
Quando entrei em Alvalade, hoje, não sabia que ambiente se iria viver no estádio e foi com alegria que vi perto de 20 mil pessoas a apoiar a equipa, para que juntos conseguíssemos dar a volta por cima. Eu fui dos que bateram palmas. De pé. De incentivo. Não esquecendo, nunca, o que se passara na terça-feira, em Munique. Nem as afirmações de Miguel Veloso. Nem menos ainda a opção de Paulo em o pôr a jogar, como titular e à esquerda da defesa.
Afinal de contas, não eram só os jogadores, o treinador e os dirigentes do Sporting que precisavam de apoio. Nós, adeptos, feridos no nosso orgulho, também precisávamos de reagir. E reagimos, juntos, excepto uma dezena de rapazes que resolveu puxar a equipa para baixo.
Reagimos com uma vitória.
Mas não nos esqueceremos de uma altura em que estávamos a vencer, a ultrapassar a tragédia do meio da semana, e a jogar contra dez. Atenção, porque esta é uma altura decisiva, em que pode ficar decidido se vamos, ou não vamos, ser campeões, e em que todos os actos públicos dos sportinguistas, perante os responsáveis do clube, devem ser da máxima responsabilidade. Nessa altura, em que o Sporting recuperava do pesadelo, alguns adeptos resolveram, em dois pontos opostos do estádio, levantar faixas de insulto ao próprio Sporting. Refiro-me a uma faixa negra, em que palavras escritas em branco diziam "VASSOURADA". O clima exaltou-se, a polícia apreendeu (julgo eu, indevidamente) duas faixas e o pânico instalou-se no estádio, com muitas mulheres e crianças a terem de fugir das cenas de pancadaria que tomaram conta de uma bancada lateral do estádio.
Foi uma tentativa falhada, uma manobra de desestabilização do Sporting, com um intuíto bem claro: destruír, abrindo caminho a uma alternativa que tem medo de se apresentar publicamente.
Contudo, espero que fique claro que sou da opinião que todos os adeptos, num Estado livre, devem ser livres de dizerem o que quiserem e colocarem as faixas que quiserem, dentro ou fora dos estádios de futebol. Apesar de criticar esta opção, ainda por cima nesta fase.
Apesar de tudo, parece-me que a direcção do Sporting deveria estar já a fazer os contactos necessários para definir a próxima época. A primeira grande opção para treinador deve ser Jorge Jesus, que é o melhor treinador português e é sportinguista. Quanto ao reforço do plantel, há que estar de olho aberto e jogadores como Marquinho, do Vitória de Guimarães, Yazalde, do Rio Ave e Nené, do Nacional, poderiam ser reforços interessantes para a equipa, cuja principal prioridade deve ser a aquisição de dois laterais de valor indiscutível.
E sobre a próxima época, não seria resposável alongar-me muito mais, porque há que dar todo o apoio a quem representa o Sporting.
Uma última nota, para elogiar Fernando Mendes, que, pela conferência de imprensa justificou o porquê de ser o líder da JUVE LEO. E para dar um abraço a Quique Flores, pelo carácter que tem demonstrado e pela atitude de humildade, profissionalismo e solidariedade para com um treinador adversário, que era algo que faltava nos treinadores estrangeiros que comandam as equipas portuguesas. Hoje sou eu que estou solidário com ele.
Independentemente de tudo isso, de hoje a oito, espero estar no Algarve a festejar a conquista da Taça da Liga.