domingo, 15 de março de 2009

(Pouco) futebol, (algumas) manobras, (demasiada) polícia, (muita) censura


Quando entrei em Alvalade, hoje, não sabia que ambiente se iria viver no estádio e foi com alegria que vi perto de 20 mil pessoas a apoiar a equipa, para que juntos conseguíssemos dar a volta por cima. Eu fui dos que bateram palmas. De pé. De incentivo. Não esquecendo, nunca, o que se passara na terça-feira, em Munique. Nem as afirmações de Miguel Veloso. Nem menos ainda a opção de Paulo em o pôr a jogar, como titular e à esquerda da defesa.
Afinal de contas, não eram só os jogadores, o treinador e os dirigentes do Sporting que precisavam de apoio. Nós, adeptos, feridos no nosso orgulho, também precisávamos de reagir. E reagimos, juntos, excepto uma dezena de rapazes que resolveu puxar a equipa para baixo.
Reagimos com uma vitória.
Mas não nos esqueceremos de uma altura em que estávamos a vencer, a ultrapassar a tragédia do meio da semana, e a jogar contra dez. Atenção, porque esta é uma altura decisiva, em que pode ficar decidido se vamos, ou não vamos, ser campeões, e em que todos os actos públicos dos sportinguistas, perante os responsáveis do clube, devem ser da máxima responsabilidade. Nessa altura, em que o Sporting recuperava do pesadelo, alguns adeptos resolveram, em dois pontos opostos do estádio, levantar faixas de insulto ao próprio Sporting. Refiro-me a uma faixa negra, em que palavras escritas em branco diziam "VASSOURADA". O clima exaltou-se, a polícia apreendeu (julgo eu, indevidamente) duas faixas e o pânico instalou-se no estádio, com muitas mulheres e crianças a terem de fugir das cenas de pancadaria que tomaram conta de uma bancada lateral do estádio.
Foi uma tentativa falhada, uma manobra de desestabilização do Sporting, com um intuíto bem claro: destruír, abrindo caminho a uma alternativa que tem medo de se apresentar publicamente.
Contudo, espero que fique claro que sou da opinião que todos os adeptos, num Estado livre, devem ser livres de dizerem o que quiserem e colocarem as faixas que quiserem, dentro ou fora dos estádios de futebol. Apesar de criticar esta opção, ainda por cima nesta fase.
Apesar de tudo, parece-me que a direcção do Sporting deveria estar já a fazer os contactos necessários para definir a próxima época. A primeira grande opção para treinador deve ser Jorge Jesus, que é o melhor treinador português e é sportinguista. Quanto ao reforço do plantel, há que estar de olho aberto e jogadores como Marquinho, do Vitória de Guimarães, Yazalde, do Rio Ave e Nené, do Nacional, poderiam ser reforços interessantes para a equipa, cuja principal prioridade deve ser a aquisição de dois laterais de valor indiscutível.
E sobre a próxima época, não seria resposável alongar-me muito mais, porque há que dar todo o apoio a quem representa o Sporting.
Uma última nota, para elogiar Fernando Mendes, que, pela conferência de imprensa justificou o porquê de ser o líder da JUVE LEO. E para dar um abraço a Quique Flores, pelo carácter que tem demonstrado e pela atitude de humildade, profissionalismo e solidariedade para com um treinador adversário, que era algo que faltava nos treinadores estrangeiros que comandam as equipas portuguesas. Hoje sou eu que estou solidário com ele.
Independentemente de tudo isso, de hoje a oito, espero estar no Algarve a festejar a conquista da Taça da Liga.

2 comentários:

Anónimo disse...

20 mil pessoas = menos de metade do estadio. Alegria?

Marquinho só pode ser uma piada de mau gosto em relação à bela jogada que ele fez no golo contra o benfica. Mas nem titular INDISCUTIVEL do 8º classificado é.Yazalde nao trará nada de novo em relação à media-fraca qualidade de yannick. Jorge Jesus nao trara rigorosamente nada de novo em relaçao a mediana qualidade de paulo bento, nao crescerao assim...mas estao resignados a mediocridade.

Estes dois paragrafos relativos ao teu texto so mostram a falta de ambiçao e a pequenez do Sporting, apenas mascarada com o apelo à compra de Nené (em relação ao qual dou o beneficio da duvida, embora ache q n passará dum derlei em alvalade, mas estarei ca para admitir caso esteja enganado).

luis cirilo disse...

Caro António:
Tem toda a razão quanto ao Jorge Jesus.
É um excelente treinador,sabe imenso de futebol e está a fazer uma época sensacional no Braga.
Quanto ao Marquinho,que tem tudo para ser um jogador acima da média, lamento mas não pode ser .
Faz falta ao Vitória
Se quiserem o Carlitos...
O Néné é evidentemente um bom reforçoe num clube com outras aspirações ainda melhorará de rendimento
O Yazalde...tenho duvidas.
Lenmbro que o Manuel Cajuda também teve palavras solidárias para o Paulo Bento.
Merecidas.
Porque cometemdo erros,como todos, ele tem-se revelado um treinador com personalidade que não merece ser avaliado só em função de dois jogos com o Bayern.
E não podemos esquecer que a cadeia de comando leonina está sériamente ferida pela saida diferida no tempo de Soares Franco.
Se fosse sportinguista estaria sériamente preocupado com a planificação da próxima época.
Porque estando naturalmente por fora,mas fazendo fé no que vou lendo,´são só indecisões e indefenições.
Confesso que nunca vi semelhante situação num clube ao nivel do Sporting.
Que depois dá azo,precisamente por falta de autoridade,a casos como o do miguel veloso.
Que com outra liderança nem autorizado devia ter sido a entrar no avião para Munique !
É o caso flagrante de uma maçã podre que se não for apartada das restantes vais acabar por dar cabo do cesto todo.
Palavra final para desejar ao seu Sporting uma vitória clara na Taça da Liga no próximo sábado.
E quanto mais clara ...melhor !