quinta-feira, 30 de abril de 2009

DERROTAR SÓCRATES

Sondagens das eleições europeias:
TVI - diferença de 0,4%;
RTP - diferença de 2%.
Isto está a mudar. E aqui está a resposta a um artigo que publiquei há dias: afinal não somos todos atrasados mentais!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Insanável

Significa incurável. Incorrigível. Irremediável.
E porque incurável, não tem cura.
Porque incorrigível, não tem como ser corrigido.
Porque irremediável, não pode sequer ser remediado.
Insanável é só isso. Tudo isso. E é isso mesmo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vale tudo?


Vi hoje, no Público on-line, mais uma notícia de uma situação inadmissível.
Sempre acreditei na democracia e dificilmente há democracia sem partidos. Todos eles existem com vista à satisfação do interesse nacional. O que os distingue é a noção e a determinação do que é, ou não, o interesse nacional.
É inadmissível que o Estado se queira confundir como o dono de tudo. E é mais inadmissível ainda que um partido se queira confundir com o Estado.
O PS utilizou meios do Estado, que são de todos, para recrutar criancinhas. E enganou-as, assim como à escola e aos pais dos menores, porque não era para fazer publicidade a nada do ministério da Educação nem do Governo. Mas para fazer propaganda pelo Partido Socialista.
Além disso, os pais não deram autorização.
Cada dia que passa, que vejo, sinto e ouço as pessoas, aumenta a sensação de nojo perante todas estas promiscuidades.
Era o que faltava. O PS não é o Estado. Nem o Estado é o PS.
E já chega deste tratamento abusivo dos recursos estatais, para satisfazer interesses partidários.
Talvez fosse bom que os socialistas aprendessem que, em democracia, não vale tudo.
Aconteceu. Foi o primeiro tempo de antena do PS em 2009.

Será que somos todos atrasados mentais?

I - Mário Crespo fez hoje uma bela entrevista a Manuela Ferreira Leite. Entrevista em que, tendo em conta o tempo, foram feitas todas as perguntas. E foram dadas todas as respostas. Inclusivamente a uma pergunta sobre a possibilidade de nenhum partido vencer com maioria absoluta. Quem viu a entrevista, percebeu que será impossível haver um Governo de Bloco Central, com José Sócrates à frente dos socialistas. Percebeu que há diferenças insanáveis entre as ideias do PSD e do PS.
A única coisa que Ferreira Leite disse, no caso de não ganhar com maioria absoluta, foi que estaria disponível para governar desde o interesse nacional se sobrepusesse a qualquer outro. Minutos depois disse que o PS punha, acima do interesse nacional, as motivações eleitorais, dando exemplos constantes, desde a promessa da obrigatoriedade dos 12 anos de escolaridade às obras faraónicas.
Vejo que muita gente, inclusivamente na comunicação social, está a pegar num excerto da entrevista para induzir os portugueses em erro, vendendo a ideia de que Ferreira Leite está disponível para se aliar a Sócrates. Ou coisa parecida. Não está. Só os atrasados mentais podem ter tido essa interpretação ou então não viram a entrevista.

II - Os cartazes da propaganda socialista às eleições europeias querem vender uma ideia completamente falsa. Confesso que quando os vi, nem quis acreditar no tamanho da hipocrisia socialista. Porque só um atrasado mental pode acreditar que o PS é, por exemplo, o (único, exclusivo) responsável por termos aderido à moeda única. Só um atrasado mental pode pensar que se o PSD estivesse no Governo, Portugal, ao contrário da nossa vizinha Espanha, não iria aderir à CEE. E o mesmo no que respeita ao Tratado de Lisboa.
Foi o PS, porque era o PS que lá estava, na altura. Se fosse o PSD, tinha sido o PSD. Se fosse o CDS, teria sido o CDS.
Aliás, o que esses cartazes demonstram é que o PS esteve anos demais no Governo do País. Por isso, o País está como está. Mas quando é para falar do País, os socialistas já não põem estes cartazes. Antes preferem dizer que a responsabilidade é de Barroso, que é Presidente da Comissão Europeia(!), ou de Santana Lopes, que esteve poucos(!) meses no Governo, ou de Cavaco, que já não nos governa há quinze(!) anos. Desde então, Guterres (o do pântano) e Sócrates (o do pantanal) governaram 12! E só os distraídos caem na publicidade enganosa dos cartazes, só quem sofre de amnésia é que pensa que o PS não é o principal responsável pelo estado do País. Ou os atrasados mentais.

domingo, 26 de abril de 2009

O Sentido das sondagens, em Lisboa



São estas as sondagens, que foram publicadas no Correio da Manhã.
Aqui não há um sentido, mas dois, opostos: desde Janeiro, António Costa desceu, Santana começou a disparar.
Se assim continuar, certamente teremos uma Lisboa com Sentido ainda em 2009.

Continuam!

O Sporting começou o jogo deste sábado muitíssimo condicionado.
Desde logo, pelas lesões de Grimi, Rochemback, Izmailov e Vukcevic. Às quais Paixão resolveu juntar Moutinho, além de Derlei.
A todas essas adversidades lá apareceu mais uma. Chamada Vasco Santos, da A.F. do Porto. Que numa falta completamente normal de Polga, que curiosamente era a sua primeira falta, mostrou o quinto cartão amarelo. Logo não joga para a semana.
Esse senhor, quando um jogador do Estrela se lesionou, parou o jogo. Quando um jogador do Sporting estava caído no chão, a pedir assistência médica, e quando a equipa tentava desesperadamente ficar com a posse da bola para a pôr fora das quatro linhas, o árbitro não apitou. Foi nessa jogada que o Estrela fez golo. E, diga-se, um golo fabuloso. Que não aconteceria se o árbitro tivesse mantido o critério.
No último minuto, Vasco Santos voltou a ser protagonista. Marcou falta e a equipa do Sporting parou. Ao contrário da bola que continuou a rolar, entre jogadores do Estrela. Foi por cêntimetros que o Estrela não empatou. Mas a minha estupefacção não está na aselhice do jogador do Estrela. Mas no facto de um árbitro apitar e quando vê que vai haver perigo (porque a equipa do Sporting parou com o apito), diz que dá a lei da vantagem. Inacreditável!
Vasco Santos foi como a equipa do Sporting, no jogo de hoje: fez o que tinha de fazer. Mas foi pouco eficaz.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

24 de Abril

Portugal, no 24 de Abril de 2009, é o país que protege as grandes fortunas conseguidas de forma corrupta, mas que leva o senhor que rouba duas galinhas ao banco dos réus.
É o país da fruta no futebol, da autarca que fugiu à justiça, instalando-se no Brasil. É o país dos tios, dos sobrinhos e respectivas contas bancárias.
É o país que reprime a liberdade de imprensa, com processos contra os jornalistas que, profissionalmente, investigam e publicam factos indesmentíveis.
É o país governado por um Primeiro-Ministro que insulta os profissionais de um canal de televisão.
É o país em que o poder central e local faz acordos com o ex-poder, do mesmo partido, para que, a troco de largos milhões de euros, coloque uma muralha de contentores à beira-Tejo.
É o país que vê no poder da capital o homem que bloqueou a resolução dos problemas.
É o país que viveu duas recessões em seis anos, que vive uma crise que tem mais de uma década, que está constantemente a afastar-se do crescimento e desenvolvimento europeus.
É o país dos 500 mil desempregados, inscritos em centros de emprego. É o país dos 2 milhões de pobres.
E é nesta mesma conjuntura que Portugal é o país onde se discutem TGV's, novas pontes, novas auto-estradas e até se quer construír um novo aeroporto internacional.
É o país em que o Presidente e o Primeiro-Ministro mandam recados um ao outro.
Guterres foi embora para evitar o pântano.
Sócrates não foi, não evitou e até o tenta esconder.
E cá estamos, nós, em Portugal, no 24 de Abril de 2009.
À espera de um 25 Abril que trará mais esperança, mais vida, mais Sentido. Pelo menos aos lisboetas...

O sentido dos números, em Lisboa


Quem perde 2 minutos a ver as notícias apercebe-se logo do nervosismo crescente do Partido Socialista perante a grande e real possibilidade que tem de ser derrotado por uma coligação alargada de apoio a Pedro Santana Lopes.
Da mesma forma que António Costa acordou tarde para liderar Lisboa, o PS manteve-se adormecido, pensando que o facto de nada fazer chegaria para se manter à frente da capital. Agora, nota-se que os socialistas têm a máquina de construír opinião muito bem montada. Mas isso nem sempre chega. Principalmente quando o adversário é Pedro Santana Lopes, a quem o tempo tem vindo a dar razão, como nas questões do túnel do Marquês, do Casino e, certamente, do próprio Parque Mayer. Santana Lopes, quando pôde resolver, resolveu. E fê-lo com rapidez, eficácia, coragem e muita determinação.
Uma notícia que me chamou a atenção nesta quarta-feira foi o facto de uma petição que apelava à convergência da esquerda em Lisboa ter chegado a 1000 assinaturas. E fiz, depois, algumas contas.
Ora vejamos: mil assinaturas, em 500 mil pessoas, equivale a 0,02%. Mil assinaturas são metade das participações que o "OUVIR LISBOA", da campanha de Santana Lopes, recebeu logo nos primeiros dias.
Os números revelam muita coisa. E ajudam a esconder muitas verdades. Será que 0,02% dos 0,02% dos lisboetas que assinaram a petição defendem que seja António Costa a liderar uma união das esquerdas? Duvido muito. Porque Costa cativa tanto a esquerda como os lisboetas. Ou seja, não cativa. E há coisas que os números não escondem...
Por exemplo, quando Santana Lopes venceu a Câmara de Lisboa obteve 131135 votos. Costa ganhou as intercalares com 57907. Ou seja, Costa teve menos de metade dos votos que fizeram com Santana Lopes vencesse em 2001.
Marcelo Rebelo de Sousa disse que a vitória de Santana Lopes na capital era uma simples questão matemática. E não será necessário fazerem-se muitas contas para perceber que Santana tem vantagem. Uma larga vantagem. Merecida. Porque o mérito é seu e do trabalho que realizou no seu mandato como Presidente da Câmara de Lisboa.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Se o árbitro que apitou ontem na Amadora tivesse assinalado a grande penalidade, a castigar falta de Fucile dentro da área do Porto, será que os azuis e brancos aguentariam a pressão e chegariam à final da Taça?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um ou dois?

Será possível a pessoa que diz que a oposição está a fomentar uma campanha negra contra a sua pessoa ser a mesma que agora critica o silêncio sobre esse caso?

Será possível a pessoa que critica a política do "recado", fazer recados em directo no canal público de televisão para que o PR se mantenha distante porque é ano de eleições?

Será possível a pessoa que se acha corajosa como ninguém, afirmar publicamente que se orgulha de ter um candidato às próximas eleições que não é próximo dele?

É possível, mas pouco provável. Se calhar, os Gato Fedorento é que tinham razão quando diziam que havia dois "José Sócrates"...
Ou então só há um. E está completamente desorientado.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A nostalgia do "tema livre"


A entrevista desta noite de José Sócrates fez-me recordar a minha infância e o tempo da escola primária.
Lembrei-me daquelas redacções que a professora me pedia para fazer, em que o tema era livre. Também as professoras de educação visual me pediram, não raras vezes, para fazer um desenho. Muitas vezes era também de tema livre.
Como sempre gostei de escrever, nas redações em que era eu que escolhia o tema, punha sempre no papel a minha criatividade. Curiosamente, quando entrei para os Salesianos, no 7ºAno, a redação era de tema livre. E garanto-vos que no texto que escrevi para esse teste, conjuguei, numa folha A4, as formigas e outros animais com os livres do Roberto Carlos. Era ali que eu me sentia à vontade. E, a julgar pelo resultado, saí-me bem.
Infelizmente, no desenho não era assim. Nunca soube desenhar um cavalo e ainda estou para perceber como é que se consegue fazer um desenho de uma pessoa com mais qualidade do que os desenhos da minha afihada, que fez sete anos no mês passado. Quando era tema livre, eu fazia estádio de futebol, com as linhas mais ou menos onde deviam estar, com uns riscos para de cima para baixo e outros da esquerda para a direita. E, nesses desenhos que eu fazia, aparecia sempre o marcador, em que aparecia sempre o Sporting a ganhar. Em desenho, nunca soube fazer bem outra coisa que não sejam estádios de futebol. Então era isso que eu escolhia, sempre, no tema livre. Como não eu sabia fazer bem outra coisa, fazia sempre a mesma.
Não vi toda a entrevista inteira que o Primeiro-Ministro deu hoje aos seus inferiores hierárquicos. Mas, nas partes que vi, lembrei-me do "tema livre". E ai de quem nos peça aquilo que não queremos. É tema livre e ponto final: falamos do queremos, pomos em causa as perguntas legítimas às quais não queremos responder e somos nós que conduzimos as coisas como melhor entendermos.
No "tema livre" ninguém nos confronta com contradições. Há seis meses, o ministro das finanças dizia que Portugal estava imune à crise. Hoje, o Primeiro-Ministro disse que a crise começou em 2007. Para não falar do ministro Pinho, que veio dizer que "a crise acabou totalmente".
Ai de quem nos diga que estamos a desviar um caso de corrupção para uma questão de licenciamento!
Ai de quem nos diga que não estamos a cima da lei! Porque qualquer cidadão é livre de denunciar à Justiça aquilo que julgar relevante. Neste aspecto, o caso em que Sócrates parece estar envolvido não é nenhuma raridade. Há outros políticos nas mesmas circunstâncias. Sobre questões praticamente irrelevantes.
Ai de quem nos diga que revelamos pouca sensibilidade e cultura democráticas e que não temos condições para governar. Porque entrámos em guerra com o chefe de Estado. Porque falhámos em todos os sectores. Porque estamos envolvidos em casos que agravam, a cada dia, a imagem de Portugal lá fora. E cá dentro. Porque cá dentro também a confiança, há muito, deixou de existir.
Foram momentos. Apenas alguns. Os suficientes, para me lembrar da minha infância e do "tema livre": em que eu fazia o que queria, o melhor que conseguia para que o resultado final não saísse demasiado medíocre.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Qual estofo?


E se Sócrates, em vez de ir dar a entrevista à televisão pública, fosse aos privados responder às perguntas de jornalistas como Mário Crespo ou Manuela Moura Guedes?
Ou só dá entrevistas a pessoas que dependem de si? Por que é que, quando foi aos privados, deu a entrevista ao irmão do seu número dois?
Eu sei que é sempre complicado lidar com a verdade. Sobretudo quando já nenhum dos vários camaradas, que se encobrem uns aos outros, a consegue esconder. E isso torna muito duro o facto de se viver num país livre e democrático.
Mas Sócrates, em vez de se disponibilizar para que tudo fique esclarecido e pôr o interesse nacional à frente do seu interesse individual e em vez de pegar o touro pelos cornos, prefere mais uma encenação: vai abraçar-se a um bezerro manso com o ar de quem está a pegar, de caras, um touro bravo.
É ridículo. Ou alguém acha que Sócrates não sabe as perguntas antes? Se o ministro queria saber as perguntas que Mário Crespo iria fazer, como este próprio afirmou, alguém acredita que o Primeiro-Ministro, que está entre a espada e a parede, vai a uma entrevista, dada por um "seu" "empregado", sem saber as perguntas?
Onde é que está o estofo de Sócrates?

domingo, 19 de abril de 2009

Uma mega fraude


O campeonato português é uma mega fraude.
Ontem à noite, foi o que foi. E sobre ontem já escrevi tudo no artigo anterior.
Hoje, em Coimbra, a pouca vergonha continuou, quando o árbitro fez vista grossa a uma falta evidente de Raúl Meireles dentro da área do FC Porto. Era penalty, amarelo para Meireles e, provavelmente, a Académica iria para o intervalo a ganhar.
Não sei se o Porto viria a ganhar 3-0. Apesar do terceiro golo ter acontecido graças a um fora-de-jogo evidente. De estar convicto que a Académica transformaria em golo a grande penalidade. E de acreditar que, noutro país qualquer, Raúl Meireles não estaria em campo para cruzar para o primeiro golo do FC Porto.
O problema é que este não é o primeiro ano em que um árbitro marca penalty por bola no peito e deixa por marcar vários penalties evidentes dentro.
Se a Paixão de ontem tivesse dado bom resultado e se a Benquerença de hoje também, o Porto era, hoje, praticamente campeão. E o Benfica, que afinal pressiona árbitros antes dos jogos, ficava a um ponto da Champions League.
Valeu o profissionalismo e o empenho dos jogadores do Sporting para travar tamanha injustiça.

Paixão a mais...


Eu sei que existe, na cidade-berço, uma paixão muito grande pelo maior clube local.
Contudo, hoje a Paixão foi outra. Como é hábito sempre que que é com Paixão que se arbitram os jogos do Sporting.
Diga-se, sumária e previamente, que o Sporting foi, em Guimarães, uma equipa que, apesar de desfalcada(sem Grimi, Rochemback, Vukcevic e Izmailov), se superiorizou durante 80 ou 85 dos 90 minutos do jogo. Atirámos duas bolas à barra, marcámos três golos e criámos várias oportunidades de golo.
Mas, também ao longo de todo o jogo, o critério do árbitro foi manifestamente penalizador para os jogadores do Sporting. Por exemplo, Luís Filipe faz uma falta igual àquela em que Derlei foi amarelado. Mas Luís Filipe teve uma segunda oportunidade. E só à segunda viu o amarelo. Outro exemplo é o de uma falta de Nuno Assis (que deu origem aos protestos justos e à expulsão não tão justa de Paulo Bento), igual à que Moutinho cometeu quando viu o cartão amarelo.
Nos casos de Moutinho e Derlei tratava-se do quinto cartão amarelo, que suspende os atletas durante um jogo. Eram os únicos que que estavam nessa condição. Paixão sabia disso. "Tratou" disso. E fê-lo de forma clara.
Foi um roubo do princípio ao fim e o Sporting teve de ser muito melhor para ganhar o jogo. Porque se bastasse só ser melhor, o Sporting teria empatado. Ou perdido. Por culpa da Paixão.
Outra vez, um golo limpo foi invalidado. Nas imagens, vê-se que não houve protestos do jogador do Vitória, que perdeu a bola. Vê-se que Carriço não toca no jogador do Vitória. Viu-se que o árbitro não marcou nenhuma falta. Mas a Paixão falou mais alto quando a bola entrou na baliza, Paixão essa que, apressadamente, travou os festejos dos jogadores do Sporting, anulando um golo regular.

Uma palavra ainda para o Vitória. Acredito que o balneário do Vitória, depois do jogo, deveria estar de rastos. Desde logo, Nuno Assis e Luís Filipe, recém-chegados do Benfica, clube com quem o Vitória fez um protocolo. Que lesou (e de que maneira!) os minhotos. Até Manuel Cajuda, que continua a justificar os maus resultados e o fracasso de uma época que prometia ser memorável. Devem estar "de rastos". Mas que lhes console o facto de, com este resultado, se ter poupado uma enorme injustiça a três milhares de sportinguistas que foram ver o jogo ao vivo. E a um conjunto de jovens, promissores e profissionais, que foram prejudicados. Mesmo assim, ganharam.
Por fim, para os que gostam das curiosidades, aqui fica mais uma: na primeira volta, em Alvalade, tinha acontecido algo idêntico: o Sporting, nos dois jogos contra o Vitória, marcou, em cada um deles, três golos. E tanto em Alvalade como em Guimarães, foi-nos roubado um golo limpinho.
Fica à Liga o critério de dar continuidade a estes tipo de "malandrices". Porque nós, sportinguistas, estamos pelos cabelos com estes Lucílios e Paixões, que atentam continuadamente à verdade desportiva. Que prejudicam, constantemente, a equipa do Sporting. De resto, a nomeação de Paixão para este jogo foi uma afronta, clara, ao Sporting. Porque todos ainda nos recordamos bem de quem arbitrou e de como arbitrou no jogo que afastou o Sporting da Taça de Portugal.
Mas num campeonato que começou, logo na primeira jornada, com um penalty (contra o Sporting) numa falta a três metros da área, já tudo é de esperar.
Há Paixão a mais no futebol português. E vergonha a menos. Por isso, na próxima semana teremos de encher o estádio, de apoiar completamente esta equipa e de protestar, outra vez, contra esta pouca vergonha.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A democracia portuguesa está doente?


Há quem lhe chame situacionismo. Mas como não se gosta de quem lhe dá esse nome, critica-se. Ou não se dá importância.
Eu não sei se é, ou não, situacionismo. Chame-se o que se lhe quiser chamar. Mas chame-se qualquer coisa. E chame-se várias vezes. Bem alto.
O PSD promoveu, ontem, em Aveiro mais uma sessão do fórum "Portugal de Verdade". Chamou muitas pessoas, de reconhecida competência e valor, que não militam no partido. Nomes como Belmiro de Azevedo, Daniel Bessa, Isabel Vaz, João César das Neves, Maria José Nogueira Pinto, José Manuel Canavarro, José António Barreiros estiveram presentes nesse fórum que visa ouvir a sociedade civil e debater os grandes problemas de fundo com que se depara o país.
A comunicação social passou alguma coisa do que lá se passou? Falou sequer que iria decorrer? Do que iria ser falado? Do que foi dito? De quem lá esteve?
Se a comunicação social fizesse o seu papel, e o desempenhasse bem, com isenção, de certeza que o nosso país seria mais democrático, mais pluralista. Estou até convicto de que Portugal seria um país melhor!
Se a comunicação social fizesse o seu papel, com certeza que eu não teria de receber esta informação por um blogue. Um único. Esse, sim, fez o seu papel. E fê-lo de forma exemplar.


(Fonte: Diogo Agostinho, psicolaranja)

Falar verdade - o desemprego


A crise funciona como um lenço negro que tapa nos nossos olhos e que não nos permite ver a realidade. Pasmo-me quando vejo a insistência do Governo em tapar os olhos às pessoas, fazendo com que os portugueses andem a jogar à cabra cega.

Mas importa falar verdade. Importa reavivar memórias.

O Governo e o Partido Socialista disseram aos portugueses até ao final do ano que passou que Portugal não vivia em crise e que estava completamente protegido, imune de potenciais efeitos da crise internacional.

Hoje, quatro meses e meio depois de cair na realidade, para a qual o Governo acordou tarde, é a crise que encobre as políticas falhadas dos socialistas. Afinal de contas, a crise não só afectou a realidade económica (e social) do nosso país como também é motivo de justificação para o fracasso governativo.

O que o Governo não diz é que o problema não é de agora. A crise, em Portugal, terá começado com o guterrismo. E o desemprego, como demonstram todos os gráficos e dados, cuja veracidade é confirmada pela realidade, que afecta cada vez mais pessoas e famílias, é um fenómeno que não começou em 2009. Nem foi a crise (internacional) que levou ao número de desempregados que há em Portugal.

Se bem me lembro, as últimas eleições legislativas realizaram-se a 20 de Fevereiro de 2005. Sócrates tomou posse depois.

Em 2004, o desemprego era de 6,7% e subiu para 7,6% logo no primeiro ano de governação “socrática”. Voltou a crescer no ano seguinte e chegou aos 8% em 2007. Caiu apenas no ano seguinte, mantendo-se, ainda, acima dos números de 2004.
O desemprego chegou em Fevereiro deste ano aos 8,5%. Nessa altura, cerca de 470 mil pessoas estavam inscritas nos centros de emprego. Desde então, esse número continuou a subir e os despedimentos têm continuado a crescer a um ritmo verdadeiramente alucinante.

A grande responsabilidade por esta realidade não é nem do PSD, nem dos Estados Unidos que foi, segundo dizem, o país onde a crise internacional terá começado. A realidade do número assustador de desempregados é da responsabilidade exclusiva de um incompetente Governo do Partido Socialista. Porque, “sem crise”, o desemprego aumentou muito. Porque não anteviu, como deveria ter antevisto, a crise internacional e o seu impacto na nossa economia. E porque não respondeu aos efeitos da crise como e quando deveria ter respondido.

Esta é a verdade. A mesma que o Governo quer encobrir. A mesma que afecta, todos os dias, cada vez mais pessoas, cada vez mais famílias.