto como um criminoso, pela deslealdade ao toiro, quem se alimenta de vegetais é um assassino de seres vivos.
Quarta nota: Para não morrermos de fome, para que a espécie humana possa sobreviver, temos, muitas vezes, de ser desleais e cruéis.
Quinta nota: Quem não quer morrer de fome, quem não quer matar seres vivos, pois que se alimente de pedras.
Sexta nota: Quem pensa dessa maneira é, ele próprio, uma pedra.
Sétima nota: Ser pela festa brava é ser por todos aqueles que vivem ou sobrevivem por causa dela, é ser pelo toiro, pelo homem, pela tradição e por Portugal.
Oitava nota: Esta imagem foi "retirada" da página de Facebook da Frente de Acção Pró Taurina.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
50 anos
Há anúncios que não se esquecem. A voz, a música, as imagens. O Jackpot, o jogo grande, o Totobola.
50 anos depois, e em semana de jogo grande, o Totobola está de parabéns.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A minha identidade desportiva
Estive, obviamente, em todos os momentos que este vídeo relata. E a estes junto outros, como a remontada diante do Newcastle, o 3-1 ao Manchester United, o 2-0 ao FC Porto que nos colocou em 1º lugar e nos tornou campeões 18 anos depois, a festa do título de 2000 e de 2002, as conquistas das Taças e Supertaças dos últimos 12 ou 13 anos. E aos feitos do futebol junto conquistas memoráveis no andebol, no futsal e em várias modalidades.
É assim que vivo o Sporting, dizendo "presente" nos bons e nos maus momentos. Mas o que realço hoje é que o Sporting, depois de vitórias excitantes e de derrotas desastrosas, continuou a viver, a fazer História, a deixar histórias para contar. Passaram os jogadores e os dirigentes. Ficámos nós. Ficaremos para sempre. Aconteça o que acontecer.
Temos problemas. Mas, enquanto heróis como o Professor Moniz Pereira (um dos melhores portugueses vivos), o Sá Pinto, o João Benedito, entre tantos outros funcionários estiverem no Sporting, está tudo bem.
É com eles, com os que lhes sucederão, e com cada um de nós, que somos o Sporting, que este Grande Clube pode contar.
Saltaremos barreiras, ultrapassaremos fronteiras e obstáculos, com Orgulho, para continuar a perseguir um Sonho com 105 anos de História.
Confiantes, temos esperança em alcançar esse Sonho. Mas mesmo que falhemos, que o deixemos para gerações seguintes, morreremos a tentar. Sempre com Esforço, Dedicação e Devoção. Na busca da Glória.
Viva o Sporting!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Uma ironia do destino?

O modo de funcionamento das Finanças de Algés é igual à maioria (para não dizer todas) as outras repartições do país: uma pessoa chega, tira a senha, espera pelo seu número até ser chamado. Há um monitor que nos diz a letra e o número da nossa senha, a que faz corresponder um número do balcão onde vamos ser atendidos.
Não sei como é nas outras repartições, mas, em Algés, entre esses números e letras, passava uma espécie de filme/documentário. Era um conjunto de slides onde se contava a História do...Escudo.
Enquanto esperava para pagar, em euros, o Imposto Único de Circulação, vi, com atenção aquela História, carregada de feitos e curiosidades. Sentado na repartição de finanças, e sabendo como estão as finanças do país, terá sido, aquela, uma ironia do nosso destino?
Roubini pensa que sim. Nós, para já, achamos que não. Mas a resposta está nas mãos de Passos Coelho, dos demais membros do Governo e de cada um de nós, portugueses. Nestes tempos de incerteza, é importante que cada um tome consciência, pelo trabalho e pelo papel que tem na vida colectiva, da responsabilidade que tem em mãos.
A Madeira

É muito fácil apontar o dedo, dizer que, por aquela estranha espécie de semi-democracia da Madeira, devem responder os titulares dos cargos regionais, o PSD Madeira, sendo que, pela dívida da Madeira, devem responder os madeirenses, enquanto titulares do direito ao voto, tendo-o exercido a favor de Alberto João Jardim.
Este é um problema complexo. É agora, mas sempre o foi. Não houve nenhum líder nacional do PSD que tivesse tido a coragem suficiente para separar águas entre o poder nacional e o poder regional do partido. A estratégia sempre foi a mesma: colher os dividendos do que Jardim fazia bem, semear o distanciamento quando se acusou, fundamentadamente ou não, a Madeira de gastar mais do que tem, num arquipélago que, muitas das vezes, convive mal com a democracia, sobretudo na parte em que a democracia nos diz que todos devem ser iguais perante a lei e perante as autoridades públicas.
Mas o problema da Madeira é um problema nacional. E, pelo poder que o PSD Madeira sempre teve, ao nível político e financeiro nessa região, o problema madeirense não se deve à falta de coragem de quem, no PSD, teve a possibilidade de enfrentar Jardim. Este é um problema de todos os social-democratas, desde Passos Coelho a mim, que sou daqueles "militantes anónimos".
Em tempo de sacrifício nacional, é muito grave que uma região que é parte integrante do território português, financiada pelos impostos de todos os portugueses, esconda a sua real situação financeira. É ainda mais grave que se diga aos portugueses do Continente e dos Açores que iremos sacrificar ainda mais a nossa qualidade de vida por força da má gestão de Jardim.
Por força do princípio da solidariedade nacional, não podemos deixar de, uma vez mais, voltar a ajudar o povo madeirense. Mas não podemos deixar de tirar as devidas consequências do que se passou e do que se continua a passar na Madeira.
Num Congresso do PSD, houve quem tivesse dito, do púlpito, que "estamos em Coimbra, estamos em Portugal, não estamos na Madeira". A Madeira, sendo diferente, é Portugal. E só com coragem, com muita coragem, os líderes e militantes do PSD podem fazer com que a Madeira seja mais parecida com o resto de Portugal, acabando, de uma vez por todas e enquanto é tempo, com tudo aquilo que faz que a Madeira, em algumas vertentes, seja diferente para pior.
Haja coragem e sentido de Estado nesta espinhosa missão de ajudar o povo madeirense. E não podemos esperar, com sacrifício para o PSD, que sejam os madeirenses a fazer justiça nas urnas.
Afinal, que futuro se pode desejar a um povo que vive entre o carnaval do PND, o circo do candidato Coelho e as extravagâncias do dr. Jardim?
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Um novo passo

As rotinas fazem parte da vida. São como um ciclo que começa, acaba e recomeça ano após ano. Entre pequenas mudanças, da creche para a escola, da escola para o liceu, do liceu para a faculdade e da faculdade para o trabalho, de um trabalho para outro, a vida vai continuando, sempre presa a pequenas rotinas. E o melhor que podemos fazer é ir enganando as rotinas, fazendo pequenos ajustes, para podermos entrar motivados num novo ano.
Há um ano, entrava motivado no velhinho edifício da Faculdade de Direito. Era o último. Foi, talvez por isso, diferente. E foi, também por isso, aquele que me fez ter muito mais empenho, deixando-me as últimas recordações.
Chegar e perguntar qual era a sala. Saber que era na 123. Ir ao bar tomar café. Vir cá fora pôr a conversa em dia. Insultar aquelas longas quartas-feiras, junto de colegas e amigos. Falar no gabinete de Direito. Preparar casos. Apresentá-los aos meus colegas. Ler. Estudar até às 5 ou 6 da manhã. Andar às voltas na expectativa de ser chamado para fazer o exame oral. Subir e descer escadas daquele velho edifício que, por ter sido a minha segunda casa, era como se fosse meu, com um cheiro próprio.
Foi um passo, de um passado que passou.
Começa agora um novo futuro. Novo edifício, novas salas, novas pessoas, novas disciplinas, nova orientação, novas expectativas, a mesma motivação.
Ao mesmo tempo, e também num novo passo dessas duas etapas de crescimento, preparo um projecto próprio na vida e outro, também novo, na blogosfera. Ambos estão ainda em fase de estudo. Mas a motivação para os concretizar é idêntica à motivação de fazer e concluir o meu Mestrado.
Espero, daqui por um ano, estar a falar dos passos que dei. Porque nesta caminhada da vida, mesmo que devagar, devagarinho, o que interessa é caminhar em frente.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
De preto

O Sporting estreia-se na fase de grupos da Liga Europa daqui por minutos. Pelo que se sabe, jogará de negro. Ora, tendo em conta que é Clube de Portugal e considerando ainda o que se passou em campos de norte a sul do país nos jogos das quatro jornadas da Primeira Liga, não fazia sentido que o Sporting, hoje, jogasse de outra cor.
Esperemos que o verde da esperança conjugado com o preto do luto não acinzente a exibição da equipa.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
As pessoas

O PS, quando quer justificar qualquer uma das suas variadas obsessivas loucuras, fá-lo justificando-se com as pessoas.
Foi, por exemplo, por causa das pessoas que o PS endividou excessivamente o país. Foi por causa das pessoas estarem a voar cada vez mais que o PS, perante um Estado pobre e endividado, se propunha construir um novo aeroporto. E, já que se fala em aeroporto, fala-se numa terceira ponte para que as pessoas possam ir de uma margem à outra, de um comboio de alta velocidade para as pessoas que têm medo das alturas, de uma nova auto-estrada para quem quer ir do "fim do mundo" para um local onde, praticamente, já não há pessoas.
Foi graças às pessoas que o PS, felizmente, deixou de ser poder. Porque o PS, estando ao leme de um Estado que vivia acima das suas possibilidades, além de empobrecer o Estado, empobreceu as pessoas. E ainda sonhava com megalomanias.
O PS, entretanto, mudou. Se mudou para melhor ou para pior, isso é ainda algo que as pessoas ainda têm de perceber. Mas mudou. E continua a falar nas pessoas. Portugal deve deixar de continuar a trabalhar para cumprir os compromissos assinados pelo PS por causa das pessoas. É isso que diz Seguro, querendo esconder o passado do PS, cortando com um passado do qual fez parte. Sim, Seguro, durante os seis anos de Sócrates foi um dos deputados socialistas que suportava aquela maioria que permitia que o Governo estivesse a afundar o país. E, mais do que o país, a vida das pessoas, as mesmas pelas quais Seguro anda tão preocupado.
Posto isto, resta-me apenas fazer uma pergunta.
Afinal de contas, quem é que os socialistas querem enganar?
(A resposta, repetidamente referida ao longo do texto, encontra-se no título).
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O tormento

Maria de Fátima Bravo cantava que era um tormento viver sem esperança.
Numa altura de crise como aquela que vivemos, muitos portugueses estão vergados a esse tormento. Enquanto alguns continuam na busca de trabalho, outros tomam anti-depressivos para continuar a trabalhar. Destes, alguns são explorados, justificando, pelo trabalho, um salário muito maior. Outros apenas marcam o ponto. E outros vivem na incerteza de continuar a ter trabalho, e também salário, no dia de amanhã. Sem espaço no mercado de trabalho para o empreendedorismo e qualificação dos mais jovens, estes são forçados a fazer malas e emigrar para longe.
A população activa portuguesa, por força da necessidade de endividamento para poder constituir família e ter uma vida digna, caracterizada, na sua generalidade, no parágrafo anterior, e juntando-lhe ainda vários milhares de jovens forçados a seguir um caminho que não realizará, de todo, os seus sonhos, constitui uma sociedade completamente atormentada pela falta de esperança.
Uma sociedade assim é uma sociedade completamente castrada, onde não há lugar ao sonho, que é essencial na eterna procura da felicidade e do bem-estar.
Mais do que uma questão política, esta já é quase uma questão cultural. E há que a inverter. Com relativa urgência.
Este é o tempo de ver desempregados arriscarem novos negócios, por conta própria.
Este é o tempo de fazer mudanças, de estudar e investir, de trabalhar no sentido de criar riqueza, fazendo-se o que se gosta ao mesmo tempo.
É isto que é preciso mudar. Porque quem faz o que gosta, trabalha mais e melhor. E quem trabalha mais e melhor, produz mais riqueza.
Não há futuro sem sonho. E não se realizam sonhos destruindo a esperança. Esta é, pelo menos, a minha opinião.
Um episódio caricato

A comunicação social tem um poder enorme.
Sozinha consegue construir, consegue destruir, influenciando, como mais ninguém o consegue fazer, a sociedade civil.
Consciente deste peso, a classe política abdicou das ideias e dos projectos políticos, abdicando da excelência dos conteúdos para investir na forma e na imagem.
Em suma, generalizou-se, entre a classe política, a ideia de que, para estar bem junto dos portugueses, tem de se ter uma relação estreita com a comunicação social.
O episódio do Congresso socialista, em que Seguro entra pela emissão adentro, fazendo António Costa (e com razão) levantar-se e ir-se embora, além de ser completamente caricato, demonstra bem que os portugueses, sobretudo os mais jovens, têm toda a razão para vir às ruas.
Se o país está pobre, a muito o deve à pobreza dos partidos e dos líderes, que não conhecem o país e que se vão alimentando à custa de truques, de slogans, de imagens, de episódios ensaiados e completamente caricatos e, claro está, da pobreza para onde levaram um número crescente de portugueses.
E assim fica marcado (leia-se manchado) o Congresso de um PS que, dizendo que "as pessoas estão primeiro", pensa sempre, e em primeiro, nos interesses da camaradagem e nas aspirações políticas de quem o lidera.
domingo, 11 de setembro de 2011
O Sporting da paciência

Há quem não esteja contente com a exibição, mas vejamos: equipa entra em campo sob pressão de resultados e obrigada a ganhar, trafulhice do árbitro e golo do Paços logo aos 3 minutos, golo sofrido no início da segunda parte. Vendo o tempo a passar, estando a perder por dois golos de diferença, a equipa manteve a lucidez e não desatou desesperadamente a "atirar balões lá para a frente". A frieza de marcar 3 golos em 8 minutos, virando o resultado num terreno que é sempre muito difícil, demonstra bem que este plantel, com este treinador, podem fazer mais e melhor do que haviam feito nas três primeiras jornadas, mesmo estando a jogar, ao mesmo tempo e no mesmo relvado, contra dois adversários.
É muito difícil lutar de igual contra alguns dos nossos rivais, como aquele que viu Duarte Gomes inventar, a seu favor, duas grandes penalidades numa só parte. Mas nós, Sporting, pela garra que teve a nossa equipa, podemos ter razões para continuar a sonhar com um futuro um pouco mais risonho.
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