domingo, 31 de maio de 2009

Placebos



Vivem da mentira. Alimentam-se e sobrevivem quando se colam aos outros. São como os parasitas.
Quando exercem cargos públicos, em vez de trabalharem para servir os interesses dos cidadãos, investigam. Para ver se encontram qualquer coisa. Só que nem nesse serviço são eficazes.
São o obstáculo número um ao progresso do País. Porque bicharada desta existe em todos os partidos e por toda a sociedade. Vivem do ódio pessoal, por ele e para ele. Motivados por perigosíssimas ambições pessoais, que os leva a ter um blogue que ninguém lê. Escrevem e comentam quarenta vezes, para fingir que o blogue é concorrido. E, às vezes, ao que parece, fazem umas chamadinhas. Também elas anónimas.
Sobre o blogue, é tudo falso. Os artigos que escrevem, assim como os comentários.
Claro que tudo o que fazem é debaixo da cobardia do anonimato. Não se assumem pessoalmente, apesar de toda a gente saber quem são. Eu só os conheço pela voz e vagamente nos encontrámos uma vez ou outra. E das duas, uma: ou têm vergonha de dizer o que pensam cara a cara ou então têm mau hálito e preferem dizer as coisas no anonimato e pelo computador. Para ser sincero, eu apostava na segunda hipótese - a do mau hálito.
E claro que só escrevem quando há eleições, pensando que exercem alguma influência. Talvez instigados por alguém. Mas ninguém lhes dá cobertura. Ninguém lhes presta atenção.
Porquê? Porque toda a gente que os conhece sabe que eles têm um grau de inteligência que é manifestamente inferior. E quando assim é, não há livro que valha. Ou será que é "Segredo"?

sábado, 30 de maio de 2009

Vale tudo (e não vale nada, ao mesmo tempo)!


O PS, obcecado por agradar a todos, assumiu agora um novo modelo de comunicação política: diz uma coisa ao mesmo tempo que diz o seu contrário.
Foi assim em relação a um novo mandato de Durão Barroso. E é agora assim que o PS fala do caso BPN. Quem diria que José Sócrates e os socialistas falavam, há alguns dias, de campanhas negras e de aproveitamento político de casos judiciais...
Ainda por cima, eu nunca ouvi ninguém do PSD dizer grande coisa sobre o caso Freeport. E o PSD poderia muito bem ter dito que o caso Freeport é uma vergonha para o País, em que camaradas socialistas e familiares do nosso Primeiro-Ministro, incluindo o próprio, são suspeitos de um corrupção.
Do mesmo modo que, antes do caso Freeport, o PSD poderia ter tirado proveito da suspeição que havia sobre alguns ilustres socialistas, envolvidos num caso de pedofilia, como o da Casa Pia.
O PSD não o fez. Porque na política não vale tudo. E porque, num Estado de Direito Democrático como o nosso, vigora o princípio da separação dos poderes.
O PSD fez o que, enquanto partido político, devia ter sido feito. Apresentou propostas, ouviu ideias e fez oposição a um Governo socialista que falhou em quase tudo. Por isso, o PSD deve ser recompensado. Com uma vitórias nas urnas. Porque é aí que os portugueses tomam as suas decisões. Que são políticas. E à política o que é da política. Aos tribunais o que é dos tribunais.
Quanto ao dizer que sim e dizer que não, ao mesmo tempo, essa estratégia vai ser como aquela frase constantemente repetida por Sócrates, que dizia que "as contas públicas estão em ordem". Mais tarde ou mais cedo, os portugueses vão saber compreender a realidade.
Porque mais depressa se apanha um...
(Ups! Não quero insultar ninguém. Porque depois aparece o Sócrates a dizer que o insulto é a arma de quem não tem mais nada para dizer. Mas, calma! O candidato do PS não disse que o caso BPN, que envolvia o PSD (segundo o próprio) era uma roubalheira? Roubalheira, roubo, ladrão. Então isso não é um insulto? Ok. Um do PS diz uma coisa. O outro do PS diz o contrário. Ok, ok! Pelo menos aqui são coerentes)!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A melhor equipa do Mundo



Uma das coisas que me faz querer sempre que o Sporting vá à Liga dos Campeões é o facto de poder ver, ao vivo e a cores, algumas das melhores equipas do Mundo.
No grupo do Sporting desta temporada calharam só o Shakthar Donestk e o Barcelona, as duas equipas que venceram as competições europeias. E passámos o grupo. Por isso acho engraçado o argumento de algumas pessoas que querem encurtar a memória aos sportinguistas fazendo com que esta se fique pelos dois jogos, atípicos, contra o Bayern de Munique.
Mas não é isso que me faz escrever hoje. É o Barcelona, que é a melhor equipa de todo o Mundo. O futebol praticado tira-nos as palavras, como a posse de bola dos catalães deixa completamente impotentes os adversários.
De facto, o Barcelona é uma equipa que tenho orgulho de poder dizer que vi jogar ao vivo. E o facto de ser, sem dúvida, uma equipa capaz de humilhar qualquer Real Madrid que lhe apareça pela frente é engrandecido por ser uma equipa construída com a prata da casa.
Dá gosto ver jogar o Barcelona, porque o futebol fica mais simples. Parece que se corre menos, que está tudo controlado. É notável a confiança que aquele meio campo tem quando troca a bola, mesmo quando à sua frente tem os maiores colossos mundiais.
Messi, Puyol, Xavi, Iniesta, Eto'o, Henry e companhia são a melhor equipa de todo o mundo. São a melhor equipa que vi jogar. Ao vivo e na televisão.
Duvido que alguma vez o Real Madrid, mesmo com um Mourinho, um Cristiano Ronaldo e todos os melhores jogadores que puder contratar consiga chegar aos calcanhares desta equipa.
Ontem Ronaldo não tinha equipa para fazer frente ao Barcelona.
É que Barcelona, agora, significa futebol. Com todo o seu esplendor. E continuo sem palavras para falar sobre esta equipa de futebol.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Que raio de sportinguismo, este!


No tempo do José Roquette, não podiam com o José Roquette.
No tempo do Dias da Cunha, odiavam e insultavam o Dias da Cunha.
Depois passaram a gostar de Dias da Cunha porque o presidente era, entretanto, Soares Franco. E um não se dava bem com o outro.
Claro que dizem, hoje, que o Soares Franco foi o pior presidente do Sporting.
Entretanto, voltaram a odiar e insultar o Dias da Cunha, porque este apoia o candidato Bettencourt.
Nunca ninguém sabe quem são estas pessoas, porque só vão ao estádio colocar faixas a insultar a equipa e a direcção. Ou para assobiar. Porque a regra é ficarem em casa.
Agora, desdobram-se em afirmações caluniosas e difamatórias em relação a Bettencourt. Na defesa de um candidato que ninguém conhece e que nunca geriu coisa nenhuma senão a sua própria casa. Candidato, cujo discurso só poderá convencer os irracionais, porque o futebol faz erguer as irracionalidades e porque tudo o que diz é demagogia. E inviável.
Têm saudades dos momentos memoráveis. Há pouco tempo, falavam das saudades que tinham do tempo do Jardel. Mas quem foi que o trouxe?
Quais foram os dirigentes que levaram o Sporting aos títulos e à conquista de troféus?
Ainda por cima, dizem mal do estádio (querem tirar o fosso e mudar as cores). Por que não mudar o símbolo e a cor da camisola?
Que raio de sportinguismo é este?
É que eu não percebo por que é que os que odeiam seja quem for o presidente e não gostam do estádio, que é um sítio onde nunca os vemos, continuam a ser do Sporting. Porque o Sporting é um clube com valores bem definidos. Que nunca mudam. Nem mudarão nunca.
SER do SPORTING implica saber os valores, compreender o clube. Só assim o podemos viver, sentir e amar.
SER do SPORTING é viver numa família unida, em que vamos a todos os encontros, com amigos e em clima de festa.
SER do SPORTING é respeitar a sua História e os seus representantes do ontem, do hoje e do amanhã.
Talvez fosse bom que essa pequena minoria de sportinguistas percebesse isso. Se, por um lado, essas pessoas não se revêem no Sporting, por outro, os sportinguistas nunca se irão rever numa direcção apoiada por elas.
É evidente que nada tenho contra Paulo Cristóvão. Porque não o conheço e nunca o vi em lado nenhum. Acho que a sua candidatura é importante e merecedora de todo o respeito. Mas nunca teria o meu voto por uma coisa que não podia ser mais básica: não voto em quem não conheço. Como também não abro a porta de casa a estranhos. É uma questão básica, de confiança. Neste caso, de falta dela.
Mas talvez fosse um passo importante se alguns dos seus apoiantes (mais ou menos assumidos também na blogosfera) pusessem os superiores interesses do Sporting acima desta constante e contínua campanha do bota abaixo.

Viva o Sporting!

Metáforas



Estamos cada vez mais distantes dos países europeus.
O diagnóstico nacional, neste momento, dificilmente poderia ser mais negativo. E os dados dizem que vamos ser dos últimos a recuperar desta crise. Que, em Portugal, vai perdurando.
Talvez fosse bom que o ministro Silva Pereira percebesse que quem esteve quatro anos "a ver passar navios" e quem "perdeu o avião" foi Portugal.
E com a metáfora do futebol, que o referido ministro gosta tanto de usar, aqui deixo mais uma: o cartão encarnado. Que tem de ser dado. Ao ministro. Ao Governo. E ao PS.

domingo, 24 de maio de 2009

Imagens que valem mais do que mil palavras


É pena que a dona Gomes não saiba que o silêncio, muitas vezes, também é uma forma de expressão. E que, assim sendo, mais vale ficar calado(a) do que se dizer babuzeiras pela boca fora.
Uma pessoa que se identifica com as luxúrias do Partido Socialista e com esta obsessão despesista do Governo desse partido, concorrendo a dois cargos por esse partido, a dizer que o dr. Pedro Santana Lopes era despesista só pode ser brincadeira.
Quanto aos outros insultos (chamou parolo e provinciano a Santana Lopes), mais vale não responder. Porque o silêncio é uma forma de expressão. E porque há imagens que valem (muito) mais do que mil palavras.

O Ninja


O Derlei é um leão. Dos ferozes.
Sente a camisola e encara o jogo como poucos.
Foi protagonista principal em momentos decisivos.
Foi com os seus pés que chegámos aos oitavos da Liga dos Campeões. Foi com a sua chama que protagonizámos uma reviravolta histórica no jogo em que vencemos o Benfica por 5-3.
É ele que põe em campo a alma dos adeptos. E, de certa maneira, já faz parte da nossa História.
Por isso, espero que Derlei aceite o desafio e fique mais um ano no Sporting. Para ser campeão. Porque é isso que os sportinguistas querem oferecer ao Derlei na sua despedida.

É assim que estamos


O país está doente.
Em todos os sectores da sociedade, vive-se uma guerra. Dos uns contra os outros.
Agora, as pessoas não falam. Gritam.
Insultam-se umas às outras.
Quanto à Ordem dos Advogados, apenas reflecte a sociedade portuguesa: ou se adora ou se odeia as pessoas. Porque hoje, em Portugal, não há meio termo.
É assim que estamos.
O que será que vem a seguir?

A descida do Belenenses



Sem o Belenenses, a próxima época de futebol não vai ser a mesma.
Porque o Belenenses é um clube especial. Principalmente para quem vive na Grande Lisboa.
Faz parte do calendário ir, um dia, com os amigos ou com a namorada, ao Restelo, para ver o Sporting jogar.
Paciência. Que para o ano não há pastéis.
Mas é pena.
Esperemos que o Belenenses volte. E que não acabe, entretanto. Faz mesmo muita falta.
Aos vários amigos que são do Belenenses, aqui vai o meu sentido abraço. Outro, muito especial, para o Rui Jorge. De quem o Sporting continua a procurar digno sucessor. O Sporting e a selecção...

sábado, 23 de maio de 2009

Opinião de Marco Almeida (Bloco Central)

"A distrital de Lisboa do PSD conclui hoje o Curso de Formação de Autarcas.

A iniciativa é oportuna face ao contexto eleitoral em que nos encontramos, mas a sede de visibilidade não pode legitimar tudo.

Será que essa razão justifica, nesta altura, a presença do Dr Mário Soares num forum do PSD para discutir, com autarcas e putativos candidatos do partido, questões relacionadas com os desafios do poder local face à globalização?

Se tivermos em conta que um dos temas da sessão aborda a questão dos pactos para as autarquias, com um bocadinho de boa vontade poderiamos dizer que este seria o contributo da distrital social democrata para o arranque do famigerado bloco central."

Marco Almeida, Vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, no blogue VIVER SINTRA

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Petições


António Costa pede a Helena Roseta para fazer umas listas cruzadas, numa coligação entre o PS Lisboa e o movimento de Roseta. Esta, obviamente, recusou.
Roseta fez um pedido a Costa, para que este se integrasse num movimento de cidadãos, mas este, obviamente, disse que não podia aceitar. Portanto, recusou.
Há tempos, houve uma petição que pedia uma convergência da esquerda. Mas as várias faces da esquerda política, sobretudo a lisboeta, obviamente, recusaram.
Parece que Costa vai sozinho, porque nem BE, nem o movimento de Roseta, nem o PCP querem ir com ele.
Sendo assim, Costa vai fazer uma petição. A última. Vai pedir aos lisboetas para que votem nele. Que lhe dêem a vitória nas eleições. Ou seja, vai ser (mais) uma petição. Que, (também) obviamente, vai ser recusada.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

José Eduardo Forever


Saber que José Eduardo Bettencourt iria ser candidato à presidência do Sporting foi uma das melhores notícias que, enquanto sportinguista, ouvi nos últimos anos.
Peca por tardia esta candidatura, pela qual o Sporting suspirava há demasiado tempo.
Porquê? Porque o Sporting precisava de um presidente a tempo inteiro, obviamente remunerado, que sentisse e amasse o Sporting tanto quanto eu sinto, tanto quanto eu amo.
Eu sempre gostei do ambiente das claques. Sempre gostei de as ver juntas e sempre disse que esse deveria ser um dos objectivos do Presidente do Sporting. Por isso, ouvi com entusiasmo o que Bettencourt disse sobre isso.
Sempre achei que o Sporting precisava de um Presidente a full-time. Nem poderia ser de outra forma. E obviamente que todo o trabalho deve ser remunerado. Porque isso dignifica o trabalho que é feito e responsabiliza o trabalhador. O valor, para mim, é irrelevante. Mas deve estar à medida do trabalho desempenhado e das responsabilidades que o mesmo exige.
Sei o que Bettencourt sente pelo Sporting. Porque partilho esse sentimento, a que muitos chamam de doença.
Lembro-me de Bettencourt quando desempenhou funções no Sporting. Foi aquele que entrou para controlar a invasão de campo da Juve Leo no Sporting-Benfica. Foi aquele que enfrentou José Mourinho quando este rasgou a camisola do Rui Jorge, num jogo em Alvalade. Neste aspecto, poucos, no mundo do futebol, ousaram enfrentar aquele que, para muitos, é, hoje, o melhor treinador do Mundo.
Lembro-me de ver Bettencourt assistir a um jogo no meio da claque.
Lembro-me de festejar euforicamente um título na altura do José Eduardo Bettencourt.
Felizmente, não tenho memória curta. E sei que Bettencourt é tão sportinguista como competente, responsável e ambicioso.
Não há, no MUNDO SPORTING, ninguém(!) com quem melhor me pudesse identificar para candidato a presidente do Sporting. É evidente que o facto de ninguém saber quem é o outro candidato ajuda. Assim como o tom e nível do discurso que o mesmo tem assumido, que em nada prestigia o Sporting Clube de Portugal.
Eu sei que o tempo passa, que os presidentes também, e que o Sporting fica sempre. Mas espero que o presidente Bettencourt fique durante muitos, longos e vitoriosos anos. Ah! E claro que pode contar comigo para a guerra. A partir da manhã de 6 de Junho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

700!


Sempre tive uma paixão irracional pelo número 7. Por ser irracional, nunca encontrei explicação para este sentimento.
São sete os pecados mortais. São sete os dias da semana. Nasci na cidade das sete colinas. São sete as cores do arco íris. E também se diz que as artes são sete.
Há, de facto, uma magia diferente neste número.
É quase religioso. Porque sete foram as chagas de Cristo. São sete os livros do Antigo Testamento. Os Sacramentos são sete. A lenda diz que Joana D'Arc chamou o nome de Jesus sete vezes quando estava a ser queimada na fogueira. E até se diz que sete foi o número de dias para a criação do Mundo.
Independentemente de todos esses factos e lenda, o número sete diz-me mesmo muito. E diz desde pequeno. Para tal terá, certamente, ajudado a camisola 7 que Luís Figo vestiu e que amaldiçoou os jogadores que se lhe seguiram. Enfim. É irracional, inexplicável e não valerá a pena gastar muito tempo a encontrar explicações para o que vem do nosso inconsciente.
Quando criei este blogue, fi-lo com um fim. E estaria longe de pensar que chegaria ao post nº7. Mas cheguei. E completo hoje o post 700, que resulta da multiplicação de sete por cem. Para os leitores, nada dirá este post. Para mim, diz-me muito. Porque este blogue é diferente, pela simples razão de que é meu. Sinto, por ele (este), um carinho especial, porque é resultado de uma grande dedicação.
Por assim ser, gostava de agradecer, com sinceridade, a sete pessoas ou grupos de pessoas:
1) À minha namorada, cujo nome tem também sete letras (como o meu), pela "pachorra" e compreensão pelo tempo que despendi. Pelas sugestões que me fez. Pela troca de ideias. E por tudo o resto;
2) Aos meus pais, pela educação que me têm dado, pelos valores que me incutiram, pela estabilidade, pela amizade e por tudo resto;
3) À minha família, que é o grande pilar da vida de qualquer Homem;
4) Aos meus amigos, com os quais falo todos os dias e que são os maiores críticos que tenho. São a minha grande inspiração e contribuem, mais do que com comentários, com opiniões dadas pessoalmente, para o enriquecimento deste blogue;
5) Aos leitores, que acabam por ser uma das maiores razões da existência deste blogue, pelos comentários, pelos e-mails críticos ou elogiosos que me foram enviando, pela partilha e troca de dados e opiniões;
6) Aos autores de outros blogues, com os quais debati muitos temas, e que, certamente, terão ajudado na divulgação deste blogue;
7) Ao Pepe, que é o meu cão, e que foi quem me acompanhou enquanto escrevi. Está comigo agora. E ajudou-me a encontrar novos problemas, ajudando-me a reflectir sobre eles e a procurar as respectivas soluções.

Chegam agora os exames, mas deixo aqui uma promessa: apesar de escrever com menor regularidade, continuarei a escrever. Sempre com Voz Própria.

Os globos e a política


É sempre com toda a pompa que se realiza, ano após ano, a cerimónia dos Globos de Ouro, pela SIC.
Mas um espectáculo, para ser espectacular, não se força. E este pareceu-me algo forçado.
Forçado talvez porque vivemos em ano de eleições. E porque, como demonstram as audiências, a SIC tem enfrentado algumas dificuldades, estando cada vez mais distante da realidade. Não a compreende.
Nesta gala, aqueles filmes sobre os políticos foram completamente despropositados. Repescou-se uma infeliz frase de Manuela Ferreira Leite e algumas imagens da líder do PSD, quando esta era deputada. Portanto, imagens com muitos, muitos anos.
E a introdução ao desporto? Foram buscar Pedro Santana Lopes (no desporto?), mudaram a voz, em jeito de introdução ao difícil combate eleitoral que o irmão de Ricardo Costa vai ter em Lisboa. Na primeira fila, o irmão de Ricardo Costa sorria, completando um autêntico despropósito.
Cortaram a voz a quem ganhou o globo para melhor actriz do cinema, quando esta alertava para o "Portugal dos Pequeninos", criticando os responsáveis pela cultura do nosso País.
Não terão ficado, de todo, contentes, quando aquela que é a maior fadista da actualidade criticou, também ela, a falta de apoio do actual ministro.
Também achei notável que a apresentadora da cerimónia aparecesse, no filme de apresentação à categoria da dança, a dançar entre bandeiras do Partido Socialista.
A protagonista do filme premiado atacou forte e feio no actual (e inexistente) ministro da cultura, dizendo que os concursos continuam por assinar.
De seguida, na introdução à categoria "moda", disseram que somos um país de moda...porque o nosso Primeiro-Ministro é um dos homens mais bem vestidos da Europa.
Ficou por entregar o prémio "Mérito e Excelência" a um qualquer membro do Partido Socialista.
Apesar de reconhecer o meritório trabalho de Balsemão e a excelência desta iniciativa, a SIC, esta noite, fez-me lembrar um clube português: que pensa que é gigante, tem o estádio maior de todos, muda várias vezes de treinador e até se reforça com caras dos rivais...mas, como o espectáculo é pobre, o estádio continua a não passar da..."meia casa".
Os portugueses só podem achar piada aos comentadores que, na SIC Notícias, dizem que os políticos não têm credibilidade e que as pessoas estão a afastar-se da política. Não deveriam, esses comentadores, ter visto os vídeos da SIC sobre os políticos, no que deveria ter sido um espectáculo de homenagem aos artistas? Será que ajuda?
Os portugueses estão desesperados. Esse desespero começa a amedrontar-me, por vários vídeos que tenho visto na internet sobre o nosso Primeiro-Ministro e sobre os socialistas. Mas há quem queira passar mal a imagem e mensagem correctas do PSD e da oposição. Há quem queira ser cúmplice deste desgoverno, nacional e local, dos socialistas. E ao optar por esse caminho, não se pode esperar mais audiências. Porque os portugueses estão fartos e não aguentam mais que se queira construir opinião...mesmo durante um espectáculo de homenagem aos desportistas, modelos e artistas.
Não teria mais graça e seria menos despropositado se a SIC, em vez de pôr filmes desligados do contexto do espectáculo, perguntasse, no intuito da prossecução do interesse público, aos actores, artistas, desportivas e cantores o que acham de quem está no Governo? Sobretudo sobre o que acham das políticas de cultura, locais e nacionais. Talvez merecessem mais ser aplaudidos e deixassem aquelas tristes palmas de circunstância. E até poderiam começar pelos Xutos & Pontapés e teriam, certamente, o apoio da esmagadora maioria das referências de qualquer uma das sete artes. Ou então assuma-se tudo de vez, como acontece nos Estados Unidos. E deixe-se que os órgãos de comunicação social manifestem que apoiam este ou aquele candidato, este ou aquele partido. Certamente que perceberiamos melhor o contexto das coisas.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Importa não esquecer



Nos últimos quatro anos, o PSD confrontou muitas vezes o actual Primeiro-Ministro com a realidade económica do País. Fê-lo em discursos públicos e nos debates quinzenais na Assembleia da República. Fê-lo construtivamente, tendo o PSD apresentado sempre propostas alternativas. O PSD alertou. E fê-lo sempre em antecipação.
José Sócrates repetiu vezes sem fim, com um sorriso arrogante, que estava tudo "em ordem".
A realidade tem revelado o tamanho de tal omissão. E tem dado razão ao PSD.
Conclusão: quando o Primeiro-Ministro não tem juízo, o povo é que paga!

"Euro juste"

EUROJUST, para quem não sabe falar inglês, diz-se Eurojust. Não "Euro juste".
FREEPORT, para quem não sabe falar inglês, diz-se Freeport. Não "Fri Pór".
Não é que eu tenha uma pronúncia perfeita da língua britânica. Mas foi isso que aprendi quando estudei Inglês e nos cursos de Verão que fiz em Inglaterra.
É assim que se fala Inglês. Seja ele Técnico ou não.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Opinião - no Laranja Choque

Gostava de informar os leitores deste blogue que aceitei o convite do Tiago Mendonça para escrever um artigo de opinião no seu blogue - Laranja Choque.
Aproveito para agradecer, de novo, ao Tiago pelo convite.
E convido todos os interessados a lerem o artigo que escrevi, clicando aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sporting - o meu ponto de vista




Caso Miguel Ribeiro Telles ou José Eduardo Bettencourt não avancem e não aparecer um projecto com o qual não me possa identificar mais, dificilmente me irei pronunciar sobre as candidaturas.
Independentemente do nome do Presidente e da sua proposta para treinador da equipa principal de futebol, votarei no candidato cujo projecto melhor encaixe nos quatro pilares que considero essenciais para um Sporting ganhador.
E um Sporting só é ganhador se tiver uma estrutura de futebol forte e ganhadora, se for um clube que privilegia os sócios, se for um clube ecléctico, fortemente empenhado em voltar a dinamizar o maior número de modalidades e, claro, um clube rentável.

1) Estrutura de futebol forte e ganhadora – não é possível uma equipa ter dinâmica de vitória se não há respeito pelo treinador e solidariedade entre os colegas. Por isso, é premente trazer ao futebol do Sporting aqueles que são os seus maiores “símbolos”, como Sá Pinto (para mim, indispensável), Pedro Barbosa (embora noutras funções) ou o próprio Oceano.
Só assim se pode ter uma estrutura de futebol forte e respeitada por todos os atletas, capaz de impor disciplina no plantel. Nas últimas épocas sucederam-se casos que revelavam que estas características (vitais) faltavam no Sporting, como o de Stojkovic, Vukcevic, Miguel Veloso e do próprio Yannick Djaló.
O facto de se poder trazer para a estrutura de futebol os maiores símbolos do clube cultiva o amor à camisola que, em muitos casos, parece desaparecer e contribui para um ainda maior empenho em todos os jogos.
Além destes nomes, ou em vez de alguns destes, um Luís Figo (primeira escolha) ou um João Pinto (escolha mais realista) poderiam ajudar nestes aspectos e, pela influência que têm no mundo do futebol, o Sporting será um clube mais apetecível para os craques.

2) Privilégio dos sócios – Não é admissível que um sócio que tenha comprado o lugar por 20 anos pague 450 euros por ano pelo seu lugar na central e que um não-sócio, por ser menor de idade, consiga obter meia gamebox por 150. Deveria ser repensada a “política de bilheteira” no intuito de trazer mais gente ao estádio, porque esse factor pode, ainda que de forma indirecta, aumentar as receitas: porque mais gente é, normalmente, sinónimo de mais apoio e mais apoio, na minha opinião, aumenta as possibilidades de vitória. E vitórias trazem dinheiro. Esta política deve privilegiar os sócios e deve ser mantido o “direito de preferência” que estes têm na compra de bilhetes para as finais e para os jogos que se disputem fora de Alvalade. Só se pode aumentar o número de sócios (sobretudo pagantes) e fidelizar os que já o são com contrapartidas visíveis. Seria importante que o clube estreitasse a relação também com as claques.

3) Clube ecléctico – este factor distinguiu, durante um século, o Sporting dos seus maiores rivais, fazendo com que o Sporting seja um clube que compete com Barcelona e Real Madrid. O primeiro referendo, que espero ver ser instituído, deve ser sobre qual a modalidade a fazer renascer. O clube deve manter e reforçar, no que for possível, a aposta nas modalidades amadoras e procurar, com urgência, resolver o problema da ausência de pavilhão. E que saudades tenho da velhinha Nave de Alvalade, cheia de gente, aos domingos à tarde, antes do jogos de futebol…

4) Rentável – um clube sem sucesso desportivo não é apelativo para ninguém, não cativa os patrocinadores e não consegue ampliar receitas. Com o estádio cheio (fruto de uma diminuição do preço dos bilhetes), com uma estrutura de futebol sólida e forte, com uma aposta no renascimento do ecletismo e com os sócios mobilizados, estou convencido de que o Sporting vencerá mais vezes no campo e na tesouraria, não sendo necessária nenhuma espécie de engenharia financeira.

Estes são os quatro pilares do caminho que quero ver seguido pelo Sporting, depois das eleições. É um clube viável financeiramente e vencedor. É um clube mítico e apaixonante. Ecléctico e construído pelos seus. Com muito Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Viva o Sporting!